Monday, November 30, 2009

São João Del Rei e Tiradentes

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Esse final de semana eu e meu namorado botamos o pé na estrada pra ir até MG, mais precisamente em São João Del Rei. Por questões técnicas, precisei doar as minhas chinchilas, e uma menina de lá se interessou por elas. Como o Ale disse que queria conhecer essa cidade, decidimos levar as chinchilas até a menina. De acordo com o google maps, seriam 6 horas de estrada. Como as chinchilas não podem passar calor, decidimos viajar durante a noite, assim não corria o risco de pegarmos sol na estrada. O plano era sair de SP umas 8 da noite e chegar lá por volta das 2 da manhã. Mas acabamos saindo daqui quase 23h, e viramos a madrugada na estrada. Chegamos lá já com o dia quase amanhecendo, deixamos as chinchilas, negociamos uma meia pensão com o hotel (já que a nossa diária só começaria ao meio dia), e dormimos até meio dia. Só então começou a nossa viagem de verdade.

A estrada
Para chegar até São João Del Rei daqui de São Paulo, nós pegamos a rodovia Fernão Dias (BR 381) e lá em Lavras nós entramos na BR 265. A Fernão Dias, até onde eu me lembro, costumava ser uma estrada bem ruim. Hoje ela está inteira duplicada, e muito bem sinalizada. Ela fica muito melhor, por incrível que pareça, no trecho de Minas - que é a maior parte do caminho. São Paulo são apenas 100Km de estrada. Não que seja ruim em SP, mas em Minas a qualidade de asfalto e sinalização sobem bastante. Não sei se isso é por causa do maior movimento da estrada dentro de SP ou se é pelo fato de Minas cobrar pedágio (pegamos 4 pedágios de R$ 1,10 cada). Talvez a soma dos dois fatores tornem o trecho paulista mais degradado, não sei. Só sei que fiquei surpresa. Mas fato é: tem MUITO caminhão na estrada, e as curvas da estrada são muito perigosas. Descuide um pouco da atenção e você vai parar ou no muro, ou no barranco. E acontece. Eu não contei quantos acidentes eu vi no caminho da ida, mas foram no mínimo 5. Muito caminhão tombado. Principalmente porque era de madrugada, e os caminhoneiros devem dormir na direção.
No entanto, no trecho mineiro tem postos de combustível a cada poucos kilômetros. Em todos eles, uma legião de caminhoneiros estaciona seus caminhões para descansar. Não espere encontrar um lindo Frango Assado (existe um no comecinho da estrada, ainda em São Paulo, mas é o único), ou um enorme Graal. Nessa estrada todos os postos são voltados para os caminhoneiros. Os carros quase não têm vez. Parei em dois deles para ir ao banheiro, mas ambos estavam em estado razoável ou até bom.

A coisa começa a ficar ruim mesmo quando a gente entra na BR 265. No trecho entre a Fernão Dias e Lavras, a estrada é péssima. Essa foto é de um trecho de lá (clique nela pra ampliar). Se de dia ela é assim ruim, imagine ela à noite. praticamente sem nenhuma sinalização, sem faixas no chão, toda esburacada. De repente e sem aviso, ela se transforma em pista duplicada. Você anda uns dois ou três km e depois volta a pista normal. Aí você continua andando nela, passa Lavras, e anda umas 2 horas numa estrada que ora é uma porcaria sem sinalização, ora parece estrada de primeiro mundo, cheio daquelas tartaruguinhas refletoras no chão, faixas pintadinhas, asfalto novo, placas de velocidade, curva perigosa, e tudo mais que você tem direito. De repente tudo some. Daí reaparece. E assim vai até São João. Isso, às 4 horas da manhã depois de 5 horas viajando, dá um certo stress e cansaço. Mas sobrevivemos.

A cidade de São João Del Rei
Eu estava esperando chegar numa cidadezinha linda, pequena, com predinhos bem conservados, chão de paralelepípedo, essas coisas. Aí entramos em São João e nos deparamos com um monte de casa feia, pobre. Andamos, andamos, andamos, e encontramos o centro. Finalmente os paralelepípedos. Foi lá que eu entendi o que a nova dona das minhas chinchilas quis dizer quando ela disse que São João era uma cidade maluca. Dirigir ali é coisa de doido. As ruas do centro não têm lógica nenhuma, existe um farol que não é de 3 fases pra quem segue em frente, ao lado de um de 3 fases pra quem vai virar à esquerda, e você tem que descobrir as coisas pela lógica, porque não existe nada dizendo que a pista da esquerda é pra quem vai virar e a da direita é pra quem vai seguir. Uma loucura.
Aí fomos procurar o ponto de referência que ela tinha nos dado: a UFSJ, ao lado da igreja que ficava em cima do morro. Bom, eu moro numa cidade que você entra e já vê uma igrejinha em cima do morro. Pensei que fosse a mesma coisa. Chegando lá, encontramos 4 igrejas. Depois de perguntar pra 3 ou 4 pessoas, conseguimos chegar na tal igreja do morro, que era longe do centro. E quando eu digo longe, é  longe. A cidade é muito maior do que eu imaginei, e feia. Tirando por alguns casarões que ainda estão conservados no centro, a cidade é uma grande mistura de moderno com antigo, com aquela cara de cidade do interior meio mal cuidada quando você sai um pouquinho do centro. Não gostei. Fiquei com uma impressão super ruim da cidade.

Tiradentes
Aí essa menina indicou pra gente o passeio de Maria Fumaça, que ia até Tiradentes. Como a gente não estava vendo muito o que fazer por lá, pegamos o trem das 15h e fomos até a cidade vizinha. Pronto. Salvou o passeio. Tiradentes é linda, lá, sim, é uma cidade turística e histórica, com predinhos bonitinhos, bem conservados, ruas de paralelepípedo, muita lojinha de artesanato mineiro, igrejinhas fofas, e tudo mais. Adoramos a cidade, mas como o trem de volta saía em 1 hora (e a chuva que caiu quando chegamos lá nos fez perder pelo menos 20 minutos), quase não aproveitamos o passeio. Decidimos voltar no dia seguinte, depois que fizessemos o check out no hotel, pra almoçar lá. E foi o que fizemos. Acordamos, pegamos o carro, fomos até Tiradentes, almoçamos por lá, demos uma passeada pelo centro (dica: vá de tênis. As ruas são de pedra e é muito fácil de escorregar ou torcer o pé), e lá pelas 14:30h já estávamos de volta na estrada. Valeu a pena. A viagem foi cansativa mas muito gostosa. Tiradentes sem dúvida é bem melhor que São João. Inclusive cogitamos a idéia de voltar pra lá em algum carnaval. Um pessoal com quem a gente conversou lá disse que o carnaval lá é bem tranquilo hoje em dia. A prefeitura andou fazendo algumas restrições depois que a cidade teve problemas com o foliões, e o carnaval voltou a ser aquele de rua, típico de cidade do interior. Deve ser muito bom.

Dicas e sugestões


Restaurantes


Em São João e em Tiradentes comi em dois restaurantes muito gostosos. O de São João se chama Villeiros, e só agora vendo a foto que eu notei que a placa diz "restaurante e teatro". Não me lembro de ter visto nada por ali que pudesse se transformar em teatro durante a noite, mas enfim... o restaurante é muito gostosinho. Me pareceu novo, a dona (imagino que seja a dona) estava recepcionando os clientes na entrada, mais pra ter certeza de que ia ter lugar pra todo mundo do que realmente pra dar as boas vindas. Mas ela era muito simpática, veio à mesa pra saber se estávamos sendo bem servidos e tudo mais. A comida lá era muito boa. Tinha desde comida típica mineira até sushi, grelhados, massas, muitas opções de saladas, enfim, muita coisa boa. O preço não era dos mais baratos, eu e o Ale pagamos R$ 30 nos dois pratos e dois refrigerantes (o preço é por kilo). A mesma refeição em Tiradentes num restaurante que eu já vou falar a respeito saiu por R$ 20, com cerveja e refrigerante. Mas achei que compensou.

Ainda em São João, à noite, nós queríamos comer uma pizza. Descobrimos que na cidade não existe forno à lenha. As pizzas são feitas em forno à gas. Entramos em uma pizzaria que não gostamos da cara da pizza, paramos numa banca e pedimos sugestões. O dono da banca nos mostrou uma cantina que tinha uma comida maravilhosa, que era a única da cidade a aparecer no guia 4 rodas, e blá blá blá. Não me lembro o nome do restaurante, mas acho que era Ítalo, ou qualquer coisa assim. Fica pertinho do cinema. Nós fomos e descobrimos dois funcionários pra atender o restaurante inteiro. O que aconteceu foi que ficamos 1 hora (e não é força de expressão) esperando pela pizza. Não dá nem pra culpar os garçons. Só não saí muito furiosa porque a pizza chegou quando demos o ultimato e, passada a fome, tudo fica melhor. A pizza não é nenhuma super-duper maravilha, porque é em forno à gás. Mas, como disse o Ale, quando as nossas expectativas estão baixas, a gente pode se surpreender. Até que a pizza era bem gostosa.

Lá em Tiradentes a escolha do restaurante foi bem difícil. Existe um a cada 20 metros, e todos parecem ótimos. Escolhemos um que fosse por kilo, e que tivesse comida mineira. Tinha umas cantinas que pareciam muito boas por lá, mas estávamos em Minas, né! Não dá pra desperdiçar a culinária mineira assim. Então escolhemos o restaurante Quinto do Ouro, que fica pertinho da antiga cadeia, na rua Direita. O restaurante parece uma sala de uma casa. Existem poucas - e boas - opções de comida, uma salada simples com tempero básico (sal, vinagre e azeite). Mas a comida é uma delícia, e os donos muito simpáticos e atenciosos. Foram as únicas pessoas de lá com quem ficamos conversando um pouco. Foram eles que nos falaram sobre o carnaval na cidade.

Maria Fumaça
A Maria fumaça é um trenzinho de passeio que vai de São João até Tiradentes. A viagem de ida e volta custa R$ 30, e só ida custa R$ 18. Eu achei um preço um tanto alto pelo passeio, mas foi bacana. O trem é bonitinho, o fiscal é uma figura muito simpática que vira superstar, já que todo mundo quer tirar foto com ele. O trem anda margeando o Rio das Mortes, que não é nenhum primor de beleza. É um rio barrento, de águas escuras, cercado de uma vegetação que não tem nada de espetacular. Exceto pela cadeia montanhosa que fica atrás do rio, a Serra de São José.


Aquela é provavelmente a paisagem mais linda que eu já vi na minha vida. Mas se você quer ver a serra como ela merece ser vista, suba até a igreja Matriz de Santo Antonio, em Tiradentes, que eu garanto que a subida valerá a pena. As fotos não fazem jus à beleza daquele lugar. Mas aí está pra dar uma noção do que eu estou falando. Essa foto aí foi tirada da matriz (entre uma chuva e outra). E a cidade é toda assim, como aparece na foto: lindinha.

Hotel
Nos hospedamos em São João no hotel Calcinfer, que fica no bairro Dom Bosco, bem pertinho da igreja Dom Bosco e do campus Dom Bosco da UFSJ. O hotel foi o mais barato que eu encontrei, e, portanto, os serviços eram os mais simples. Conseguimos negociar a meia pensão para passar a manhã quando chegamos, mas como nosso quarto ainda não estava disponível, eles ofereceram um de qualidade inferior (ou BEM inferior, segundo o Anacleto, que foi quem nos atendeu). Aceitamos. O quarto realmente era bem simples, havia uma cama, uma tv, um ventilador de teto e outro de chão, e o banheiro sem toalhas (aí já não sei se foi falha da camareira ou se é política do hotel). Nem me preocupei com isso, já que eu só tomaria banho mais tarde, já no quarto definitivo. Esse era maior, tinha frigobar, alguns chocolates, toalhas (embora o quarto fosse de casal e só tivesse uma toalha, nós tivemos que ir buscar outra), tv e ventilador de teto. O banheiro era razoável, nada de especial. Tinha um box bom, com bastante espaço, e o chuveiro não era daqueles conta-gotas. Deu pra tomar um banho legal. A cama também não era das mais confortáveis, mas no nosso nível de cansaço, a gente podia estar dormindo em pedras que seria ótimo.
O café da manhã, que eu aguardei ansiosamente (adoro café da manhã de hotel, principalmente de minas) me deixou um pouco decepcionada. Nem pão de queijo tinha, apesar de ter uma grande variedade de biscoitos, pão de forma, pão francês, queijo, presunto, e algumas frutas. Mas não gostei. No entanto, pelo preço que nós pagamos (R$ 80) eu realmente não estava esperando grandes coisas. Até que foi satisfatório, pelo valor. Mas se você está considerando uma viagem pra lá, eu recomendo procurar uma pousada em Tiradentes, que fica a apenas 17km de São João, e as pousadas são muito mais charmosas.

Mais fotinhos aqui.

Wednesday, November 25, 2009

Próxima parada: São João del Rei

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Enquanto o natal não chega (e consequentemente, a viagem pra Itália), nós viajamos por aqui mesmo. Esse final de semana vamos dar um pulo em Minas, na cidade de São João Del Rei. Já comentei sobre isso por aqui. Preciso levar minhas chinchilas, que vão mudar de dono, já que eu não estou conseguindo cuidar delas do jeito que elas merecem. Tenho dó de deixá-las dentro da gaiola e aparecer só pra dar comida (isso quando não é minha mãe que tem que fazer o serviço). Então resolvi doar, e apareceu essa menina de Minas querendo adotá-las. É uma viagenzinha e tanto, são 6 horas até lá, pegando a Fernão Dias e a BR 256. Vamos viajar durante a noite, já que as chinchilas não podem tomar sol, porque se esquentar muito, elas podem morrer. Como esse tempo está maluco, não quero arriscar.

Fizemos reserva no hotel mais barato que encontramos, o Calcinfer. Custa R$ 80 o quarto de casal. Mais barato também significa mais feinho. Pelas fotos, o único charme do hotel parece ser o café da manhã. Aliás, café da manhã em hotel de Minas é uma loucura, né! Só tem coisa boa.

Sobre o hotel, viagem, condições da estrada e todo o resto, eu falo na minha volta. Espero voltar com boas fotos de lá.

Monday, November 23, 2009

Passe de trem pra Itália

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Ontem foi dia de resolver sobre os passes de trem. Pra mim foi a parte mais difícil até agora. Os trens na Europa são bastante complexos, e por sorte meu namorado já tinha alguma familiaridade com o assunto, o que não significa que não deixasse dúvida no meio do caminho.

Na Europa existem trens rápidos e trens regionais, que são mais lentos. Alguns você pode reservar no balcão, na hora da viagem. Outros, só com antecedência via internet. Para alguns, é necessário fazer reserva mediante uma taxa de 10 euros. Para outros, a reserva é facultativa, mas se você quiser fazer, paga 3 euros. Enfim, muitas variáveis. Aí ficamos sabendo através de um amigo que a compra no balcão por trens regionais sai bem mais barato do que se comprarmos pela internet. Mas para uma viagem curta como a nossa, em que o tempo é escasso, temos que economizar o tempo de viagem, e pegar trens regionais não seria um bom negócio. Então pesquisamos, pesquisamos, pesquisamos, e resolvemos comprar pela internet mesmo.

Aí vinha o segundo problema: comprar ou não o pass. Eu demorei um pouquinho pra entender como funciona a coisa, mas o Ale me explicou. Você tem duas possibilidades: ou compra o bilhete do trem individualmente por viagem (e aí você compra ou pro trem rápido ou pro regional), ou compra o pass e usa pra qualquer trem. Se você escolher o pass, você não compra por viagem, e sim por dias. Isso significa que você pode, por exemplo, comprar um bilhete que te permite fazer uma viagem de 2 dias em 1 mês. Ou seja, se você quiser usar o trem 5 vezes em um dia, e 3 vezes no outro, você pode. Mas só pode usar nesses dois dias, e no período de um mês. Como é feita a validação eu não sei, mas imagino que seja alguma tarja magnética.

Nós fizemos as contas e chegamos à conclusão de que o valor do pass (já incluidas as taxas de reserva dos trens rápidos - que é de 10 euros - e do frete - que é de 9 euros) sairia um pouquinho mais caro que a compra dos trens individuais se a gente levasse em conta que a gente vá pegar trens regionais. Mas com o pass nós temos a liberdade de pegar só trens rápidos, e pelo que nós vimos na internet, na época da nossa viagem só tem trem rápido, e aí pra comprar individualmente sairia bem mais caro. Então pra gente valeria a pena. Compramos o pass ontem, e logo deve chegar em casa.

Quem quiser saber mais a respeito, pode visitar os sites do trenitalia (nesse caso é pra trens dentro da Itália, e o site está em inglês ou italiano), e pra quem quiser saber mais sobre o passe, tem que entrar no site da Eurail (lá tem pra todos os lugares da Europa, e o site é em inglês).

Com uma fuçadinha na internet você consegue encontrar dicas de como fazer pra conseguir uns descontos generosos (de até 60%) no valor desses tickets. Eu lembro de ter lido alguma coisa no blog do Ricardo Freire, Viaje na Viagem. Muita dica boa você encontra nos comentários. Vale a pena dar uma olhada.

Thursday, November 19, 2009

Câmera filmadora

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Dia desses decidi que queria levar uma câmera filmadora pra viagem. Ia pegar emprestada de uma amiga, mas fiquei sabendo que a câmera dela não era muito legal. Além do mais, eu não fico muito à vontade em sair por aí com coisas dos outros - principalmente coisas caras. Então concluí que o melhor a fazer era comprar uma.
Quando comecei a pesquisar os preços, percebi a dificuldade que eu teria: eu não entendia absolutamente NADA sobre câmeras filmadoras. Achei que fosse uma coisa mais simples, até relativamente parecido com câmeras fotográficas, que é uma linguagem que eu entendo melhor. Mas não é nada disso. Algumas coisas até tem relação, mas o começo de tudo já é complicado: o método de armazenamento de informação na câmera. Existem vários tipos. E dentro desses tipos, vários preços. Sem ter a menor idéia do que significava mini-DV, mini-DVD, HDD, CCD, e outras siglas, já estava quase entrando em pânico quando me lembrei que tem um amigo meu que trabalha com vídeos. Mandei um email pra ele perguntando qual era a câmera mais razoável que eu deveria comprar pagando o mais barato possível. Aí ele me explicou o que cada coisa significava e me ajudou a procurar o melhor pelo menor preço.

Eu sei que o assunto foge um pouco do escopo do blog, mas como acho que pode interessar a quem esteja indo viajar, vou passar aqui um pouco do que eu aprendi, caso alguém esteja com as mesmas dúvidas que eu. Aí vai:

As câmeras filmadoras, como eu já comentei, possuem diversos tipos de armazenamento de informação. O que o pessoal gosta, mas que meu amigo especificamente NÃO me recomendou, é o mini-DVD. Ele tem o conveniente da informação ser gravada diretamente em mini-dvds, como diz o nome, e você pode tirar da sua câmera e colocar direto pra tocar no seu player. Mas os inconvenientes são vários. Primeiro que o tempo de gravação de um dvd desses é pequeno (se eu não me engano, são 40 minutos), e aí você vai ter que ficar carregando vários dvds na bolsa. Outro problema é que, pelo menos as pessoas com bom senso, não vão mostras os vídeos inteiros pras outras pessoas. Vai ter que rolar uma edição. E aí você vai ter que jogar tudo pro seu computador, fazer a edição e regravar em um dvd. Ou seja, mais material pra ficar guardado. Quanto à qualidade de gravação, eu não tenho certeza, mas acho que ele não é dos melhores. Mas disso eu não tenho certeza.

Outra opção é o Mini-DV, que são fitinhas magnéticas que cabem 60 minutos de filmagem (ou 90 no modo estendido). Não é lá muito diferente do que o DVD, mas meu amigo disse que o Mini-DV é melhor que o dvd. O problema dele é que está se tornando obsoleto, e logo deve sair de circulação. O mini-DV foi a porta de entrada das gravações digitais (DV = digital video). Para visualizar a sua gravação, assim como todas as outras mídias, com exceção feita ao dvd, você tem que jogar tudo pro computador e depois gravar em dvd.

Existe ainda a memória flash, que é o equivalente aos cartões de memória das máquinas fotográficas. A quantidade de informação vai depender do seu cartão. Existe de 2, 4, 6 ou 8Gb, se eu não me engano. Em termos práticos, isso também dá pra pouco tempo de filmagem, e em viagens longas você teria que comprar vários cartões de memória, o que acaba encarecendo sua máquina. Além do mais, e aí é opinião pessoal, eu não acho nada prático ficar levando aqueles cartõezinhos minúsculos e frágeis pra lá e pra cá, principalmente porque quando você compra um novo, eles não vem com caixinhas de armazenamento, e levar solto na bolsa é suicídio. Pra mim não era a melhor escolha.

A melhor forma pra mim é o HDD, ou seja, HD interno. Isso mesmo, a câmera armazena todas as informações dentro da própria câmera, sem necessidade de mídias externas. A vantagem disso é óbvia, de não precisar ficar carregando coisa pra lá e pra cá. A desvantagem é que a câmera pesa um pouquinho a mais. O tamanho da memória, como sempre, varia. Você encontra de 60, 80 ou 120Gb (acho que só esses, mas pode ser que tenha mais). Mas a maioria das câmeras oferece a possibilidade de colocar mais cartão de memória, caso o espaço acabe. Bom, eu acho 60Gb espaço mais do que suficiente pra uma viagem. São 15h de gravação, mais ou menos. Me mata se eu tiver que fazer caber 15h de gravação em 5 min de edição!!

Outra coisa que meu amigo me explicou é sobre o CCD.  O CCD é basicamente o sensor que recebe as informações de luz, que serão transformadas em imagens. Existem câmeras com 1 ou com 3 sensores. As com 1, possuem os receptores de R (vermelho), G (verde) e B (azul) tudo junto. Os que tem 3, possuem um receptor pra cada cor, deixando a sua imagem muito mais legal. As câmeras mais simples (sem ser full HD - já vou chegar lá) são raras de serem encontradas com 3CCDs, eu só encontrei uma da Panasonic, a NV-GS80.

Além de tudo isso que eu falei, ainda existem câmeras que filmam em definição de um televisor normal, e existem aquelas que filmam em full-HD, que não vai fazer a menor diferença caso você não tenha um televisor que não seja de alta definição.

Ou seja, na hora de fazer a escolha, você tem que associar o método de armazenamento, com a definição da filmagem (e me perdoem se eu não estou usando os termos corretos), com milhares de outras especificações que as câmeras possuem. Não é fácil. No meu caso, eu estava procurando uma que filmasse em HDD, não importando muito o tamanho do HD, e já nem estava mais interessada se ele tinha 1 ou 3 CCDs, já que 3 era difícil de achar. O full-HD não me interessava, já que minha tv não é de alta definição. Maaaas, quando eu achava que tinha achado a câmera perfeita, achei uma full-HD (e, logo, com 3CCDs), com 60Gb de memória, por quase o mesmo preço da outra que eu estava vendo (embora a outra tivesse 120Gb, mas eu não ia precisar de tanto). Acabei comprando essa. É uma JVC, o modelo dela é GZ HD5. Ainda não recebi, comprei pela internet e estou esperando ansiosamente a encomenda chegar. Comprei pela Plug Informática. Não posso avaliar a loja ainda, porque a câmera não chegou. Mas os preços dela são bem competitivos, e até agora o atendimento foi bastante satisfatório. O prazo de entrega é longo (de 10 a 15 dias), mas eu acredito que seja porque eles não tenham a câmera em estoque. Quando chegar, eu coloco aqui o que eu achei.

Edição:
A câmera que eu comprei na Plug Informática não chegou. A experiência completa tá aqui. Cancelei a compra e passei na Fast Shop. Comprei uma JVC Everio MG630. Ela é bem mais simples, não é full-HD e tem um CCD, mas é o suficiente pra o que eu preciso. Fiz alguns testes aqui em casa e ela me parece muito boa. Ainda não acabei de ler o manual (sim, eu leio manual) pra saber todas as funcionalidades dela, mas vi que ela tem umas coisas bacanas - que eu não sei se as outras têm -, tipo barragem de som do vento, ajuste manual no modo vídeo e foto, luz pra filmagens no escuro que funciona super bem, e outras coisinhas mais a serem exploradas. Estou contente com ela. Acho que será uma boa companheira de viagem.

Friday, November 13, 2009

Última mudança (espero!)

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Nós tínhamos fechado um roteiro pra nossa viagem pra Itália que passaria por Milão, Roma, Florença, Genova, Siena e Pompéia, fazendo tudo de trem e alugando o carro um dia. Eu estava contente com o roteiro, mesmo sabendo que seria super corrido. Aí um dia desses encontramos um amigo nosso cujo irmão morou em Turim. Conversamos com o irmão desse nosso amigo (que também é amigo) e conforme esperado, ele nos convenceu a conhecer Turim. Disse que lá tem um monte de coisa pra fazer, e que é preciso vários dias pra se conhecer tudo o que a cidade tem a oferecer. Pensamos bem e achamos melhor que talvez fosse melhor passar mais tempo em poucas cidades do que ficar pingando de cidade em cidade. Mas ainda havia uma dúvida. Se Turim tinha mesmo tanta coisa pra fazer, assim como em Roma e em Florença, e nossa viagem será só de 10 dias, será que valeria a pena ficar poucos dias em cada cidade? Ainda mais sabendo que a nossa reserva de Milão não é reembolsável, ou seja, nós necessariamente teremos que ficar do dia 24 pro dia 25 na cidade, ou vamos acabar perdendo uma grana à toa. Pensamos, consideramos todas as hipóteses e decidimos o seguinte:

Vamos chegar em Milão e passar a noite lá, como já estava reservado. Dia seguinte partimos para Turim, onde passamos 2 dias. Em seguida vamos à Roma, e lá ficamos. Nada de ir à Pompéia. Ficamos 4 dias em Roma antes de seguir para Florença, onde ficamos até o final da estadia. Voltamos para Milão só para pegar o voo de volta.

Tirando o primeiro hotel, em Milão, todos os outros são reembolsáveis, ou seja, a reserva pode ser cancelada até um certo tempo antes da entrada sem custo para nós. Na prática isso significa que nossos planos podem ser alterados de novo, porque nós não queremos ficar presos ao itinerário. Queremos ter a liberdade de poder decidir o que fazer na hora.

Outra mudança será no meio de transporte. Resolvemos fazer tudo de trem. O Diego, esse nosso amigo que morou na Itália, disse que a dependência de carteira internacional - ou não - no país depende de lugar pra lugar. Não dá pra ficar circulando só com a carteira brasileira pelo país inteiro, porque corre o risco de você estar numa zona que não aceite e ser parado pela polícia. O ideal é tirar a internacional e aí você fica coberto. O problema é que tirar a internacional pode até ser rápido, mas é uma graninha que eu não tô querendo gastar agora, principalmente se for pra viajar um dia só. Se a gente fosse ficar o dia inteiro de carro por lá, até valeria a pena. Mas seria só um dia de viagem, em estradas provavelmente cheias de neve, coisa que eu não tenho nenhuma experiência de direção. Pra evitar maiores imprevistos durante a viagem e gastos desnecessários, decidimos viajar só de trem, que no final sai muito mais barato.

Quanto ao clima lá, andei dando uma olhada na internet. Tem uma conhecida que mora lá e ela já me avisou: traga casacos pesados. Vi a temperatura em Milão esses dias, e já está com mínima de 0ºC. Tô só imaginando como vai estar no Reveillon. Não vejo a hora!!

Tuesday, November 3, 2009

Roteiro definido (ufa!)

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Depois de muita pesquisa, finalmente chegamos ao roteiro da nossa viagem para a Itália. Usamos as pesquisas como uma base, mas acabamos escolhendo alguns lugares que tínhamos vontade de conhecer e que não constavam na lista de ninguém das pessoas que eu vi (como Genova), e, ao contrário, vamos deixar de lado cidades consideradas imperdíveis, como Veneza. Tanto eu como o Ale não fazemos questão de conhecer o óbvio (embora meu sonho de ir para a Itália fosse para conhecer os óbvios Coliseo e Davi, mas isso são detalhes). Não que a gente não QUEIRA (ou não vá) conhecer os lugares turísticos ou o que todo mundo diz que a gente não pode perder. Mas nós gostamos da idéia de conhecer o underground, de viver como um local, de conhecer o que nem todo mundo conhece. Por isso resolvemos deixar algumas coisas mais imperdíveis de lado, pelo menos por agora. Além do mais, vamos numa época muito fria e chuvosa, quando lugares como Veneza provavelmente não estarão TÃO deslumbrantes como no verão.

Nossa escolha para o roteiro foi:
Milão-Genova-Roma-Pompéia-Siena-Florença.

Milão todos dizem que é totalmente dispensável. Ouvi dizer que é a São Paulo da Itália. Como vamos chegar por lá, e vai ser Natal, resolvemos passar a noite por lá mesmo e ver se é tão ruim assim. Na pior das hipóteses, lá tem algumas coisinhas pra ver, umas praças, uma arquitetura aparentemente interessante (algum lugar da Itália não é?), enfim, coisa feia e entediante não deve ter.
Genova nós escolhemos por ser porto. Tem um farol lá que eu ainda não descobri se dá pra subir, mas imagino que sim. Nem pesquisamos muito sobre a cidade, não sei se é totalmente interessante ou totalmente desinteressante. Mas vamos ver o Mediterrâneo e é só isso que importa. O resto é lucro.
Roma nós escolhemos por motivos óbvios. É onde ficaremos mais tempo, e de onde faremos um bate-e-volta para Pompéia (que de acordo com as minhas pesquisas, é totalmente possível, embora cansativo). Pompéia, no início do planejamento, não estava na lista. Mas é um lugar que sempre me intrigou, e um dos poucos lugares que me marcaram nas aulas de história (sempre fui muito ruim na matéria). Já que estarei pertinho, não custa - ou custa pouco - passar por lá.
Siena quem escolheu foi o Ale. Também não sei o que tem por lá, mas muita gente passa por lá, então creio que valha a pena (algum lugar da Itália não vale?). Como era caminho pra Florença, resolvemos passar o dia em Siena quando estivermos indo pra lá, e será nosso único percurso de carro (embora seja bem mais caro alugar um carro do que andar de trem, eu decidi que eu PRECISO dirigir pelo menos um dia pelas estradas italianas).
Florença também escolhemos por motivos óbvios. Também escolhemos esse lugar para passar a virada para o ano 2010, já que todas as referências que eu encontrei de pessoas que passaram o reveillon na Itália, passaram em Florença. Se lá é melhor ou pior do que Roma, eu não sei. O que importa é que é Reveillon, e fogos são fogos em qualquer lugar do mundo (pra mim Reveillon é sempre igual. Foi igual em Itanhaém, em Copacabana e na Ilha Grande. Então em Florença e em Roma eu ia achar a mesma coisa também). O importante é que estarei na Itália e com o Ale.

Será uma viagem bem corrida, mas acho que valerá a pena esse cansaço. Ontem já reservamos quase todos os hotéis (falta só Genova), conseguimos preços bons em todos (comparado com o que íamos gastar em NY). Sobre a qualidade deles, só poderei contar na minha volta.

Já comecei minha contagem regressiva. Só faltam 50 dias. São menos de 2 meses!

Edição: Nosso roteiro já mudou. Aguardem novas definições... (ó vida, ó céus!!)