Tuesday, December 22, 2009

1 dia!

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Amanhã embarco pra Itália. O voo é só no final da noite, mas com o trânsito e as chuvas de São Paulo, precisamos sair de casa com bastante antecedência, nem que a gente fique bastante tempo esperando no aeroporto. Mas pra isso estou levando meu livro (Anjos e Demônios, do Dan Brown), e irei ler enquanto espero o avião.

A mala já está arrumada. Minha maior preocupação para fazer essa mala foi, além do frio que está fazendo na Europa (alguém viu o noticiário esses dias? Europa está o caos), é por causa da chuva. Não há nada pior do que ficar como roupa molhada. Ou, pior, tênis molhado. Meu tênis é especial pra neve, mas não pra chuva. Tudo bem que ajuda a proteger, mas se enxarcar, demora pra secar. Pode ser um problema.

Apesar do monte de casaco, cachecol, luva, milhões de meias e meia-calças de lã, blusas, chapéus, e outras coisas mais, consegui fazer uma mala bem tranquila. Não está super vazia, mas bem mais vazia do que eu esperava que ficasse. Talvez seja reflexo da arrumação que eu fiz seguindo as minhas próprias recomendações daqui do blog (confesso que nunca tinha feito uma mala daquele jeito). Se foi por causa disso, funcionou!

Provavelmente não vou postar nada durante a viagem, mas quando eu voltar, atualizo tudo com fotos e vídeos. Até a volta.

Monday, December 21, 2009

Seguro Saúde

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Já dizia o velho ditado que o seguro morreu de velho. Jamais faça uma viagem pra fora do seu país sem fazer um seguro saúde. Afinal de contas, acidentes são acidentes porque você nunca sabe quando vão acontecer. Meu namorado já usou o seguro dele no México quando quebrou o pé. Muito útil nesse caso. Mas o seguro também pode ser útil para casos como extravio de bagagem, demora na chegada da bagagem ou, obviamente, coisas mais sérias como envio de um parente ao seu destino caso você morra. É, pode acontecer.

O seguro é muito fácil de se obter, qualquer agência faz e pode ser feito até um dia antes da sua viagem (talvez até no mesmo dia, não sei). Mas os preços variam muito, já as condições são bem parecidas. Cotei em 4 lugares: na CVC, na GTA, na Americanas e na Due Turismo, que foi a agência por onde viajei pra Buenos Aires em 2008. Eu ia ver no Submarino também, mas ele e a Americanas usam a mesma agência, e como eu não estava conseguindo acessar o site e nem falar pelo telefone, assumi que o preço fosse o mesmo ou muito parecido.
Os valores para os 11 dias de viagem (vou ficar só 10 lá, mas o seguro conta da hora que você sai até a hora que você pousa de volta) ficaram os seguintes:

GTA: R$ 110,40
Due Turismo: R$ 123,37
Americanas: R$ 139,98
CVC: R$ 221,70

Na GTA eu não achei como comprar pela internet. As condições da Due turismo estavam um pouco melhores que a GTA, e estava fácil de fazer tudo por email. Então resolvi fechar com eles mesmo. Resolvi o problema em 15 minutos.

Agora não falta mais nada. Só arrumar a mala, e se preparar pro frio que está fazendo lá na Europa. Hoje saiu no jornal que os trens da Eurostar estão fora de circulação (são aqueles trens mais rápidos) por causa do frio e da neve. Brrrrr

Wednesday, December 16, 2009

1 semana pra Itália

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Estamos a 7 dias da grande viagem. Agora faltam os últimos acertos, como, por exemplo, ver se as roupas do último inverno ainda estão servindo (ouch!). Frio, aliás, é uma coisa a se considerar quando estivermos lá.
De acordo com o site Climatempo, a temperatura hoje está variando entre 3ºC e -4ºC em Milão. Já comprei meia calça de acrílico (nem sabia que isso existia, mas é tipo de lã) fio 80, e uma segunda pele pra botar debaixo da blusa que é do mesmo material da meia calça normal. Parece ser bem quentinho e confortável.
Casaco eu peguei um emprestado de uma amiga, e pretendo comprar um lá. Esse tipo de coisa é sempre bom comprar no lugar, porque os que tem aqui nunca serão quentes o suficiente.
Tênis quente eu tenho de quando fiz intercâmbio, comprei um especial pra neve, forrado por dentro. É essencial pra manter o pé numa temperatura confortável. Também comprei lá, porque aqui, se existir, é difícil de achar (além de ser caro).

Fora isso, as únicas coisas que faltam são fazer o seguro e comprar os últimos Euros. O seguro dá pra fazer numa agência perto da casa do Ale, que eu nem sei o nome. Disso quem vai cuidar é ele. Quanto aos euros, descobrimos uma casa de câmbio que tem no aeroporto que tem uma cotação boa (ontem estava a R$ 2,73), e não é preciso reservar. Essa casa de câmbio se chama Action, e o telefone do aeroporto é 2445.3234. Existem diversas filiais dela em várias partes do país. No site tem todas.

Nosso único (grande) problema nesse momento é que o Ale pegou uma infecção de garganta que parece não querer ir embora. Nesse momento ele está no médico pela segunda vez. Espero que até o fim da semana ele já esteja melhor, senão fica difícil até de arrumar as coisas. Já pensou viajar doente? Ou ter que cancelar tudo? Ai ai ai. Toc toc toc!!

Monday, November 30, 2009

São João Del Rei e Tiradentes

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Esse final de semana eu e meu namorado botamos o pé na estrada pra ir até MG, mais precisamente em São João Del Rei. Por questões técnicas, precisei doar as minhas chinchilas, e uma menina de lá se interessou por elas. Como o Ale disse que queria conhecer essa cidade, decidimos levar as chinchilas até a menina. De acordo com o google maps, seriam 6 horas de estrada. Como as chinchilas não podem passar calor, decidimos viajar durante a noite, assim não corria o risco de pegarmos sol na estrada. O plano era sair de SP umas 8 da noite e chegar lá por volta das 2 da manhã. Mas acabamos saindo daqui quase 23h, e viramos a madrugada na estrada. Chegamos lá já com o dia quase amanhecendo, deixamos as chinchilas, negociamos uma meia pensão com o hotel (já que a nossa diária só começaria ao meio dia), e dormimos até meio dia. Só então começou a nossa viagem de verdade.

A estrada
Para chegar até São João Del Rei daqui de São Paulo, nós pegamos a rodovia Fernão Dias (BR 381) e lá em Lavras nós entramos na BR 265. A Fernão Dias, até onde eu me lembro, costumava ser uma estrada bem ruim. Hoje ela está inteira duplicada, e muito bem sinalizada. Ela fica muito melhor, por incrível que pareça, no trecho de Minas - que é a maior parte do caminho. São Paulo são apenas 100Km de estrada. Não que seja ruim em SP, mas em Minas a qualidade de asfalto e sinalização sobem bastante. Não sei se isso é por causa do maior movimento da estrada dentro de SP ou se é pelo fato de Minas cobrar pedágio (pegamos 4 pedágios de R$ 1,10 cada). Talvez a soma dos dois fatores tornem o trecho paulista mais degradado, não sei. Só sei que fiquei surpresa. Mas fato é: tem MUITO caminhão na estrada, e as curvas da estrada são muito perigosas. Descuide um pouco da atenção e você vai parar ou no muro, ou no barranco. E acontece. Eu não contei quantos acidentes eu vi no caminho da ida, mas foram no mínimo 5. Muito caminhão tombado. Principalmente porque era de madrugada, e os caminhoneiros devem dormir na direção.
No entanto, no trecho mineiro tem postos de combustível a cada poucos kilômetros. Em todos eles, uma legião de caminhoneiros estaciona seus caminhões para descansar. Não espere encontrar um lindo Frango Assado (existe um no comecinho da estrada, ainda em São Paulo, mas é o único), ou um enorme Graal. Nessa estrada todos os postos são voltados para os caminhoneiros. Os carros quase não têm vez. Parei em dois deles para ir ao banheiro, mas ambos estavam em estado razoável ou até bom.

A coisa começa a ficar ruim mesmo quando a gente entra na BR 265. No trecho entre a Fernão Dias e Lavras, a estrada é péssima. Essa foto é de um trecho de lá (clique nela pra ampliar). Se de dia ela é assim ruim, imagine ela à noite. praticamente sem nenhuma sinalização, sem faixas no chão, toda esburacada. De repente e sem aviso, ela se transforma em pista duplicada. Você anda uns dois ou três km e depois volta a pista normal. Aí você continua andando nela, passa Lavras, e anda umas 2 horas numa estrada que ora é uma porcaria sem sinalização, ora parece estrada de primeiro mundo, cheio daquelas tartaruguinhas refletoras no chão, faixas pintadinhas, asfalto novo, placas de velocidade, curva perigosa, e tudo mais que você tem direito. De repente tudo some. Daí reaparece. E assim vai até São João. Isso, às 4 horas da manhã depois de 5 horas viajando, dá um certo stress e cansaço. Mas sobrevivemos.

A cidade de São João Del Rei
Eu estava esperando chegar numa cidadezinha linda, pequena, com predinhos bem conservados, chão de paralelepípedo, essas coisas. Aí entramos em São João e nos deparamos com um monte de casa feia, pobre. Andamos, andamos, andamos, e encontramos o centro. Finalmente os paralelepípedos. Foi lá que eu entendi o que a nova dona das minhas chinchilas quis dizer quando ela disse que São João era uma cidade maluca. Dirigir ali é coisa de doido. As ruas do centro não têm lógica nenhuma, existe um farol que não é de 3 fases pra quem segue em frente, ao lado de um de 3 fases pra quem vai virar à esquerda, e você tem que descobrir as coisas pela lógica, porque não existe nada dizendo que a pista da esquerda é pra quem vai virar e a da direita é pra quem vai seguir. Uma loucura.
Aí fomos procurar o ponto de referência que ela tinha nos dado: a UFSJ, ao lado da igreja que ficava em cima do morro. Bom, eu moro numa cidade que você entra e já vê uma igrejinha em cima do morro. Pensei que fosse a mesma coisa. Chegando lá, encontramos 4 igrejas. Depois de perguntar pra 3 ou 4 pessoas, conseguimos chegar na tal igreja do morro, que era longe do centro. E quando eu digo longe, é  longe. A cidade é muito maior do que eu imaginei, e feia. Tirando por alguns casarões que ainda estão conservados no centro, a cidade é uma grande mistura de moderno com antigo, com aquela cara de cidade do interior meio mal cuidada quando você sai um pouquinho do centro. Não gostei. Fiquei com uma impressão super ruim da cidade.

Tiradentes
Aí essa menina indicou pra gente o passeio de Maria Fumaça, que ia até Tiradentes. Como a gente não estava vendo muito o que fazer por lá, pegamos o trem das 15h e fomos até a cidade vizinha. Pronto. Salvou o passeio. Tiradentes é linda, lá, sim, é uma cidade turística e histórica, com predinhos bonitinhos, bem conservados, ruas de paralelepípedo, muita lojinha de artesanato mineiro, igrejinhas fofas, e tudo mais. Adoramos a cidade, mas como o trem de volta saía em 1 hora (e a chuva que caiu quando chegamos lá nos fez perder pelo menos 20 minutos), quase não aproveitamos o passeio. Decidimos voltar no dia seguinte, depois que fizessemos o check out no hotel, pra almoçar lá. E foi o que fizemos. Acordamos, pegamos o carro, fomos até Tiradentes, almoçamos por lá, demos uma passeada pelo centro (dica: vá de tênis. As ruas são de pedra e é muito fácil de escorregar ou torcer o pé), e lá pelas 14:30h já estávamos de volta na estrada. Valeu a pena. A viagem foi cansativa mas muito gostosa. Tiradentes sem dúvida é bem melhor que São João. Inclusive cogitamos a idéia de voltar pra lá em algum carnaval. Um pessoal com quem a gente conversou lá disse que o carnaval lá é bem tranquilo hoje em dia. A prefeitura andou fazendo algumas restrições depois que a cidade teve problemas com o foliões, e o carnaval voltou a ser aquele de rua, típico de cidade do interior. Deve ser muito bom.

Dicas e sugestões


Restaurantes


Em São João e em Tiradentes comi em dois restaurantes muito gostosos. O de São João se chama Villeiros, e só agora vendo a foto que eu notei que a placa diz "restaurante e teatro". Não me lembro de ter visto nada por ali que pudesse se transformar em teatro durante a noite, mas enfim... o restaurante é muito gostosinho. Me pareceu novo, a dona (imagino que seja a dona) estava recepcionando os clientes na entrada, mais pra ter certeza de que ia ter lugar pra todo mundo do que realmente pra dar as boas vindas. Mas ela era muito simpática, veio à mesa pra saber se estávamos sendo bem servidos e tudo mais. A comida lá era muito boa. Tinha desde comida típica mineira até sushi, grelhados, massas, muitas opções de saladas, enfim, muita coisa boa. O preço não era dos mais baratos, eu e o Ale pagamos R$ 30 nos dois pratos e dois refrigerantes (o preço é por kilo). A mesma refeição em Tiradentes num restaurante que eu já vou falar a respeito saiu por R$ 20, com cerveja e refrigerante. Mas achei que compensou.

Ainda em São João, à noite, nós queríamos comer uma pizza. Descobrimos que na cidade não existe forno à lenha. As pizzas são feitas em forno à gas. Entramos em uma pizzaria que não gostamos da cara da pizza, paramos numa banca e pedimos sugestões. O dono da banca nos mostrou uma cantina que tinha uma comida maravilhosa, que era a única da cidade a aparecer no guia 4 rodas, e blá blá blá. Não me lembro o nome do restaurante, mas acho que era Ítalo, ou qualquer coisa assim. Fica pertinho do cinema. Nós fomos e descobrimos dois funcionários pra atender o restaurante inteiro. O que aconteceu foi que ficamos 1 hora (e não é força de expressão) esperando pela pizza. Não dá nem pra culpar os garçons. Só não saí muito furiosa porque a pizza chegou quando demos o ultimato e, passada a fome, tudo fica melhor. A pizza não é nenhuma super-duper maravilha, porque é em forno à gás. Mas, como disse o Ale, quando as nossas expectativas estão baixas, a gente pode se surpreender. Até que a pizza era bem gostosa.

Lá em Tiradentes a escolha do restaurante foi bem difícil. Existe um a cada 20 metros, e todos parecem ótimos. Escolhemos um que fosse por kilo, e que tivesse comida mineira. Tinha umas cantinas que pareciam muito boas por lá, mas estávamos em Minas, né! Não dá pra desperdiçar a culinária mineira assim. Então escolhemos o restaurante Quinto do Ouro, que fica pertinho da antiga cadeia, na rua Direita. O restaurante parece uma sala de uma casa. Existem poucas - e boas - opções de comida, uma salada simples com tempero básico (sal, vinagre e azeite). Mas a comida é uma delícia, e os donos muito simpáticos e atenciosos. Foram as únicas pessoas de lá com quem ficamos conversando um pouco. Foram eles que nos falaram sobre o carnaval na cidade.

Maria Fumaça
A Maria fumaça é um trenzinho de passeio que vai de São João até Tiradentes. A viagem de ida e volta custa R$ 30, e só ida custa R$ 18. Eu achei um preço um tanto alto pelo passeio, mas foi bacana. O trem é bonitinho, o fiscal é uma figura muito simpática que vira superstar, já que todo mundo quer tirar foto com ele. O trem anda margeando o Rio das Mortes, que não é nenhum primor de beleza. É um rio barrento, de águas escuras, cercado de uma vegetação que não tem nada de espetacular. Exceto pela cadeia montanhosa que fica atrás do rio, a Serra de São José.


Aquela é provavelmente a paisagem mais linda que eu já vi na minha vida. Mas se você quer ver a serra como ela merece ser vista, suba até a igreja Matriz de Santo Antonio, em Tiradentes, que eu garanto que a subida valerá a pena. As fotos não fazem jus à beleza daquele lugar. Mas aí está pra dar uma noção do que eu estou falando. Essa foto aí foi tirada da matriz (entre uma chuva e outra). E a cidade é toda assim, como aparece na foto: lindinha.

Hotel
Nos hospedamos em São João no hotel Calcinfer, que fica no bairro Dom Bosco, bem pertinho da igreja Dom Bosco e do campus Dom Bosco da UFSJ. O hotel foi o mais barato que eu encontrei, e, portanto, os serviços eram os mais simples. Conseguimos negociar a meia pensão para passar a manhã quando chegamos, mas como nosso quarto ainda não estava disponível, eles ofereceram um de qualidade inferior (ou BEM inferior, segundo o Anacleto, que foi quem nos atendeu). Aceitamos. O quarto realmente era bem simples, havia uma cama, uma tv, um ventilador de teto e outro de chão, e o banheiro sem toalhas (aí já não sei se foi falha da camareira ou se é política do hotel). Nem me preocupei com isso, já que eu só tomaria banho mais tarde, já no quarto definitivo. Esse era maior, tinha frigobar, alguns chocolates, toalhas (embora o quarto fosse de casal e só tivesse uma toalha, nós tivemos que ir buscar outra), tv e ventilador de teto. O banheiro era razoável, nada de especial. Tinha um box bom, com bastante espaço, e o chuveiro não era daqueles conta-gotas. Deu pra tomar um banho legal. A cama também não era das mais confortáveis, mas no nosso nível de cansaço, a gente podia estar dormindo em pedras que seria ótimo.
O café da manhã, que eu aguardei ansiosamente (adoro café da manhã de hotel, principalmente de minas) me deixou um pouco decepcionada. Nem pão de queijo tinha, apesar de ter uma grande variedade de biscoitos, pão de forma, pão francês, queijo, presunto, e algumas frutas. Mas não gostei. No entanto, pelo preço que nós pagamos (R$ 80) eu realmente não estava esperando grandes coisas. Até que foi satisfatório, pelo valor. Mas se você está considerando uma viagem pra lá, eu recomendo procurar uma pousada em Tiradentes, que fica a apenas 17km de São João, e as pousadas são muito mais charmosas.

Mais fotinhos aqui.

Wednesday, November 25, 2009

Próxima parada: São João del Rei

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Enquanto o natal não chega (e consequentemente, a viagem pra Itália), nós viajamos por aqui mesmo. Esse final de semana vamos dar um pulo em Minas, na cidade de São João Del Rei. Já comentei sobre isso por aqui. Preciso levar minhas chinchilas, que vão mudar de dono, já que eu não estou conseguindo cuidar delas do jeito que elas merecem. Tenho dó de deixá-las dentro da gaiola e aparecer só pra dar comida (isso quando não é minha mãe que tem que fazer o serviço). Então resolvi doar, e apareceu essa menina de Minas querendo adotá-las. É uma viagenzinha e tanto, são 6 horas até lá, pegando a Fernão Dias e a BR 256. Vamos viajar durante a noite, já que as chinchilas não podem tomar sol, porque se esquentar muito, elas podem morrer. Como esse tempo está maluco, não quero arriscar.

Fizemos reserva no hotel mais barato que encontramos, o Calcinfer. Custa R$ 80 o quarto de casal. Mais barato também significa mais feinho. Pelas fotos, o único charme do hotel parece ser o café da manhã. Aliás, café da manhã em hotel de Minas é uma loucura, né! Só tem coisa boa.

Sobre o hotel, viagem, condições da estrada e todo o resto, eu falo na minha volta. Espero voltar com boas fotos de lá.

Monday, November 23, 2009

Passe de trem pra Itália

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Ontem foi dia de resolver sobre os passes de trem. Pra mim foi a parte mais difícil até agora. Os trens na Europa são bastante complexos, e por sorte meu namorado já tinha alguma familiaridade com o assunto, o que não significa que não deixasse dúvida no meio do caminho.

Na Europa existem trens rápidos e trens regionais, que são mais lentos. Alguns você pode reservar no balcão, na hora da viagem. Outros, só com antecedência via internet. Para alguns, é necessário fazer reserva mediante uma taxa de 10 euros. Para outros, a reserva é facultativa, mas se você quiser fazer, paga 3 euros. Enfim, muitas variáveis. Aí ficamos sabendo através de um amigo que a compra no balcão por trens regionais sai bem mais barato do que se comprarmos pela internet. Mas para uma viagem curta como a nossa, em que o tempo é escasso, temos que economizar o tempo de viagem, e pegar trens regionais não seria um bom negócio. Então pesquisamos, pesquisamos, pesquisamos, e resolvemos comprar pela internet mesmo.

Aí vinha o segundo problema: comprar ou não o pass. Eu demorei um pouquinho pra entender como funciona a coisa, mas o Ale me explicou. Você tem duas possibilidades: ou compra o bilhete do trem individualmente por viagem (e aí você compra ou pro trem rápido ou pro regional), ou compra o pass e usa pra qualquer trem. Se você escolher o pass, você não compra por viagem, e sim por dias. Isso significa que você pode, por exemplo, comprar um bilhete que te permite fazer uma viagem de 2 dias em 1 mês. Ou seja, se você quiser usar o trem 5 vezes em um dia, e 3 vezes no outro, você pode. Mas só pode usar nesses dois dias, e no período de um mês. Como é feita a validação eu não sei, mas imagino que seja alguma tarja magnética.

Nós fizemos as contas e chegamos à conclusão de que o valor do pass (já incluidas as taxas de reserva dos trens rápidos - que é de 10 euros - e do frete - que é de 9 euros) sairia um pouquinho mais caro que a compra dos trens individuais se a gente levasse em conta que a gente vá pegar trens regionais. Mas com o pass nós temos a liberdade de pegar só trens rápidos, e pelo que nós vimos na internet, na época da nossa viagem só tem trem rápido, e aí pra comprar individualmente sairia bem mais caro. Então pra gente valeria a pena. Compramos o pass ontem, e logo deve chegar em casa.

Quem quiser saber mais a respeito, pode visitar os sites do trenitalia (nesse caso é pra trens dentro da Itália, e o site está em inglês ou italiano), e pra quem quiser saber mais sobre o passe, tem que entrar no site da Eurail (lá tem pra todos os lugares da Europa, e o site é em inglês).

Com uma fuçadinha na internet você consegue encontrar dicas de como fazer pra conseguir uns descontos generosos (de até 60%) no valor desses tickets. Eu lembro de ter lido alguma coisa no blog do Ricardo Freire, Viaje na Viagem. Muita dica boa você encontra nos comentários. Vale a pena dar uma olhada.

Thursday, November 19, 2009

Câmera filmadora

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Dia desses decidi que queria levar uma câmera filmadora pra viagem. Ia pegar emprestada de uma amiga, mas fiquei sabendo que a câmera dela não era muito legal. Além do mais, eu não fico muito à vontade em sair por aí com coisas dos outros - principalmente coisas caras. Então concluí que o melhor a fazer era comprar uma.
Quando comecei a pesquisar os preços, percebi a dificuldade que eu teria: eu não entendia absolutamente NADA sobre câmeras filmadoras. Achei que fosse uma coisa mais simples, até relativamente parecido com câmeras fotográficas, que é uma linguagem que eu entendo melhor. Mas não é nada disso. Algumas coisas até tem relação, mas o começo de tudo já é complicado: o método de armazenamento de informação na câmera. Existem vários tipos. E dentro desses tipos, vários preços. Sem ter a menor idéia do que significava mini-DV, mini-DVD, HDD, CCD, e outras siglas, já estava quase entrando em pânico quando me lembrei que tem um amigo meu que trabalha com vídeos. Mandei um email pra ele perguntando qual era a câmera mais razoável que eu deveria comprar pagando o mais barato possível. Aí ele me explicou o que cada coisa significava e me ajudou a procurar o melhor pelo menor preço.

Eu sei que o assunto foge um pouco do escopo do blog, mas como acho que pode interessar a quem esteja indo viajar, vou passar aqui um pouco do que eu aprendi, caso alguém esteja com as mesmas dúvidas que eu. Aí vai:

As câmeras filmadoras, como eu já comentei, possuem diversos tipos de armazenamento de informação. O que o pessoal gosta, mas que meu amigo especificamente NÃO me recomendou, é o mini-DVD. Ele tem o conveniente da informação ser gravada diretamente em mini-dvds, como diz o nome, e você pode tirar da sua câmera e colocar direto pra tocar no seu player. Mas os inconvenientes são vários. Primeiro que o tempo de gravação de um dvd desses é pequeno (se eu não me engano, são 40 minutos), e aí você vai ter que ficar carregando vários dvds na bolsa. Outro problema é que, pelo menos as pessoas com bom senso, não vão mostras os vídeos inteiros pras outras pessoas. Vai ter que rolar uma edição. E aí você vai ter que jogar tudo pro seu computador, fazer a edição e regravar em um dvd. Ou seja, mais material pra ficar guardado. Quanto à qualidade de gravação, eu não tenho certeza, mas acho que ele não é dos melhores. Mas disso eu não tenho certeza.

Outra opção é o Mini-DV, que são fitinhas magnéticas que cabem 60 minutos de filmagem (ou 90 no modo estendido). Não é lá muito diferente do que o DVD, mas meu amigo disse que o Mini-DV é melhor que o dvd. O problema dele é que está se tornando obsoleto, e logo deve sair de circulação. O mini-DV foi a porta de entrada das gravações digitais (DV = digital video). Para visualizar a sua gravação, assim como todas as outras mídias, com exceção feita ao dvd, você tem que jogar tudo pro computador e depois gravar em dvd.

Existe ainda a memória flash, que é o equivalente aos cartões de memória das máquinas fotográficas. A quantidade de informação vai depender do seu cartão. Existe de 2, 4, 6 ou 8Gb, se eu não me engano. Em termos práticos, isso também dá pra pouco tempo de filmagem, e em viagens longas você teria que comprar vários cartões de memória, o que acaba encarecendo sua máquina. Além do mais, e aí é opinião pessoal, eu não acho nada prático ficar levando aqueles cartõezinhos minúsculos e frágeis pra lá e pra cá, principalmente porque quando você compra um novo, eles não vem com caixinhas de armazenamento, e levar solto na bolsa é suicídio. Pra mim não era a melhor escolha.

A melhor forma pra mim é o HDD, ou seja, HD interno. Isso mesmo, a câmera armazena todas as informações dentro da própria câmera, sem necessidade de mídias externas. A vantagem disso é óbvia, de não precisar ficar carregando coisa pra lá e pra cá. A desvantagem é que a câmera pesa um pouquinho a mais. O tamanho da memória, como sempre, varia. Você encontra de 60, 80 ou 120Gb (acho que só esses, mas pode ser que tenha mais). Mas a maioria das câmeras oferece a possibilidade de colocar mais cartão de memória, caso o espaço acabe. Bom, eu acho 60Gb espaço mais do que suficiente pra uma viagem. São 15h de gravação, mais ou menos. Me mata se eu tiver que fazer caber 15h de gravação em 5 min de edição!!

Outra coisa que meu amigo me explicou é sobre o CCD.  O CCD é basicamente o sensor que recebe as informações de luz, que serão transformadas em imagens. Existem câmeras com 1 ou com 3 sensores. As com 1, possuem os receptores de R (vermelho), G (verde) e B (azul) tudo junto. Os que tem 3, possuem um receptor pra cada cor, deixando a sua imagem muito mais legal. As câmeras mais simples (sem ser full HD - já vou chegar lá) são raras de serem encontradas com 3CCDs, eu só encontrei uma da Panasonic, a NV-GS80.

Além de tudo isso que eu falei, ainda existem câmeras que filmam em definição de um televisor normal, e existem aquelas que filmam em full-HD, que não vai fazer a menor diferença caso você não tenha um televisor que não seja de alta definição.

Ou seja, na hora de fazer a escolha, você tem que associar o método de armazenamento, com a definição da filmagem (e me perdoem se eu não estou usando os termos corretos), com milhares de outras especificações que as câmeras possuem. Não é fácil. No meu caso, eu estava procurando uma que filmasse em HDD, não importando muito o tamanho do HD, e já nem estava mais interessada se ele tinha 1 ou 3 CCDs, já que 3 era difícil de achar. O full-HD não me interessava, já que minha tv não é de alta definição. Maaaas, quando eu achava que tinha achado a câmera perfeita, achei uma full-HD (e, logo, com 3CCDs), com 60Gb de memória, por quase o mesmo preço da outra que eu estava vendo (embora a outra tivesse 120Gb, mas eu não ia precisar de tanto). Acabei comprando essa. É uma JVC, o modelo dela é GZ HD5. Ainda não recebi, comprei pela internet e estou esperando ansiosamente a encomenda chegar. Comprei pela Plug Informática. Não posso avaliar a loja ainda, porque a câmera não chegou. Mas os preços dela são bem competitivos, e até agora o atendimento foi bastante satisfatório. O prazo de entrega é longo (de 10 a 15 dias), mas eu acredito que seja porque eles não tenham a câmera em estoque. Quando chegar, eu coloco aqui o que eu achei.

Edição:
A câmera que eu comprei na Plug Informática não chegou. A experiência completa tá aqui. Cancelei a compra e passei na Fast Shop. Comprei uma JVC Everio MG630. Ela é bem mais simples, não é full-HD e tem um CCD, mas é o suficiente pra o que eu preciso. Fiz alguns testes aqui em casa e ela me parece muito boa. Ainda não acabei de ler o manual (sim, eu leio manual) pra saber todas as funcionalidades dela, mas vi que ela tem umas coisas bacanas - que eu não sei se as outras têm -, tipo barragem de som do vento, ajuste manual no modo vídeo e foto, luz pra filmagens no escuro que funciona super bem, e outras coisinhas mais a serem exploradas. Estou contente com ela. Acho que será uma boa companheira de viagem.

Friday, November 13, 2009

Última mudança (espero!)

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Nós tínhamos fechado um roteiro pra nossa viagem pra Itália que passaria por Milão, Roma, Florença, Genova, Siena e Pompéia, fazendo tudo de trem e alugando o carro um dia. Eu estava contente com o roteiro, mesmo sabendo que seria super corrido. Aí um dia desses encontramos um amigo nosso cujo irmão morou em Turim. Conversamos com o irmão desse nosso amigo (que também é amigo) e conforme esperado, ele nos convenceu a conhecer Turim. Disse que lá tem um monte de coisa pra fazer, e que é preciso vários dias pra se conhecer tudo o que a cidade tem a oferecer. Pensamos bem e achamos melhor que talvez fosse melhor passar mais tempo em poucas cidades do que ficar pingando de cidade em cidade. Mas ainda havia uma dúvida. Se Turim tinha mesmo tanta coisa pra fazer, assim como em Roma e em Florença, e nossa viagem será só de 10 dias, será que valeria a pena ficar poucos dias em cada cidade? Ainda mais sabendo que a nossa reserva de Milão não é reembolsável, ou seja, nós necessariamente teremos que ficar do dia 24 pro dia 25 na cidade, ou vamos acabar perdendo uma grana à toa. Pensamos, consideramos todas as hipóteses e decidimos o seguinte:

Vamos chegar em Milão e passar a noite lá, como já estava reservado. Dia seguinte partimos para Turim, onde passamos 2 dias. Em seguida vamos à Roma, e lá ficamos. Nada de ir à Pompéia. Ficamos 4 dias em Roma antes de seguir para Florença, onde ficamos até o final da estadia. Voltamos para Milão só para pegar o voo de volta.

Tirando o primeiro hotel, em Milão, todos os outros são reembolsáveis, ou seja, a reserva pode ser cancelada até um certo tempo antes da entrada sem custo para nós. Na prática isso significa que nossos planos podem ser alterados de novo, porque nós não queremos ficar presos ao itinerário. Queremos ter a liberdade de poder decidir o que fazer na hora.

Outra mudança será no meio de transporte. Resolvemos fazer tudo de trem. O Diego, esse nosso amigo que morou na Itália, disse que a dependência de carteira internacional - ou não - no país depende de lugar pra lugar. Não dá pra ficar circulando só com a carteira brasileira pelo país inteiro, porque corre o risco de você estar numa zona que não aceite e ser parado pela polícia. O ideal é tirar a internacional e aí você fica coberto. O problema é que tirar a internacional pode até ser rápido, mas é uma graninha que eu não tô querendo gastar agora, principalmente se for pra viajar um dia só. Se a gente fosse ficar o dia inteiro de carro por lá, até valeria a pena. Mas seria só um dia de viagem, em estradas provavelmente cheias de neve, coisa que eu não tenho nenhuma experiência de direção. Pra evitar maiores imprevistos durante a viagem e gastos desnecessários, decidimos viajar só de trem, que no final sai muito mais barato.

Quanto ao clima lá, andei dando uma olhada na internet. Tem uma conhecida que mora lá e ela já me avisou: traga casacos pesados. Vi a temperatura em Milão esses dias, e já está com mínima de 0ºC. Tô só imaginando como vai estar no Reveillon. Não vejo a hora!!

Tuesday, November 3, 2009

Roteiro definido (ufa!)

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Depois de muita pesquisa, finalmente chegamos ao roteiro da nossa viagem para a Itália. Usamos as pesquisas como uma base, mas acabamos escolhendo alguns lugares que tínhamos vontade de conhecer e que não constavam na lista de ninguém das pessoas que eu vi (como Genova), e, ao contrário, vamos deixar de lado cidades consideradas imperdíveis, como Veneza. Tanto eu como o Ale não fazemos questão de conhecer o óbvio (embora meu sonho de ir para a Itália fosse para conhecer os óbvios Coliseo e Davi, mas isso são detalhes). Não que a gente não QUEIRA (ou não vá) conhecer os lugares turísticos ou o que todo mundo diz que a gente não pode perder. Mas nós gostamos da idéia de conhecer o underground, de viver como um local, de conhecer o que nem todo mundo conhece. Por isso resolvemos deixar algumas coisas mais imperdíveis de lado, pelo menos por agora. Além do mais, vamos numa época muito fria e chuvosa, quando lugares como Veneza provavelmente não estarão TÃO deslumbrantes como no verão.

Nossa escolha para o roteiro foi:
Milão-Genova-Roma-Pompéia-Siena-Florença.

Milão todos dizem que é totalmente dispensável. Ouvi dizer que é a São Paulo da Itália. Como vamos chegar por lá, e vai ser Natal, resolvemos passar a noite por lá mesmo e ver se é tão ruim assim. Na pior das hipóteses, lá tem algumas coisinhas pra ver, umas praças, uma arquitetura aparentemente interessante (algum lugar da Itália não é?), enfim, coisa feia e entediante não deve ter.
Genova nós escolhemos por ser porto. Tem um farol lá que eu ainda não descobri se dá pra subir, mas imagino que sim. Nem pesquisamos muito sobre a cidade, não sei se é totalmente interessante ou totalmente desinteressante. Mas vamos ver o Mediterrâneo e é só isso que importa. O resto é lucro.
Roma nós escolhemos por motivos óbvios. É onde ficaremos mais tempo, e de onde faremos um bate-e-volta para Pompéia (que de acordo com as minhas pesquisas, é totalmente possível, embora cansativo). Pompéia, no início do planejamento, não estava na lista. Mas é um lugar que sempre me intrigou, e um dos poucos lugares que me marcaram nas aulas de história (sempre fui muito ruim na matéria). Já que estarei pertinho, não custa - ou custa pouco - passar por lá.
Siena quem escolheu foi o Ale. Também não sei o que tem por lá, mas muita gente passa por lá, então creio que valha a pena (algum lugar da Itália não vale?). Como era caminho pra Florença, resolvemos passar o dia em Siena quando estivermos indo pra lá, e será nosso único percurso de carro (embora seja bem mais caro alugar um carro do que andar de trem, eu decidi que eu PRECISO dirigir pelo menos um dia pelas estradas italianas).
Florença também escolhemos por motivos óbvios. Também escolhemos esse lugar para passar a virada para o ano 2010, já que todas as referências que eu encontrei de pessoas que passaram o reveillon na Itália, passaram em Florença. Se lá é melhor ou pior do que Roma, eu não sei. O que importa é que é Reveillon, e fogos são fogos em qualquer lugar do mundo (pra mim Reveillon é sempre igual. Foi igual em Itanhaém, em Copacabana e na Ilha Grande. Então em Florença e em Roma eu ia achar a mesma coisa também). O importante é que estarei na Itália e com o Ale.

Será uma viagem bem corrida, mas acho que valerá a pena esse cansaço. Ontem já reservamos quase todos os hotéis (falta só Genova), conseguimos preços bons em todos (comparado com o que íamos gastar em NY). Sobre a qualidade deles, só poderei contar na minha volta.

Já comecei minha contagem regressiva. Só faltam 50 dias. São menos de 2 meses!

Edição: Nosso roteiro já mudou. Aguardem novas definições... (ó vida, ó céus!!)

Monday, October 26, 2009

Reveillon (quase) definido

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Quem acompanha o Arrumando a Mala sabe a novela que está sendo pra planejar as minhas férias. Num breve resumo, a viagem começou a ser planejada em maio, pra NY. Eu e meu namorado compramos as passagens aéreas a preços de banana, reservamos hotel e ficamos felizes da vida aguardando o dia 24 de novembro, quando iríamos embarcar, enquanto víamos o processo do visto para entrar nos EUA. No meio do caminho, o Ale (meu dignissímo namorado) foi desligado da empresa, e ficamos com medo de ter o visto negado. Resolvemos mudar o destino para Londres, onde não precisaríamos de visto. Mas mudamos de ideia e resolvemos arriscar. Conseguimos o visto. Pensamos em adiantar a viagem, mas desistimos da ideia por motivos variados. Foi então que o Ale conseguiu outro emprego, e não conseguiu negociar as férias dele para o dia da nossa viagem. Então decidimos viajar no final do ano, passar natal e reveillon fora, quando provavelmente ele teria férias coletivas. Transferimos a reserva do hotel, mas decidimos não mexer nas passagens até ter certeza de que ele iria ter as férias, senão poderíamos ter prejuízo com a taxa de remarcação. Ficamos aguardando até ontem, quando resolvemos arriscar e marcar a passagem sem saber quando ele entraria em férias (ou SE entraria em férias).

Fomos até uma loja da TAM Viagens no shopping Market Place, e descobrimos que não havia a mesma passagem que compramos para NY pro final do ano. Só tinha passagem mais cara, e a diferença era muito grande. Vimos para Londres, mas também não tinha. Além do mais, descobrimos que para trocar essa passagem, teríamos que ir até uma loja da TAM em um dos aeroportos.
Voltamos pra casa frustrados. Na verdade o Ale estava mais frustrado do que eu, se sentindo meio culpado - como se a culpa fosse dele. Eu já estava com uma sensação de que NY não ia rolar esse ano.

Chegamos em casa e começamos a fuçar na net possíveis destinos. Vimos a possibilidade de chegar a NY por outro estado (indo de avião até Washington, por exemplo, e indo até NY de trem), vimos para Londres, Espanha, Portugal. Mas todos esses lugares o Ale já conhece. Eu queria um lugar que ele não conhecesse. Sugeri Itália, que de toda a Europa é o lugar que eu mais quero conhecer além de Praga. A Itália reune tudo o que eu considero de mais interessante em termos de arte e arquitetura: tem o Davi de Michelangelo, tem as ruínas de Pompéia, tem Pietá, tem a Santa Ceia, tem paisagens belíssimas e, o que é o meu maior sonho EVER, tem o Coliseu. Olhamos preços de estadia e vimos que era pagável. Não tivemos dúvidas. Pegamos o carro, corremos até o aeroporto e marcamos a passagem no mesmo dia. Vamos até Milão, e de lá devemos ir até Florença, Roma, talvez Pompéia e sabe-se lá mais onde a vida pode nos levar.

Mas nem eu e nem o Ale sabemos nada a respeito da Itália. Hoje comecei uma pesquisa na net pra saber o que vale a pena conhecer por lá. Já descobri que a época que vamos não é ideal, porque chove e muitas coisas fecham (talvez não esteja tudo fechado por que vamos no reveillon). Mas não estou nem aí. Só de ler as coisas e imaginar ver de perto as coisas que eu admiro desde que eu comecei a entender um pouco sobre arte, meus olhos encheram de lágrimas. Já pensou ver Davi de pertinho? Já pensou ver o Coliseu? Fora que o romantismo da Itália para uma primeira grande viagem com o namorado, não tem nada melhor. Ai ai, nunca quis tanto que o natal chegasse logo...

Obs: Ah, sim... e o título do post é Reveillon (quase) definido por que ainda não definimos em que cidade vamos passar a virada, mas essa viagem sai, não importa o que aconteça!

Wednesday, October 21, 2009

Como arrumar a mala

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Muita gente chega no meu blog procurando informações sobre como arrumar a mala. Esse pode parecer um assunto simples, mas pesquisando sobre, acabei descobrindo que é bastante complexo. Então vou tentar fazer um apanhado geral sobre o que você precisa saber para fazer a mala ideal, desde o que colocar na mala até como arrumá-la. Vamos lá:

A escolha da mala:
A escolha da mala certa é fundamental, e ela depende do objetivo da sua viagem. Existem basicamente 3 tipos de malas: o mochilão, que se carrega nas costas; a mala sem rodinha; e a mala de rodinhas com alça retrátil.

O mochilão é mais indicado em viagens de aventura, acampamentos ou para quem vai "mochilar" (visitar vários países ou várias cidades em um curto período). Existem dois tipos de mochilas, as cargueiras - com mais espaço para bagagem e ideal para viagens mais longas - e as de ataque - mais compactas, ideais para viagens curtas e situações exigem agilidade. O peso ideal da mochila irá depender do tamanho e da capacidade física da pessoa. Em geral, as mochilas de 60l comportam bem as roupas e objetos pessoais.
Existe uma série de considerações a se fazer antes de se escolher a mochila. Você pode ler um pouco mais sobre isso no site da 360 graus.

A mala sem rodinha e com rodinha exercem a mesma função. A principal diferença entre elas é o conforto. Ambas são indicadas para aquelas viagens tradicionais, em que o destino pós-aeroporto é o hotel. A mala com rodinhas só é mais fácil de carregar.

O que colocar na mala?
A peça chave aqui é escolher roupas básicas que combinem entre si, evitando levar aquela blusa que só combina com aquela calça e que só combina com aquele sapato. Quanto mais peças neutras você conseguir levar, melhor.

Calças e shorts costumam sujar menos que blusas. Portanto, segure seu impulso e não coloque todas as suas calças na mala. Uma ou duas calças jeans (dependendo do tempo da viagem) são suficientes. Complete o visual com as blusas, que ocupam menos espaço. Sapatos também devem ser muito bem escolhidos. Como ocupam muito espaço, deve-se levar no máximo 3 pares, incluindo tênis, salto e chinelo. Leve também um "pretinho básico" para o caso de uma saidinha à noite num lugar que exija que você esteja mais bem vestida.
Acessórios são permitidos, já que normalmente ocupam pouco espaço e podem ser colocados nos cantos das malas.

No caso das malas masculinas, tudo fica mais simples, já que eles são mais básicos por natureza. Mas a regra é a mesma. Escolher roupas que combinem entre si é sempre fundamental.


Como arrumar a mala?
E finalmente, chegou a hora de colocar tudo na mala escolhida. Recomenda-se que isso seja feito 3 dias antes da viagem, para que dê tempo de lembrar de tudo o que você possa estar esquecendo, ou comprar as coisas que faltam.

Existem 2 jeitos de se arrumar uma mala: um para fazer caber tudo, e outro para amassar o menos possível.

Para caber tudo:
Coloque meias, cintos, e tudo o que for pequeno dentro dos sapatos. Coloque os sapatos no fundo da mala, ou nas laterais. Depois coloque as peças pesadas (jeans e casacos) dobrando o menos possível para ocupar menos espaço. Quanto mais dobradas essas peças forem, mais espaço elas ocupam.
As peças mais leves, como camisetas, shorts e saias, podem ser dobradas ou enroladas, que assim elas ocupam pouco espaço. Aí é só ir encaixando uma na outra. Peças íntimas e acessórios que não foram pra dentro dos sapatos ficam por último, e são encaixados nos espaços que sobrarem.

Para não amassar:
A diferença aqui é que você vai estender suas blusas com as mangas para fora, empilhando-as. No meio, vai fazer um núcleo com meias e roupas íntimas, e depois vai dobrar as mangas por cima desse núcleo, como se elas estivesse abraçando as meias.

Não se esqueça de colocar coisas líquidas como shampoo, condicionador, sabonete líquido e outros cosméticos em sacos plásticos ou necessaires que você tenha certeza de que não vaze. Não há nada mais desagradável que chegar ao seu destino e descobrir que suas roupas estão todas sujas de shampoo. Lembre-se também de que em viagens internacionais todos os líquidos (incluindo pasta de dentes) devem ser despachadas e não devem ser carregadas na mala de mão.

Também não se esqueça de identificar claramente a sua bagagem com uma fita bem chamativa, e coloque um identificador com seu nome e um telefone de contato, para caso ela seja extraviada ou pega por engano por outra pessoa. Existem muitas pessoas com malas semelhantes, e muita gente desatenta por aí. Muitas vezes as pessoas pegam malas alheias e nem é por má fé. Se a sua mala não estiver identificada, ela não terá como te achar.


Sites consultados:
360 graus
Estilo de vida
Superinteressante

Friday, October 9, 2009

NY - mudança de data

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As nossas férias para NY estão mais enroladas que fio de telefone. Mas pelo menos é por um bom motivo. O Ale conseguiu um emprego novo, e eles deram duas opções pra ele fazer essa viagem: ou ele faria antes de começar, o que seria agora nessas semanas, ou faria no final do ano, quando a empresa tem férias coletivas. Como eu estava num período com muita coisa pra fazer na agência (sem contar a correria que seria pra ir atrás de seguro viagem, compra de dólares e outras coisas mais), nós decidimos deixar a viagem pro final do ano. Coisa que, aliás, eu adorei. Afinal de contas, toda a história de ir pra NY começou porque eu queria ir pra lá ver a decoração de natal das lojas. Acabou que marcamos a viagem pra uma época que as lojas ainda não estariam enfeitadas, porque era quando o Ale poderia tirar férias. Agora provavelmente a gente não só vai ver as lojas enfeitadas, como também vamos passar o natal lá! Eu estou amando a idéia! Não faço a menor questão de passar o natal em casa, não porque eu não goste da festa em família, mas é que natal me deixa um tanto deprimida. E aquela mesma coisa todo ano acaba cansando. Então se esse ano a gente conseguir escapar, vai ser ótimo.
E o melhor de tudo: existe um período até o dia 27/12 que as diárias nos hotéis ficam mais baratas (tá certo que depois disso sobe - e muito). As passagens aéreas nessa época de final de ano são absurdamente mais caras (o dobro do preço do que a gente pagou pra ir 1 mês antes), mas como já tínhamos as passagens, vamos ter apenas que pagar uma taxa de remarcação. Ou seja, nosso prejuízo com a taxa de remarcação vai ser compensada com as diárias do hotel. Só vai ficar um pouco mais pesado se nós decidirmos passar o reveillon lá, que aí, sim, o valor sobre muito, acho que fica o dobro da diária normal. Mas ainda não temos isso certo. Aliás, acho que só teremos certeza de tudo no dia que estivermos embarcando. hehe.

Thursday, September 24, 2009

The travel book

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De aniversário esse ano (esse mês, pra ser mais exata) eu ganhei do namorado uma maleta imitando aquelas malas antigas - que por sinal é essa aí da foto do blog - e um livro sobre todos os países do mundo, chamado The Travel Book, da editora Lonely Planet. Aliás, pra quem planeja viajar gastando pouco, os guias da Lonely Planet são altamente recomendáveis.

As informações contidas nesse livro são um mero detalhe. Ele é lindo e muitíssimo bem acabado. Tem capa dura, é impresso em papel couché brilhante com fotos escolhidas a dedo que receberam uma camada de verniz UV por cima, dando um brilho especial em alguns pontos da fotografia (quem mexe com projetos gráficos sabe que isso tem que ser feito na unha). O encadernamento é feito em costura de muuuuitos cadernos, já que o livro tem um total de 888 páginas.
Cada país tem direito a duas páginas duplas. Na primeira entram as fotos, e na segunda, as informações. Contém uma breve sinopse sobre o país, a melhor época para se visitar, as experiências que não podem ser deixadas de lado, dicas de livro, música, filme e comida relacionados com o país, um resumo do país em uma palavra, os trademarks e as "surpresas" que o país guarda (normalmente alguma coisa que você só encontra ali,  como por exemplo no Brasil eles falam do Candomblé e Iemanjá).

Não é nenhum guia turístico. Serve como curiosidade, ou, o que eu achei mais interessante no livro, é pra saber a melhor época de se visitar determinado país. Mas sinceramente, com a beleza que esse livro tem, dá vontade de visitar todos!

Informações sobre preços, não vou postar aqui. Tendo sido um presente, pretendo não descobrir quanto custou. Mas se eu não me engano ele veio da Fnac. Não deve ser um livro difícil de encontrar.

Friday, September 11, 2009

Monte Alegre do Sul - A volta

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Acordei no meio da noite ao som da chuva. Mas não era um chuva qualquer. Era o maior pé d'água. Ali eu soube que nossos planos de fazer qualquer passeio ecológico tinha ido - literalmente - por água abaixo. Acordamos lá pelas 9 e fomos tomar café da manhã. Todos os hóspedes da pousada estavam por lá. A menina que ajuda a Rosa foi lá nos ajudar com o café. Muito simpática também.
Cada chalé tem a sua mesa no refeitório. Em cada mesa tem as xícaras, pratos e talheres, um potinho com geléia, outro com manteiga e outro com requeijão. Aí você pode se servir de pão, frios, frutas, leite com nescau, café... enfim, um delicioso café da manhã sem muitas frescuras. Ela ainda traz uma jarra de suco de laranja pra cada mesa. Nem preciso dizer que eu comi que nem uma retardada, né?
A chuva já tinha parado, mas estava tudo muito molhado. Como tudo por lá é estrada de terra, nós não quisemos arriscar colocar o meu ka 4x4 (...) numa estrada pra atolar. E muito menos pegar uma bicicleta ou fazer uma trilha, que era pedir pra levar um belo tombo. Então decidimos pelo passeio mais seguro: visitar o Alambique do Neno, a Cachaçaria Campanari, que eu comentei no outro post. Estava cheio de visitantes, e pelo que deu pra entender das conversas, é tudo gente que volta sempre. Tanto é que os próprios visitantes se encarregaram de mostrar o alambique pra gente. Mostraram todo o processo de fabricação da cachaça, mostraram a plantação de morango e a horta que o Neno mantém nos fundos do alambique. Pelo que o nosso guia turístico disse (e isso a gente leva mais em conta, já que não foi dito pelo próprio Neno pra vender seu produto), o processo de fabricação da cachaça dele é mais limpo que nos outros lugares, resultando numa cachaça mais saborosa e sem a sensação desagradável que algumas cachaças proporcionam (que eu não sei qual é pois nunca tomei). Isso se deve ao fato dele jogar fora a primeira leva de líquido que sai do processo, e de lavar sempre os tanques entre um processo e outro.
Além da cachaça de cana de açúcar, o Neno tem também cachaça de uva e alguns licores muito gostosos. As cachaças são mantidas em barris de madeira, alguns em madeiras especiais, que dão um sabor todo diferente à bebida. Quem bebeu, aprovou.

De lá nós fomos direto para o centro. Demos uma volta na cidade, que estava movimentada por causa da festa do morango. Aproveitamos que estava cedo e sem chuva para dar um pulinho no Mirante do Cristo, um morro de pouco mais de 800m de altura que fica no centro da cidade, e de onde pode se ver a imeeensa cidade de Monte Alegre. Lá em cima existe uma estátua do cristo, pra quem algumas pessoas acendem velas. Ficamos lá um pouco, tiramos algumas fotos, e depois descemos para encontrar a Denise para almoçar na casa da mãe dela. Fizemos uma social, voltamos para a pousada, arrumamos as coisas e tomamos o rumo de volta pra São Paulo. Triste. Se não é fácil voltar de viagem, voltar de Monte Alegre foi mais triste ainda. Sabe quando não parece real?

Decidimos voltar pelo mesmo caminha da ida (pela Fernão Dias), mesmo correndo o risco de pegar trânsito por causa das obras. No entanto, a estrada estava livre (apesar de bastante movimentada), e nós chegamos em São Paulo em 2 horas. Apesar de ter sido uma viagem muito mais rápida, foi muito mais cansativa, porque foi à noite. Mas valeu a pena. E ainda sobrou a segunda feira pra descansar mais um pouquinho.

Quem gostou e quiser saber um pouquinho mais sobre a cidade, tem esse link do portal de Monte Alegre. Tem o endereço do Balneário (que fica no centro da cidade), telefone de várias pousadas, inclusive a da luz, e algumas informações sobre a cidade.

Fotos:
1 - Chalés da Pousada da Luz
2 - da plantação de morango do Alambique do Neno
3 - Vista panorâmica do Morro do Cristo
Mais fotos aqui

Monte Alegre do Sul - A ida

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Eu e o Ale acordamos bem cedo para pegar a estrada. Arrumamos as coisas das gatas e das gatas da Sá, que estão sob nossos cuidados enquanto ela e o Juninho estão em Londres, e seguimos rumo a Monte Alegre do Sul. Um pequeno detalhe: nenhum de nós tinha a menor ideia de como fazia para chegar lá e nem tínhamos o endereço da pousada. Ligamos para Denise, dona do Café Grão Boutique que fica no centro da cidade - e era o motivo da nossa viagem - e ela nos explicou como chegar na cidade pela Bandeirantes. Mas não contentes, abrimos o mestre Google Maps, que nos dizia que o caminho pela Fernão Dias era mais curto e livre de pedágios. Resolvemos arriscar, mesmo sem ter a menor idéia de como estava o estado da estrada (a Bandeirantes pelo menos eu sabia que era boa). Mas nem sempre o caminho mais curto significa o mais rápido. A estrada, apesar de estar boa na maior parte, estava cheia de obras e com vários bloqueios da Polícia Federal. Conclusão: uma viagem de 2 horas e pouquinho foi feita em quase 4. Mas não me arrependo. Além de ter passado rápido, ainda nos divertimos no trânsito com um carro cheio de meninos de uns 10 anos que ficaram fazendo palhaçada por um longo trecho.
Fomos por uma estrada muito bonita e bem conservada, a SP-008, que pegamos em Bragança Paulista. Lá a paisagem começa a mudar e tudo fica com cara de Minas. ADORO Minas.
Chegamos na cidade direitinho, sem nos perder. Fomos direto encontrar a Denise no Café dela, que fica em frente à antiga estação de trem e é uma graça. Aliás, Monte Alegre inteira é uma graça. Super bem conservada, as casinhas coloridinhas e restauradas. As praças são bem arrumadinhas, as árvores bem podadas, grama cortadinha. As ruas são bem pavimentadas e bem sinalizadas. Não se vê lixo no chão. E tudo tem um "quê" de rústico: todas, ou quase todas, as placas de estabelecimentos são feitas em madeira. A cidade parece cenográfica. E não à toa, ela é chamada de Cidade Presépio. Parece mesmo uma cidadezinha em miniatura. Eu ainda tenho uma certa dificuldade em acreditar que Monte Alegre seja real.

Monte Alegre é uma estância hidromineral com 7mil habitantes, que fica a cerca de 200km da capital, perto de Serra Negra, Socorro e outras cidades que fazem parte do Circuito das Águas. É uma cidade boa pra quem gosta de esportes de aventura (existem trilhas, cachoeiras, opções de rafting, arvorismo, tiroleza, etc), e pra quem gosta de sossego. Lá existe o balneário, onde você pode relaxar na sauna, na hidromassagem, ou em outras "atrações" que existem por lá. Infelizmente não tivemos tempo de conhecer, porque passamos por lá justamente num horário que o Balneário estava fechado (domingo ao meio dia). Pra quem gosta de uma boa cachaça, lá também é um bom lugar pra ir. Existem bons alambiques, inclusive a do Neno, que fomos conhecer (Cachaçaria Campanari). Dizem que ele é um dos melhores que existe por aí. Eu não bebo cachaça, mas o Ale até comprou uma garrafa, e olha que ele nem é cachaceiro, mas ele disse que aquela é especial.
Mas voltando ao nosso final de semana, ficamos um tempo lá no café da Denise, almoçamos com ela num restaurante que eu não me lembro o nome que até é gostoso, mas cobra R$ 20 por cabeça. Você come o quanto quiser, mas ainda assim achei um absurdo. Não pense que esse valor é um desvio pros padrões da cidade. Pelo que deu pra perceber, tudo por lá é caro.

Depois do almoço, fomos até a nossa pousada, a Pousada da Luz. Fomos recebidos pela Rosa, que imagino ser a dona da pousada. A Rosa é uma pessoa estranha, porque ela tem uma cara de brava, mas é super doce e muito simpática. É como se não combinasse a feição à atitude. Gostei muito dela, assim como da pousada. São 5 chalés bem espaçosos, com uma cama muito gostosa (tem uma cama de casal e uma bicama de solteiro), o banheiro também é bem grande e o chuveiro (com aquecimento solar) bem gostoso. No valor da diária está inclusa a pensão completa, mas nós negociamos pra ficar apenas com o café da manhã. No meio da tarde ela serve um chá com bolo, pão e manteiga. Se você quiser ir na piscina, ela vem com uma toalha para você se secar. Ela é incrível. A diária é cara, mas eu posso garantir que vale cada centavo. Isso sem contar a vista da pousada, que é um desbunde. Ah, e no chalé ainda tem uma rede, que você pode colocar na frente e ficar relaxando olhando os passarinhos.
À noite saímos pra comer, fomos numa lanchonete (Schini, ou qualquer coisa do tipo) onde fomos muito bem servidos. O lanche não era nada especial, tinha gosto de lanche do interior - que eu, particularmente, gosto muito. Depois ficamos pasmando um pouco na praça em frente à matriz, e depois fomos tirar umas fotos na estação antiga de trem.
Pra voltar pra pousada nós nos perdemos um pouco, demos a maior volta inútil, mas acabamos achando. Fizemos alguns planos pra fazer umas trilhas ou andar de bicicleta (que a pousada aluga) no dia seguinte, e fomos dormir.

Fotos: 
1 - Café Grão Boutique
2 - Cachaçaria Campanari
3 - Ale na Pousada da Luz
4 - Antiga estação de trem
Mais fotos aqui

Monte Alegre do Sul

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Enquanto nossa viagem internacional não chega, aproveitamos o feriado de 7 de setembro pra fazer uma viagenzinha curta aqui por São Paulo mesmo. Escolhemos Monte Alegre porque a ex-chefe do Ale abriu recentemente um café por lá (Café Grão Boutique), e fomos para conhecer o café e visitar a Denise. Como a viagem era curta, e a gente queria fugir do trânsito e não queria pagar 3 dias de pousada, decidimos ir no sábado e voltar no domingo.
Nos próximos posts vou contar um pouquinho mais sobre a viagem e sobre a cidade.

Monday, August 31, 2009

Visto - de volta ao plano A

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Nós tínhamos decidido deixar a viagem pra NY pro ano que vem, quando teríamos mais chances de ter o visto aprovado. Não queríamos correr o risco de perder todo o valor pago. No entanto, na hora do cancelamento do agendamento, eu vi que a gente iria perder uma grana do mesmo jeito. Então resolvemos arriscar. A entrevista estava marcada para hoje de manhã.
Quando tirei o visto da última vez, o consulado ainda ficava nos Jardins, se eu não me engano era na Rua Estados Unidos (coincidência?). Agora ele fica pertinho do Shopping Morumbi, bem facinho de chegar (ok, ajudou 100% o fato de o Ale saber onde ficava). Fomos de ônibus, mas quem quiser ir de carro, lá tem inúmeros estacionamentos que não cobram nenhuma fortuna. Vi estacionamentos de 5 ou 7 reais a primeira hora, e mais uns 2 reais a segunda. Preço normal de estacionamento. Eles têm um aviso lá no consulado com uma recomendação para não colocar o carro na rua.
Uma dica: eu reparei que quanto mais tarde, mais vazio fica. Nós chegamos às 8 e pouco da manhã, e a fila estava enorme. Saímos lá pelas 11, e encontramos uma fila bem menor. O lugar é bem organizado (bem mais que o consulado antigo), cheio de funcionário organizando as filas e ajudando com os formulários. Se por acaso você chegou lá sem foto, dá pra tirar lá (tanto lá fora, nos estacionamentos ou numa lojinha que tem na frente, quanto lá dentro. Não vi os preços, mas imagino que seja bem mais caro que se você for com a sua foto coladinha).
O processo todo é assim: você chega, entra na primeira fila. Alguém lá de dentro grita e manda você ficar com o papel do agendamento e o passaporte na mão. Você tira essas coisas do envelope cheio de papel que você recolheu com todo carinho com medo de o cara da entrevista te encher de perguntas. Aí a mocinha da porta (antes de entrar no portão do consulado) passa um leitor no código de barras e descobre que seu nome é Thais (o meu, no caso). Aí você guarda seu passaporte e seu papel e vai pra segunda fila. Alguns agentes olham seus formulários DS-156 e DS-157, veem se está tudo preenchido corretamente e grampeiam sua foto caso ela ainda não esteja grampeada ou colada. Aí o guarda manda você ficar com o celular na mão pra agilizar - nem pense em atender celular na fila. É proibido.
Com seus formulários todos preenchidos corretamente, você deixa seus celulares e demais aparelhos eletrônicos guardados no guarda-volumes, passa pelo raio-x e detector de metais e entra num jardim com lanchonete, banheiro, e vááárias cabines. Se você é como eu e sente muita vontade de fazer xixi, aproveite e vá ao banheiro essa hora, porque daqui pra frente pode demorar.
Você entra numa terceira fila, entrega os seus formulários e o passaporte, recebe uma senha e vai pra fila da pré-entrevista. Aqui foi rapidinho. O cara olha seus documentos, pergunta pra onde você vai e por que você vai. Aí você senta num dos vários bancos e espera, espera, espera.... espera muito tempo (pelo menos no nosso caso foi bem demorado) pra ter as suas digitais registradas. Uma mocinha simpática atendeu a gente, registramos as digitais e fomos pro outro bloco de bancos esperar de novo chamarem a nossa senha, dessa vez pra entrevista. Lá se foi mais uma meia hora, eu acho.
Eu ansiosa, o Ale tenso. Era assim que estávamos lá na fila. Mal conversávamos. Aí chegou nosso número. Fomos pro guichê, a mulher (simpaticissima) perguntou se um de nós já havia estado nos EUA, eu disse que sim. Ela viu no formulário que eu estive lá por 6 meses, ela perguntou por que, eu disse que tinha ido fazer intercâmbio, ela perguntou pra onde, respondi, aí ela falou algumas coisas em inglês enquanto carimbava nossos papéis e terminou dizendo que nosso visto estava aprovado. Isso deve ter durado uns 30 segundos. Ela nem sequer olhou pra nada que estava no nosso envelopinho montado cuidadosamente, cheio de comprovantes e cartas e extratos e tudo mais que pudesse comprovar que a gente está indo pra lá de boa fé! Nada. Atendeu a gente com o maior sorriso no rosto e já concedeu o visto. Veja bem, não que eu esteja reclamando! Achei ótimo. Mas po... nem uma perguntinha? rss
Piece of cake! Muito baba tirar o visto, apesar de toda a grana e de todo o stress psicológico que eles fazem você passar. Pelo menos eu sentia isso. Parecia que a qualquer momento eles iam encontrar um erro de preenchimento no formulário e você ia ser automaticamente ejetado de lá. Fora que o lugar é literalmente um forte, com barreiras anti-tanque na entrada. Mas o atendimento foi muito bom, a organização excelente, e o visto concedido, o que é mais importante!
Depois de feito tudo isso, você ainda tem que pagar uma taxa de 19 reais que é o sedex pra eles mandarem seu passaporte carimbadinho pra sua casa. Agora é só decidir se a data vai ser a que a gente já tinha escolhido ou se a gente vai adiantar. UHU!! NY, aguarde-nos!!

Monday, August 24, 2009

Mudança de planos

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E aí que num piscar de olhos, PUF, tudo muda. Quando estávamos nos momentos finais para tirar o nosso visto e arrumar tudo pra nossa viagem pra NY, uma mudança inesperada aconteceu que nos fez repensar todo o plano: um desemprego. Assim, de repente, houve uma reestruturação na empresa que o Ale trabalhava e várias pessoas caíram fora. Embora pareça uma coisa ruim, temos visto isso com bons olhos. Mas pro lado prático da coisa, vimos que seria meio perigoso enfrentar uma entrevista de visto sendo ele desempregado e eu sem vínculo nenhum (ou quase nenhum) com o Brasil. Por mais fácil que esteja de tirar o visto agora, nós achamos melhor não arriscar. Fomos olhar a data de validade da autenticação da taxa do visto que a gente tinha acabado de pagar, e é válido por um ano. Então tudo indica que NY ficará para o ano que vem. Também vimos que é fácil de remarcar as passagens, só temos que pagar uma taxa de R$ 150. Pro caso de remarcarmos uma passagem mais cara, pagamos a diferença. Se o destino escolhido foi mais barato, ficamos com créditos para uma próxima viagem, que não vai ser perdido, já que a gente pretende viajar muito mais vezes.
Para este ano o destino está quase certo, mas como ainda não temos nada absolutamente certo, pretendo deixar na surpresa por enquanto. Só posso dizer que as perspectivas são boas. Além disso, nós devemos adiantar a viagem, pra não correr o risco do Ale estar empregado até novembro e não poder tirar férias. Mesmo adiantando, a gente ainda corre esse risco, já que eu só poderia viajar no final de outubro. Então chances are de que a gente não viaje. Mas antes a gente não viajar porque ele está empregado, certo??

E respondendo à perguntas, o sistema do Ganha Tempo de Barueri ainda não está totalmente informatizado. Ao contrário da Polícia Federal de lá, que é tudo digital, inclusive as impressões digitais, o Ganha Tempo ainda usa escaneamento de fotos e carimbo pras impressões. Mas acredito que deva ser modernizado em breve. Aquele lugar é absolutamente e assustadoramente enorme, e eles devem ter investido tanto na infra que não deve ter sobrado dinheiro pra uma camera digital. hehe. Vai saber?

Wednesday, August 19, 2009

Visto pago!

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Hoje fui resolver as últimas pendências antes da entrevista do visto. Passei no banco pra pegar um extrato da minha conta (não sei se eles aceitam extrato da internet, então por via das dúvidas, fui pegar na agência), mas o cara fez a maior salada. Saí de lá com um kilo de papel que eu não sei se resolve a minha vida. Enfim...
Depois passei no Citibank pra pagar a tal taxa do visto, de U$ 131. Cheguei à conclusão de que essa taxa não varia de acordo com o dólar do dia, porque além de eu ter pago o mesmo valor que o Alê pagou há uns dias, o "recepcionista" do banco mandou na lata o valor da taxa, sem nem precisar fazer contas. Não sei como eles calculam essa taxa, mas deve ser um valor meio taxado (redundância?) e recalculado de vez em quando. Sei lá, tô chutando. rss.
Aproveitei pra perguntar pro caixa sobre o tal desconto na compra do dólar dentro do citibank. Ele me disse que o desconto é, na verdade, a ausência da taxa que você pagaria se você não fosse correntista. Dessa forma, você compra dólar sem taxa, como se fosse um correntista do banco. Pelo que eu entendi, esse "desconto" é em comparação à compra no próprio banco, e não em uma casa de câmbio. Como eu não confio muito em bancos, e sempre acho que eles vão querer explorar nosso suado dinheirinho, ainda acho mais seguro comprar numa casa de câmbio. Principalmente eu, que sou mané e não entendo nada dessas coisas, se o cara me cobrar R$ 3,00 o dólar, é capaz de eu nem perceber. rss.
Enfim, saí de lá com o visto pago, e fui pruma lojinha ali do lado que tira foto 5x5, que precisa pra documentação do visto. Nunca tirei tanta foto como nos últimos dois meses... foto pro passaporte, foto pro RG, foto pro visto... até foto pro cadastro na portaria do meu residencial eu tive que tirar. Todas muito bonitas, claro (...).
Agora é só esperar dia 31 pra entrevista no consulado. E seja o que deus quiser!

Monday, August 17, 2009

Tirando RG

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Esse final de semana fui tirar a segunda (na verdade terceira) via do meu RG. Segundo a moça que me atendeu na Polícia Federal quando eu fui tirar meu passaporte, eu teria que tirar um RG mais novo pois o meu estava completando 10 anos e ainda era plastificado. Os mais novos não podem ser plastificados, e pra você embarcar no avião (embarcar no avião é esquisito, né?) ele deve ter menos de 10 anos. Então fui lá em Barueri, no Ganha Tempo. É uma espécie do Poupa Tempo que existe em São Paulo, mas o documento não sai na hora. Demora uma semana pra ficar pronto. Nada muito grave, já que eu não tenho pressa pra pegá-lo. O detalhe é que meu RG antigo estava com uma informação errada (notei isso quando estava preenchendo os formulários pro passaporte, depois de 10 anos de existência do coitado), e teve que ser destruído. Pobre documento.
Gostei muito do atendimento no Ganha Tempo. Não sei se é sempre vazio daquele jeito. Mas era sábado de manhã (fica aberto até às 13h de sábado), e eu esperava que estivesse bem mais cheio. O lugar é enoooorme. Você passa por uma triagem, que verifica seus documentos e te encaminha pro lugar certo. A fila ali estava pequenininha. A espera no lugar do documento em si foi de mais ou menos uma hora. Mas quando eu fui atendida, fui muito bem atendida. Os funcionários estavam bem humorados, me deram todas as informações que eu queria, fizeram tudo relativamente rápido e em pouco tempo eu já estava indo embora. Gostei muito. Agora dia 21 tenho que voltar lá pra pegar o documento pronto. Menos um passo rumo a NY. ê!

Friday, August 7, 2009

receita?

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Meu post de baixo tá parecendo receita de bolo. hahaha.

Tuesday, May 19, 2009

Links bacanas

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Um dos nossos maiores desafios pra nossa viagem pra NYC é encontrar um hotel barato. Nós queremos reduzir custos com hospedagem pra conseguir deixar sobrar uma graninha pra torrar por lá, afinal de contas, NY é NY, e por menos consumista que a pessoa seja (como é o meu caso), você acaba gastando um buzilhão de dinheiro por lá. Principalmente porque não é uma cidade das mais baratas, e também porque o dólar não está nas suas melhores formas (embora ele esteja caindo nos últimos dias). Mas lá é o paraíso das compras.
O problema é que não existem hotéis baratos em NYC. Quer dizer, existir, até existe. Mas normalmente têem banheiro compartilhado e não tem café da manhã. Então pedi uma dica prum amigo meu (na verdade amigo do meu irmão) que mora na cidade, e ele me indicou um bed'n'breakfast que ele ficou há alguns anos, e que parece ser muito legal. O lugar chama Union Square Inn, está super bem localizado e recebe excelentes críticas em vários sites que eu já encontrei. É um hotelzinho super simples (na verdade eles nem chamam de hotel, chamam de Boutique Hotel), tem café da manhã, e como nós pretendemos ir pra lá praticamente só pra dormir e tomar banho, nem tem problema que os quartos sejam minúsculos. O banheiro também é privativo, e não compartilhado como a maioria dos hotéis baratos, e o valor cabe perfeitamente no nosso orçamento. Maravilhoso. 

Mas vamos ao que deu o título ao meu post. Estava eu falando sobre hotéis com uma amiga hoje, e ela me sugeriu dois sites bacaníssimos, que valem não somente para NY como para qualquer outro lugar do mundo. O primeiro, booking.com, permite que você procure hotéis no mundo inteiro. Você informa a cidade, a data que você quer, quantos dias vai ficar, e ele te lista uma relação de hotéis com preços, quartos disponíveis, um resumo do hotel, e alguns reviews de clientes que já passaram pelos hotéis. Você pode fazer as reservas pelo próprio site. Muito legal. 

No outro site, o tripadvisor.com, você encontra milhares de informações de todos os tipos. A começar que você tem um sistema de busca de hotéis, restaurantes, vôos, cruzeiros, e algumas outras coisas. Então por exemplo, você quer opiniões sobre um hotel específico, entra lá com o nome dele e o site te dá todas as informações. Aí você tem um link chamado "things to do". Lá você tem várias opções para escolher de atrações, como esportes, museus, entretenimento, entre outros. Você coloca a cidade que você quer e ele te lista uma série de coisas legais pra fazer na cidade. Te dá a opção, inclusive, de assinar uma newsletter semanal com as coisas mais legais que acontecem na cidade que você escolheu. Eu assinei a de NY, quem sabe aparece alguma coisa bacana pra nossa estadia? O site também tem um link que você escolhe o tipo de viagem que você gosta (de aventura, romântica, histórica, etc), e ele te dá algumas idéias de lugares pra visitar. Eu dei uma navegada bem por cima pelo site, mas ele me parece bem completo. Uma boa pedida pra quem está começando a planejar uma viagem, e não sabe direito pra onde ir, onde ficar, ou já sabe mais ou menos e ainda tem algumas dúvidas. 

Se eu encontrar mais algum link legal, volto pra contar. Se alguém tiver alguma dica, por favor grite. 

Monday, May 18, 2009

CVC

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Esse final de semana eu e o Ale aproveitamos um tempinho livre e folgado pra dar uma passadinha na CVC nova que abriu ali na 9 de Julho. Nunca fui muito com a cara da CVC porque eu tenho aquela imagem marcada deles de excursões gigantescas na Disney, milhares de criancinhas insandecidas, atrás de uma monitora que, com toda a paciência do mundo, tenta rebanhar toda a molecada. Mas no final das contas, a CVC não é só isso. Procurando agências que pudessem nos levar pra NY, acabei achando na CVC preços bons e uma qualidade de atendimento excelente. Chegamos na agência lá pelas 20h num sábado, horário que qualquer funcionário normal estaria querendo matar ou morrer por estar trabalhando. Fomos recebidos pelo simpaticíssimo funcionário cujo nome agora me escapa, numa loja super bonita, com equipamentos de última geração, cadeiras super confortáveis, e painéis com fotos belíssimas na parede. Fomos muito bem atendidos, e apesar de não termos fechado negócio, ficou aquela vontade de fechar com ele só pelo bom atendimento. E mesmo sem ter fechado, ele nunca deixou de nos tratar como clientes em potencial, mesmo estando vestidos de qualquer jeito, ou tendo tido qualquer outra reação que acarretaria naquele clássico "ih, esses aí não vão comprar nada, vou atender de qualquer jeito".
Aliás, bom atendimento é uma coisa que poucas empresas entenderam que realmente funcionam. Um bom treinamento pro funcionário é essencial. Você vai "gastar" um pouquinho a mais treinando o cara? Vai. Mas em compensação seu retorno vai ser garantido se seus clientes sairem de lá satisfeitos. Clientes insatisfeitos não voltam, e ainda espalham a notícia. É o pior marketing que uma empresa pode ter. 
Ao contrário disso, a CVC deixou uma excelente impressão tanto em mim quanto no Ale. Pode até ser que a gente não feche negócio com eles por questões financeiras, já que achamos um hotel barato que a agência não opera, e como estamos atrás de preço, e não de conforto, pode ser que não role. Mas fica a dica pras próximas viagens, ou até como indicação pra quem quiser viajar. Eu definitivamente indico. 

Wednesday, May 13, 2009

Destination Next

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Passei rapidinho só pra dizer que estamos começando a ver as coisas pra nossa próxima viagem (minha e do Ale), que será pra NY. Como queremos viajar no final do ano, e as agências demoraram pra soltar os pacotes pra essa época - provavelmente por causa da crise -, só começamos a ver agora. O que de certa forma foi bom, porque o dólar está caindo, e de repente a gente dá sorte de fechar um pacote com o dólar a um preço razoável. Espero que aconteça. 
Anyways, agora temos que começar a ver documentação, passaporte, eu ainda preciso ver umas coisas com o banco, todas essas coisas chatas burocráticas. E no final de tudo, rezar pra conseguir o visto. Porque o Ale consegue visto de trabalho pela empresa, mas eu vou ter que entrar como turista, e não tenho nada que comprove meu vinculo com o Brasil. A única coisa que comprova é meu trabalho, que é na empresa do meu pai. Hunpf, grande vínculo esse, eles devem pensar. Um fato que pesa a meu favor é de eu ter entrado no país 3 vezes, e ter voltado todas sem nenhum problema. Mas aqueles caras são doidos, então nunca se sabe. 
Agora o negócio é começar a torcer pra dar tudo certo. =)

Monday, March 30, 2009

Aventuras de Alexandre Bueno

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A história que eu venho contar hoje não é minha. É uma história já de algum tempo (pra ser sincera não sei exatamente de quando) que se passou com o Ale, meu dignissimo namorado. Estamos namorando há pouco tempo, mas o suficiente pra saber que seu jeito estabanado rende boas e engraçadas histórias. É o que torna o dia com ele (mais) divertido, e o que pode tornar uma viagem muito mais interessante. Estamos começando a planejar uma viagem juntos, ainda sem destino por enquanto, e eu logo pensei "vou precisar ficar de olho pra ver se ele não esquece nada, não perde nada...", mas depois repensei e cheguei à conclusão que se isso acontecer, vamos perder toda a diversão. Espero ter muitas histórias pra contar por aqui. Enquanto eu não tenho, deixo a narração por conta do próprio Ale. Como segue:

Aventuras de Alexandre Bueno no aeroporto de Buenos Aires
15:30 - Parto do escritório em direção ao aeroporto
15:34 - Percebo que esqueci meu discman no escritório
16:15 - Chego ao aeroporto
16:17 - Entro em uma fila gigante, com um ticket da Tam, onde existem painéis com a escrição "Varig/Tam todos los vuelos" 
16:35 - Chego para fazer o check-in e sou informado que deveria fazer o check in no outro guichê, pois aquele era da Varig
16:36 - Entro na outra fila, sou abordado por uma pessoa do staff da Tam que me informa que eu NÃO DEVO pagar a taxa de embarque.
16:50 - Finalmente faço o check in e sou informado pela atendente do balcão que DEVO pagar a taxa de embarque
16:51 - Entro na fila do guichê para o pagamento de taxas de embarque
16:53 - Pago a taxa de embarque e subo para tomar um refrigerante
17:00 - Me dirijo à sala de embarque
17:01 - Passo pelo raio-x
17:02 - Entro na fila da imigração
17:05 - Chego ao guichê de imigração e não encontro meu RG
17:06 - Saio da sala de embarque e me dirijo à lanchonete para procurar o RG. Nada
17:10 - Desço as escadas rolantes e me dirijo ao guichê da taxa de embarque. UFA, Estava lá.
17:12 - Subo novamente e vou direto para a sala de embarque
17:13 - Passo pela 2ª vez no raio-x
17:15 - Entro na fila da imigração
17:20 - Me dirijo ao guichê 
17:21 - Entrego minha passagem aérea. A policial me pergunta onde está meu cartão de imigração
17:22- Silêncio...
17:23- Sou orientado a procurar o serviço de imigração, preencher uma ficha e pagar uma taxa
17:24 - Saio correndo da sala de embarque
17:25- Atravesso a saguão do aeroporto correndo
17:26 - Passo na imigração e inicio o preenchimento da papelada
17:35 - Entrego a ficha e sou orientado a pagar uma taxa de 100 Pesos no banco
17:36 - Saio correndo pelo saguão do aeroporto
17:38 - Chego à casa de cambio e troco dólares por pesos
17:39 - Outra corrida no saguão do aeroporto
17:41 - Chego ao banco
17:42 - Pago a guia
17:42 - Outra corrida no saguão do aeroporto
17:43 - Subo as escadas rolantes e entro na sala de embarque
17:45- Passo pela 3ª vez pelo raio-x
17:46 - Pego a fila para a imigração
17:55 - Chego ao guichê e entrego a documentação
17:56 - Informo à policial que o voo parte as 18:10
17:57 - A policial passa a mão no telefone. Me imagino provocando o maior congestionamento da história da aviação sulamericana
18:00 - Sou liberado
18:01 - Entro no corredor de embarque
18:02 - Noto que o avião é um MD11, da Varig. Lembram-se que o pessoal da Varig não quis fazer meu check in?
18:03 - Entro no avião 
18:05 - Chego à poltrona 23 A 
18:06 - Noto que tem um FDP sentado no meu lugar 
18:13 - O avião parte de volta ao Brasil
Edição: a história se passou em 2003. 

Friday, March 13, 2009

Trilha sonora

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Enquanto eu não viajo, resolvi fazer uma listinha das melhores músicas que não podem faltar numa boa viagem. Era pra ser uma lista pequena, só com as top-top. O problema é que as top-top são muitas. Várias delas simplesmente não davam pra deixar de fora. E, mais do que isso, várias outras boas demais pra serem deixadas de lado, acabaram não entrando, senão a lista ia ficar gigantesca, e não simplesmente longa. Tentei colocar uma ou, no máximo, 2 músicas de cada banda que eu considero boa, e quem tiver curiosidade e não conhecer alguma, vale a pena procurar um pouquinho sobre elas. Tem de tudo aí, desde punk até emo, passando por MPB e folk. É, eu sou uma pessoa eclética. Por isso foi tão difícil escolher só algumas músicas. 
Hope you enjoy it. 

Thursday, March 12, 2009

Em busca de novas aventuras pra contar

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Faz muito tempo que eu não apareço por aqui, o que só pode significar uma coisa: preciso começar a pensar em novas viagens para poder contar, certo? De que adianta ter um blog sobre viagens se eu não viajo?? Perguntas que não querem calar... 

Saturday, January 10, 2009

04/01/2009 - A volta

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Como diz o velho deitado, tudo o que é bom dura pouco. Hoje, às 16h, peguei um ônibus de volta, que por sorte eu consegui um bilhete direto de Angra pra São Paulo. Isso me fez economizar tempo e dinheiro. Achei que o ônibus fosse convencional, mas pra minha surpresa, ele era um semi-leito como o que eu tomaria no Rio. Fiz uma viagem confortável, barata e rápida. Não peguei trânsito nenhum, e em 6 horas e meia eu já estava em casa. Não poderia ter sido melhor!

Thursday, January 8, 2009

03/01/2009 - O barco

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Minha primeira noite verdadeiramente bem dormida! Nenhum cachorro, nenhum celular, nenhum efeito de remédio pra atrapalhar meus doces sonhos. Ufa!
Acordamos cedo com a intenção de buscar um passeio até Aventureiro, praia que fica do lado de fora da Ilha Grande. Mas nós não sabíamos o que o dia nos reservava.
Chegamos na cidade às 9:30 e saímos em busca
de alguém para nos levar em Aventureiro. Depois de muita busca por informações e alguns números de telefone errados, descobrimos que os únicos barcos habilitados a irem até lá não estavam por perto. Além disso, a praia tem um controle de entrada de turistas que parece que estava esgotado.

Saímos em busca do plano B: um passeio de escuna até Abraão, mas descobrimos que saía um passeio muito caro. Então tivemos a idéia de ver barcos para alugar. Descobrimos 3 meninas que queiram ir até a Gipóia, e dividindo o aluguel sairia mais barato pra todo mundo. Enquanto a gente não decidia o que fazer, entramos na fila da escuna, na esperança de abrirem novas vagas. Quando vimos que não havia mais esperanças, convidamos algumas pessoas que estavam na fila pra dividir o barco coma gente. E finalmetne decidimos o nosso destino: eu, a Amarilis e 7 completos estranhos íamos de barco até a Ilha da Gipóia. Mas... que barco? A anta da mulher da agência não reservou barco pra gente, então tivemos que sair correndo atrás de algum barqueiro que fizesse a viagem. No fim valeu a pena. Às 11h da manhã, uma hora e meia depois do início da nossa jornada, encontramos o Ioni, o barqueiro mais gente boa que existe. Deixou até a Amarílis pilotar o barco na volta.
Ficamos na Praia das Flexas e combinamos que ele viesse nos buscar às 19h (ele não poderia vir mais cedo). Fizemos uma pequena trilha até Jurubaíba, onde passamos o dia. Voltamos para a Praia das Flexas só no final dodia, momentos antes do desague. Caiu uma chuva digna de filme de terror (ok, certo exagero aí), mas o resultado da chuva foi um belíssimo arco-íris, indo de ponta a ponta, morrendo e nascendo no mar, durante o crepúsculo.  Vimos essa cena quando já estávamos no mar voltando pro continente. Essa é uma cena que será difícil de tirar da memória.

Cansadas e com fome, pegamos a Yasmin na Julia, paramos no Papão pra comer um lanche, e voltamos pra casa de táxi, porque o corpo não aguentava nem esperar um ônibus. Morta, mas feliz.