Thursday, March 25, 2010

Monte Alegre do Sul no carnaval - dia 01

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Eu e o Ale não fazemos nada o tipo de amantes do carnaval. Então decidimos ir pra um lugar onde pudéssemos ter sossego e muito contato com a natureza. Logo pensamos em Monte Alegre, um lugar que já conhecíamos e adoramos quando fomos. Fizemos nossas reservas na mesma pousada que da outra vez, a Pousada da Luz, já que a estadia lá da outra vez foi muito boa. Da primeira vez havíamos fechado o pacote apenas com café da manhã, mas dessa vez fechamos o pacote completo, com café da manhã, almoço e lanche da tarde. Mas depois eu falo mais sobre isso que vale um aprofundamento.

Um dos nossos objetivos na viagem era relaxar e também ter o maior contato com a natureza possível. Isso significava andar o menos possível de carro e o máximo possível de bicicleta. E aí surgiu o primeiro desafio: como fazer caber duas bicicletas num ka que não tem bagageiro? Pra garantir que não haveria uma tentativa frustrada em cima da hora da viagem de tentar fazer caber e não dar, nós fizemos o teste uns dias antes e descobrimos que elas caberiam, desde que fossem quase completamente desmontadas. Sem banco e sem a roda da frente elas entravam, já que o Ka tem a super vantagem de abaixar os bancos de trás. O único problema é que não sobrava muito espaço para colocar as malas. Mas bicicleta era prioridade, roupas eram secundárias. Fizemos uma mala bem pequena, conseguimos fazer caber tudo maravilhosamente bem e partimos pra estrada no sábado de manhã (puxa, eu devia ter tirado uma foto do porta-malas!).

Nós estávamos esperando que estivesse um certo trânsito, afinal de contas, carnaval sem trânsito não é carnaval. Mas não estava preparada pra TANTO trânsito, e muito menos debaixo daquele sol. Escolhemos fazer o mesmo caminho da última vez, pela Fernão Dias, e nunca me arrependi tanto de uma escolha. A estrada ainda estava em obras em vários trechos (alguns duplicando, outros criando praça de pedágio), e em vários outros havia pontos de desabamento, e portanto uma faixa de rolamento estava interditada. Isso aumentou a nossa viagem em 3 horas. Resultado disso é que acabamos perdendo o almoço da pousada (até então não sabíamos o quanto estávamos perdendo) e tivemos que comer no meio da estrada. Em duas horas de viagem - quando deveríamos estar chegando no destino final -, ainda estávamos no Km 65 da Fernão Dias (ou mais ou menos isso), ponto onde aparece o primeiro posto decente para comer. Aliás, dica: se você estiver num congestionamento ali e desesperado pra parar num posto, NÃO PARE NO PRIMEIRO. O primeiro posto é um postinho sem-vergonha, que fica LOTADO porque justamente é o primeiro que todo mundo vê. Logo à frente tem um graal grandão cheio de comidas boas e banheiro limpo (ou talvez nem tanto). A nossa sorte é que já conhecíamos o posto, senão teríamos cometido a ignorância de parar no primeiro, que estava a maior fila pra entrar. E se o seu desespero não for tão grande e você for louco pelos produtos do Frango Assado, tem uma loja mais pra frente, próximo à Atibaia.

Quando finalmente chegamos na pousada, encontramos alguns hóspedes na piscina aproveitando aquele sol que estava de matar. A pousada continua a mesma, assim como D. Rosa. Ela nos recebeu, colocamos as coisas no chalé e corremos pra piscina. Não é grande, mas como a pousada é pequena, ela cumpre seu papel. Havia dias em que todos os hóspedes ficavam na piscina e não ficava aglomerado.

Aproveitamos a tarde para remontar as bikes, que foi um tanto trabalhoso e rendeu ao Ale uma unha do pé quebrada e um dedo cortado. Tá pensando que vida de ciclista é fácil?
Lá pelas 17h a Rosa serviu o café da tarde, que tinha uns bolinhos fritos e umas empadas. Tudo muito bom. Forramos o estômago, pegamos as bicicletas e fomos até o centro. Não pegamos o melhor caminho para ir, porque além de mais longo, pega um trecho daquelas estradinhas vagabundas que quase não tem sinalização. Não é exatamente a coisa mais segura que existe.
O nosso rodômetro (é esse o nome?) marcou 19km (ida e volta), mas acho que ele não estava zerado. Deve ser um pouco menos que isso.

Eu estava um pouco insegura, porque nunca tinha andado em estrada de terra antes (a gente pega estrada de terra próximo à pousada). O Ale tinha me dito que essas bikes se comportam muito melhor nesse tipo de substrato do que em asfalto (e daí o nome mountain bike), mas eu custei a acreditar. Quando eu comecei a confiar de verdade na bicicleta e consegui soltar o freio, foi uma delícia. Não tem nada mais gostoso do que subir e descer aquelas ladeiras de terra ladeadas por mato sentindo o vento na cara e o suor escorrendo pelo seu esforço. TÃO melhor que estar em um carro (e olha que eu adoro dirigir, hein!).

Voltamos do nosso primeiro passeio, que foi até o Café da Denise (Grão Café Boutique), ainda com a luz do sol, já que a estrada de terra não é iluminada artificialmente e obviamente nós não tínhamos faróis. Demos uma descansada e voltamos para a cidade à noite para ver o que era o tão comentado carnaval de Monte Alegre, que a gente já tinha ouvido falar que a cidade lotava, mas a gente estava duvidando um pouquinho.

Chegamos na cidade e encontramos as ruas principais do centro (diga-se de passagem, as únicas) isoladas por cordões, que, imaginamos, seria por onde os blocos passariam. No final da rua havia algumas barraquinhas que ofereciam vários tipos de comidas e bebidas. Várias pessoas já estavam guardando seus lugares na escadaria da igreja, usavam-na como se fosse uma arquibancada pra ver os blocos passarem. Nós chegamos ainda cedo, cerca de 21h. Comemos e decidimos ficar pra ver o primeiro bloco, que foi o Colibris do Orypaba. A essa altura, a cidade já estava lotada de um jeito que eu não acreditaria se eu não tivesse visto. Na praça central era difícil de andar. Se você estivesse de carro tentando entrar na cidade, esqueça. A fila ia para além do portal da cidade e se estendia pela estrada. Dica: se você estiver de carro, vá cedo - entre 21h e 21h30 -, procure um lugar na entrada da cidade e pare de frente para a saída. Você não vai conseguir manobrar depois.
A maior parte das pessoas que vai pro centro é a molecada de 15, 16 anos. Mas até onde pudemos perceber, o pessoal não exagera na brincadeira. Tá certo que não ficamos tempo suficiente pro álcool chegar nos níveis mais altos, mas enquanto estivemos na cidade não tivemos nenhum problema e também não vimos brigas nem confusões. Apenas um carnaval bem pacífico e alegre.

Comemos um cachorro quente super-faturado em uma das barraquinhas montadas na rua, vimos o desfile do primeiro bloco, que teve direito até a carro alegórico e bateria, e voltamos para a pousada, contentes com o nosso primeiro dia de carnaval em Monte Alegre do Sul.


Fotos: Lá em cima sou eu, fazendo uma pausa, descansando um pouquinho no retorno pra pousada. 
A segunda foto é o desfile dos Colibris do Orypaba, com carro alegórico e tudo. 
E por útlimo, a fila de carros pra entrar na cidade. Essa é só uma pequena amostra. Dá pra ver o pessoal fora do carro? É porque a fila não andava. 

1 comment:

Amarílis said...

Caramba, que fila imensa! As fotos ficaram iradas =)