Wednesday, July 21, 2010

Paraty - dia 02

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O dia não amanheceu tão bonito quanto o anterior. O tempo estava nublado e estragou nossos planos de fazer um passeio de escuna, ou talvez para alguma praia. Resolvemos pegar as bikes, passar em alguma agência e ver o que eles tinham a oferecer de cicloturismo. Paramos na Paraty Tours, que tínhamos visto uma turma saindo de bike no dia anterior. Mas descobrimos que lá eles alugam as magrelas e você faz o percurso que te der na telha (eles têm alguns pra indicar). Como aparentemente o mais legal nós já tínhamos feito, decidimos fazer outra coisa. As opções eram: escuna, praia, caiaque ou passeio de jeep. Nós não queríamos nada que envolvesse água, já que estava frio. O caiaque eu queria, mas era muito caro (R$ 90,00 por pessoa). Acabamos decidindo pelo jeep, que fazia um passeio de 6 horas por vários pontos turísticos, entre cachoeiras e alambiques.

O passeio de jeep na Paraty Tours já estava lotado e saía naquela hora (ainda tínhamos que levar as bikes de volta pro hotel), mas nos encaminharam pra Paraty Best Travel e fomos com eles. O passeio custa R$ 50,00 por pessoa, e o almoço não está incluso.

Nosso guia foi o Flávio, um rapaz muito simpático e bastante comunicativo. A turma - de 10 pessoas - era bem legal, entre elas estava um francês que estava no país a trabalho, e com ele eu consegui desenferrujar um pouquinho meu inglês.

Pedra Branca
O passeio começa pela cachoeira da Pedra Branca, onde já tínhamos ido no dia anterior. Chegar lá de jeep foi muito mais rápido, mas muito menos divertido. rs. Como nós já conhecíamos a cachoeira, ficamos sossegados aproveitando a natureza. Também aproveitamos pra conhecer uma parte que não havíamos visitado no dia anterior, que é uma casinha onde antigamente funcionava uma usina que gerava energia pra uma indústria de doce de banana. Hoje ela está meio em ruínas, mas o Ale se divertiu o suficiente, já que ele é da área energética (na foto: o Ale vendo a antiga usina).



Poço do Inglês
Da Pedra Branca nós seguimos para o Poço do Inglês, uma espécie de lago (na verdade um poço) no meio do rio onde as pessoas penduraram uma corda pra você poder dar uma de tarzan. Como o poço é muito fundo (cerca de 6 m de profundidade), dá pra pular sem medo. Estava muito frio, então só um do grupo teve insanidade suficiente pra cair na água.
Poço do Inglês

Fazenda Murycana
Depois fomos até a Fazenda Murycana, onde tem um alambique pro pessoal se esquentar. Eu não bebo cachaça, então não tenho como avaliar a de lá. Mas pelo que eu entendi, a fazenda Murycana é meio que a disneylândia, é tudo muito bonito mas nem tão gostoso. A visita vale mais pelo passeio em si do que pelos produtos. Lá tem um pequeno museu de objetos antigos de fazenda, tem o famoso café da Senhora Nena (desculpa se eu errei o nome), que é adoçado com rapadura, e tem o alambique, que serve cachaça e alguns licores. O Ale falou que a cachaça não era muito boa, então acabamos nem comprando. Ah, e tem um restaurante também, e uma espécie de mini-zoo, um laguinho com patos, cisnes e até um pavão. O lugar é bonito, e acho que vale a visita, sim. Não sei se a comida lá é boa, mas o restaurante estava cheio.

Vista da Casa Grande da Fazenda Murycana, de onde se vê o restaurante

A Casa Grande da Fazenda Murycana



Restaurante Villa Verde
E falando em restaurante, já estava na hora de almoçarmos. Fomos até o restaurante Villa Verde, que foi o mesmo que os moços da pousada recomendaram no dia anterior. O restaurante fica na beira da estrada e é bem bonitinho. Ao sentarmos, notamos que havia um cardápio normal e outro especial para os jeepeiros, com uma opção de refeição mais barata. A maioria do pessoal escolheu a opção mais barata. Esperamos, esperamos, esperamos, e muito tempo depois alguém veio nos dizer que a carne havia acabado. Já putos da vida com a demora, e mortos de fome, aceitamos a substituição da carne, aguardamos mais um tempão, e umas 2 horas depois de sentarmos à mesa recebemos nossos pratos. Não vou mentir e dizer que estava ruim, porque estava uma delícia. Mas o restaurante está fracamente preparado para receber grupos grandes (e também para receber mais de uma mesa por vez na casa), além de não ter a menor noção sobre proporcionalidades entre alimentos. Veio um mooooonte de arroz e um totoquinho de farofa. Mas ok, a comida estava boa, comemos e fomos embora. Alguns não pagaram serviço porque ficaram realmente bravos, mas eu e o Ale aceitamos que esse é o ritmo da cidade e nem esquentamos a cabeça. Além do mais, a gente estava lá a passeio e não tínhamos o por quê de ter pressa.

Tobogã e Poço do Tarzan
De estômagos devidamente cheios, continuamos nosso passeio. Dessa vez fomos ao Tobogã e ao Poço do Tarzan, que ficam no mesmo lugar. O tobogã é uma espécie de cachoeira que cai deslizando suavemente sobre algumas pedras, e que com o tempo foi alisando essas pedras, de forma que hoje você consegue surfar nelas. Nós fomos numa época seca, que a água estava escassa e a pedra pouco limosa, então não estava muito escorregadia. Por causa disso, não havia ninguém surfando. Mas quando chegamos lá, um nativo da região fez uma demonstração, já que ele conhece bem e sabe surfar mesmo quando não tem muita água. O resultado você confere no vídeo abaixo (desculpem pelo som, não consegui editar). Dizem que muita gente se quebra tentando fazer isso, porque quer dar uma de malandro e tenta fazer igual ao que os caras super experientes fazem. Uma dica: se não quiser se quebrar, vá de bunda. É mais seguro.



Andando um pouquinho mais pra dentro da mata, a gente chega até uma ponte meio frágil, na qual só podem subir 2 pessoas por vez. Lá é o poço do Tarzan. Não tem muita graça lá, não sei se por ser a última coisa que estávamos vendo, o tempo já estava horroroso, frio, estávamos cansados, e não dava pra nadar. Não que seja feio, mas os outros lugares pareciam mais legais.
No poço do Tarzan. Em segundo plano dá pra ver a ponte pra atravessar o rio. 

No lugar por onde você tem acesso ao tobogã e ao Poço do Tarzan é o início do Caminho D'Oro, antiga estrada até Diamantina, pode onde levavam as riquezas. Hoje esse caminho é fechado, e só se entra com um guia. Dizem que algumas pessoas treinam o ano inteiro pra fazer esse caminho, que leva 45 dias. São mais de mil quilômetros. Coisa pra dedéu! Ali também tem uma espécie de monumento da Estrada Real, que leva até Minas Gerais.

Do outro lado da rua tem o Engenho D'Oro, um alambique que tem selo de qualidade e dizem ser uma das melhores cachaças da região. A gente comprou uma garrafinha pra dar de presente pro meu irmão, mas segundo o Ale, a do Neno, de Monte Alegre, era melhor.

Ali acabou nosso passeio. Foi um dia muito divertido, embora frio. Voltamos para a pousada, descansamos um pouco, tomamos um merecido banho e saímos para jantar. Fomos até um restaurante chamado Corte Maltese, que tinha pizza e massa, o que satisfazia as vontades dos dois. A comida ali talvez tenha sido a melhor de todas, mas o preço foi de acordo. Também tinha uma trilha sonora boa, uma moça cantando super bem - mas o preço também foi de acordo.

Tentamos dar uma volta na cidade, mas estava chuviscando e não tinha muito pra ver. Voltamos pra pousada, jogamos um pouco de sinuca e fomos para o merecido descanso.

* Mais fotos aqui.

2 comments:

Profº Wagner Luiz said...

Tá de brincadeira em dizer que a cachaça da Murycana é ruim. Então os vários mestres de cachaçaria que deram notas elevadíssimas na última avaliação estavam bêbados!! ehehehe

Quem fala que a cachaça de lá é ruim, não entende nada de pinga.

thais said...

hehehe. Bom, Prof. Wagner Luiz, de fato o Ale não é mesmo o maior entendedor de pinga, e eu não bebo, então não posso dar a minha avaliação. Mas a opinião que ouvi não foi só a dele. Não significa que a pinga seja ruim, mas que não era a melhor. No nosso caso, a referência era a cachaça do Neno, de Monte Alegre do Sul, que parece ser realmente muito boa. Quando a referência é muito boa, fica difícil achar outras à altura. ;-)
Mas no final das contas, é tudo uma questão de gosto, não é mesmo?