Friday, September 11, 2009

Monte Alegre do Sul - A volta

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Acordei no meio da noite ao som da chuva. Mas não era um chuva qualquer. Era o maior pé d'água. Ali eu soube que nossos planos de fazer qualquer passeio ecológico tinha ido - literalmente - por água abaixo. Acordamos lá pelas 9 e fomos tomar café da manhã. Todos os hóspedes da pousada estavam por lá. A menina que ajuda a Rosa foi lá nos ajudar com o café. Muito simpática também.
Cada chalé tem a sua mesa no refeitório. Em cada mesa tem as xícaras, pratos e talheres, um potinho com geléia, outro com manteiga e outro com requeijão. Aí você pode se servir de pão, frios, frutas, leite com nescau, café... enfim, um delicioso café da manhã sem muitas frescuras. Ela ainda traz uma jarra de suco de laranja pra cada mesa. Nem preciso dizer que eu comi que nem uma retardada, né?
A chuva já tinha parado, mas estava tudo muito molhado. Como tudo por lá é estrada de terra, nós não quisemos arriscar colocar o meu ka 4x4 (...) numa estrada pra atolar. E muito menos pegar uma bicicleta ou fazer uma trilha, que era pedir pra levar um belo tombo. Então decidimos pelo passeio mais seguro: visitar o Alambique do Neno, a Cachaçaria Campanari, que eu comentei no outro post. Estava cheio de visitantes, e pelo que deu pra entender das conversas, é tudo gente que volta sempre. Tanto é que os próprios visitantes se encarregaram de mostrar o alambique pra gente. Mostraram todo o processo de fabricação da cachaça, mostraram a plantação de morango e a horta que o Neno mantém nos fundos do alambique. Pelo que o nosso guia turístico disse (e isso a gente leva mais em conta, já que não foi dito pelo próprio Neno pra vender seu produto), o processo de fabricação da cachaça dele é mais limpo que nos outros lugares, resultando numa cachaça mais saborosa e sem a sensação desagradável que algumas cachaças proporcionam (que eu não sei qual é pois nunca tomei). Isso se deve ao fato dele jogar fora a primeira leva de líquido que sai do processo, e de lavar sempre os tanques entre um processo e outro.
Além da cachaça de cana de açúcar, o Neno tem também cachaça de uva e alguns licores muito gostosos. As cachaças são mantidas em barris de madeira, alguns em madeiras especiais, que dão um sabor todo diferente à bebida. Quem bebeu, aprovou.

De lá nós fomos direto para o centro. Demos uma volta na cidade, que estava movimentada por causa da festa do morango. Aproveitamos que estava cedo e sem chuva para dar um pulinho no Mirante do Cristo, um morro de pouco mais de 800m de altura que fica no centro da cidade, e de onde pode se ver a imeeensa cidade de Monte Alegre. Lá em cima existe uma estátua do cristo, pra quem algumas pessoas acendem velas. Ficamos lá um pouco, tiramos algumas fotos, e depois descemos para encontrar a Denise para almoçar na casa da mãe dela. Fizemos uma social, voltamos para a pousada, arrumamos as coisas e tomamos o rumo de volta pra São Paulo. Triste. Se não é fácil voltar de viagem, voltar de Monte Alegre foi mais triste ainda. Sabe quando não parece real?

Decidimos voltar pelo mesmo caminha da ida (pela Fernão Dias), mesmo correndo o risco de pegar trânsito por causa das obras. No entanto, a estrada estava livre (apesar de bastante movimentada), e nós chegamos em São Paulo em 2 horas. Apesar de ter sido uma viagem muito mais rápida, foi muito mais cansativa, porque foi à noite. Mas valeu a pena. E ainda sobrou a segunda feira pra descansar mais um pouquinho.

Quem gostou e quiser saber um pouquinho mais sobre a cidade, tem esse link do portal de Monte Alegre. Tem o endereço do Balneário (que fica no centro da cidade), telefone de várias pousadas, inclusive a da luz, e algumas informações sobre a cidade.

Fotos:
1 - Chalés da Pousada da Luz
2 - da plantação de morango do Alambique do Neno
3 - Vista panorâmica do Morro do Cristo
Mais fotos aqui

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