Wednesday, July 14, 2010

Paraty - dia 01

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Dormimos até o horário máximo que conseguiríamos dormir sem perder o café da manhã (quem acompanha minhas histórias sabe que eu não perco café da manhã de hotel/pousada nem que esteja acabando o mundo). Para falar sobre o café vou aproveitar e falar sobre a pousada.

Pousada Aconchego
Escolhemos pelo google uma pousadinha que tivesse agradado nossos olhos e nossos bolsos. Não tínhamos recomendação nenhuma, e buscamos uma pousada simples já que íamos acabar lá apenas pra dormir. Também optamos por uma que fosse no centro, já que estaríamos de bike, e não queríamos correr o risco de ficar muito afastados de tudo. A pousada Aconchego foi a que nos ofereceu tudo isso, com um preço bom (pagamos 3 diárias - só vendiam o pacote - de R$ 140), e a pousada tinha piscina, sala de jogos (leia-se mesa de sinuca) e um café da manhã muitíssimo bom. Além disso, ainda tinha umas redes pra quem quisesse ficar pasmando de manhã ou no final do dia, e que foram muito bem aproveitadas.

O café da manhã da pousada era bem variado. Tinha doces e salgados, leite, café, chá, iogurte, suco, cereal, pães de vários tipos, frios, frutas, pão de queijo e ovo mexido, e tinha uma torradeira e uma daquelas máquinas elétricas pra fazer lanche (como chamam, mesmo?). Eu me esbaldei.

Pedra Branca
Depois de tomar café, o Ale foi comprar escova de dentes pra mim, porque, claro, eu esqueci em São Paulo.

Enquanto isso, fui dar uma checada nas bikes. Um dos funcionários da pousada encostou lá e começou a puxar conversa sobre bicicleta, disse que ele também era ciclista, e passou várias dicas de lugares bacanas que a gente poderia ir. Disse que hoje a maioria das estradas de terra já havia sido asfaltada, e hoje era raro encontrar uma. No fim da conversa ele estava convencido de que nós éramos ciclistas quase profissionais, e mandou a gente pra cachoeira da Pedra Branca. "É tranquilo, você pega uns 5km de estrada sentido Cunha, depois da ponte da Pedra Branca você entra à direita e pega mais uns 5km. Aí é subida, mas você vai indo devagarzinho e logo chega", disse ele. E a gente acreditou. De fato eram uns 10km, 5 no plano e 5 de subida. O que ele esqueceu de falar pra gente é que os 5 de subida precisavam de tração 4x4. Chegou num determinado ponto que a gente não aguentou, desceu das bikes e foi empurrando. Calma aí, né! A gente não tem mais 20 anos! Levamos cerca de 1 hora e meia a 2 horas pra subir os 10 km. Mas, como ele havia prometido, a vista valia a pena.


A cachoeira da Pedra Branca fica em propriedade particular, e os donos cobram R$ 2 de taxa de manutenção. Acho que não tem nada mais justo. Você chega lá e encontra tudo bonitinho, com banheiro, lixeiras, e uma trilha bem preservada até a cachoeira. 

Quando chegamos, todas as turmas que estavam anteriormente estavam indo embora. Lá é um dos pontos de parada das agências que fazem passeio de jeep, então fica bem cheio. Mas como chegamos lá meio tarde, pegamos todo mundo indo embora, e tínhamos a cachoeira só pra gente. É verdade que já estava começando a esfriar, e pular na água seria um pouquinho de loucura. Mas também é verdade que mesmo se essa vontade pintasse (e na verdade pintou), eu não estava preparada "roupísticamente" falando. Não levei biquini porque nem esperava um lugar que desse pra mergulhar. 
Mas cheguei lá morta de cansaço e aproveitei pra dar uma molhada no rosto com a água da cachoeira. A água estava tão boa que me arrependi de não ter chegado mais cedo. Eu e o Ale ficamos por ali cerca de uma hora, cada um no seu canto, pensando na vida. É incrível como um lugar como esse faz bem pra alma!
Quando finalmente resolvemos ir embora, quase levamos o Pretinho com a gente. Pretinho era um cachorrinho filhote que tinha lá, cujos donos disseram que a gente podia levar se quiséssemos. Juro que se a gente tivesse uma casa maior, a gente teria trazido. Ele era tão bonitinho! 

Descemos os 10km em cerca de 20 minutos. Chegamos a pegar 47km/h na descida. Foi uma delícia, embora eu tenha ficado com medo. Ainda não tenho tanto sangue frio pra soltar o freio da bicicleta numa descida daquelas sem achar que vou me estatelar lá embaixo. Mas no fim deu tudo certo e todo mundo chegou inteiro. 

O almoço
Os caras que deram a dica da trilha pra gente tinham indicado um restaurante chamado Villa Verde, que fica próximo à cachoeira da Pedra Branca. Mas queríamos voltar pro hotel e tomar um banho, então resolvemos comer no centro. Saímos em busca de um restaurante barato, então demos de cara com um que tinha um banner pendurado na porta que dizia "O almoço mais rápido e econômico de Paraty". Bom, era lá mesmo que a gente tinha que ir. O restaurante chamava O Barril, e o garçom estava de super bom humor. Os pratos pareciam bons e tinham preços razoáveis (é incrível como se paga caro em comida naquela cidade!!). Pedimos, mas descobrimos que o rápido de Paraty não é o mesmo rápido de São Paulo. Bastante tempo depois nossos pratos chegaram, com bifes que tinham mais gordura do que carne, e nem eram tão gostosos assim. Mas tudo bem, afinal de contas, a gente estava pagando barato por eles. 

Lá no restaurante eu reparei que nos telhados das casas nascem plantas, como se fossem jardins (eu acabei esquecendo de tirar fotos!). Parece que existe um passarinho lá que planta as sementes nas telhas, e as plantas crescem. É super legal, e fica até bonito. 

Depois do almoço voltamos à pousada, nos esticamos na rede e dormimos o resto da tarde. 

O pastel de 30 cm
À noite estava rolando festa julina no centro da cidade, então saímos pra dar uma conferida. A festa não estava muito boa, então fomos procurar comida. Fomos até uma barraquinha de pastel chamada Big Pastel, que vende pasteis de 30 cm. Aí você vai toda empolgada achando que vai comer aquele pastel delicioso da feira daqui de São Paulo, multiplicado por 2. Mas aí tem a maior decepção quando coloca ele na boca e descobre que a massa não tem nada a ver e o pastel é bem ruinzinho. Na verdade fiquei bem decepcionada com a comida em Paraty. Se paga muito caro por ela, e a qualidade é das piores. 

Depois da decepção do pastel, o Ale quis dar uma volta porque estava passando mal de tanto comer. Procuramos uma farmácia que estivesse de plantão, e pra isso a gente teve que andar bastante. Dali, foi voltar pro hotel e descansar pra mais um dia. 

2 comments:

Felix Verdun said...

HAHAHA, adorei esse post, pastel de 30 cm! estou impressionado como vc escreve bem! E ainda quer trabalhar com imagens?!!! vai ser jornalista!

thais said...

Ah, é difícil ser multitalentosa... hahahahaha
Obrigada pelo elogio. =)