Monday, January 11, 2010

Itália - Florença - Dia 08

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Último dia do ano! 31/12/2009.

Accademia
Nosso primeiro (e único) passeio do dia foi ir até a Accademia pra ver o Davi. Pegamos uma filinha pequena, de uns 10 minutos, pagamos 10 euros e entramos na galeria. A galeria é pequena e a única coisa que vale a pena lá (e realmente vale!!) é Michelangelo. Até chegar nele você passa por vários quadros renascentistas que me pareceram todos iguais. A temática era a mesma, as cores eram as mesmas, enfim, variavam praticamente só as posições dos personagens. Sem a menor graça. Aí no meio do caminho você passa por umas fotografias absolutamente-nada-a-ver de um expositor cujo nome eu não me lembro, porque eu nem parei pra prestar atenção. Acho que elas estavam em exposição na galeria por tempo limitado, mas totalmente desambientalizadas. Não tinha nada a ver com o resto das peças.
Aí você anda um pouquinho, chega num corredor cheio de esculturas inacabadas e lá no fundo vê o gigante Davi. É aí que a visita começa a valer a pena (desde que você ignore as fotografias no meio do caminho). As tais esculturas inacabadas são todas de Michelangelo. Eu fiquei na dúvida se é mais interessante ver uma estátua pronta ou ela no meio da produção. Com ela inacabada, sua imaginação corre solta. Imagina ele trabalhando aquele bloco enorme de mármore, quais seriam seus próximos movimentos, o que iria ser daquilo. Mas depois quando você chega no final do corredor e vê o Davi de perto, esquece da vida e acha que só existe ele. Ele é, sim, perfeito. Cada veia, cada músculo, cada tendão. A expressão no rosto dele, o olhar, é incrível. Mais uma daquelas coisas que você tem que ver de perto pra crer.

Depois de ver Davi, passamos por algumas outras esculturas de uns artistas xis. Todas parecem rabiscos perto do que a gente tinha acabado de ver! E mais quadros renascentistas iguais. Saímos de lá meio desmotivados pra ir em outras galerias e museus, onde provavelmente veríamos mais do mesmo. Resolvemos ir até a basílica, mas a fila pro Domo estava enorme, e como a gente já tinha subido em umas 3, desanimamos de novo de ir em mais uma pra ver mais paisagem.

A energia daquela cidade realmente não estava fazendo bem pra gente. Passamos num lugar qualquer pra comer e voltamos pro hotel debaixo da chuva mais forte que pegamos. Descansamos até a hora do reveillon.

O Reveillon
Saímos do hotel 15 minutos antes da meia noite, porque estava chovendo. Fomos até uma das praças onde tinha um pessoal (e seus guarda-chuvas) reunido e ficamos lá esperando uma contagem regressiva. Mas ela não existe. De repente alguns fogos começaram a estourar, a gente se deu feliz ano novo, todo mundo ou foi embora ou ficou extremamente bêbado em questão de segundos e a cidade começou a ficar meio bizarra. Fogos começaram a ser soltos naquelas ruazinhas estreitas, soltando estrondos que pareciam que iam derrubar prédios. No meio da rua alguns grupinhos mais alegres, outros mais agressivos. Nativos brigando com imigrantes africanos. A gente começou a ficar com medo. Resolvemos comer um waffle num café que a gente tinha visto à tarde e voltar pro hotel. Mas na volta nós nos perdemos, andamos um monte até voltar pro ponto inicial e fazer o caminho certo. Resumindo, o reveillon foi péssimo. Tirando o fato de eu estar com o Ale, todo o resto foi totalmente dispensável. Foi ali que a gente decidiu que definitivamente Florença não estava fazendo bem pra gente. Tínhamos que tomar uma atitude. Assim decidimos que nosso último dia em Florença nós passaríamos, na verdade, em Siena. Não poderíamos ter tomado decisão mais acertada.

1 comment:

Anonymous said...

Nossa, que descrição baixo astral!!! Perdi até a vontade de viajar. Vou visitar outros blogs. Melhora esse astral aí, ok?