Thursday, September 24, 2009

The travel book

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De aniversário esse ano (esse mês, pra ser mais exata) eu ganhei do namorado uma maleta imitando aquelas malas antigas - que por sinal é essa aí da foto do blog - e um livro sobre todos os países do mundo, chamado The Travel Book, da editora Lonely Planet. Aliás, pra quem planeja viajar gastando pouco, os guias da Lonely Planet são altamente recomendáveis.

As informações contidas nesse livro são um mero detalhe. Ele é lindo e muitíssimo bem acabado. Tem capa dura, é impresso em papel couché brilhante com fotos escolhidas a dedo que receberam uma camada de verniz UV por cima, dando um brilho especial em alguns pontos da fotografia (quem mexe com projetos gráficos sabe que isso tem que ser feito na unha). O encadernamento é feito em costura de muuuuitos cadernos, já que o livro tem um total de 888 páginas.
Cada país tem direito a duas páginas duplas. Na primeira entram as fotos, e na segunda, as informações. Contém uma breve sinopse sobre o país, a melhor época para se visitar, as experiências que não podem ser deixadas de lado, dicas de livro, música, filme e comida relacionados com o país, um resumo do país em uma palavra, os trademarks e as "surpresas" que o país guarda (normalmente alguma coisa que você só encontra ali,  como por exemplo no Brasil eles falam do Candomblé e Iemanjá).

Não é nenhum guia turístico. Serve como curiosidade, ou, o que eu achei mais interessante no livro, é pra saber a melhor época de se visitar determinado país. Mas sinceramente, com a beleza que esse livro tem, dá vontade de visitar todos!

Informações sobre preços, não vou postar aqui. Tendo sido um presente, pretendo não descobrir quanto custou. Mas se eu não me engano ele veio da Fnac. Não deve ser um livro difícil de encontrar.

Friday, September 11, 2009

Monte Alegre do Sul - A volta

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Acordei no meio da noite ao som da chuva. Mas não era um chuva qualquer. Era o maior pé d'água. Ali eu soube que nossos planos de fazer qualquer passeio ecológico tinha ido - literalmente - por água abaixo. Acordamos lá pelas 9 e fomos tomar café da manhã. Todos os hóspedes da pousada estavam por lá. A menina que ajuda a Rosa foi lá nos ajudar com o café. Muito simpática também.
Cada chalé tem a sua mesa no refeitório. Em cada mesa tem as xícaras, pratos e talheres, um potinho com geléia, outro com manteiga e outro com requeijão. Aí você pode se servir de pão, frios, frutas, leite com nescau, café... enfim, um delicioso café da manhã sem muitas frescuras. Ela ainda traz uma jarra de suco de laranja pra cada mesa. Nem preciso dizer que eu comi que nem uma retardada, né?
A chuva já tinha parado, mas estava tudo muito molhado. Como tudo por lá é estrada de terra, nós não quisemos arriscar colocar o meu ka 4x4 (...) numa estrada pra atolar. E muito menos pegar uma bicicleta ou fazer uma trilha, que era pedir pra levar um belo tombo. Então decidimos pelo passeio mais seguro: visitar o Alambique do Neno, a Cachaçaria Campanari, que eu comentei no outro post. Estava cheio de visitantes, e pelo que deu pra entender das conversas, é tudo gente que volta sempre. Tanto é que os próprios visitantes se encarregaram de mostrar o alambique pra gente. Mostraram todo o processo de fabricação da cachaça, mostraram a plantação de morango e a horta que o Neno mantém nos fundos do alambique. Pelo que o nosso guia turístico disse (e isso a gente leva mais em conta, já que não foi dito pelo próprio Neno pra vender seu produto), o processo de fabricação da cachaça dele é mais limpo que nos outros lugares, resultando numa cachaça mais saborosa e sem a sensação desagradável que algumas cachaças proporcionam (que eu não sei qual é pois nunca tomei). Isso se deve ao fato dele jogar fora a primeira leva de líquido que sai do processo, e de lavar sempre os tanques entre um processo e outro.
Além da cachaça de cana de açúcar, o Neno tem também cachaça de uva e alguns licores muito gostosos. As cachaças são mantidas em barris de madeira, alguns em madeiras especiais, que dão um sabor todo diferente à bebida. Quem bebeu, aprovou.

De lá nós fomos direto para o centro. Demos uma volta na cidade, que estava movimentada por causa da festa do morango. Aproveitamos que estava cedo e sem chuva para dar um pulinho no Mirante do Cristo, um morro de pouco mais de 800m de altura que fica no centro da cidade, e de onde pode se ver a imeeensa cidade de Monte Alegre. Lá em cima existe uma estátua do cristo, pra quem algumas pessoas acendem velas. Ficamos lá um pouco, tiramos algumas fotos, e depois descemos para encontrar a Denise para almoçar na casa da mãe dela. Fizemos uma social, voltamos para a pousada, arrumamos as coisas e tomamos o rumo de volta pra São Paulo. Triste. Se não é fácil voltar de viagem, voltar de Monte Alegre foi mais triste ainda. Sabe quando não parece real?

Decidimos voltar pelo mesmo caminha da ida (pela Fernão Dias), mesmo correndo o risco de pegar trânsito por causa das obras. No entanto, a estrada estava livre (apesar de bastante movimentada), e nós chegamos em São Paulo em 2 horas. Apesar de ter sido uma viagem muito mais rápida, foi muito mais cansativa, porque foi à noite. Mas valeu a pena. E ainda sobrou a segunda feira pra descansar mais um pouquinho.

Quem gostou e quiser saber um pouquinho mais sobre a cidade, tem esse link do portal de Monte Alegre. Tem o endereço do Balneário (que fica no centro da cidade), telefone de várias pousadas, inclusive a da luz, e algumas informações sobre a cidade.

Fotos:
1 - Chalés da Pousada da Luz
2 - da plantação de morango do Alambique do Neno
3 - Vista panorâmica do Morro do Cristo
Mais fotos aqui

Monte Alegre do Sul - A ida

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Eu e o Ale acordamos bem cedo para pegar a estrada. Arrumamos as coisas das gatas e das gatas da Sá, que estão sob nossos cuidados enquanto ela e o Juninho estão em Londres, e seguimos rumo a Monte Alegre do Sul. Um pequeno detalhe: nenhum de nós tinha a menor ideia de como fazia para chegar lá e nem tínhamos o endereço da pousada. Ligamos para Denise, dona do Café Grão Boutique que fica no centro da cidade - e era o motivo da nossa viagem - e ela nos explicou como chegar na cidade pela Bandeirantes. Mas não contentes, abrimos o mestre Google Maps, que nos dizia que o caminho pela Fernão Dias era mais curto e livre de pedágios. Resolvemos arriscar, mesmo sem ter a menor idéia de como estava o estado da estrada (a Bandeirantes pelo menos eu sabia que era boa). Mas nem sempre o caminho mais curto significa o mais rápido. A estrada, apesar de estar boa na maior parte, estava cheia de obras e com vários bloqueios da Polícia Federal. Conclusão: uma viagem de 2 horas e pouquinho foi feita em quase 4. Mas não me arrependo. Além de ter passado rápido, ainda nos divertimos no trânsito com um carro cheio de meninos de uns 10 anos que ficaram fazendo palhaçada por um longo trecho.
Fomos por uma estrada muito bonita e bem conservada, a SP-008, que pegamos em Bragança Paulista. Lá a paisagem começa a mudar e tudo fica com cara de Minas. ADORO Minas.
Chegamos na cidade direitinho, sem nos perder. Fomos direto encontrar a Denise no Café dela, que fica em frente à antiga estação de trem e é uma graça. Aliás, Monte Alegre inteira é uma graça. Super bem conservada, as casinhas coloridinhas e restauradas. As praças são bem arrumadinhas, as árvores bem podadas, grama cortadinha. As ruas são bem pavimentadas e bem sinalizadas. Não se vê lixo no chão. E tudo tem um "quê" de rústico: todas, ou quase todas, as placas de estabelecimentos são feitas em madeira. A cidade parece cenográfica. E não à toa, ela é chamada de Cidade Presépio. Parece mesmo uma cidadezinha em miniatura. Eu ainda tenho uma certa dificuldade em acreditar que Monte Alegre seja real.

Monte Alegre é uma estância hidromineral com 7mil habitantes, que fica a cerca de 200km da capital, perto de Serra Negra, Socorro e outras cidades que fazem parte do Circuito das Águas. É uma cidade boa pra quem gosta de esportes de aventura (existem trilhas, cachoeiras, opções de rafting, arvorismo, tiroleza, etc), e pra quem gosta de sossego. Lá existe o balneário, onde você pode relaxar na sauna, na hidromassagem, ou em outras "atrações" que existem por lá. Infelizmente não tivemos tempo de conhecer, porque passamos por lá justamente num horário que o Balneário estava fechado (domingo ao meio dia). Pra quem gosta de uma boa cachaça, lá também é um bom lugar pra ir. Existem bons alambiques, inclusive a do Neno, que fomos conhecer (Cachaçaria Campanari). Dizem que ele é um dos melhores que existe por aí. Eu não bebo cachaça, mas o Ale até comprou uma garrafa, e olha que ele nem é cachaceiro, mas ele disse que aquela é especial.
Mas voltando ao nosso final de semana, ficamos um tempo lá no café da Denise, almoçamos com ela num restaurante que eu não me lembro o nome que até é gostoso, mas cobra R$ 20 por cabeça. Você come o quanto quiser, mas ainda assim achei um absurdo. Não pense que esse valor é um desvio pros padrões da cidade. Pelo que deu pra perceber, tudo por lá é caro.

Depois do almoço, fomos até a nossa pousada, a Pousada da Luz. Fomos recebidos pela Rosa, que imagino ser a dona da pousada. A Rosa é uma pessoa estranha, porque ela tem uma cara de brava, mas é super doce e muito simpática. É como se não combinasse a feição à atitude. Gostei muito dela, assim como da pousada. São 5 chalés bem espaçosos, com uma cama muito gostosa (tem uma cama de casal e uma bicama de solteiro), o banheiro também é bem grande e o chuveiro (com aquecimento solar) bem gostoso. No valor da diária está inclusa a pensão completa, mas nós negociamos pra ficar apenas com o café da manhã. No meio da tarde ela serve um chá com bolo, pão e manteiga. Se você quiser ir na piscina, ela vem com uma toalha para você se secar. Ela é incrível. A diária é cara, mas eu posso garantir que vale cada centavo. Isso sem contar a vista da pousada, que é um desbunde. Ah, e no chalé ainda tem uma rede, que você pode colocar na frente e ficar relaxando olhando os passarinhos.
À noite saímos pra comer, fomos numa lanchonete (Schini, ou qualquer coisa do tipo) onde fomos muito bem servidos. O lanche não era nada especial, tinha gosto de lanche do interior - que eu, particularmente, gosto muito. Depois ficamos pasmando um pouco na praça em frente à matriz, e depois fomos tirar umas fotos na estação antiga de trem.
Pra voltar pra pousada nós nos perdemos um pouco, demos a maior volta inútil, mas acabamos achando. Fizemos alguns planos pra fazer umas trilhas ou andar de bicicleta (que a pousada aluga) no dia seguinte, e fomos dormir.

Fotos: 
1 - Café Grão Boutique
2 - Cachaçaria Campanari
3 - Ale na Pousada da Luz
4 - Antiga estação de trem
Mais fotos aqui

Monte Alegre do Sul

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Enquanto nossa viagem internacional não chega, aproveitamos o feriado de 7 de setembro pra fazer uma viagenzinha curta aqui por São Paulo mesmo. Escolhemos Monte Alegre porque a ex-chefe do Ale abriu recentemente um café por lá (Café Grão Boutique), e fomos para conhecer o café e visitar a Denise. Como a viagem era curta, e a gente queria fugir do trânsito e não queria pagar 3 dias de pousada, decidimos ir no sábado e voltar no domingo.
Nos próximos posts vou contar um pouquinho mais sobre a viagem e sobre a cidade.