Monday, January 11, 2010

Itália - Florença - Dia 07

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Depois de fechar Roma com chave de ouro, voltamos à rodoviária para pegar o trem para Firenze. Fomos de trem rápido novamente, cujas reservas já estavam feitas desde o primero dia de viagem. Uma hora e quarenta minutos até chegar lá.

Chegando na cidade
Nossa primeira impressão de Florença já foi ruim. A estação de trem é toda bagunçada. Até pra achar a saída a gente teve dificuldade. Não conseguíamos achar um transporte que nos levasse até o hotel, e quando fomos pedir informação (no guichê de informações) fomos super mal atendidos. Acabamos pegando um táxi mesmo depois de comprar o bilhete pro ônibus, já que não descobrimos onde ficava o ponto daquele ônibus específico.
Um detalhe é que pela primeira vez desde o começo da viagem nós esquecemos de ver o mapa da cidade pra saber como chegava até o hotel, se era perto ou longe, se dava pra ir a pé. Tivemos que comprar um mapa na estação mesmo, pra ter noção de onde estávamos indo.

O hotel
A cidade é bem pequena, então o hotel ficava relativamente próximo da estação. A corrida ficou em 10 euros. O nome do hotel é Viva Piti Palace, fica na boca da Ponte Vecchio, famosa por suas lojas de ouro. É bem pertinho do centro da cidade. Muito bem localizado. As instalações são bem boas, tem até banheira no banheiro. O único detalhe é que não havia água quente todos os dias. Não que ela ficasse totalmente gelada, mas não chegava a esquentar totalmente. Provavelmente por causa das banheiras, os hospedes deviam gastar muita água, e o hotel não consegue dar conta. Mas nem chegamos a reclamar. Conseguimos tomar banho todos os dias sem grandes problemas.
O café da manhã do hotel era o melhor de todos. Tinha muita variedade, e a vista do local de refeições era incrível.

Na cidade
Deixamos nossas coisas e fomos procurar um lugar pra almoçar. Muitas das ruas lá são só para pedestres, mas as que são permitidas entrar carros, vira uma bagunça. Quase não existe calçada, e você é praticamente obrigado a andar na rua. Então fica aquela disputa carro/lambreta x pedestre, uma coisa de louco.
Encontramos um lugarzinho pra almoçar próximo ao hotel, foi um dos almoços mais caros da viagem. Eles cobram serviço por fora, além da comida ser mais cara que nos outros lugares. Pagamos 43 euros pelo almoço, embora tenha sido um almoço um pouco mais caprichado, com direito a uma entrada e um vinho.

À tarde demos uma descansada e saímos à noite para passear, mas as lojas já estavam todas fechadas. Não que isso faria alguma diferença, porque as lojas lá são pra quem tem dinheiro. Coisas no nível de Prada, Georgio Armani, Ferrari, e por aí vai. Os restaurantes não são muito diferentes. Procuramos um restaurante pra gente da nossa laia, mas não encontramos. Achamos um mais baratinho, mas quando entramos, parecíamos dois extraterrestres. Sabe quando você entra no lugar e todo mundo vira pra te olhar? Foi o que aconteceu. Só porque a gente tava de gorro, mochila, casaco de qualquer jeito, enfim, parecendo dois manés. E aí os riquinhos pareceram meio incomodados com a nossa presença, pelo menos até o momento que eles viram que a gente não ia causar nenhum escândalo e ia ter dinheiro pra pagar a conta. Foi horrível.

Nesse momento eu já estava com uma impressão terrível da cidade. Não só por ser um ambiente onde a gente não se encaixava. Mas a cidade parecia ter uma atmosfera pesada, cheia de energia ruim. Imaginamos que talvez fosse só a fome que estivesse dando a impressão, porque afinal de contas, a cidade era bonitinha e era a casa do Davi. A vida noturna lá é agitadíssima, provavelmente fruto dos vários cursos de arte que tem na cidade. Deve ser lotada de estudantes. Mas tudo isso não me convenceu muito. Fomos deitar meio desgostoso desse primeiro dia de Florença, na esperança de que o dia seguinte fosse melhor, afinal de contas, seria o último dia do ano! Mas não foi bem assim...

* a foto tá ruim, mas é a vista da Ponte Vecchio pro Rio Arno. Temos poucas fotos de Florença.

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