Friday, September 11, 2009

Monte Alegre do Sul - A ida

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Eu e o Ale acordamos bem cedo para pegar a estrada. Arrumamos as coisas das gatas e das gatas da Sá, que estão sob nossos cuidados enquanto ela e o Juninho estão em Londres, e seguimos rumo a Monte Alegre do Sul. Um pequeno detalhe: nenhum de nós tinha a menor ideia de como fazia para chegar lá e nem tínhamos o endereço da pousada. Ligamos para Denise, dona do Café Grão Boutique que fica no centro da cidade - e era o motivo da nossa viagem - e ela nos explicou como chegar na cidade pela Bandeirantes. Mas não contentes, abrimos o mestre Google Maps, que nos dizia que o caminho pela Fernão Dias era mais curto e livre de pedágios. Resolvemos arriscar, mesmo sem ter a menor idéia de como estava o estado da estrada (a Bandeirantes pelo menos eu sabia que era boa). Mas nem sempre o caminho mais curto significa o mais rápido. A estrada, apesar de estar boa na maior parte, estava cheia de obras e com vários bloqueios da Polícia Federal. Conclusão: uma viagem de 2 horas e pouquinho foi feita em quase 4. Mas não me arrependo. Além de ter passado rápido, ainda nos divertimos no trânsito com um carro cheio de meninos de uns 10 anos que ficaram fazendo palhaçada por um longo trecho.
Fomos por uma estrada muito bonita e bem conservada, a SP-008, que pegamos em Bragança Paulista. Lá a paisagem começa a mudar e tudo fica com cara de Minas. ADORO Minas.
Chegamos na cidade direitinho, sem nos perder. Fomos direto encontrar a Denise no Café dela, que fica em frente à antiga estação de trem e é uma graça. Aliás, Monte Alegre inteira é uma graça. Super bem conservada, as casinhas coloridinhas e restauradas. As praças são bem arrumadinhas, as árvores bem podadas, grama cortadinha. As ruas são bem pavimentadas e bem sinalizadas. Não se vê lixo no chão. E tudo tem um "quê" de rústico: todas, ou quase todas, as placas de estabelecimentos são feitas em madeira. A cidade parece cenográfica. E não à toa, ela é chamada de Cidade Presépio. Parece mesmo uma cidadezinha em miniatura. Eu ainda tenho uma certa dificuldade em acreditar que Monte Alegre seja real.

Monte Alegre é uma estância hidromineral com 7mil habitantes, que fica a cerca de 200km da capital, perto de Serra Negra, Socorro e outras cidades que fazem parte do Circuito das Águas. É uma cidade boa pra quem gosta de esportes de aventura (existem trilhas, cachoeiras, opções de rafting, arvorismo, tiroleza, etc), e pra quem gosta de sossego. Lá existe o balneário, onde você pode relaxar na sauna, na hidromassagem, ou em outras "atrações" que existem por lá. Infelizmente não tivemos tempo de conhecer, porque passamos por lá justamente num horário que o Balneário estava fechado (domingo ao meio dia). Pra quem gosta de uma boa cachaça, lá também é um bom lugar pra ir. Existem bons alambiques, inclusive a do Neno, que fomos conhecer (Cachaçaria Campanari). Dizem que ele é um dos melhores que existe por aí. Eu não bebo cachaça, mas o Ale até comprou uma garrafa, e olha que ele nem é cachaceiro, mas ele disse que aquela é especial.
Mas voltando ao nosso final de semana, ficamos um tempo lá no café da Denise, almoçamos com ela num restaurante que eu não me lembro o nome que até é gostoso, mas cobra R$ 20 por cabeça. Você come o quanto quiser, mas ainda assim achei um absurdo. Não pense que esse valor é um desvio pros padrões da cidade. Pelo que deu pra perceber, tudo por lá é caro.

Depois do almoço, fomos até a nossa pousada, a Pousada da Luz. Fomos recebidos pela Rosa, que imagino ser a dona da pousada. A Rosa é uma pessoa estranha, porque ela tem uma cara de brava, mas é super doce e muito simpática. É como se não combinasse a feição à atitude. Gostei muito dela, assim como da pousada. São 5 chalés bem espaçosos, com uma cama muito gostosa (tem uma cama de casal e uma bicama de solteiro), o banheiro também é bem grande e o chuveiro (com aquecimento solar) bem gostoso. No valor da diária está inclusa a pensão completa, mas nós negociamos pra ficar apenas com o café da manhã. No meio da tarde ela serve um chá com bolo, pão e manteiga. Se você quiser ir na piscina, ela vem com uma toalha para você se secar. Ela é incrível. A diária é cara, mas eu posso garantir que vale cada centavo. Isso sem contar a vista da pousada, que é um desbunde. Ah, e no chalé ainda tem uma rede, que você pode colocar na frente e ficar relaxando olhando os passarinhos.
À noite saímos pra comer, fomos numa lanchonete (Schini, ou qualquer coisa do tipo) onde fomos muito bem servidos. O lanche não era nada especial, tinha gosto de lanche do interior - que eu, particularmente, gosto muito. Depois ficamos pasmando um pouco na praça em frente à matriz, e depois fomos tirar umas fotos na estação antiga de trem.
Pra voltar pra pousada nós nos perdemos um pouco, demos a maior volta inútil, mas acabamos achando. Fizemos alguns planos pra fazer umas trilhas ou andar de bicicleta (que a pousada aluga) no dia seguinte, e fomos dormir.

Fotos: 
1 - Café Grão Boutique
2 - Cachaçaria Campanari
3 - Ale na Pousada da Luz
4 - Antiga estação de trem
Mais fotos aqui

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