Sunday, July 14, 2019

Sobre Couchsurfing

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Em 2013 eu descobri o Couchsurfing. Não me lembro quem me apresentou pra essa plataforma maravilhosa, mas sei que desde então eu me tornei um membro. Mas em que consiste, afinal, o Couchsurfing (ou CS, para os íntimos)?

O CS é uma rede social, disponível via app ou site, em que pessoas oferecem um lugar para viajantes passarem a noite. O nome, Couchsurfing, em português significa algo como Surfando em sofás. Ele é feito para estadias rápidas, de uma ou duas noites, de preferência (por isso o nome surfando).

Então vamos supor que você tem uma casa com um sofá confortável, ou um quarto sobrando com uma cama, ou ainda uma casa com espaço pra dormir no chão. Você se cadastra nesse site, coloca todas as suas informações e as informações sobre a sua casa, e as pessoas que estão indo visitar sua cidade olham seu perfil e te solicitam hospedagem.

Dá pra pensar que é um sistema tipo Airbnb, mas na verdade o CS não é pago. Mas segura o entusiasmo. Ele não é só um lugar pra dormir de graça. É muito mais do que isso. É uma comunidade. As pessoas que usam esse tipo de serviço em geral são pessoas que amam viajar e que amam compartilhar (experiências, ideias, qualquer coisa).

Outra diferença para o Airbnb é que nesse você aluga uma casa (ou um quarto). No CS invariavelmente você vai estar morando junto com o dono da casa, mesmo que seja só por uma noite. Não dá pra pensar nisso como um hotel. O legal do CS é que você interage com os moradores, troca experiências, troca dicas da cidade, enfim, tem um relacionamento, mesmo que muito rápido. Como eu já disse, em geral as hospedagens por esse sistema são para 1 ou 2 noites, para passagens rápidas, embora em alguns casos é possível ficar mais tempo. Claro que se você precisar ficar um mês inteiro, por exemplo, vale uma conversa com o anfitrião e, de preferência, uma ajuda de custo é bem vinda. Tudo deve ser combinado pra não ficar ruim pra ninguém.

Normalmente quem hospeda o faz porque gosta de ter gente diferente por perto, de conhecer outras culturas. Gosta de dar dicas sobre a cidade, gosta de chegar em casa à noite e conversar com os hóspedes. Se você faz mais o tipo que não curte conversa ou não curte essa troca, esse sistema definitivamente não é o mais apropriado pra você.

Já me perguntaram se só pode se hospedar na casa dos outros quem também hospeda. A resposta é não. Às vezes você mora num lugar que não permite que você receba hóspedes. Não é por isso que você será impedido de ficar na casa de outras pessoas. Porém, se você tiver a possibilidade, é de bom tom que o faça.

Além disso tudo, a comunidade do CS é bem ativa em diversas partes do mundo. Eles fazem reuniões, combinam de se encontrar e fazer coisas diversas. Eu nunca participei de uma reunião, mas estou querendo começar. Depois volto pra contar.

Bom, tudo isso eu contei pra dizer que nós vamos usar muito do couchsurfing na nossa viagem pelos EUA. Passaremos por 17 cidades de 10 estados diferentes, sendo que dessas, vamos dormir em 13 delas. Apenas na primeira, que será Orlando, vamos usar o Airbnb. Como vamos estar na Disney, escolhemos o Airbnb pra podermos ter um pouco mais de conforto e sossego. Em todo o resto da viagem vamos de CS, até porque acreditamos que isso vai agregar demais na nossa viagem. Nos hospedarmos com pessoas locais também vai nos ajudar na hora de planejarmos nossos passeios (afinal de contas, nada melhor do que alguém que conhece a cidade pra indicar onde ir e onde não ir, certo?).

Dá um trabalho danado solicitar tantas hospedagens. Entrar perfil a perfil, ver quem te agrada, enviar um textinho com a solicitação. Os textos dos perfis em geral são longos, e é legal ler ele inteiro pra ver se tem alguma informação importante (e também pra saber se você se identifica com o anfitrião, claro). Então tenho gastado um bom tempo das minhas noites fazendo essa busca. Até agora já temos 6 hospedagens confirmadas. Inclusive já até mudamos alguns planos com base em dicas que recebemos da comunidade.

A viagem está chegando e eu nem tinha me dado conta dessa proximidade. Em exatamente um mês e meio estaremos embarcando. Vai ser minha viagem mais longa (e mais louca, com certeza). Não vejo a hora de poder contar tudo pra vocês. Estarei levando meu diário de viagem (da Para ti da Thatá, que faz cadernos customizados e pode personalizar um pra sua viagem, #ficaadica) pra não perder nenhum detalhe da viagem. Ai, que emoção!! <3 nbsp="" p="">

Monday, April 1, 2019

Providências básicas para qualquer viagem

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Quando você pensa em viagem internacional, algumas considerações importantes precisam ser levadas em conta.

1. Verifique como é a admissão no país que você vai visitar. Precisa tirar o visto aqui no Brasil ou ele é dado na fronteira, na hora da entrada? Quais documentos são necessários para tirar o visto ou para levar na hora de entrar no país? Se você tiver passaporte estrangeiro e estiver indo para os EUA, verifique se precisa de visto ou se consegue entrar apenas com o ESTA.

2. Qual documento você precisa levar para apresentar na fronteira? Se forem países do Mercosul, o RG é suficiente (atenção: precisa ser o RG, a CNH não vale como documento oficial). Para os demais países é necessário o passaporte. Porém, fique atento às validades. No caso do RG, certifique-se que o documento tenha menos de 10 anos, caso contrário você poderá ser barrado. Muito embora não exista data de validade para esse documento, muitos lugares não aceitam se ele tiver mais de 10 anos – inclusive na hora de embarcar no avião. Para o caso do passaporte, verifique se ele tem validade de no mínimo 6 meses depois da sua viagem. Por exemplo: se você for viajar em janeiro, ele deve estar válido até julho do mesmo ano. Se ele expirar em maio, é possível que não seja permitida a sua entrada no país mesmo que o passaporte ainda esteja válido.

3. Veja se é necessária alguma vacina, seja ela obrigatória ou recomendada. A vacina da febre amarela é a única que é obrigatória em alguns países. Se você já tomou a vacina aqui no Brasil, certifique-se de que você tem o certificado internacional, não adianta só ter o carimbo na sua carteirinha de vacinação. Também só vale se for a vacina integral, e não aquela fracionada. Fora a da febre amarela, algumas vacinas são recomendadas, mas não obrigatórias. Por uma questão de segurança, vale estar com as vacinas todas em dia.

4. Nunca ache que o seguro saúde é um gasto desnecessário, principalmente se você estiver indo para lugares onde a assistência médica não é pública. Em lugares como EUA, por exemplo, custa caríssimo qualquer auxílio médico que você precisar. Lembre-se que o barato pode sair caro – e nesse caso, muito caro. Inclusive para casos de morte no exterior (é mórbido, mas pode acontecer), e sua família precisar trazer o corpo pra cá. Já viu quanto custa repatriar um corpo? Você não vai querer dar mais essa preocupação pros seus familiares, né?

5. É um tanto quanto óbvio, mas não deixarei de fora: é essencial saber qual é a moeda corrente no lugar (não pense que toda a União Européia usa o Euro, por exemplo. Alguns países, embora sejam filiados, mantiveram suas moedas originais), e também qual é a língua que se fala no país. Vale aprender algumas palavras básicas para poder se comunicar um pouco melhor.

6. Aprenda as leis do local, pelo menos as mais básicas. Existem alguns países que dão multas a pedestres que atravessarem fora da faixa ou no farol vermelho. E as multas podem ser bem altas. O mesmo acontece caso você vá dirigir no país. Pesquise sobre quais diferenças existem, e sempre preste atenção no que os outros estão fazendo para fazer igual. Não vai querer dar uma de espertão porque você pode se dar mal.

Acho que basicamente é isso. Lembrou de alguma coisa que eu não falei e é importante? Me ajuda! Escreve aí nos comentários. :) <3 nbsp="" p="">

Thursday, February 28, 2019

Viagem à vista

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É um momento muito emocionante pra mim: uma nova viagem marcada. Nem estou acreditando, de tanto tempo que faz. hahaha.
Ano passado, em Setembro, fui visitar minha "amirmã" em Curitiba (eu moro em SP). Setembro é nosso aniversário, temos apenas 10 dias de diferença. Praticamente gêmeas. Enfim, fui comemorar lá com ela, e surgiu a ideia de irmos para a Disney em setembro de 2019. Isso daria um ano para planejarmos. Com o tempo a ideia foi esfriando, a gente foi caindo na real e vimos que, com o valor do dólar, a viagem ficaria inviável (ou pelo menos difícil, porque vamos combinar que ir pros EUA com pouco dinheiro é triste). Decidimos ir pro Chile. Mas a ideia não durou muito.

Eu estou muito cansada do trabalho e precisando de férias. Então ela me sugeriu que eu tirasse um mês sabático, fosse fazer um intercâmbio ou algo do tipo. Fiquei ruminando a ideia um tempo, então cheguei à conclusão de que eu queria, sim, ir pra Disney, mas que eu também gostaria de ir visitar a minha Host Mom, que me hospedou na casa dela há 20 anos, quando eu fiz intercâmbio. Hoje ela mora em Minnesotta, quase no Canadá. É longe.

Então, dessa forma, a ideia de ir para a Disney não só voltou como também cresceu.  Mas como a Evelyn é mais louca que eu, topou a empreitada e decidimos fazer a viagem FL-MN de carro (ida e volta).

Então cá estamos nós, com um roteiro aparentemente pronto, de 25 dias de carro pelos EUA. Nosso roteiro inclui cidades como Memphis, Nashville, Chicago, Indianapolis e algumas outras. Serão 6 dias de Orlando, curtindo os parques, e depois vamos iniciar a subida até Chisago City, MN. Ficamos 3 dias lá e depois descemos de volta pra Miami, onde vamos embarcar de volta pro Brasil (um dia triste, certamente).


Estamos cheias de expectativa pra essa viagem. Mas você deve estar se perguntando: "mas Thais, então vocês arrumaram dinheiro?" A verdade é que não. A ideia é justamente fazer uma viagem SUPER low cost, se hospedando em lugares baratos e usando muito Couchsurfing, levando lanches nos parques de Orlando (porque tudo lá é uma fortuna) e economizando onde der. 

Aqui vocês vão poder acompanhar um pouquinho dessa viagem maravilhosa, e ver nossos perrengues de pobre-viajando-pelos-EUA. Tenho certeza que será muito divertido, muito intenso e muito cansativo. Mas vamos voltar de almas lavadas e muita história pra contar. 

Enquanto setembro não chega, vou contando aqui pra vocês como está sendo o planejamento. Então fiquem ligados. :) 


Saturday, March 5, 2016

Aracaju – uma cidade incompreendida

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Olá!! Cá estou eu novamente. Eu sei que eu deveria estar falando do Chile ainda, mas como está difícil voltar nesse assunto, vou abrir um parênteses e vou falar sobre Aracaju. Eu fui morar lá ano passado, fiquei uns 7 meses tentando fazer a Faculdade Federal de lá, acabou não dando certo e eu voltei pra São Paulo. Na época não escrevi nada sobre a cidade, porque acho que quando estamos morando no lugar, a nossa porção turística acaba ficando em segundo plano. Mas essa semana voltei pra um congresso que teve por lá, e acabei fazendo uns programas que ainda não tinha feito. Achei que agora estava preparada pra contar um pouquinho dessa cidade que eu amo. =)

No título do post eu escrevi que Aracaju é uma cidade incompreendida. Por que eu acho isso? Porque ela é uma cidade super legal, com várias vantagens: praias e paisagens lindas, passeios super legais, é super barata (não tenho a fonte, mas já li que ela é a capital mais barata do Brasil. Se não for, está próximo disso), é pequena, então dá pra fazer várias coisas num mesmo dia, enfim, são inúmeras vantagens. Mas quando as pessoas vão viajar pro Nordeste, elas nunca, ou quase nunca, consideram Aracaju. Sempre está no topo da lista Fortaleza, Natal, João Pessoa, Salvador ou Recife. Pela minha experiência e pela experiência de quem já visitou, eu afirmo: é uma cidade que vale a pena.

Agora detalhando um pouco mais:

Transporte
O transporte público da cidade realmente não é dos mais legais. Apesar de ser uma cidade pequena, acho que as linhas de ônibus são mal estruturadas e também não aguentam o fluxo de pessoas. A maioria das linhas têm um tempo de espera muito grande entre um horário e outro, ocasionando uma superlotação. Fora isso, o pessoal lá é meio desesperado pra entrar e sair dos ônibus. Eu costumo dizer que parece que a última nave saindo da Terra durante o apocalipse. Eu ia filmar esse processo, mas acabei esquecendo. Sério mesmo, as pessoas se empurram, se espremem, e não estão nem aí se existe uma senhorinha com dificuldade de mobilidade ou uma mãe com criança no meio da galera. Acho isso um pouco complicado. Estou acostumada com as filas de São Paulo, que todo mundo de fora tira tanto sarro, mas em compensação fica todo mundo em ordem e ninguém se machuca (eu sou virginiana, gosto de tudo em ordem. hahahaha).

Porém, uma vantagem MUITO legal que esse sistema de transporte tem são os terminais rodoviários espalhados pela cidade. Funciona assim: você pega um ônibus no meio da rua, em qualquer lugar. Todos os ônibus passam pelos terminais. Alguns passam em todos, outros obviamente só em alguns. Se você descer dentro do terminal, você não paga outra passagem. Os ônibus abrem as portas de trás e você entra sem passar na catraca, porque já passou no ônibus anterior. Se seu ponto inicial for um terminal, você passa pela catraca no terminal, e entra por trás no ônibus como todo o resto do pessoal. Atualmente (início de 2016) a passagem está custando R$ 3,10. Mas se você quiser pode ficar o dia inteiro rodando com esse valor, desde que você não saia dos terminais.

Outro tipo de transporte na cidade são os táxis. Lá não existe Uber, pelo menos não ainda.
Os valores são parecidos com os de São Paulo, mas como a cidade é pequena, dificilmente você vai gastar MUITO com táxi. Dependendo de pra onde você vai, e do horário (se for muito à noite), é recomendado pegar um táxi. Inclusive pra sair do aeroporto eu recomendo usar os táxis credenciados. Você paga a corrida por bairro, numa tarifa fechada. Assim você evita que o taxista te passe a perna, embora eu nunca tenha visto isso acontecer por lá dentro da cidade. Mas é bom evitar.
*Ediçao – A leitora Carol nos avisou que já está funcionando Uber na cidade, o que é ótimo!*

Claro que não existem trens ou metrô na cidade. Mas uma maneira muito legal de passear pela cidade é de bicicleta. Embora seja MUITO quente, a cidade é plana e em vários lugares tem ciclovia.

Mototáxis são também muito usados. Eu nunca usei, então não sei muito bem dizer como funciona nem quanto custa. Mas eles estão espalhados pela cidade inteira, e dependendo da distância vale mais a pena pegar um mototáxi do que um táxi comum.

Estadia
Bom, como eu morei lá e dessa vez eu fui pra ficar em casa de amigos, não conheço nenhum hotel. Mas vou indicar aqui dois que me indicaram como bons lugares.

O Aju Hostel é pra quem não está a fim de pagar muito. Minha amiga se hospedou lá e pagou R$ 40 a noite, com café da manhã. Ela gostou muito do lugar, disse que os funcionários são muito atenciosos e prestativos, eles têm pacotes para passeios e também indicam alguns mesmo se não quiser fazer com eles. Eu conheci o hostel e achei ele super bonitinho, limpinho, bem cuidado. Eles têm recomendação do Trip Advisor, inclusive. Se quiser ir pro site, é só clicar no nome dele ali no começo do parágrafo. Ele fica a umas 3 quadras da praia do Atalaia. Super bem localizado.

Outro que eu ouvi falarem muito bem é o Real Classic Hotel. Esse, como é Hotel, os valores já sobem um pouco. Mas fica bem de frente pra praia e me parece ser excelente. Eu fui nele porque o congresso que eu fui era lá, mas não me hospedei. Depois, curiosamente, ouvi a senhora que veio do meu lado no avião de volta dizendo que tinha ficado lá e que tinha adorado. Então fica a dica. Sei que tem um outro que deve ser da mesma empresa, se chama Real Praia Hotel, e tem o mesmo logo. Ele fica no quarteirão anterior, mas não sei se é bom. Ele deve ser uma versão mais simples do Classic, porque é um pouco mais barato.

As praias
Minha experiência com as praias de lá é bem pouca. Só fui na praia de dentro da cidade, que fica no bairro do Atalaia. Sei que tem a praia do Saco, que é bem famosa e turística, mas eu nunca fui. A praia do Atalaia é onde fica a famosa Passarela do Caranguejo, e a orla é MARAVILHOSA. Sempre tem gente correndo, brincando, muitas famílias com crianças, gente fazendo exercício nos instrumentos colocados na orla... é bem agitado por lá. A praia em si não é linda como as outras do Nordeste, a água é um pouco mais escura, e a faixa de areia é enorme. A areia é daquela branca e quente, o pessoal dos quiosques faz caminhos molhados na areia pras pessoas poderem chegar até os quiosques e até o mar. A areia é tão quente que minha amiga queimou a sola do pé que fez até bolha! Mas a praia é muito gostosa, o mar é quentinho, todos aqueles coqueiros em volta pra te lembrar o tempo inteiro que você está no nordeste, e aquela brisa constante, não tem como não se apaixonar!

A larga faixa de areia até o mar, e o céu eternamente azul

O terminal rodoviário mais próximo dessa praia, pra quem quiser chegar lá de ônibus, é o Terminal Atalaia (não é tão difícil assim de adivinhar, eu sei!). O terminal fica bem pertinho da praia, chegando nele é só andar umas 2 ou 3 quadras que você já chega nos famosos Arcos da Orla, que é outro ponto turístico de Aracaju. E que logicamente eu não tenho foto. Mas não é nada demais, é só um monumento em formato de arcos, meio que te dando boas-vindas à orla. Pessoalmente eu adoro esse monumento.

Um dos grupos de estátuas que tem na Orla. 

Andando pela orla (chegando nos arcos e pegando a direita) você chega até a Passarela do Caranguejo, que eu já comentei aqui. É fácil de reconhecer porque tem um caranguejo gigante na ilha que divide as ruas. Por lá você encontra ótimos restaurantes (e na verdade isso você encontra pela orla inteira, não só pela passarela), lojinhas com itens turísticos a preços razoáveis e mais pra esquerda dos arcos estão os hoteis.

Caranguejo no começo da Passarela

Também à esquerda dos arcos está o oceanário, onde também tem o Projeto Tamar de Aracaju. Mas deles eu vou falar logo mais abaixo.

Passeios
Agora vamos ao que realmente interessa, né? Cheguei em Aracaju, já me hospedei, fui à praia... e agora? Bom, agora você tem muitas opções de passeios.

• Oceanário
Fica na orla do Atalaia, como eu já disse acima. Ele não é um super oceanário gigante, mas tem animais interessantes. Além do mais, fica junto com o Projeto Tamar, então você tem a possibilidade de ver as tartarugas e as mini tartarugas filhotes. Tem um tanque com tubarões lixa e outro com vários peixes, um tubarão e uma arraia. Não sei se esses animais mudam com o tempo, pois eventualmente eles acabam voltando pro oceano e outros são resgatados. Mas dessa vez que eu fui esses eram os animais. Sem contar os outros aquários com peixes menores, cavalos marinhos e até uma tartaruguinha albina. Coisa mais linda!

Quando eu fui estava custando R$ 16 a inteira e R$ 8 a meia.

Tubarões lixa na hora da alimentação

Cavalo marinho

Tartaruguinha albina

Alimentação dos animais nos tanques. Esse é o da arraia. Olha a boquinha dela que coisa linda! 

• Canions de Xingó
Talvez essa seja a primeira coisa que um turista chegando a Aracaju ouça ou queira fazer. Como eu não fiz esse passeio (embora quisesse muito, mas estava meio dura... rs), vou deixar o link pra vocês do Matraqueando, que conta a experiência dela e dá algumas dicas. Vale a pena.

• Mercado central
Quem não adora um mercadão municipal, não é mesmo? No mercado de Aracaju você encontra pescados fresquíssimos, frutas deliciosas com preço que você só vai encontrar lá, muitas, muitas e muitas castanhas (salgada, doce, sem sal, de todo jeito), ervas, flores, queijo, tapioca, muito artesanato, e alguns restaurantes. Ele fica de frente para o Rio Sergipe, que é belíssimo.

Rio Sergipe próximo ao Mercado

Resumindo, é um passeio que não dá pra perder. Existe um terminal rodoviário encostado dele, terminal do Mercado, e tem a Rodoviária Velha que também fica ali pertinho. É mais comum os ônibus irem pra rodoviária velha do que pro terminal do mercado, então fica como segunda opção de caminho.

Esse burro é uma das coisas que você pode encontrar no Mercado

• Shoppings
Que? Eu sou paulista, posso incluir shopping como um passeio turístico. hahahaha. Aracaju tem 2 shoppings (se bem que acho que agora já abriu o que estavam construindo ao lado do mercado, mas não o conheci). Tem o Riomar, que é mais "chique", e o Jardins. Um não fica muito longe do outro. Não sei dizer em qual bairro eles ficam, se eu não me engano o Jardins fica no Grajerú, mas o Riomar eu não sei. Só sei que ele fica ao lado da minha paisagem favorita de Aracaju, um viaduto sobre o rio Sergipe. É lindo demais. Nos shoppings têm cinemas, mercado e tudo que um bom shopping deve ter. Mas as lojas são super caras, então nem vale a pena ir lá caso você esteja pensando em compras.

• Reciclaria
Esse é pro pessoal da noite, principalmente. É um lugar super bacana onde acontecem diversas apresentações, cursos, e coisas afins. Ele é, na verdade, um espaço de artes que também mexe com móveis. Fica bem de frente pro aeroporto. Aqui você pode conferir a programação.

Pra comer
Aracaju é uma cidade ótima pra comer. Muitos lugares com culinária típica, muito feijão tropeiro, muito caranguejo barato, sem contar camarão e peixe "até as tampas". Eu vou dar duas dicas de lugares pra comer, não necessariamente de comida típica, mas eu comi dessa vez que eu fui e amei.

A primeira é o Corno Velho, fica no Atalaia de frente pro mar. Às terças e quartas eles servem caranguejo dobrado por apenas R$ 5,99. Existem lugares mais baratos pra comer caranguejo, mas dá uma diferença de no máximo 2 reais. Se você tiver a oportunidade de pegar essa promoção, vale a pena.

Outra é a hamburgueria PinUps. Fica próximo ao shopping Jardins, no Grajerú. Pra quem está hospedado no Atalaia fica um pouquinho longe, mas se quiser um bom hamburger, e barato, corre lá. A média de preços dos lanches é de uns R$ 14, e eles são excelentes.

Se eu lembrar de mais algum lugar legal eu volto aqui.

Então eu acho que é isso. Se alguém estiver planejando uma viagem pra lá e tiver alguma dúvida, pode perguntar. Se alguém tiver mais dicas, pode deixar aqui nos comentários também.

Ah, e não se assustem ao chegar no aeroporto. Ele parece mesmo uma rodoviária e é muito comum chegar lá e só ter o seu avião.

Espero que vocês se animem e vão visitar essa cidade maravilhosa, que virou minha cidade do coração.

EDIT: A Mariza deixou um comentário aqui em baixo que eu achei interessante trazer aqui pra vocês:
"Olá.Sou Mariza, Vou responder para quem tiver dúvidas sobre morar em Aracaju..
Sou daqui e moro há quase 30 anos no bairro Farolândia, o qual sou apaixonada e considero o melhor por ser tão completo.. 

SEGURANÇA
O bairro é tranquilo para moradia se considerado com outras capitais.. consigo passear com cachorros na rua 23:00 da noite, saio a pé para comer por perto, faço caminhadas também durante a noite, fechamos as portas de casa quase meia noite e aqui nunca foi invadida, aliás, acho que no bairro inteiro nunca houve caso assim.. ninguém tem a preocupação de tomar cuidado ao entrar ou sair da garagem, pois não tem esse tipo de crime. O que pode acontecer é voce deixar algum objeto de valor na garagem e durante a madrugada algum "mendigo" pular para roubar se sua casa não tiver cerca elétrica. Com relação a cidade não existe roubo ou arrastões em sinais, aqui é pratica comum andar com vidros abertos, maaaas, não é impossível parar alguém do seu lado se voce tiver dando bobeira com o celular. Em toda vida aqui só presenciei 2 roubos, um arrastão no onibus(esses são frequentes, quem depende de transporte público sofre)onde 2 bandidos com faca levaram todos os celulares e relógios dos passageiros; e o outro assalto foi na porta da padaria esses dias, uma mocinha estava sentada distraída com o celular, parou uma moto com dois bandidos armados e levaram. Assalto por aqui é geralmente assim, não tem violencia ou latrocinio, basta entregar sem reagir.. costumo dizer que os bandidos daqui são meia tigela, bem fraquinhos e inexperientes. Vale ressaltar que moro e só convivo pela zona sul, onde o índice é bem menor.

TRANSITO
Considero o trânsito excelente. Engarrafamento só em horários de pico ou quando tem acidente em alguma via importante da cidade, esse último vai congestionando tudo, mas nada que dure horas. Do meu bairro para o centro são menos de 10km e consigo ir em menos de 20 minutos. 4km até a praia ou shopping mais próximo e levo cerca de 10 minutos, e assim por diante.. aqui tudo é perto, muitas coisas dá para fazer a pé. tudo tem fluidez, graças aos corredores principais. A cidade em si é fácil de trafegar, as ruas parecem um tabuleiro de xadrez, cidade planejada."