Saturday, July 24, 2010

Paraty - último dia

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No dia anterior havíamos decidido acordar cedo pra dar uma checada no tempo. Se estivesse bom, iríamos passear. Se estivesse ruim, levantaríamos pra tomar café e botar o pé na estrada. Então levantamos às 8 da manhã e ao abrir a janela nos deparamos com um baita céu azul. Nos arrumamos, tomamos café e saímos o mais rápido que conseguimos, pois às 11h tínhamos que fazer o check out na pousada.

O forte
Pegamos as bikes e fomos até o forte, que fica ali pertinho da pousada, no centro. Aliás, aqui vai uma curiosidade sobre Paraty: se você for caminhando pelo centro em direção às praias, vai notar que o calçamento vai ficando com pedras cada vez maiores e mais difíceis de se andar. Segundo meu marido historiador, isso é uma medida de proteção da cidade, já que os inimigos não poderiam chegar por mar carregando canhões ou seja lá o que eles trouxessem. Outra curiosidade é que as ruas foram construídas de tal modo que quando a maré sobe inunda as ruas, e quando desce, leva toda a sujeira embora. Por isso as ruas amanhecem sempre molhadas e às vezes ainda meio alagadas.

Bom, depois desse momento curiosidade, vamos voltar ao que interessa. O caminho até o forte não é muito bacana de se fazer de bicicleta, porque, como eu contei, o calçamento não é muito amigável. Quem é de lá usa muito as bicicletas como meio de transporte, e provavelmente aprendem a andar por aquelas pedras aos 2 anos de idade. Mas como a gente era novato no negócio, sofreu um pouquinho. Porém o trecho é pequeno, e logo estávamos em terreno menos hostil. Chegamos no forte às 9h, horário que ele abre pra visitação. Lá tem uma casinha, que eu imagino que deva funcionar um museu ou coisa parecida (não tivemos curiosidade de entrar), e um terreno de onde se vê o mar, e onde ficavam os canhões (hoje eles estão desmontados e ficam expostos apenas parte deles). A vista de lá é realmente muito bonita, principalmente num dia azul como aquele. Aproveitamos que estávamos com certo tempo, descemos as pedras que vão até o mar e ficamos lá admirando a paisagem, processando a vitamina D e procurando o coitado que iria fotografar a gente. Foi uma manhã muito gostosa, embora curta.

O cais
De lá fomos até o cais, que também fica ali pertinho. É de lá que saem as escunas que fazem os passeios, e tem várias delas. Algumas até se ofereceram a levar as bicicletas se a gente fosse no passeio com eles. Mas não era aquilo que a gente estava procurando, então só demos uma volta e voltamos pra pousada, mas não sem antes parar várias vezes pra dar uma de turista e tirar muitas fotos.

Posando pra foto do lado do barco que leva meu nome.

O acidente
Tudo estava indo muito bem até o momento da volta pra casa. Arrumamos as coisas, fizemos o check out, colocamos as bikes no carro e partimos em direção a Caraguatatuba, via BR 101 (Rio-Santos), pois íamos fazer uma visita aos familiares do Ale que moram por lá. Antes de sair de Paraty decidimos abastecer o carro, pois embora nosso tanque ainda estivesse cheio o suficiente, o diesel era um pouco mais barato e achamos que valeria a pena. Fomos entrando no posto que tem na saída da cidade quando eu escuto um monte de gente gritando "Para que vai bater, para para para!!" Eu parei, mas não estava entendendo nada. Quando olhei no retrovisor, vi a calha das bicicletas completamente torta. Aí fiquei sem entender menos ainda. Como é que eu poderia ter batido em qualquer coisa sendo que eu estava num posto de gasolina, e todos os postos têm aquele teto super alto??? Quando desci do carro que eu fui entender que as bicicletas enroscaram num fio que estava meio solto na entrada do posto, e isso fez com que tudo entortasse. Nossa sorte é que as calhas eram de aluminio, então não estragou nem o carro e nem as bicicletas.

O gerente do posto disse que o fio está solto desde antes do estabelecimento abrir, e que eles já estão com processo contra a Telemar (a quem pertence o fio) pra retira-lo de lá. Disse também que algumas semanas antes um caminhão baú quase derrubou o poste ao enroscar naquele mesmo fio. Agora eu pergunto: se não é a primeira vez, por que o posto não sinaliza? Quando você entra, não consegue ver a porcaria do fio, e olha o estrago que está fazendo!

Estávamos com medo de não conseguir voltar com as bikes nas calhas, mas o gerente do posto desentortou tudo pra gente, recolocou tudo no lugar e voltamos sem maiores problemas, com as bicicletas amarradas nos racks. Espero que a essa altura já tenham resolvido a situação.

A estrada
Pegamos a Rio-Santos até Caraguatatuba (e de lá até São Paulo viemos pela Tamoios), que foi uma viagem tranquila, com pouca gente na estrada. Era final de copa do mundo e o dia estava bonito, imaginamos que muita gente havia ficado até mais tarde pra aproveitar essas duas coisas na praia.

Paramos na cidade, almoçamos com os tios e primos do Ale e antes de acabar o jogo pegamos estrada de novo. Já estava anoitecendo e eu não queria dar chance pro azar. Tudo o que eu não precisava era de trânsito na chegada de São Paulo. Pegamos a estrada bem carregada, mas pelo menos dessa vez era uma estrada de asfalto, sem barrancos pelo caminho. =)

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