Friday, January 15, 2010

Buenos Aires: 1 dia antes

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A passagem de ida GOL/VARIG para Buenos Aires anunciava minha partida para o dia 27 de dezembro de 2009, um domingo. Eu deixaria o Rio (Galeão) às 10h30 e chegaria na famosa "Paris da América Latina" às 13h. Tentei pegar o voo mais "humanamente" cedo possível (não rola encarar um às 6h da manhã e afins) porque queria aproveitar o dia, mas não me agradava que a Lilly madrugasse para ir me pegar no aeroporto. Por sorte, consegui um voo direto.

Um dia antes da viagem, eu estava em Juiz de Fora (MG) aproveitando as festas de Natal e curtindo a família. Sinceramente, minhas únicas preocupações eram ter táxi para me levar ao aeroporto - porque o Rio de Janeiro deve ficar infernal no Ano Novo -, não ter dinheiro suficiente para compras no Free Shop e levar a mala cheia demais.

Como sou muito distraída, antes mesmo de ir para Minas Gerais já deixei na minha escrivaninha uma sacola de papel da Sensória contendo os itens mais importantes para a jornada: passaporte; uma bolsinha preta contendo R$ 300 + U$D 720 (dólares americanos); um guia turístico da Lonely Planet que me custou apenas R$ 11,97 numa promoção da Livraria da Travessa; e presentes para a Lilly, a irmã e a mãe. Não queria mesmo correr o risco de esquecer documentos e dinheiro, então, colei no monitor do meu PC um post-it amarelo brilhante com a indicação "<---- PASSAPORTE". Logicamente, a seta indicava a sacola de papel. Parecia até que eu ia mudar de país forever: minha mãe insistiu veementemente em me trazer de volta ao Rio de Janeiro no sábado à noite. Morri em R$ 47,50, preço da passagem de ônibus Juiz de Fora-Rio que não trocamos porque ela ficou com preguiça de passar na rodoviária daquela cidade. Cheguei em casa às 19h. Deixamos o carro na garagem e fomos - eu, ela e minha irmã - direto lanchar no Bibi Sucos; ao retornarmos, eu já estava desesperada para falar com Lilly pela internet e confirmar se ela ia mesmo me pegar, já que havia enviado um e-mail antes do Natal e nada da resposta... Fiquei tranquila quando a vi online no MSN.

Optei por não habilitar meu Nextel para o exterior. Então, também enviei um e-mail para minha mãe com as instruções para ligar via Skype para a casa da Lilly e da irmã dela, se necessário. Isso me tomou um tempo considerável, porque não é fácil fazer chamadas telefônicas internacionais pra Argentina e parece que a coisa complica se você reside/está em Buenos Aires. Enfim: para ligar pelo Skype* para um telefone fixo em Buenos Aires, disque +54 11 e o nº do telefone fixo. Já para chamar um celular, digite +54 9 11 e o nº do celular. Agora, se você ou sua família for ligar pelo telefone convencional, pesquise. Parece que as instruções são outras.

Por fim, guardei junto ao dinheiro um papel amarelo com o endereço da casa da irmã da Lilly, os telefones de contato em Buenos Aires, o localizador dos voos e o endereço de um albergue, só para caso acontecesse algum imprevisto. Quando fui arrumar a mala, já era bem umas 23h.

Escolhi levar uma mala de rodinhas tamanho grande ao invés de mochilão, mesmo viajando sozinha. Como mala de mão, preparei uma mochila simples, contendo o básico.

Calculei que faria calor insuportável de dia (32ºC) e um calorzinho à noite (28ºC). Recheei a mala com:

- 8 calcinhas, 2 sutiãs, 1 meia (tive que comprar + 4 meias lá);
- 2 shorts curtinhos, 1 bermuda;
- 1 calça jeans e 1 preta de chamois;
- 1 único casaco tipo sweater, fininho, cinza;
- Uns 10 vestidos, inclusive um de gala, para caso fosse necessário (e não foi);
- Umas 8 blusinhas, para caminhadas e passeios debaixo de sol;
- 1 tênis, 1 sapa-tênis; 2 sapatos de salto, 1 havaianas;
- 1 carregador para celular tipo Motorola;
- 1 toalha grande (achei educado levar, mesmo ficando em casa de família);
- Necèssaire completa (corretivo, rímel, soro + solução para lentes de contato, gloss etc).

Peso total: 15kg.
Peso máximo permitido pela companhia aérea: 23kg.

Ufa.

O que eu deveria ter incluído na mala: 1 repelente. Ninguém me avisou sobre os supermosquitos de Buenos Aires: você não os ouve zumbir; você não os sente picar; você não os vê e eles ainda conseguem fazer todas essas peripécias em ambientes refrigerados (!). Incrível, né? Tudo o que você sente é a coceira no corpo durante o resto do dia. Preciso dizer que fiquei com medo to-tal de pegar dengue?

* ATENÇÃO: Essas instruções são válidas SOMENTE para ligações feitas via Skype.

3 comments:

Antonio e Ellen said...

Nunca pensei em levar repelente para Buenos Aires....
Mas da proxima vez ele tambem vai na minha mala
bjs
Ellen
www.viagemafora.blogspot.com/

Cristina said...

Olá! Parabéns pelo blog! E adorei suas dicas! De tanto viajar e fazer muitas malas, resolvi também fazer um vídeo de como montar malas compactas e inteligentes. Pode ajudar suas leitoras! Beijos!
Este é o vídeo (Parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=i_zmrWKRXGI e Parte 2 http://www.youtube.com/watch?v=b2pP1ZrOX40)

thais said...

Que bacana seus vídeos, Cristina. Vou postá-los na nossa página do Facebook também. Obrigada.

Beijo