Wednesday, March 3, 2010

Buenos Aires, 5º dia: reverenciando 2010

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A essa altura, eu já estava meio cansada de andar pela cidade para conhecer lugares. Queria mais ter experiências do que conhecer pontos turísticos. E me restavam apenas 200 pesos na carteira... Então decidi aproveitar este dia para acompanhar Griselda no que quer que ela fosse fazer e observar o jeito porteño de viver.

No post anterior, contei a vocês da minha quedinha pelo Nico. Sabia que seria apresentada a ele em algum momento naquele dia. A primeira impressão é a que fica e fiz questão de vestir um shortinho e a blusa mais bonita que eu tinha na mala (branca, de cetim seda, com lacinho na lateral do pescoço). Tinha esperanças de que poderia conhecê-lo melhor à noite, já que todos combinamos de saudar 2010 no country. Porém, logo de manhã, Lilly me avisou que, por razões pessoais que não irei expor, nós duas não iríamos mais para o country.

Minha primeira atividade do dia 31 de dezembro - além de me arrumar toda linda - foi ir ao banco sacar 200 pesos. Percebi que não dá pra confiar no meu cartão Unibanco Internacional com bandeira Visa nem no American Express. Nenhum deles me permitiu retirar qualquer quantia que fosse. Quem me salvou foi o Santander Internacional com bandeira Master. Conclusão: tive que ficar negativa no banco por uns dias. Melhor do que vender meus preciosos dólares.

Nico ainda dormia quando Gris, Mia (a filha dela) e eu saímos de casa de carro para ir ao... cabeleireiro. Fiz companhia à Mia enquanto aguardava Gris terminar seu tratamento de beleza. A hospitalidade e o carinho dos porteños é realmente impressionante. Eles cativam pelo sorriso e também pela música. Assim que souberam que eu sou brasileira, dá-lhe a tocar axé. Acredite: foi impossível não se comover com a atitude deles e sentir-me grata por isso.

Palermo Soho e Palermo Hollywood

Na volta, pedi a Gris que desse uma volta por Palermo Soho e Palermo Hollywood. Essas duas áreas são super gracinhas e, ao ver os bares lotados em pleno início de tarde, me arrependi de não ter dado a mínima para a provável sublime experiência que deve ser sentar-se em uma das mesas de rua dos bares para papear e - sim - paquerar. Porque é lá que a nata de Buenos Aires, americanos e europeus se reúnem. Vai por mim: inclua no seu roteiro iniciar a noite em um bar de Palermo Hollywood e estique em uma boate por lá mesmo.

Voltamos pra casa perto da hora de partir para o country. Finalmente fui apresentada a Nico! Saibam que ele fez jus ao que eu esperava, mas ainda é muito menino. E lá iam todos para o country, exceto Gris, que fez questão de me levar de carro à casa da Lilly, a uns 20 minutos do centro de Buenos Aires.

Branco? Só no Brasil.

Ceamos um assado com a mãe, o tio, a cunhada e a sobrinha de Lilly. Todos são simpáticos e me deixaram à vontade. Descobri que a tradição de passar o ano novo de branco ou até mesmo dar importância às cores das roupas é patrimônio cultural exclusivo do Brasil. E a vibe comemorativa que contagia a família inteira também é só nossa.

Íamos sair para dançar com Iana e Fabiana em Palermo Hollywood após o brinde da virada. Estava louca de vontade de sair pra dançar! Nos aprontamos, maquiamos, fizemos cabelo, mas, infelizmente, não conseguimos táxi. Eu previa isso, porque Lilly mora muito longe da badalação. Se havia algum taxista rodando naquela noite, nenhum seria louco de largar o centro para nos buscar.

Passamos o ano novo praticamente em branco. Pela primeira vez, senti falta da energia do Brasil e de estar em um lugar animado, festivo. Já passara das 2 da manhã e, como estávamos com sono, fomos dormir. O baile teria que ficar para o dia seguinte.

Fazendo uma retrospectiva, esse foi o dia mais parado e, de certa forma, frustrante. Provavelmente isso ocorreu porque assumi logo de manhã cedo que seria impossível encontrar algo legal para fazer em Buenos Aires bem no dia 31/12, que a virada é sempre uma bagunça etc. Aí tudo foi mesmo por água abaixo. Vai por mim: passeie como se fosse um dia normal e curta a noitada ao máximo.

1 comment:

Com Passaporte said...

Parabéns pelo blog. BA é mesmo uma cidade fascinante e o jeitinho que a viagem foi descrita no seu blog está muito gostoso de ler, além dos tópicos interessantes e divertidos, como "dicionário de sobrevivência".
Se voltar a BA (epero que muitas vezes), seguem umas dicas bacaninhas: jantar no restaurante chamado Bar 6 - um dos melhores da cidade (calle Armenia, 1 676, 54/11/4833-6807-Palermo Soho); comer as empanadas mais cultuadas de Buenos Aires, no simplérrimo e cheio de histórias El Sanjuanino (calle Posadas, 1 515, 54/11/4805-2909)e conhecer a badalada noite do local chamado Las Cañitas (vc não vai se arrepender). Se quiser dar uma olhadinha no meu post, segue o link: http://compassaportenamao.blogspot.com/2008/06/mi-buenos-aires-querido.html
Espero que goste também, afinal, nossos blogs se completam, hehehe!!! Você está arrumando a mala e eu estou com o passaporte na mão!
Abraços!