Thursday, September 23, 2010

Oba! Itália e Reino Unido!

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É gente, agora é oficial! =D

Foi meio relâmpago: quinta passada soube que posso tirar férias em novembro; daí não hesitei, dei entrada no pedido e no dia seguinte comprei a passagem. São as minhas primeiras férias desde que comecei a trabalhar e, lógico, sei exatamente pra onde vou: passar 30 dias circulando pela Europa, já desconsiderando as datas de chegada/retorno.

Início, meio e fim
Já sei de cara onde começa e termina essa história:

Rio > Roma > Londres > Rio
pela Iberia (ida e volta, R$ 2.307,12).

Daí, depois de 2 anos aguardando a oportunidade, juntando dinheiro, lendo, estudando os locais e a bolsa de valores, me informando, recebendo informações expressas dos meus amigos de todos os cantos, montar o roteiro-base foi fichinha:

1 - Roma > É Roma, caramba!! Precisa de + alguma razão?! Ok, Pompeia é pertinho...
2 - Florença > porque é bella a Toscana; é terra de Lionardo DaVinci; lá existe Davi e segunda a Thaís, nada é tão impressionante; é base para bate-e-volta a Pisa e a Siena;
3 - Bolonha > porque as nights são boas; a gastronomia é famosa; tem a universidade mais antiga do mundo;
4 - Verona > onde morou Giulietta;
5 - Dublin > onde tenho amigos; e de onde partirei para ver os Cliffs of Moher, os penhascos mais admiráveis;
6 - Edimburgo > a cidade parece um parque de diversões;
7 - Londres > minha segunda terra natal do coração =)

Eu não gosto de viajar correndo, então pra essa segunda parte, incorporei à risca duas dicas do Ricardo Freire, do blog Viaje na Viagem. A primeira é que a Europa não pretende sair do lugar nos próximos anos, portanto, pra quê pressa? A segunda é evitar "ficar menos que dois dias em qualquer cidade, por menor que seja." Assim, já defini mais ou menos a quantidade de dias em cada um dos sete lugares acima, incluindo dias inteiros pra bate-e-volta e alguns passeios.

Meu ticket de trem pela Itália chega na segunda-feira agora, dia 28 de setembro - comprei ontem, pela Eurail.com, o Italy Pass 7 days in 2 months, por 217 euros já com taxa de seguro contra roubo/perda + taxa de entrega da Fedex na sua casa aqui no Brasil; para essa operação, siga as dicas da Thaís porque ajudam e muito - e assim que finalmente tiver em mãos os horários e a duração dos percursos, vou comprar algumas passagens de avião, reservar todos os albergues e aí compartilho detalhes com vocês.

Se eu tivesse mais uma semana de férias, certamente passaria 3 dias em Galway, na Irlanda (a cidade é base perfeita para passeios pelas Ilhas Aran e os Cliffs of Moher) e 4 dias em algum lugar dos Midlands ingleses.

Agora, se eu tivesse mais um mês, também incluiria uns 8 dias em Paris (Versailles, Loire, Euro Disney); 3 dias em Viena, na Áustria; 4 dias de ski nos Alpes Suíços; 8 dias no sul da França (Cannes, Juan-Le-Pins, Marseille).

Planejamento geral (à princípio)

* São 15 dias na Itália e 15 no Reino Unido;

* Sobre transporte, todos os trechos intercidades serão feitos na parte da manhã, devido aos horários de check-in/check-out. A Itália será totalmente explorada de trem. Por questões práticas, vou de trem de Verona pra Veneza e de lá pego o voo pra Dublin pela Aer Lingus (prima da Ryanair e da Easyjet). Voo pra Edimburgo também pela Aer Lingus e de lá possivelmente vou de trem para Londres.

* Sobre acomodação, decidi por albergues porque estou viajando sozinha e é legal ter companhia pra sair à noite. Pesquisei tudo no HostelWorld.com - falta só reservar.

* Sobre passeios, ainda estou a definir. Só não abro mão de ir aos Cliffs de Moher (tour de 1 dia partindo de Dublin) e assistir ao musical Fantasma da Ópera em Londres.

Aí, na boa: se essa logística toda der certo, vou pensar sério em trabalhar com turismo, hehe.


Estreia
Essa viagem é especial, porque é a minha 1ª vez:
1 - passando tanto tempo na estrada e tão longe de casa;
2 - transitando por várias cidades;
3 - ficando em albergues;
4 - em um país de língua inglesa (e italiana também);
5 - na Europa;
6 - pegando temperaturas tão baixas (0ºC a 10ºC);
7 - viajando completamente sozinha (exceto em Roma e Londres, onde tenho parentes e amigos);
8 - montando uma viagem.

Meus maiores temores by far
Acreditem se quiser: passar frio + não entender uma palavra do que os irlandeses falam, mesmo tendo sido praticamente alfabetizada em inglês.

Indispensáveis Companheiros de Viagem


Estou planejando tudo sozinha e em todo esse processo (que já dura 2 anos), tive a boa sorte de não só encontrar amigos super dispostos a ajudar mas também tenho lá meus guias de cabeceira.

O mais essencial é o 100 dicas para Viajar Melhor, do Ricardo Freire. Todas as perguntas que você vai fazer pra alguém são respondidas pelo Rick em um conteúdo super organizado. Quando eu perco o foco do planejamento, volto a ler esse livrinho. A leitura é rápida, você esgota em uma hora. Pra mim, mochileira iniciante, as melhores dicas estão no final: sites para reservar albergues, hoteis, pesquisar trens, voos, comprar tickets para diversas atrações etc. Sigo várias dicas dele nesta viagem, depois conto pra vocês.

Específico para mulheres que ainda estão tomando coragem pra colocar o pé na estrada desacompanhadas, o Viaje Sozinha, da Flávia Soares e da Maristela do Valle. As duas blogueiras já rodaram o mundo e trazem diversos depoimentos de leitoras, sobre TUDO, TU-DO. Tem até dicas de como arrumar mala compacta ou como fugir de malas sem alça em cada país! Excelente.

E, só à nível de inspiração, Comer, Rezar, Amar, de Elizabeth Gilbert (atenção: o ministério dos viajantes adverte que você pode querer largar tudo - emprego, família, faculdade etc - e correr pra botar o pé na estrada!).

Bem, com esses eventos inesperados, talvez precisemos dar um tempo na série do Rio de Janeiro... Em breve ela volta.

Tuesday, September 14, 2010

Entrevista: Flávia Liz, Personal Guide (SP)

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Em maio escrevi aqui no blog o post "Viajando para São Paulo" e contei um pouquinho sobre as principais formas de se chegar na cidade. Uma leitora, a Gabriela Borini deixou nos comentários uma dica de uma personal guide que faz tour personalizados pela cidade. Essa personal guide é a Flavia Liz.

A Flavia é a pessoa certa pra conversar quando o assunto é São Paulo. Ela conhece todos os cantinhos e todos os lugares especiais da cidade. Seu trabalho é mundialmente reconhecido, com reportagens publicadas em vários lugares do mundo. Mas não bastasse tudo isso, a Flavia é a simpatia em pessoa, além de ser linda, claro.
Conversei com ela e ela topou dar uma entrevista pro AaM dando algumas dicas de lugares bacanas para se conhecer - ou rever. Mas se você acha que em São Paulo só tem museus, mercado municipal e parque do Ibirapuera, vai se surpreender. Vem comigo. Quem quiser saber mais sobre ela, os contatos estão no final do post.
Arrumando a Mala: Você já viajou pelo Brasil e pelo mundo, morou em diversos países. O que é possível somente em São Paulo e que o turista que deseja sentir a cultura "típica" da cidade não pode perder? 
Flávia Liz: Puxa, tanta coisa....como costumo dizer para os meus clientes, amigos e parentes: São Paulo é a capital dos contrastes! Contraste entre milhardários e miseráveis, entre o antigo e o ultra moderno, entre o luxo e o polular-cafona: só aqui você consegue passear numa selva de verdade (parque do Trianon) no meio da principal avenida da cidade (Av. Paulista) que é uma verdadeira selva de pedras; em que outra megalópole você encontra tribos indígenas dentro do perímetro urbano, cujos índios só falam tupi guarani entre si? Adoro sair do mosteiro de São Bento e dar de cara com 2 lindos painéis de arte contemporânea e atravessar o Viaduto Santa Ifigênia (e ver um grafite gigante d'os gemeos e o Viaduto do Chá com o belo Vale do Anhangabaú por debaixo.

AaM: Na sua opinião, que programa(s) é(são) furada para os turistas em São Paulo? Por que?

FL: Depende muito do tipo de turista, por exemplo: o museu do Ipiranga é muito fora de mão e é mais indicado para um brasileiro ou sulamericano. O Masp em se tratando de estrangeiro, eu só recomedo para quem é colecionador de obras de arte ou para quem vai ficar muitos dias na cidade (clarto que arquitetonicamente falando é um must), senão acho melhor recomendar a Pinacoteca do Estado e o Museu Afro Brasil, os quais possuem acervo de arte brasileira.

AaM: O que São Paulo tem de mais exótico a oferecer ao turista brasileiro?

FL: Depende muito dos interesses do turista, se ele é mais ou menos urbano, mais ou menos "coruja", enfim.
o Horto Florestal e o Parque Estadual da Serra da Cantareira, ambos ficam na maior floresta urbana do mundo e dá para ver e/ou ouvir macacos bugios, preguiças, jaguatiricas, etc.; dá para fazer observação de aves em vários outros parques da cidade dependendo de que tipo de aves o turista prefere ver; os artistas geniais da favela de Paraisópolis, os grafites super criativos e coloridos da Vila Madalena e do Cambuci, os ateliês de artesãos, estilistas, designers (dos mais simples e originais aos mais sofisticados), os bichos preguiça do Parque da Luz, em pleno centro histórico; os botecos de mais de meio século de vida, nossa, uma infinidade!
AaM: Como você recomenda ao turista explorar São Paulo? Qual é a melhor forma de evitar que o turista se frustre com a dificuldade de lomoção na cidade? 

FL: Realmente a locomoção é um problema na cidade: o metrô ainda tem poucas estações, a maioria dos ônibus não tem roteiro nem horário em português, muito menos em inglês, o trem também tem poucas estações e é complicado a ligação com o metrô, os táxis são meio caros e não falam idiomas estrangeiros.
Portanto a melhor forma de evitar que o turista se fruste seria comprando um ótimo guia turístico (vou citar aqui os melhores e mais completos na minha opinião - todos editados por enquanto apenas em inglês: Time Out São Paulo,Wallpaper City Guide São Paulo e Total São Paulo - a guide to the unexpected) ou contratando um guia de turismo, melhor ainda um personal guide (como eu!) por no mínimo 4h para se ter uma visão geral da cidade e do que vale a pena fazer sozinho depois. Durante os meus tours eu acabo dando mil dicas e conselhos valiosos para o turista fazer por conta própria, sempre de acordo com seu perfil, ou seja as dicas também são personalizadas, segundo os interesses do viajante.

AaM: O que você recomenda ao turista experiente, que quer sair da rota do turismo convencional em São Paulo?

FL: Sempre recomendo a todos os turistas (independente de serem ou não experientes) começar pelo centro histórico e depois visitar também os outros bairros mais antigos como Pacaembú, Higienópolis, Jardins, etc, para entender por que a cidade (relativamente longe da costa) cresceu e está bombando tanto....
Depois recomendo explorar as lojas de design, centros culturais, livrarias conceituais, galerias de arte contemporânea, ateliês de artistas, de artesãos, de designers, principalmente nos Jardins, Itaim, Vila Olímpia e Vila Madalena. 
AaM: Que dica(s) você dá ao turista que está indo a São Paulo pela primeira vez?

FL: Bom, eu diria que o ideal seria começar pelo centro velho, visitando o Páteo de Colégio, onde a cidade nasceu (foi a primeira escola católica do continente americano), o CCBB - Centro Cultural do Banco do Brasil (inclusive descer de elevador antigo para o cofre que se tranformou em espaço expositivo no subsolo), a Bovespa com seu centro de memória, o Mosteiro de São Bento e seu canto gregoriano, a vista do Edifício Martinelli que abriu sua vista ao público após anos fechado, as exposições de arte de alto nível na BM&F, tudo isso a pé na zona de pedestres. No centro novo não pode-se esquecer do Teatro Municipal (ainda fechado para reforma [em setembro, 2010]), a Sala São Paulo tem uma ótima visita monitorada, a Estação Pinacoteca e a Pinacoteca do Estado (ambos com o mesmo ingresso) não possuem apenas um excelente acervo, mas também intervenções arquitetônicas incríveis, a Estação da Luz (com o ultra interessante Museu da Língua Portuguesa), o Parque da Luz, o Mosteiro da Luz (projetado e construído pelo Frei Galvão - primeiro santo brasileiro), o Mercadão e o Copan. Seguindo, sempre em ordem cronológica pode-se dar uma passada na Liberdade, nas casas dos barões de café e nos edifícios modernos de Higienópolis, Pacaembú (com o interativo Museu do Futebol), Avenida Paulista com seus centro culturais, principalmente a Casa das Rosas, Jardins, Jardim América, Jardim Europa, Parque do Ibirapuera.
Se a pessoa não tem muito tempo, pode fazer tudo isso numa mesma tarde ou manhã, de forma mais gostosa e rápida com um guia de turismo em 4h, 5h de tour de carro com paradas.
Caso o visitante tenha mais tempo pode-se incluir o bairro do Morumbi (primeira plantação de chá do país, que não é o melhor bairro da cidade como a Rede Globo sempre insiste em frisar, mas é repleto de mansões quase hollywoodianas, o segundo maior estádio de futebol do Brasil com museu do São Paulo Futebol Clube, Palácio do Governo, Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, Casa da Fazenda do Morumbi, Capela do Morumbi, Casa de Vidro, Bosque do Morumbi Alfredo Volpi, parque Burle Marx, Favela de Paraisópolis, cemitério do Morumbi (túmulo Ayrton Sena), Casa do Caxingui), Butatã (Usp, sem deixar de visitar o Mac; Instituto Butantã e Casa Bandeirista) e a Vila Madalena repleta de lojinhas, ateliês, marcenarias, barzinhos, bistrôs, restaurantes, baladas, cantos e recantos.

AaM:  Não se pode ir embora de São Paulo sem...? 

FL: ...conhecer a Casa de Pedra, a oficina do Seu Berbela e a casa de garrafa pet do Antenor (as três na favela de Paraisópolis);
...subir no alto do Skye no Hotel Unique, assim como no edifício Altino Arantes (ex Banespão) que eu costumo chamar de forma carinhosa de fake Empire State Building, ambas gratuitas, fora que uma vista completa a outra;
...provar a tapioca do Seu Francisco na feira de terça da Rua Bandeira Paulista no Itaim;
...fazer a Trilha da Pedra Grande;
...visitar nossas casas-museu como Lasar Segall, Ema Gordon Klabin, Maria Luisa e Oscar Americano;
...experimentar o pastel da Dona Maria na sua pastelaria na Rua Fradique Coutinho.
puts, é difícil elencar....não vai ter espaço para tanta coisa bacana e imperdível!!!!

Quem quiser contratar a Flavia pra fazer um tour super especial em São Paulo, consegue encontrá-la nos contatos abaixo: 

(+55 11) 8119-3903
(+55 11) 3032-2692
(skype)  flavializ-sp
Flavia, super obrigada por ter dedicado seu tempo e sua paciência para nos atender.

Friday, September 10, 2010

Rio de Janeiro: voando de asa delta

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Há cerca de dois anos fui a primeira vez para o Rio de Janeiro e entendi o que haviam me dito uma vez: a melhor forma de se conhecer a cidade é olhando ela de cima. Só assim para ter uma noção geral da dimensão de toda aquela beleza. Foi assim que eu escolhi o Rio para sediar meu primeiro (e até agora único) voo de asa delta.

O voo não foi durante aquela viagem. Eu tinha ido no reveillon, e durante a alta temporada os preços vão (perdoe o trocadilho) às alturas. Me lembro que eu estava na fila do bonde do Pão de Açúcar quando vieram me fazer a oferta do voo: era cerca de R$ 300 reais, e se eu não me engano nem incluía as fotos e o vídeo. Agradeci e recusei. Por esse valor eu pulo de pára quedas, muito obrigada.

Voltei para São Paulo mas não desisti da ideia. Comecei a pesquisar na net, e foi no orkut que achei o cara que me levaria para o céu da cidade maravilhosa. Ele, o mais carioca de todos os cariocas que eu já conheci, é o Ronaldo Freires, da escola de voo X Fly. Entrei em contato com ele pelo orkut mesmo. Ele tinha esquema de desconto pra quem era do Rio, que não era meu caso, mas eu conversei com ele, a temporada era baixa (acho que fui em julho, não me lembro exatamente), e fechamos por um preço bem razoável, mais ou menos metade do que era na alta temporada (não me lembro exatamente quanto, mas era algo em torno de R$ 160), já com fotos e filme inclusos. Na real eu não ia fazer as fotos e o filme, mas a gente acabou negociando um valor pras fotos e ele me "daria" o filme. No fundo eu acho que fazer as fotos vale super a pena. O filme só vale a pena se você editar depois, porque a maior parte do tempo é você voando com aquele puta barulhão de vento e sem sentir a adrenalina que você sentiu na hora. Se você for pagar a mais por ele, eu não acho que valha a pena.

Bom, fechados os valores, combinamos de nos encontrar próximo à praia de São Conrado. Eu ia pular de onde todo mundo pula, a Pedra Bonita. Combinei um horário cedo com ele, e ele foi bem pontual. Fomos juntos até a praia de São Conrado, deixamos nosso carro lá e subimos o morro que dá acesso à rampa de pulo no carro dele. Confesso que essa foi a parte mais emocionante do passeio, já que o motorista (e assistente dele) era um louco. No caminho fomos conversando muito, o Ronaldo é realmente um cara muito simpático e comunicativo.


Chegando lá em cima a vista já valia a pena todo o passeio. Aliás, quem quiser fazer só isso também dá. Parece que tem umas trilhas que dão acesso à rampa que dá pra chegar a pé, mas sinceramente eu não sei muito sobre isso. Se alguém quiser saber mais, coloca aqui no comment que eu pesquiso.

Lá ele te prepara, te dá um aulinha básica de como você deve correr, como deve se segurar, e o que não deve fazer, para que tudo corra na mais perfeita harmonia e segurança. Super fácil. A aulinha dura no máximo 5 minutos. Depois disso ele te conecta na asa delta, te mostra quantos cabos estão te segurando a ela, te deixa super segura de que você está fazendo a coisa certa, te lembra mais uma vez rapidamente do procedimento, e depois disso é só (literalmente) correr pro abraço.



A hora da corrida e do pulo é a mais emocionante de todo o voo. É quando toda a descarga de adrenalina pula no seu sangue, e de repente você tá correndo no chão e de repente você não está mais. E aí você olha pra baixo e não vê nada além de árvores lááá longe, um lindo mar azul, alguns urubus voando ABAIXO de você, e você percebe a imensidão e a beleza das coisas ao seu redor. Você esquece de tudo e pensa só no vento batendo no rosto, e no quão rápido você tá descendo, porque você quer que dure pra sempre.


O voo acaba na areia da praia de São Conrado. Fizemos um belíssimo pouso, muito suave e tranquilo. A hora do pouso é também muito emocionante porque ele toma muita velocidade antes de descer. Um voo de asa delta pode durar de 10 a 40 minutos, dependendo do vento. Eu tive azar e voei só uns 10. Mas valeu muitíssimo a pena, e eu voaria quantas vezes mais eu pudesse.




Uma dica: Vá com roupas confortáveis, sapatos fechados que não escorreguem facilmente (precisava falar essa?), e se estiver em época de inverno, vá com um casaquinho, porque é bem frio lá em cima.

Aqui em São Paulo também existem algumas cidades que possuem rampas de Asa delta. Não conheço nenhuma, não sei se funcionam no esquema de cada um por si ou se existem instrutores, mas sei que existe em Atibaia, Mogi das Cruzes, São Francisco Xavier, Santo Antonio do Pinhal, Mairiporã, São Vicente. Sabe de mais alguma? Tem alguma informação sobre elas? Conta aqui pra gente.

Tuesday, September 7, 2010

Rio de Janeiro: Lagoa

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Fim de tarde de um maravilhoso dia de sol, céu anil, vento no rosto... Para os íntimos, só Lagoa basta. Mas, para quem está vindo ao Rio pela primeira vez, estamos falando da Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos meus points de lazer favoritos, diga-se de passagem.


Ainda não se localizou?! Sabe aquela árvore de Natal gigaaaaaante, que todo fim de ano é inaugurada no meio de uma lagoa no Rio de Janeiro? Então. É bem ali no meio da Lagoa que ela fica. Aproveito para adiantar àqueles que não se contentam em ver nada de longe: é fácil descolar com os pescadores um passeio de barco até bem perto da árvore (cerca de R$ 10,00 em janeiro deste ano).

Assim como a Thais, eu adoro andar de bicicleta e a via compartilhada entre ciclistas e corredores é a sensação deste bairro circundado por prédios novíssimos e casas antigas. Todos os dias você encontra pessoas caminhando, andando de bike, correndo. Esse é o público principal, mas esteja atento e você verá também skatistas, patinadores, jogadores de futebol, jogadores de tênis, famílias inteiras aproveitando o dia, gente reunida em torno de um piquenique, galera que adora uma musculação etc etc. De dia ou à noite, fins de semana e feriados são sempre lotados - de muita gente bonita.




A Lagoa Rodrigo de Freitas está localizada entre os bairros Gávea, Jardim Botânico, Humaitá, Copacabana, Ipanema e Leblon - isto é, a nata da Zona Sul da cidade. Por isso, uma boa pedida pra um lindo dia de sol é aproveitar a manhã na praia (Ipanema, Copacabana ou Leblon) e em seguida tirar a tarde para curtir a Lagoa, que tem extensão total de 7,8 km. À noite? Estica em algum barzinho por lá mesmo que tá tudo certo.

Fazer o quê?
Conhece aquele feeling de renovação, capaz de tudo, como se fosse o dono do mundo? Pois é, sou eu depois de uma dar uma volta completa na Lagoa.

Sozinho, com amigos ou com familiares, você pode ir a pé (o percurso leva em média 2h30min) ou de bicicleta (30 a 40 minutos, sem parar). É possível alugar uma boa magrela em diversos pontos da Lagoa; há opções de bicicletas de 2 ou 3 lugares; para adultos e crianças; e tem até para famílias inteiras. Em média, o aluguel da bicicleta comum custa R$ 7 (por 30 min) ou R$ 10 (por 1 hora).

O Sr. Cristino, um nordestino que é a simpatia em pessoa, oferece bicicletas no Parque dos Patins, próximo ao Jardim Botânico. Super recomendo alugar com ele, que entende de manutenção das bikes e pode ajustar qualquer uma ao gosto do freguês. Mas todos que trabalham por lá são gente boa e quem sabe você consiga um preço amigo para o dia inteiro?

Outra opção é pegar uma pelo Mobilicidade, um serviço de transporte alternativo ao trio ônibus-carro-metrô que começou a ser oferecido aqui no Rio em dezembro de 2008. Parece ser bem simples: basta ligar para do seu celular para o número que eles fornecem e retirar a bicicleta da estação (são 19 ao todo, espalhadas pelos bairros marcados no mapa abaixo). Segundo o site oficial, viagens de até 60 minutos são gratuitas, desde que sejam realizadas com intervalo de pelo menos 15 minutos entre elas. Como sempre alugo com os camaradas na Lagoa, compartilho aqui a experiência do blog Feliz Cidade Feliz, que testou o serviço do Mobilicidade em junho deste ano.

Ainda para quem curte pedalar, é possível alugar um pedalinho e se esforçar, junto ao seu amor ou amigo(a), para chegar até o meio da Lagoa. Haja perna e disposição, viu... Fiz isso umas duas vezes para nunca, nunca mais.

E para quem gosta de calmaria: o pedaço próximo à Ipanema tem uma área verde incrível, onde as pessoas estendem uma canga, fazem piquenique, leem um livro. Cuidado com as baratas, que por ali circulam em massa, especialmente perto dos deques. Na semana passada me sentei por 5 minutos para falar no celular e a danada já estava subindo no meu pé. Nojento.

Após a volta completa, paro no Sr. Cristino para beber uma água de coco (R$2,50) ou mineral (R$2,00) e dar aquela relaxada, admirar a paisagem, o dia, como viver é lindo... Mas se der sede no meio do caminho, fique tranquilo: há inúmeros quiosques e carrinhos vendendo essas e outras bebidas.

A esticada em algum barzinho é fundamental. A oferta é grande e há opções para todos os gostos (em matéria de preço, são um pouco mais caros do que a média). Recomendo passear pela Lagoa prestando atenção no movimento, na galera que se reúne em tal local, na música que ali toca. Ouça sua intuição e na certa você vai sentar em um bar ou restaurante que é a sua cara.

Só vejo um problema: o cheiro ruim da água, que se acentua nos dias de sol a pino. Mas após um rejuvenecedor dia de sol na Lagoa, é broxante encarar um dia nublado ou chuvoso lá. E um conselho amigo: nos dias úteis (exceto sexta) evite passear pelos pontos mais isolados tarde da noite. O Rio é uma cidade grande e sempre há risco de assalto.