Thursday, January 7, 2010

Itália - Roma - Dia 06

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Nosso terceiro dia de Roma foi, sem dúvida nenhuma, nosso melhor dia da viagem. Foi o dia que visitamos o Coliseu por dentro e a Capela Sistina. Acompanhe:

Sabíamos que seria um dia cheio de idas e vindas, então já compramos o bilhete de 24h do metrô. E ele foi devidamente pago. Nossa primeira parada foi no metro colosseo. Saímos com um tempo chuvoso. Tinha sido a primeira chuva desde que chegamos, o que nos surpreendeu, visto que essa época é mesmo chuvosa lá e eu esperava me molhar todos os dias. Nem o frio estava tão forte quanto eu imaginava. Em Milão nem neve nós pegamos.
Mas voltando à chuva, esse é um grande problema na Itália. Os italianos me parecem feito de açúcar, pois ao menor sinal de água caindo do céu, eles abrem os guarda-chuvas. É um medo incrível de se molhar! Coisa que eu nunca vi igual. E eu, que detesto guarda-chuva, tinha que ficar fugindo daqueles furadores de olhos impiedosos.

O Coliseu

O Coliseu estava bem cheio, principalmente pra um dia chuvoso. Como já era de se esperar, a bagunça na fila impera. Mas conseguimos. Pagamos 12 euros para entrar nas ruínas, e o ingresso te dá direito a entrar no Foro Romano e no Palatino, mas não fomos em nenhum desses dois. Se você quiser um guia, é só pagar mais 4 euros, e as visitas guiadas têm horário marcado (cuidado com essas visitas, pois normalmente os grupos são grandes e fica difícil de entender o que o guia está explicando). Lá dentro tivemos um pouco de dificuldade para nos achar. As indicações são quase escassas, e quando existem, são confusas. Mas isso pouco importava diante da maravilha que é aquela construção.
O Coliseu não impressiona só pelo tamanho. Impressiona saber que um monstro daqueles foi construído há quase 2 mil anos, e continua de pé, resistindo ao tempo, a guerras e ao mundo moderno. É estranho olhar aquelas paredes e pensar quantas mortes já ocorreram lá dentro. Quanto medo, quanta excitação e quantos tigres bravos já passaram por lá. Um local de festividade e morte. Como mudou nossa ideia de festa!

Saímos de lá em êxtase. Aquele é um local que definitivamente nos coloca pra pensar. E lá, pela primeira vez, nós conseguimos parar e degustar o que estávamos observando, sem ninguém tentando atropelar, sem ninguém empurrando querendo passar. Ali era como se só tivesse a gente, debaixo daquela chuva. Foi delicioso.
Antes de sair, demos uma paradinha para descansar. Sentamos na saída do Coliseu e ficamos filosofando sobre o que tínhamos acabado de ver. Era incrível demais pra absorver tudo de uma vez só.

Voltamos até a Repubblica para almoçar. Comemos num restaurante muito bom próximo ao metrô chamado Gran Caffé.

Museu do Vaticano e Capela Sistina

À tarde voltamos ao Vaticano, rezando para que a visita fosse melhor que do dia anterior. Dessa vez íamos visitar o Museu do Vaticano, que termina na Capela Sistina. A visita custa 12 euros. Na entrada do museu você passa por detectores de metais, compra seu bilhete e sobe uma rampa enorme. Você não percebe, mas alcança a mesma altura do domo da basílica.
O Museu do Vaticano é gigantesco. Mas todo mundo passa meio correndo, porque o que interessa mesmo é chegar no final, na Capela Sistina. Até existem meios de se chegar lá diretamente, mas eles meio que te obrigam a fazer o caminho inteiro. O que é até interessante. No caminho você passa por todas as estátuas que o Vaticano mandou capar por considerar inadequadas. Aí passa por metros e metros de salões com os tetos e as paredes pintadas por artistas que eu não tenho a menor ideia de quem sejam. Depois passa por galerias que - poucas pessoas notam - tem quadros de Salvador Dali, Diego de Riviera e até uma miniatura d'O Pensador, de Rodin.
Em determinado momento, você chega na Stanze of Rafael, que é a sala que Rafael pintou. Ela é uma prévia do que você vai ver na capela, já que a beleza é quase tão grande quanto. As pinturas parecem em 3D, como se se destacassem do teto. Me senti mal ali por não entender nada a respeito de Rafael, e não saber o que significavam aquelas pinturas. Cheguei à conclusão ali de que a melhor forma de se conhecer Roma é estudando muito antes de ir.
Continuando a caminhada por mais alguns bons metros, você chega finalmente na Capela Sistina. Ela é totalmente diferente do que eu jamais imaginei. Tinha na minha mente que ela seria uma capela normal, com um teto abobadado e pintado com a famosa pintura. Mas ao invés disso, ela é uma sala, quase como as outras, com o teto muito alto e um altar quase escondido. Na verdade fica difícil saber como ela é realmente, dado que ela estava tão cheia de gente. Mas o que interessava de verdade estava em cima, e não embaixo. As pinturas de Michelangelo são algo de cair o queixo. Algo que eu jamais imaginaria pelas fotografias, simplesmente porque elas são infotografáveis. Olhar as pinturas te dá um senso de profundidade impressionante, como se os anjos estivessem de fato flutuando. É difícil compreender o que é arquitetura e o que é desenho, porque as pinturas saltam aos olhos. É impressionante. Não existe outra palavra que defina o que a gente vê lá. E não adianta olhar fotografias, não adianta filmar (mesmo que pudesse). É algo que você só pode compreender se estiver lá.

Pasmos e muito felizes com o nosso dia, saímos da capela e compramos um livro sobre o Michelangelo. Não por empolgação, mas porque nós queríamos muito entender um pouco mais sobre as obras desse que de fato foi um gênio. Paramos para tomar um café na frente do museu (eu tomei um sorvete) e descansar os pés.

Escadaria Espanhola

À noite fomos até a Escadaria Espanhola, famosa por ser um ponto de encontro para paquera. Havia muitos casais aos beijos e abraços, mas nós não nos empolgamos muito. O lugar lá fedia demais. Ficamos tempo suficiente pra tirar umas fotos e voltamos pra casa. Jantamos no McDonald´s, pois queríamos uma comida rápida, já que estávamos exaustos. O atendimento lá é beeeem mais lento que aqui, e a comida é tão de plástico quanto a nossa. hehe.

1 comment:

Amarílis said...

Ew. Beijar no fedor não dá mesmo! Mas europeu é tudo fedidinho, então, eles conseguem.