Thursday, January 8, 2009

03/01/2009 - O barco

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Minha primeira noite verdadeiramente bem dormida! Nenhum cachorro, nenhum celular, nenhum efeito de remédio pra atrapalhar meus doces sonhos. Ufa!
Acordamos cedo com a intenção de buscar um passeio até Aventureiro, praia que fica do lado de fora da Ilha Grande. Mas nós não sabíamos o que o dia nos reservava.
Chegamos na cidade às 9:30 e saímos em busca
de alguém para nos levar em Aventureiro. Depois de muita busca por informações e alguns números de telefone errados, descobrimos que os únicos barcos habilitados a irem até lá não estavam por perto. Além disso, a praia tem um controle de entrada de turistas que parece que estava esgotado.

Saímos em busca do plano B: um passeio de escuna até Abraão, mas descobrimos que saía um passeio muito caro. Então tivemos a idéia de ver barcos para alugar. Descobrimos 3 meninas que queiram ir até a Gipóia, e dividindo o aluguel sairia mais barato pra todo mundo. Enquanto a gente não decidia o que fazer, entramos na fila da escuna, na esperança de abrirem novas vagas. Quando vimos que não havia mais esperanças, convidamos algumas pessoas que estavam na fila pra dividir o barco coma gente. E finalmetne decidimos o nosso destino: eu, a Amarilis e 7 completos estranhos íamos de barco até a Ilha da Gipóia. Mas... que barco? A anta da mulher da agência não reservou barco pra gente, então tivemos que sair correndo atrás de algum barqueiro que fizesse a viagem. No fim valeu a pena. Às 11h da manhã, uma hora e meia depois do início da nossa jornada, encontramos o Ioni, o barqueiro mais gente boa que existe. Deixou até a Amarílis pilotar o barco na volta.
Ficamos na Praia das Flexas e combinamos que ele viesse nos buscar às 19h (ele não poderia vir mais cedo). Fizemos uma pequena trilha até Jurubaíba, onde passamos o dia. Voltamos para a Praia das Flexas só no final dodia, momentos antes do desague. Caiu uma chuva digna de filme de terror (ok, certo exagero aí), mas o resultado da chuva foi um belíssimo arco-íris, indo de ponta a ponta, morrendo e nascendo no mar, durante o crepúsculo.  Vimos essa cena quando já estávamos no mar voltando pro continente. Essa é uma cena que será difícil de tirar da memória.

Cansadas e com fome, pegamos a Yasmin na Julia, paramos no Papão pra comer um lanche, e voltamos pra casa de táxi, porque o corpo não aguentava nem esperar um ônibus. Morta, mas feliz.

2 comments:

Amarílis said...
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Amarílis said...

Fato que foi um dos melhores dias da minha vida!!

A chuva não foi exagero: foi Sudoeste mesmo e ainda bem que estávamos ilhadas na Gipóia. Imagina se estivéssemos no mar com aquela gente medrosa? A namorada ciumenta e louca do estranho que foi com a gente no barco ia ter me ma-ta-do por submetê-la a tão abominável experiência!!

O arco-íris é inesquecível. =) Mas o que vai ficar na minha memória é a pulsante emoção - um misto de paixão, traquilidade e nostalgia por ser o último dia no mar - que senti sentada na proa do barco, observando as luzes das casas surgirem aos poucos na cidade enquanto a noite cai e o arco-íris vai desaparecendo atrás do nosso barquinho, no meio do mar, dando adeus ao crepúsculo e aos seus visitantes.