Monday, January 4, 2010

Itália - Milão - Dia 01

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Chegamos em Milão no horário previsto. São 3 horas de diferença entre Brasil e Itália, considerando nosso horário de verão (lá mais tarde). Isso significa que perdemos algumas horas do dia, e chegamos lá quase na hora do almoço. 


Do aeroporto à cidade
O aeroporto fica muito longe da cidade. Mas muito longe mesmo. Deve dar mais ou menos uma hora de viagem. Existem várias formas de ir até a cidade, parece que dá pra ir de trem, ônibus ou táxi. Nós optamos por pegar o ônibus, o Malpensa Shuttle (embora existam outras companhias que façam o mesmo percurso pelo mesmo preço). O custo da viagem é de 7,50 euros o trecho (ou 12 euros ida e volta, mas não sei se vale pra volta em outro dia), e é facinho de identificar o local onde compra os tickets no aeroporto. Esse ônibus te deixa na estação central de Milão (de trem), e de lá você pode pegar o metrô ou, se seu hotel for lá perto, como era o nosso caso, ir a pé. 


O Hotel em Milão
Nós ficamos no Hotel Monopole, que era pertinho da estação central. Uns 2 minutos a pé. A localização do hotel era realmente muito boa por estar perto da estação. Como íamos ficar só uma noite, isso era mais importante do que estar perto do agito da cidade. Mas lá é muito fácil de se locomover de metrô, então isso não era problema. O hotel era bem simples, com uma staff bem simpática. Deu uma ótima primeira impressão da Itália. Esse hotel parece que teve uma parte dela reformada, e eu tinha lido que a parte antiga não estava em boas condições. Por sorte (para fazer minha avaliação), nós ficamos na parte antiga e, pra minha surpresa, ela estava em ótimas condições. A cama era confortável, o chuveiro quente, tinha água quente na pia, secador de cabelo (que eu descobri que era essencial por causa do frio que faz na cidade, e como eu lavo o cabelo toda manhã, sair de cabelo molhado era suicídio), tinha internet no primeiro andar (tanto no computador do hotel como wi-fi, caso você tivesse seu laptop) e o café da manhã era um dos melhores entre os hotéis que passamos durante a viagem. Pelo menos o leite achocolatado era maravilhoso, com direito a espuminha e tudo. 
A minha única reclamação sobre o hotel é que a calefação era desligada (ou diminuída drasticamente) à noite, acho que à meia noite, e só voltava às 8 da manhã. Como eu tomei banho antes das 8, quase morri de frio. Mas a água do chuveiro era quente, normal. 




Na cidade
Chegamos na cidade dois dias depois da forte nevasca que atingiu a Europa e colapsou vários sistemas de transporte através do continente. Uma parte dessa nevasca tinha atingido Milão, mas ela já tinha ido embora quando chegamos, e pegamos apenas os restos dela: montinhos de neve suja e transformados em gelo nos cantos das ruas. Um perigo pra andar, mas como já estava quase tudo derretido, conseguimos andar sem grandes problemas. 
Nós chegamos, fomos ao hotel, guardamos as coisas e saímos em busca de algo para almoçar. Mas havia dois problemas: o primeiro deles é que já eram umas 3 e pouco da tarde, e naquela hora não havia restaurantes abertos. O segundo é que era dia 24 de dezembro, véspera de natal, então não havia praticamente nada aberto. Entramos na primeira coisa aberta que servia comida, que era uma espécie de padaria bem na frente da estação. Àquela altura, nosso conhecimento em Italiano se resumia a "Grazie", "Non parlo Italiano" e contar até dez. Apontamos um lanche qualquer na vitrine, pedimos uma coca cola e conseguimos saciar nossa fome. 
Voltamos para o hotel e descansamos até a noite. Queríamos estar descansados pra noite de natal pra procurar um lugar bacana pra jantar. 


Reservas dos trens
Antes de sair, passamos na estação central para fazer as reservas dos trens. Depois de um tempão rodando pela estação (que não é nada pequena) tentando descobrir se aquela fila gigantesca era mesmo o lugar que tínhamos que estar pra reservar o trem, decidimos entrar na fila e esperar pra ver. Por sorte, não pegamos a fila à toa. Aquela era a fila da Trenitalia, responsável por todos os trens - e consequentemente todas as reservas para os trens - italianos. Lá fomos atendidos por uma mulher que tinha a maior pinta de que não ia ter a menor paciência com a nossa falta de conhecimento em italiano, mas ela foi super simpática. Prova de que as aparências enganam. Super solícita, ela nos deu dicas do que era melhor e do que não valia a pena fazer, do tipo: a viagem entre Milão e Turim é uma viagem muito curta e barata. Não valeria a pena gastarmos o nosso passe com essa viagem. Ela sugeriu que comprássemos um passe à parte, e deixássemos aquela do passe pra outra mais longa. Mas como íamos passar pouco tempo e não pretendíamos fazer grandes deslocamentos que não estavam previstos, deixamos essa dica pra lá. 
Tudo correu bem, exceto pelo fato de que chegamos para reservar as passagens com as datas erradas de entrada nos hoteis. Tivemos que puxar da memória que dias íamos chegar em quais lugares pra não reservar nenhuma passagem errada. Por sorte temos boa memória (ha-ha-ha) e reservamos tudo direitinho. 


A Piazza Duomo
Decidimos ir à noite até a Piazza Duomo, que é onde fica a famosa catedral de Milão, essa da foto aí do lado. A catedral é magnifica, e dá pra vê-la direto de quando você sai da estação do metrô (se você escolher a saída certa). É fantástico. É nessa catedral que dá pra subir no telhado, mas como já era noite estava fechado. Voltamos lá no último dia de viagem, então depois eu falo mais dela. 


Ainda na Piazza Duomo tem a galeria Vitorio Emanuelle, onde ficam as famosas lojas de grife de Milão. Obviamente a gente passou bem longe delas. 


Aliás, "passar longe" me lembra os imigrantes vendedores de flores, que se espalham pela Itália inteira. Eles são uma praga. Parecem cachorros famintos atrás de uma pessoa levando linguiça no saco de supermercado. Você vai andando e ele vai atrás, te oferecendo as flores. Se você olhar, ele não te larga jamais. Tinha um nessa galeria que ficou o tempo inteiro do lado de fora do restaurante enquanto comíamos, esperando a gente sair. Isso porque a gente já tinha dito que não queria as flores!! Haja paciência. 


O jantar
O Jantar de natal foi num dos poucos restaurantes abertos dentro da galeria. Não tenho o nome do lugar, mas lá todos os restaurantes eram bem parecidos, e com preços bem parecidos. A única coisa que lá era diferente, e isso eu só fui descobrir depois, é que eu não vi o risoto que eu comi lá em nenhum outro lugar por onde passei. Comi um Risotto à parmeggiana por 13 euros que estava magnifico. O Ale comeu uma lasagna que serviu de referência pra todas as outras comidas durante a viagem, ele disse que foi a melhor lasagna que ele já comeu. Esse restaurante era o último do lado direito, quase saindo da galeria do lado contrário à catedral. 


O natal
Ficamos passeando lá na Piazza até meia noite. Demos uma entrada na catedral, estava tendo a missa de natal.  A catedral é bonita por dentro, mas tinha que pagar pra olhar mais pro fundo e nós não estávamos dispostos. Demos uma olhada e fomos passar frio na praça. Esperamos dar meia noite, o Ale ligou pra casa dos pais dele do orelhão (aliás, totalmente desaconselhável. Essas ligações custam U$ 10 por minuto) e voltamos para o hotel. Não podíamos demorar muito pra voltar porque não sabíamos até que horas o transporte público iria funcionar. Depois descobrimos que o metrô funciona até quase 1 em datas festivas, mas o tram a gente não sabe. 


O transporte público


O transporte em Milão é tranquilo, principalmente se você for usar o mêtro (clique no mapa ao lado para ampliar). Mas assim como em vários outros lugares da Itália e da Europa, existem também os trams, que são aqueles bondinhos que circulam em trilhos pela cidade. Além dessas duas opções, existem os tradicionais ônibus. 
Na noite que passamos em Milão tentamos usar o Tram, mas não descobrimos como fazia para comprar o bilhete. Achamos o sistema lá muito complicado e decidimos que o metrô seria a melhor solução. O Metrô de Milão tem 88 estações espalhadas por 3 linhas. Como não passamos muito tempo por lá, não consigo avaliar se é um meio de transporte muito efetivo, mas nos levou até a Duomo, que era o que queríamos ver. 
O metrô lá (e em todas as outras cidades por onde passamos) custa 1 euro a viagem, mas você também tem a opção de comprar um bilhete para usar durante o dia inteiro quantas vezes quiser, pagando 4 euros. Vale a pena pra quem usa bastante. Existe uma outra opção de 11 euros, mas eu não consegui entender direito pra que servia, talvez seja semanal. A compra dos bilhetes é feita diretamente nas máquinas, você escolhe o bilhete que quer, a quantidade, coloca a nota ou as moedas e voilá! Seu bilhete sai impresso. Isso é fantástico. 


Apesar do sistema de metrô funcionar bem, os trens são muito judiados. Até as estações são bem feias, sem nenhum toque do charme italiano. Os trens são velhos e pixados, e algumas portas não funcionam. Nosso metrô dá de 10 a zero no deles. 


Voltamos pro hotel pouco depois da meia noite. Cansados e felizes por nosso primeiro natal juntos e muito longe de casa. Dormimos porque dia seguinte teríamos que acordar cedinho pra pegar o trem pra Turim. 


As fotos da viagem estão no meu flickr

1 comment:

Amarílis said...

A-do-re-i a doreção de onde fica o restaurante com a melhor lasagna do mundo. =P

Acho que nosso metrô (especificamente, o do Rio, pq o de SP não tem ar) é melhor do que o de qlqr cidade em qlqr país (talvez somente não tão bom qnt o do Japão, se é q ainda há metrô). Bueno, vamos ver ;) Tô amando os posts!! =)