Tuesday, January 5, 2010

Itália - Roma - Dia 04

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No nosso quarto dia de viagem, levantamos cedo e pegamos novamente o trem, dessa vez rumo a Roma. Essa é uma viagem muito longa, por isso optamos ir com o trem de alta velocidade, que reduz a viagem em cerca de 2 horas. Em mais ou menos 4 horas estávamos chegando na Estação Termini de Roma, depois de uma viagem bastante agradável. Fomos na primeira classe do trem da Eurostar, com assentos reservados na janela, de onde pudemos ir observando aquela linda paisagem dos Alpes. Esse trem é bem mais confortável que o de baixa velocidade. As poltronas são mais largas e mais macias, reclinam, e existem estribos para colocar as malas acima dos bancos e em uma espécie de armário aberto que fica na entrada de cada vagão (aconselho colocar lá quem tem mala grande).

O hotel
O hotel que ficamos em Roma era bastante perto da estação, dava 5 ou 10 minutos a pé. Era o Le Petit, um hotelzinho, como diz o nome, bem pequeno. Fica num predio de 6 andares junto com outras coisas, como uma clínica de fisioterapia, e apenas 2 ou 3 andares pertencem ao hotel. Nós tivemos o desprazer de ficar num dos dois quartos ao lado da recepção, e temos a impressão de que não foi por acaso. O recepcionista nos disse que os últimos ocupantes daquele quarto eram todos brasileiros. Algo me diz que é de propósito...
Mas conspirações à parte, o hotel tinha lá o seu conforto. Apesar do quarto ser bem pequeno e ter uma decoração bastante pesada, ele tinha uma energia  gostosa e fez a gente se sentir muito bem lá dentro. Além disso, a calefação dele era a mais confortável dos hoteis que passamos até então. A staff do hotel era simpática, especialmente o recepcionista, que parecia ligado no 220V. Só o café da manhã é que era bem esquisito. Você chegava na mesa e já tinha te esperando um pratinho com dois pães salgados e um doce. Café, leite e cereal eram à vontade.

O almoço
Chegamos na cidade já na hora do almoço. Procuramos um restaurante perto do hotel, encontramos um bem na esquina que parecia bom. Chama-se Cucina Nazionale. O atendimento é bom desde que você pegue o garçom certo, mas a comida é bem gostosa (desde que você não peça pizza. Mas pizza lá é ruim em qualquer lugar, então o problema não é do restaurante). Comemos duas massas por 25 euros, um preço bastante bom pelo que vínhamos pagando.

A cidade
Depois do almoço, saímos a pé pela cidade. Descobrimos que quase tudo em Roma é muito fácil de se chegar a pé, mas se você quiser economizar tempo, vá de metrô. No primeiro dia andamos muito a pé para conhecer a cidade, mas depois começamos a fazer tudo de metrô para economizar tempo. Como o metrô tem aquele ticket que você paga por dia e pode fazer quantas viagens quiser pagando apenas 4 euros, acaba valendo a pena.
Nosso primeiro passeio foi até a Coluna Trajana, que eu sinceramente nem sabia que existia, mas o Ale queria ver por causa de um trabalho que ele fez sobre ela na faculdade. Ela fica no final da rua do hotel, muito fácil de se chegar. O hotel está realmente muito bem localizado.
A coluna Trajana é um monumento enorme (assim como quase tudo em Roma) que foi erguido pelo imperador Trajano em comemoração à vitória de Roma sobre a Romênia nas campanhas militares. Antigamente existia uma estátua do imperador no topo da coluna, se não me engano de bronze, mas ela foi roubada e substituída por uma de São Pedro. Tudo a ver.

Ao lado da Coluna Trajana tem o Monumento a Vitorio Emanuelle II, uma construção colossal, chega a ser bizarro de tão grande. As pessoas parecem de brinquedo perto dela. Assim que tiver um tempo vou colocar o vídeo que fiz de lá aqui pra mostrar o que eu estou dizendo. O monumento estava em reforma, nem sei se dava pra entrar. Nós só olhamos por fora. Tinha um elevador que te levava até o topo, mas achamos besteira gastar dinheiro com isso. O que eu achei de lá? Boa pergunta. Na verdade é um monumento que eu também não sabia que existia, e saí de lá sem saber o que significa. Então só achei um prédio grande demais. Se você estiver sem tempo em Roma e tiver outras prioridades, recomendo que deixe esse pra depois.

A única coisa que realmente valeu a pena de estar lá foi descobrir que de lá do mezanino do monumento era possível ver o Coliseu. Eu não tinha ideia de que estávamos tão perto. Eu estava em Roma praticamente apenas para ver o Coliseu, e aquela imagem me emocionou. Essa foto abaixo foi tirada do Monumento. Foi muito legal ver o coliseu pela primeira vez e de maneira tão inesperada.

Antes de partirmos para o Coliseu, demos uma olhada nas ruínas do Foro Romano que ficam por lá. Também tem que pagar pra olhar mais de perto, e como nós somos turistas pobres, olhamos tudo de cima. Não achamos que ia agregar muito olhar tudo de perto, principalmente porque aparentemente não havia nenhum tipo de informativo, assim como acontece em todos os lugares da Itália. Ruínas por ruínas, prefiro ver de longe e de graça. Mas de qualquer forma, é bonito e interessante de ver como as coisas conseguem sobreviver depois de tantos anos.

Como ainda estávamos com tempo (não sei o que acontece, mas lá o tempo se multiplica, já falei isso aqui, né?), resolvemos dar um pulo no Coliseu pra ver se ele era de verdade. Alguns minutinhos a pé e nós chegamos naquela construção maravilhosa e impressionante. Tentamos entrar, e até teríamos conseguido, mas teríamos apenas 1 hora para ver lá dentro e queríamos fazer tudo com calma. Decidimos voltar outro dia. O horário de fechamento do Coliseu depende da época do ano. Ele fecha ao por do sol, isso significa que no inverno fica aberto até às 15:30, e no verão, até às 20h, mais ou menos.
Mesmo que eu não conseguisse ver o Coliseu por dentro, eu já estava feliz. Ver aquele gigante de perto era algo que eu esperava há tempos.

Como ainda estava relativamente cedo, embora já escurecendo, decidimos procurar alguma coisa que ficasse aberta o tempo todo. Decidimos pela Fontana de Trevi, que afinal de contas, fica no meio da rua e não tem horário de fechamento. Pegamos o metrô e fomos, porque a essa altura nós já estávamos esgotados. Juro que eu fiquei chocada quando eu cheguei lá. Não era nada do que eu estava esperando. Eu imaginava a Fontana de Trevi num espaço grande, bem aberto, uma praçona onde as pessoas pudessem apreciar a fonte e passear à vontade. Mas ao contrário disso, ela fica na junção de uma porção daquelas ruelinhas apertadas de Roma, num espaço que até poderia ser grande, mas tinha tanta gente aglomerada que mal dava pra ver onde terminava a fonte e começava o chão (tá, não tinha taaaaanta gente assim, mas estava bem cheia). Italiano gosta de uma aglomeração, e turista italiano é pior ainda. Nós notamos que lá a maioria dos turistas são italianos que viajam dentro do próprio país. Mas eles são mal educados e não tem muita noção de espaço, então a coisa lá na Fontana ficava bem feia.
Mas a gente precisava descansar, então decidimos comprar um sorvete (mesmo com aquele frio todo), e sentar, afinal de contas todo mundo dizia que o sorvete italiano era o melhor sorvete do mundo. Não querendo ser garota enxaqueca, mas achei o sorvete de lá igualzinho o daqui. Não vi nada de especial nele.
Arrumamos um espacinho lá na borda da fonte e ficamos descansando as patas. Aí fomos jogar as tradicionais moedas na fonte, como reza a tradição. Dizem que quem jogar uma moeda na fontana de trevi garante sua volta à Itália. Mas com o euro a quase 3 pra 1, e nós como bons turistas pobres, não quisemos gastar nosso rico dinheirinho, e jogamos reais na fontana. Considere isso como nossa contribuição brasileira para a fauna monetária da fonte (só pra constar, a ideia não foi minha, tá!).

Voltamos a pé pro hotel, pra aproveitar a noite que estava deliciosa. Demos uma descansada no hotel e fomos tentar jantar no Hard Rock cafe, porque eu estava sedenta por um bom hamburger. Depois de andar um montão até chegar lá, descobrimos que a fila de espera iria demorar quase 2 horas, e acabamos voltando prum bar ao lado do hotel. Comemos um lanche gostosinho, mas foi mais caro que uma refeição inteira. Mas valeu a pena pela diversão de ver um grupo de crianças italianas brincando ao lado de seus pais e tios. A certa altura, elas começaram a cantar "Piazza da Roma, Piazza da Roma", querendo dizer "Piazza Navona". A mãe tentou corrigi-los, sem muito sucesso. A musiquinha virou um marco pra nós, que ficamos cantando o resto da viagem.
Cansados e de barriga cheia, voltamos pro hotel e dormimos que nem crianças.

Aí vai o mapinha de Roma pra quem tiver interesse. Tava meio detonado pelas nossas andanças, ele foi muito util. Tá todo emendado porque tive que escanear em várias partes.

Edição: Lembrei que eu não falei sobre o Roma Pass. Esse passe é fácil de ser achado pelas ruas e no metrô de Roma, e é legal pra quem pretende ir a vários museus e algumas atrações específicas. Mas fique atento: vale a pena fazer contas se você sabe o que pretende fazer. Nem todos os lugares aceitam o pass (o vaticano é um deles), e ele tem algumas condições de utilização. Além do mais, muitas coisas em Roma acabam sendo de graça, como o Pantheon, as escadarias espanholas e a Fontana de Trevi. Portanto, antes de sair comprando, veja se vale mesmo a pena. No nosso caso não valia. Optamos por comprar tudo separado.

1 comment:

Flipside said...
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