Saturday, December 31, 2011

Budapeste – Dia 01

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No post anterior eu comentei que nossos passeios foram baseados nas rotas que esse site sugere. No primeiro dia nós fizemos o passeio chamado Inner City Walking Tour, que passa pelos principais pontos turísticos da cidade.

Vörösmarty Square
Ele começa no Vörösmarty Square, que era muito conveniente pra gente, já estávamos bem pertinho de lá. A praça estava cheia de barraquinhas de artesanato, comida e bebida. Lá é muito comum beber vinho quente, e quando ele é feito ao ar livre, espalha aquele cheirinho pela cidade. Tudo fica cheiroso e parece que você está num sonho. É delicioso.

Naquela semana estava tendo alguns eventos na praça, então vimos um pouco de dança típica, coral, música... ajudou a colaborar com o ar poético do local. Não sei se os eventos e as barraquinhas estavam ligadas ao natal, por estarmos próximos de dezembro, não consegui achar nenhuma informação a respeito.

No centro dessa praça está a estátua do poeta Mihály Vörösmarty, que deu nome à praça. Lá também se encontra o tradicional Cafe Gerbaud. Lá você pode comer um doce tipicamente húngaro chamado Dobos Torta, um bolo com várias camadas finas de chocolate. Muito bom.

Basílica de St. István



St. István, ou Santo Estevão, em português, foi o primeiro rei da Hungria, canonizado após sua morte. Sua sagrada mão direita se encontra na basílica, aberta para visitação do público. Para gente pode parecer meio esquisito, e pra falar a verdade é bem esquisito ver uma mão numa caixa. Mas depois de saber da história e da importância que esse rei teve para o seu povo, fica bem menos estranho.

A entrada na basílica é gratuita, mas é possível subir no domo para ter uma vista panorâmica da cidade (essa, sim, é paga). Mas como naquele dia o tempo estava meio nublado, achamos que não valeria a pena pois não conseguiríamos ver nada.

O Parlamento



Seguimos até o parlamento, mas não entramos. É possível fazer visitas guiadas quando não existem sessões do congresso em andamento, mas não nos empolgamos. De qualquer forma, vale a ida só pra ver o prédio do lado de fora, que é belíssimo. É o terceiro maior prédio de parlamento do mundo, e dos que eu vi até hoje, é o mais bonito.

Dizem que há outras partes do corpo de St. István no Parlamento, não sei se a informação procede.

Próximo ao parlamento há a estátua do Primeiro Ministro da Hungria durante a década de 50, Imre Nagy. Ele está numa ponte olhando para o Parlamento. Eu adoro estátuas, e essa valeu uma fotinho.


Museu Etnográfico
Na frente do Parlamento tem o museu etnográfico. Paga-se 1000 Ft (cerca de R$ 10) para entrar, e eu acho que vale, se você gosta desse tipo de passeio. Lá você encontra um pouco da história da cultura húngara. O museu não é muito grande, então não precisa de muito tempo pra visitar. O problema é que é tudo escrito em húngaro.

Váci Utca (ou Rua Váci)
A Váci é a rua mais famosa de Budapeste, e na verdade começa na Vörösmarty Square, onde o passeio começou. É lá que estão as lojas e os cafés, e muitas (muitas mesmo!) casas de câmbio, caso você precise trocar dinheiro.

Aqui nós comemos num pub aparentemente feito para turistas, chama-se For Sale, e as paredes são cheias de recadinhos grudados, e eles oferecem amendoins daqueles que vêm com a casca, e você joga as cascas no chão, então o chão é cheio de casca de amendoim. Mas não é nojento, é bem legal. Lá comi um goulash muito bem feito. É tipo um picadinho, prato muito húngaro. Tinha que começar assim, né?

Na frente desse pub fica o mercado central, mas já estava fechado. Azar o nosso.

Depois do nosso almoço/janta, fomos encontrar um amigo meu húngaro que estava por lá e ele nos levou pra balada. Fomos a um bar lá perto chamado Gödör. Naquela noite ia ter música ao vivo, 3 bandas húngaras. Se você estiver por lá e tiver a chance de ir pra balada lá, eu recomendo. É bem agitado, mas sem loucura.

PS.: Peço desculpas de novo pelo péssimo registro fotográfico da viagem. Foi uma lástima.

Budapeste – Hotel e moeda corrente

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O hotel
Ficamos num hotel chamado Erzsberet City Centre, que é da rede Danubius Hotel. A título de curiosidade: Erzsberet é o nome húngaro da rainha Elizabeth, também conhecida como Sissi. Seu nome e sua figura aparece em todos os lugares, então lembre-se desse nome.


O hotel é simpático, limpo, o quarto tem um tamanho honesto. Mas o melhor de tudo é a localização. Ele fica bem no coração de Peste, o lado mais agitado de Budapeste (a cidade é dividida pelo rio entre Buda e Peste). Tem uma estação de metrô bem pertinho, a Vörösmarty Tér, que quebra o seu galho tanto nos passeios quanto pra chegar no aeroporto, e também é próxima a Váci Utca, rua mais famosa de Budapeste.

O preço gira em torno de 50 euros a diária, mas não sei dizer quanto eu paguei porque eu peguei um pacote com terrestre + aéreo direto de Londres. O que eu posso dizer é que saiu bem barato.

Sobre a moeda – Importante
Embora a Hungria tenha entrado para a União Europeia, eles não aderiram ao Euro. Eles ainda usam sua moeda antiga, o Forint (se fala como se lê). É uma moeda bem desvalorizada com relação ao Real. Eles até aceitam o Euro em alguns lugares, mas o troco virá em Forints. Cartões de crédito são bem aceitos.

Eu não comprei Forints aqui no Brasil, não sei se existem casas de câmbio que troquem para Forint. Aqui em São Paulo talvez no Shopping Eldorado troque. Eu troquei para Euro e lá na Hungria eu troquei para Forint, mas acredito que se conseguir trocar direto para Forints direto aqui no Brasil seja bem melhor.

Sobre os Serviços
Ouvi muita gente dizer que era difícil encontrar pessoas e cardápios escritos em inglês em Budapeste. Talvez isso fosse verdade há algum tempo. Mas não é mais. Quando fui lá me surpreendi com a quantidade de garçons falando inglês (e bom inglês), e todos os cardápios com traduções para o inglês. A única vez que encontrei alguém que não falava inglês foi quando nos afastamos muito do centro e encontramos uma senhorinha de uns 70 anos trabalhando num restaurante. Mas aí já é pedir demais, né?

Thursday, December 29, 2011

Budapeste

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Fui pra Budapeste com a minha amiga de Londres, então foi uma viagem mais divertida. Ao contrário da Amarílis, eu não gosto muito de viajar sozinha. Como em Londres eu passei a maior parte do tempo sozinha, acho que perde metade da graça. Tem gente que gosta, mas não é o meu estilo.

O transporte
Chegamos em Budapeste já à noite, e tínhamos que chegar até o hotel. Porém, não sabíamos direito como fazer para comprar tickets de ônibus e metrô. Resolvemos arriscar e fazer a viagem sem eles, mas a minha dica é para não arriscar muito, pois os fiscais podem aparecer a qualquer momento, e eles não usam nenhum uniforme. Se eles te pegarem sem ticket, você terá que pagar uma multa e parece que não é muito leve. Depois descobrimos que os tickets podem ser comprados em máquinas no metrô (alguns pontos de ônibus têm também). Eles podem ser unitários, em bloquinhos de 10, ou podem ser travel tickets (de um, três ou sete dias). Com esses travel tickets você pode entrar quantas vezes quiser nos meios de transportes disponíveis, e também em algumas atrações turísticas, tudo incluso no mesmo preço (não sei como é feita a validação deles). Mas ele só vale a pena dependendo da quantidade de vezes que você pretender pegar transporte e dos lugares que você for visitar. Veja direitinho quais atrações são pagas e quais não são, e se você realmente vai precisar pegar transporte, pois muitas coisas podem ser feitas a pé.

Nós escolhemos o bloquinho de 10 tickets para passar 4 dias, pois como íamos andar relativamente pouco de ônibus e metrô, acabava valendo a pena. Esses tickets devem ser validados a cada viagem que você faz (seja o metrô, o ônibus, o HÉV...). A validação deve ser feita numa maquininha, geralmente laranja, que tem próximo às portas do transporte. Normalmente você coloca o papel lá dentro e ela valida automaticamente. Em alguns casos acontece de ser manual. Nesse caso, você tem que colocar o papel e puxar um tipo de manivela. É fácil, mas eu nunca iria descobrir sozinha. Só descobri porque um cara viu nossa cara de interrogação e ajudou a gente.

Aqui nesse site tem falando um pouco mais sobre os transportes (em inglês). Tem o mapa do metrô de Budapeste, que tem uma malha relativamente pequena, mas que nos atendeu bem. A cidade também conta com uma extensa rede de ônibus (mas a gente nem precisou utilizar), o HÉV, que é um trem com integração com o metrô e leva a algumas cidades vizinhas, os bondes, e no verão também tem os barcos.

Nota importante: o transporte em Budapeste termina às 23h, embora funcionem alguns poucos ônibus noturnos.

Os passeios
Como a gente não fazia a menor ideia do que fazer em Budapeste, procuramos na internet por dicas, e achamos um site salvador (aliás, esse que eu já passei o link). Ele traça várias rotas e explica o que é cada ponto que ele marca (tudo em inglês, também). Pegamos as rotas que achamos mais interessantes e seguimos ispsis litteris como ele mandava. Aqui, nos próximos posts, eu vou contar quais foram as rotas escolhidas e quais foram as minhas impressões de cada uma.

Londres – Resumão

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Aqui vai o resumo da minha viagem pra Londres:

Foram 6 dias de viagem, embora ela tenha sido interrompida no meio por uma viagem pra Budapeste, então na verdade foram 5 dias úteis.

- No primeiro dia eu passei pelo Parlamento, London Eye, Big Ben, Westminster Abbey, National Gallery, Piccadilly Circus e Regent's Street.

- No segundo dia foi a vez da Torre de Londres, Tower Bridge, Tate Museum, Borough Market, e  Spitafield Market.

- O terceiro dia foi dedicado ao Museu de história natural, que teve que ser complementado no último dia.

- O quarto dia eu fui de DLR até Greenwich e voltei de balsa até o metrô que me levou até Camdem Town, que infelizmente já estava fechando.

- No último, que na verdade nem tem post, eu repeti a dose do museu de história natural.

Clique nos links para ler os detalhes de cada dia.

Londres – Dia 04

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Eu aproveitei que estava um dia de (mais ou menos) sol e fiz o segundo programa que eu mais tinha vontade de fazer: visitar Greenwich. Greenwich é um distrito de Londres (acho que é considerado Grande Londres, um pouco mais afastado do centro), e que dá nome ao meridiano que corta o mundo entre ocidente e oriente. No parque de Greenwich é onde existe a marcação do meridiano.

Não parece, mas é a linha que marca o meridiano de Greenwich

Em Greenwich há muitas coisas para se fazer. Tem o National Maritime Museum, o Discover Greenwich Visitor Centre, que fica próximo à universidade, ao lado do parque, e é claro, o parque de Greenwich, onde ficam a Queen's House (hoje parte do National Maritime Museum, e a entrada é gratuita) e o observatório (esse é pago). Aqui tem o site oficial de Greenwich, lá tem todas as atrações da cidade e também dicas de hospedagem e restaurantes. Como eu não fiz nenhuma dessas duas coisas lá, não posso dizer nada a respeito.


Sobre o parque:



O parque é realmente muito gostoso. Vale a pena, principalmente se estiver um dia de sol. O parque é relativamente grande, o pessoal fica estirado na grama tomando um solzinho, leva os cães pra passear, enfim, dá pra ter um dia de sossego. É bem legal. Das atrações, eu visitei o Discover Greenwich Visitor Centre, e é legalzinho, mas eu ainda não estava entendendo muito bem pra que ele servia, então eu estava meio confusa. Na verdade ele conta um pouquinho da história de Greenwich, e tem umas coisas interativas, tipo a armadura que você pode colocar na cabeça na frente do espelho pra tirar uma foto de você mesmo (sim, essa sou eu me sentindo meio idiota. rs.)


Além desse, também visitei o Queen's House, que é um museu com quadros relacionados a temas marítimos. Vale a pena se você gostar desse tipo de arte. A entrada é gratuita. Eu tentei ir no observatório também, mas a próxima sessão seria meio longe do horário que eu estava, e eu não estava muito a fim de esperar. Acabei não comprando o ingresso. Se eu não me engano, eram US$ 9,00, mas não tenho certeza. 

Na saída do observatório tem uma lojinha cheia de bugigangas legais. Normalmente eu não compro nessas lojinhas de museus, mas de lá eu saí cheia de coisas. E não são caras. Comprei várias coisas e não gastei nem US$ 10. 

Como chegar:
A ida pra lá pode ser por duas maneiras: ou você chega via DLR, na estação Cutty Sark (tem integração com o metrô, como eu expliquei aqui), ou via balsa, na estação Greenwick. Também tem um pouquinho mais de explicação sobre como usar o Oyster nesses transportes nesse link que eu passei acima. Eu cheguei lá de DLR e voltei de balsa até Tower Hill, e adorei o passeio. É muito legal a possibilidade de usar o rio como meio de transporte.

Camdem Town
Saí de Greenwich já no meio da tarde, e fui para Camdem Town. Lá é onde você encontra todo tipo de gente e todo tipo de coisa. Pensou em alguma coisa que você não sabe onde encontrar? Vá a Camdem Lock que provavelmente você vai encontrar (Camdem Lock é o mercado de Camdem Town). Mas atenção: vá cedo, pois as lojas, e principalmente as barraquinhas fecham cedo, por volta das 18h. Não sei se no verão elas fecham mais tarde, mas no inverno elas estavam fechando esse horário. Como eu cheguei mais ou menos esse horário, peguei poucas coisas abertas. Por um lado eu achei bom, pois assim não gastei muito. hehe.

Londres – Dia 03

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No meu terceiro dia eu passei metade do dia dormindo, já que tive o problema no dia anterior. Depois de descansar bastante, levantei e fui ao local que eu mais estava esperando: o museu de história natural (esse prédio do fundo da foto).



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O museu de história natural fica na estação South Kensington (District, Circle e Piccadilly lines). Lá, como o nome sugere, você vai encontrar tudo sobre corpo humano, fauna e flora, tanto atuais quando fósseis, sem contar a parte de geologia, astrologia, e muito mais. O museu é totalmente interativo, o que significa que você pode passar horas e mais horas lá dentro e nem vai ver o tempo passar. Eu, na verdade, tive que voltar um outro dia para terminar de ver o museu, porque no primeiro dia só consegui ver a parte dos dinossauros (na minha opinião, a parte mais legal), os mamíferos e um pouquinho da parte de Darwin. Isso não é nem metade do museu. Valeu a pena ter voltado de novo no último dia pra terminar de ver o resto.




Além do museu ficar em um prédio LINDO e ter uma coleção incrível, ele tem entrada gratuita. Assim como nos outros museus, você pode fazer uma doação. Logo na entrada tem um esqueleto de dinossauro iluminado, e dependendo da quantidade que você doar, pode mudar a cor da luz dele (US$ 3,00) ou fazê-lo rugir (US$ 10,00). Eu ouvi ele rugir uma vez e é bem legal.

Eu sou suspeita para falar, pois minha formação não ajuda muito (sou bióloga por formação), mas eu AMEI o museu e voltaria lá mais vezes. Recomendo fortemente.

Até o dia 08 de janeiro (e deve acontecer todo inverno) tem um ringue de patinação no gelo ao lado do museu. Pra quem gosta de patinar, vale a pena. Pelo que eu vi, não fica muito cheio.

Wednesday, December 28, 2011

Londres – Dia 02

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 O roteiro do segundo dia incluiu muita caminhada, mas foi muito gostoso porque a maior parte dela se deu ao longo das margens do rio Tâmisa. O dia começou na Torre de Londres e Tower Bridge (aquela que levanta pros barcos grandes passarem), Tate Museum, uma passadinha sem querer pelo Borough Market, e terminou no Spitafield Market.


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Torre de Londres e Tower Bridge


Tinham me falado que valia a pena entrar na Torre de Londres, então eu fui (a estação é a Tower Hill, circle ou district lines). A entrada é paga, eu paguei 19,80 libras, mas existem preços diferenciados para grupos, crianças e para compras online (aqui tem o site oficial em inglês). Não sabia direito o que encontrar, porque não tinha lido nada a respeito. Mas quando pensava em uma Torre, achava que fosse um lugar pequeno que não tivesse muitas coisas, como os nossos fortes daqui. Mas na verdade ele parece um castelo com vários "predinhos". Em um fica a sala da tortura, outro é a torre sangrenta, e assim por diante. Em um deles ficam em exposição as joias da rainha. É bem bonito. Existem visitas guiadas que estão inclusas no preço, mas você tem que dar sorte de pegar uma no horário que você está entrando. Eu tive sorte, e a visita foi bem melhor do que teria sido sem o guia. Portanto, eu recomendo esperar por ele. O lugar é lindo por dentro, e realmente vale a visita. Eu passei a manhã inteira lá.

Na saída da Torre você dá de cara com a Tower Bridge. Já viu aquele Lego que imita a Tower Bridge? Então, é igualzinho. A ponte parece feita de Lego. Eu não acreditava que aquela ponte pudesse ser de verdade. É muito esquisito, porque é como se fosse um brinquedo gigante. Claro que eu tive que andar por ela, né? Atravessei o rio por ela mas não tive a sorte de ver nenhum barco grandão passar para vê-la levantando. Se você passar por lá, tomara que tenha mais sorte do que eu.

Borough Market e Tate Modern
De lá fui andando até o Tate Modern por um caminho que margeia o rio (dá uma olhadinha no mapa que eu fiz aí em cima). Esse caminho é bem bacana, porque parece meio medieval. Parece que você voltou no tempo. No meio do caminho, você encontra uma ponte, a London Bridge, e quando passa por ela, Bang! descobre o Borough Market (atenção: aqui não tem que cruzar a ponte de novo. Olhando o mapa dá pra entender melhor). Eu não estava esperando encontrar por ele, e foi uma surpresa bem agradável. O Borough Market nada mais é do que uma feira chique. É um lugar onde só vende comida e flores, mas o lugar é muito bonitinho (claro que eu não tenho fotos de lá). A estação mais próxima do Borough Market é a London Bridge (jubilee ou northern lines).

Então continuando nesse caminho à margem do rio, eu dei uma paradinha pra almoçar no famoso pub The Anchor, que eu não sei o por quê dele ser famoso, porque ele me pareceu igual a todos os outros, mas é um lugar simpático e barato para comer. De lá fui até o Tate Modern, museu de arte moderna que também não se paga nada para entrar. Eu, sinceramente, não gostei. Mas, para quem gosta de arte moderna, deve ser um prato cheio. Pra mim arte é uma coisa que a pessoa, no mínimo, teve que parar e pensar no que ela estava fazendo. Quando se pendura um espelho na parede e se chama de arte, eu dou meia volta e vou embora. E foi assim que aconteceu.

St. Paul's cathedral e Spitafields Market
Do Tate, eu peguei a Millenium Bridge, que fica bem em frente do museu. É uma passarela só para pedestres que cruza o rio. Seguindo reto depois de passar por ela, você vai dar na St. Paul's Cathedral. É linda por fora, mas não entrei e não sei como funciona para visitação.

De lá peguei o metrô e fui até o Spitafields Market, desci na estação Liverpool (Central, Hammersmith and City, District, Circle e Metroplitan lines) e fui me embrenhando nas ruazinhas, seguindo as indicações. Foi bem complicado de achar, mas achei. O problema é que já era tarde (umas 19h), e quase todas as barraquinhas já estavam fechando. Aliás, nem expliquei o que é o Spitafields. Ele é um grande "camelódromo". Várias, mas vááárias pessoas expõem seus produtos em barraquinhas tipo as de camelô. Tem roupa, artesanato, quadros... tem de tudo um pouco (site oficial aqui). Das poucas coisas que eu consegui ver, achei bem bacana. Acho que quando estão todas as barracas lá, deve dar pra passar o dia inteiro caçando coisas interessantes.


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O hospital
No final da noite encontrei minha amiga no Westfield, o shopping que eu comentei nesse post. Fiz as minhas comprinhas, fomos comer, e aí eu tive uma convulsão em plena praça de alimentação. Daí fiz o meu primeiro (e espero que último) passeio de ambulância. Fui atendida no hospital de Charing Cross, e fiquei bem surpresa (positivamente) com o atendimento. Apesar da demora na ambulância, depois que eles chegaram me atenderam como se eu fosse uma local, e fizeram inúmeros exames sem que eu precisasse apresentar nada, nem meu passaporte. Fiquei bem surpresa, pois normalmente os países não têm atendimento gratuito para quem não é local ou residente. Mas isso não significa que você pode ir para lá sem o seguro viagem. Não sei se eu que dei sorte ou se é regra. Nunca vá viajar desprevinido.

Monday, December 26, 2011

Londres – Dia 1

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E cá estou eu novamente, de volta depois de uma semaninha em NY. Finalmente eu vou começar a falar da minha viagem pra Londres! Quando eu cheguei lá, minha amiga que me recebeu lá me ajudou a fazer os roteiros. Tentamos agrupar lugares que ficassem perto uns dos outros pra facilitar o passeio.

Achamos melhor começar pelo básico de Londres: Parlamento, London Eye, Big Ben, Westminster Abbey, National Gallery, Piccadilly Circus, Regent's Street (aqui em baixo tem um mapinha com esse roteiro).

Como você pode ver, dá pra fazer muita coisa em um dia só, principalmente porque tudo é muito perto. A menos que você queira ficar muito tempo em um só lugar, dá pra visitar vários lugares. No meu caso, desses todos que eu fui eu acabei passando mais tempo no National Gallery e na Piccadilly Circus. Vou contar um pouquinho.


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O Parlamento, Big Ben e London Eye

O passeio começou no metrô de Westminster (linhas Jubilee, Circle ou District). Logo na saída do metrô você dá de cara com o Parlamento inglês e com o Big Ben (depois você me conta se também achou que ele seria maior, combinado?). Eles ficam bem às margens do rio Tâmisa, o que dá uma boa primeira impressão da cidade. O cenário é lindo.

Nessa foto ao lado eu estava na ponte que atravessa o rio. De um lado fica o parlamento, como você pode ver, e do outro fica a famosa roda gigante de Londres, a London Eye, da qual eu não tenho foto (meu registro fotográfico dessa viagem foi uma lástima, peço desculpas). Mas de qualquer forma, ela é gigante (mesmo!), e não tem como não notar sua presença. Eu não tinha nenhum interesse em subir nela, porque eu não ando em rodas gigantes (tá, eu admito, eu já voei de asa delta mas tenho medo de roda gigante...). Mas ouvi dizer que ela só vale a pena se o tempo estiver realmente bonito, senão você não vai conseguir ver nada. Então, fica a dica.


Westminster Abbey




Saindo de lá, fui caminhando em direção à Abadia de Westminster, local de cerimônia do casamento do  Príncipe William e Catherine Middleton. Lá também estão sepultados grandes gênios, como Isaac Newton e Charles Darwin. Essa foto aí de cima é da entrada principal da Abadia, e essas coisas no jardim são um enterro simbólico que acontece todo ano durante uma semana (se não me engano) num evento que se chama Rememberance Day. Os britânicos relembram todos os soldados mortos em guerras (e provavelmente civis também) e espetam no jardim uma cruz com o nome de cada pessoa morta. A papoula simboliza o evento e muita gente usa a flor na roupa como forma de homenagem. Além disso, também colocam flores de papel em todas as estátuas de soldados. É muito bonito. 

Paga-se para entrar na abadia, mas eu não sei quanto é pois não entrei e vou explicar por quê. A minha amiga disse que a entrada vale a pena. A igreja é bonita e ainda tem a visita aos túmulos. Mas quando cheguei lá no jardim, não me senti bem e achei que não deveria entrar. Achei que a energia não estava certa e que era melhor ficar pra fora (acredito muito nessa coisa de energia). E aí andando por NY essa semana, vi um cartaz na frente de uma igreja que fez todo sentido pra mim. Ele dizia "entre pela fé, não pela beleza". E eu acho que é isso que muita gente perde a noção quando se está visitando uma igreja, ou uma catedral (claro que eu estou generalizando). Já falei um pouco sobre isso quando visitei o túmulo dos papas no Vaticano, e volto a repetir aqui. Acho que a gente tem que parar pra pensar um pouquinho que aquilo é uma igreja e tem um significado maior. Temos que dar o devido respeito. Não só pela beleza. E como eu não tenho religião, meu respeito se dá no momento em que eu não entro na igreja só porque ela é bonita ou famosa e porque eu tenho que tirar fotos. 

Whitehall e National Gallery

Mas passado o meu momento reflexão, vamos continuar. Saí da abadia e peguei a rua Whitehall, centro administrativo de Londres, que é muito bacana pois tem várias estátuas em homenagem a soldados (essa aí de cima é uma delas, assim como a foto abaixo). Como era Rememberance Day, muitas delas estavam "enfeitadas". 


Seguindo pela Whitehall, você vai dar na Trafalgar Square, que é onde mora o National Gallery, um dos mais famosos museus de Londres (e talvez do mundo?). O museu é enorme, e tem muita coisa bacana. E o melhor de tudo: é de graça. Você pode fazer uma doação, se você quiser. Como em quase todos os locais de Londres que têm a entrada gratuita, eles oferecem urnas para você depositar quanto você quiser. 



A minha dica sobre o museu é: estude antes o que você quer ver lá, e pegue o mapa do museu na entrada. O mapa é util não só pra saber onde estão os quadros mas também pra saber onde fica a saída. Eu fiquei uma meia hora pra me achar lá dentro. Outra dica que eu tenho é: se você gosta de artes e gosta de museu, separe no mínimo um período inteiro pra ficar no museu. É fato que você não vai conseguir ver a fundo o museu inteiro, por isso é importante já chegar sabendo o que você quer ver. Mas tem muita coisa legal e vale a pena gastar umas horas perdido lá dentro. 

Pra chegar lá direto de metrô, vá pela estação Charing Cross (você consegue chegar pela linha Bakerloo ou pela Northern). 

Piccadilly Circus

Meu último paradeiro do dia (ufa!) foi a não menos famosa Piccadilly Circus, que nada mais é do que uma esquina toda iluminada. Não significa que não tenha graça. É muito legal lá, mas atenção: vá à noite. Senão ela vira uma esquina qualquer. Tem uma pracinha com uma fonte que dá pra sentar e ficar vendo o pessoal passar (eu, pelo menos, adoro ver pessoas). Lá é cheio de lojas de bugigangas de Londres, e se você quiser comprar um suvenier, esse é o lugar. 

Perto dali também tem uma loja da MM's. Se você curte chocolate, dá uma passadinha lá que vale a pena. Se não curte, também vale. São 4 andares de loja só com produtos MM's. Bonecos, camisetas, canecas, e mais todo o tipo de produtos que você imaginar, sem contar, é claro, os milhares de tipos de MM's. 
De lá dei uma passadinha na Regent's Street, que cruza com a Oxford, e é lar de várias lojas (caras ou não). Vale a pena porque é bonita, mas eu não entrei em nenhuma. 

Hoje fico por aqui. Amanhã (assim espero) volto falando da Torre de Londres, do Tate museum e do Spitafield Market. Ah, e do hospital de Charing Cross. Sim, muitas emoções em Londres! 


Monday, December 19, 2011

Eu voltarei!

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Eu queria dizer que eu não esqueci vocês. Ainda tenho uma viagem inteira de Londres e outra de Budapeste pra postar aqui, e farei isso assim que eu puder. Mas essa semana que passou foi super corrida, última semana de pós graduação, uma loucura total no trabalho, prova na aula de húngaro... enfim, já conseguem imaginar, né? Não sobrava tempo pra nada. Pra piorar (ou melhorar, talvez seja a palavra correta), amanhã estou embarcando para NY! Ou seja, ficarei mais uma semana offline.

Espero que eu consiga dar de presente de natal (um pouquinho atrasado) uma seleção de posts muito bacanas sobre Londres, Budapeste e Nova York quando eu voltar. Prometo que darei o melhor de mim. 

Pra vocês, um Feliz Natal e que 2012 venha com muitas e muitas viagens bacanas. 

Thursday, December 8, 2011

Compras em Londres

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Londres é tão complexo que eu já estou no meu quarto post e ainda nem comecei a falar efetivamente sobre a minha viagem. E ainda não vai ser agora. Hoje vou falar sobre o assunto preferido da maioria da mulheres: compras! Digo maioria porque não são todas. Eu mesma não sou fã (e passo muito longe disso) do uso dos cartões, mas, sério, em Londres não tem muito como não se render. A cidade é movida a promoções e por todo canto você é bombardeado por informações como "Compre um e leve outro", "Pague 2 e leve 3", "25% off" e por aí vai. Fica difícil até para as mais contidas. E não é só isso. Não fosse a libra tão cara, os preços seriam ridículos (claro, não em todas as lojas).

Se você já ouviu falar em Primark, e que ela tem os preços mais baratos que você vai ver na sua vida, você não ouviu errado. Acho difícil encontrar uma loja mais barata que ela. Claro que não são todos os produtos que tem aquela super qualidade, tem que tomar um pouquinho de cuidado. Mas comprei coisas bem legais e por preços mais legais ainda. Coisas do tipo: pacote de 5 meias por 1 libra. Casaco lindo de frio por 20 libras. Malhas de lã por 5 libras. E por aí vai. Mesmo com a conversão, fica super barato. Aí vai a dica: a loja principal da Primark fica no centro, se não me engano na Regent's st, ou na Oxford, ponto onde quem gosta de fazer compras ou fazer window shopping TEM que ir. Enfim, eu não fui nessa Primark, mas fiquei sabendo que ela é enorme e LOTADA! Do tipo que tem que fazer esquema de guerra, porque os provadores ficam cheios e você tem que experimentar as roupas no corredor. Quem já foi na José Paulino aqui em São Paulo sabe do esquema: ir de calça legging e blusa colada pra poder experimentar a roupa por cima. Gente, hello! A gente tá em Londres, né? Glamour! haha. Não precisamos ficar nos espremendo na loja. Então faz o seguinte: vai numa Primark menorzinha, que é mais vazia, e experimenta suas roupas com calma. Eu fui na de Ealing, que é um pouco afastada do centro, mas fica aberta até às 20h e é beeeeem tranquila. Tem uma estação de metrô bem pertinho, o Ealing Broadway (district line, a linha verde). Esse é o link do shopping que tem a Primark, e também tem várias outras lojas legais, como a H&M, que não é tão barata quanto a Primark, mas também é barata e tem umas roupas bem legais e com uma qualidade boa. Além dessas, tem também a Marks&Spencer (M&S), famosa loja de departamento onde você encontra tudo e mais um pouco, e a New Look, onde eu também gastei umas boas libras. Aqui tem o mapinha pra você chegar da estação até o shopping a pé. É bem pertinho.  

Outro lugar bem bacana pra fazer compras é o Shopping Westfield, que fica do lado da estação Shepherd's Bush (Central Line, a linha vermelha). Esse shopping é enorme, e tem várias lojas legais (só não tem a Primark, mas todas essas que eu falei tem lá). Pra quem gosta de patinar, também tem uma pista de patinação no gelo, pelo menos no inverno. 


As compras nesses lugares (lembrando que meu orçamento era baixíssimo) me rendeu a compra de uma mala extra. É verdade. Dá pra comprar muitas coisas com pouco dinheiro. Apenas certifique-se antes com a sua companhia aérea qual é a sua bagagem permitida. Não adianta nada economizar lá se você vai ter que pagar pelo excesso de bagagem depois. ;-)

Friday, December 2, 2011

Transporte em Londres

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Londres é um lugar que respeita a hierarquia dos meios de transporte, diferente do que a gente encontra aqui em São Paulo: o ônibus sabe que é maior que o carro, que por sua vez sabe que é maior que a bicicleta, que por sua vez sabe que é maior que o pedestre. Todos se respeitam, e o pedestre, que é o mais frágil, fica no topo da cadeira alimentar: é ele que tem a preferência na travessia de uma rua. Na medida do possível, o trânsito é um caos bem organizado. Mas na verdade, só usa carro quem é bobo. Londres tem uma rede incrível de transporte público, como eu já disse aqui nesse outro post. A malha metroviária deles é super extensa e chega até a grande Londres (consegui chegar por ela até a maravilhosa Greenwich, o centro do mundo, como vocês verão mais pra frente). Eles também têm o DLR, que também é sobre trilhos e é como se fosse um metrô, mas anda sobre a terra. Pra falar a verdade, não descobri a diferença entre ele e um trem.

E, além de todos esses transportes que a gente já está super familiarizado, eles ainda tem o rio! Sim, o famoso e lindo rio Tâmisa (ou Thames, em inglês) é navegável, e eles usam como um meio regular de transporte, além de passeios turísticos. O melhor de tudo é que ele é integrado com o metrô, e em estações-chave, como por exemplo, London Bridge, e Greenwich, aliás, estações que eu usei. Com o Oyster você pode usar dos barcos como se fossem um ônibus. Daqui a pouco falo mais sobre o uso do Oyster no barco.

O Oyster e outros tickets
Mas voltando ao transporte público, o seu grande amigo nessa aventura é o Oyster. Esse cara de nome esquisito é um cartão tipo o bilhete único, que temos aqui em São Paulo, mas muito mais amigável. Eu não precisei comprar o Oyster porque minha amiga que me recebeu em Londres já tinha um sobrando, então não conheço muito sobre os trâmites para se comprar um, mas até onde eu sei, ele é bem fácil de ser adquirido, pode ser nas próprias estações de metrô, e depois quando você não for mais usá-lo, pode devolvê-lo. Vi uns postos de coleta de Oyster, só não sei se você recebe de volta seu crédito que eventualmente você tenha nele (alguém sabe?). Mas já que na minha primeira viagem de metrô eu não ia usar o Oyster, tive que comprar outro bilhete. Fui nas maquininhas automáticas – tem sempre um auxiliar pra caso você não entenda como as máquinas funcionam – e comprei um ticket pra um dia, que me dava direito a andar por todas as zonas. Já falo sobre as zonas (lá em baixo, quando eu falo sobre o débito no metrô). Com ele eu conseguia andar de metrô e ônibus normalmente, era só apresentar para o motorista do ônibus, e no metrô era só passar na catraca. Fácil, fácil.

No caso do Oyster, o sistema é muito mais simples. Uma vez que você tenha ele em mãos, a sua tarefa é mantê-lo sempre carregado. Se ele não estiver carregado, a catraca vai te avisar. Nesse caso, você consegue carregá-lo em qualquer estação de metrô e acredito que em qualquer estação de ônibus também.


Como ocorre o débito do Oyster: não vou saber falar a respeito de valores de passagens, porque, confesso, não prestei a mínima atenção nisso. Mas sei que existe um máximo por dia que ele debita do cartão, se eu não me engano era de 8 libras por dia, então se você pegar muitas conduções em um dia só, vai chegar uma hora que você vai começar a transitar de graça.

Como bater o seu cartão para efetuar o débito: 
- No ônibus: Em Londres não existe cobrador de ônibus. A máquina de débito do Oyster fica ao lado do motorista (no caso dos ônibus pequenos), e você deve encostar seu Oyster na máquina assim que entrar no ônibus. No caso de ônibus biarticulados, você pode entrar em qualquer uma das portas, e deve encostar o seu Oyster em qualquer uma das máquinas que ficam espalhadas ao longo do ônibus.
- No metrô: Londres é dividida por zonas. Central London fica na zona 1, e dali para a periferia vai passando pra zona 2, 3... até a zona 6. Quanto mais distante do centro, mais cara sua passagem vai ficar. Para controlar quanto você andou, você deve encostar o seu Oyster na entrada e na saída do metrô. Se você não encostar na saída, eles cobram a passagem mais cara, como se fosse uma multa, que se eu não me engano é de 7 libras e pouco. Portanto, jamais se esqueça de bater seu cartão, porque às vezes a catraca pode estar aberta e você, na distração, passar reto.
- No DLR: Funciona exatamente como o metrô. Tem que bater quando entra e quando sai.
- No rio: Eu não sei se em todas as estações funciona da mesma maneira, mas acredito que sim: eu peguei em Greenwich, e você comprava o bilhete com um cara numa cabine próximo de onde você embarcava. Ele passava o Oyster pra você na máquina que ficava dentro da cabine dele, e te entregava um papel que tinha o valor da passagem. Aí você entrava no barco e o fiscal só conferia a sua passagem na hora que você estava desembarcando. Não sei o que acontecia se você não tinha passagem. Talvez você fosse jogado no rio. Sei lá.

O ônibus
Os pontos de ônibus são facilmente reconhecíveis. Todos eles têm um poste com informações sobre as linhas que passam ali, e um abrigo de chuva, com mais informações sobre os ônibus. Fique atento, pois nesse poste vai conter uma das duas informações: BUS STOP ou REQUEST STOP. Se for a primeira, todos os ônibus que passam por aquele ponto irão parar, e aí é só você subir no seu ônibus de interesse. Se for o segundo, você deve fazer sinal para ele parar, senão ele vai passar reto.

Uma vez dentro do ônibus, haverá um letreiro dizendo quais são as próximas paradas. Isso facilita bastante quando você ainda não está familiarizada com o caminho.

O metrô
O metrô também é facilmente reconhecível pelo clássico símbolo de underground. Se achar dentro do metrô é fácil, mas você deve ficar atento aos mapas. Como são várias linhas, se você não estiver atento aos mapas pode facilmente pegar trem errado. Mas isso só acontece se você não estiver atento.
Dica: a district line, que é a verde, é muuuuuuuuito lenta. Se você tiver a oportunidade de pegar a central line (vermelha) ao invés de pegar a verde, escolha essa. Garanto que sua viagem será bem mais rápida.

Existem vários outros tickets para os transportes em Londres, mas sem dúvida o mais prático (e com melhor custo/benefício) é o Oyster. Se você quiser mais informações sobre os transportes em Londres, entra nesse site, é o Transport for London. Lá tem todas as informações que você pode precisar, inclusive as tarifas. Aliás, entrei lá agora pra dar uma olhadinha e percebi o quanto o negócio é complicado. No lado direito do site tem um box escrito "services updates" e umas paradinhas coloridas. É o tanto de linhas de metrô que eles têm. Sério, o metrô deles é MUITO extenso. E aí, finalmente, nesse link você consegue baixar o mapa do metrô e outros mapas, como de ônibus e do DLR... Entra lá e dá uma olhada. O do metrô você consegue pegar um mapinha bonitinho nas estações lá. Não precisa gastar a tinta da sua impressora, não.

Thursday, December 1, 2011

A chegada em Londres

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Já tinham me alertado que a imigração britânica era meio casca grossa. Sendo assim, mesmo eu chegando por um voo português (viajei pela TAP, e inclusive achei uma companhia aérea muito boa), preparei uma série de documentos que pudessem me livrar a cara para o caso de o fiscal da fronteira não gostar da minha cara. Separei o endereço da casa da minha amiga que ia me hospedar em Londres, imprimi todas as minhas passagens, tanto de ida e volta de Londres, como de ida e volta de Budapeste, imprimi o extrato do meu cartão pré-pago, pro caso dele achar que eu não tinha dinheiro suficiente pra passar o período lá, enfim, imprimi tudo o que eu achei necessário. Só não imprimi meus comprovantes de trabalho aqui, pois achei desnecessário. Teve uma amiga minha que levou, por precaução.

Chegando lá, vi que nem todo cuidado é exagero. O fiscal aparentemente não gostou muito da minha cara e resolveu me pegar pra cristo. Eu devo ter ficado uns 15 minutos respondendo as perguntas dele, que variavam desde que tipo de trabalho minha amiga fazia lá em Londres, até que tipo de trabalho eu fazia aqui no Brasil (assim, no nível "a revista que você faz é impressa ou é pra web?"), e querendo saber se ia alguém me pegar no aeroporto ou se eu ia sozinha até a casa deles. Enfim, ele não facilitou pra mim e me deu um carimbo não muito amigo. 

Quando eu fui pra Hungria e voltei pra Londres, a moça da fronteira me perguntou se eu sabia por que eu teria recebido aquele carimbo específico. Eu expliquei e ela me deu um outro carimbo diferente. 

A conclusão disso tudo é: se você está indo pra Londres, vá precavido. Pode ser que não te perguntem nada, mas provavelmente o básico vão te perguntar: o que você está fazendo lá, se você tem dinheiro suficiente, essas coisas. Se você estiver indo visitar alguém, provavelmente vão querer saber se essa pessoa está lá legalmente (principalmente se ela for brasileira). Se você não tiver 100% de certeza que ela está legalmente, e de preferência, trabalhando, fale que você vai ficar num hotel (e tenha a reserva em mãos), e que está indo pra conhecer a cidade. Não vale a pena chegar tão longe pra correr o risco de ter o visto negado por um detalhe tão bobo. E leve todos os documentos que você julgar necessário. JAMAIS esqueça da reserva da sua passagem de volta. Ela pode ser a diferença entre conhecer a rainha, e voltar pra casa no próximo voo. 

Londres e Budapeste

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Voltei essa semana de uma viagem rápida à Inglaterra e Hungria. Fiquei 6 dias em Londres e 4 em Budapeste, e, resumindo, as duas cidades são fantásticas.

Gostei muito de Londres pela sua funcionalidade. Sinceramente não achei uma cidade encantadora. É uma cidade de trabalho, e é tão corrida quanto São Paulo. Sendo assim, ela precisa ser funcional. E é. Extremamente. Você consegue ir de qualquer lugar para qualquer lugar sem passar por grandes perrengues. Tudo é muito didático e as informações são fáceis de achar. Nos pontos de ônibus, você tem a informações de todos os itinerários de todos os ônibus que passam por ali, em quanto tempo passa o próximo e quais ônibus passam em qual estação do metrô. Se você está dentro do ônibus, ele vai te informando quais são as próximas paradas, assim você consegue saber onde você está e onde deve descer. O mesmo acontece no metrô. Aliás, o metrô lá é uma coisa de doido. Existem várias linhas, e com conexão com outros meios de transporte. Mas vou destrinchar isso melhor em outro post. É possível ir pra qualquer lugar da cidade de metrô. Mentira dizer que se chega rápido, porque às vezes pode ser bem demorado. Mas fato é que você chega, sem se perder e com certo conforto, já que o metrô londrino tem cadeiras estofadas.

Nas ruas existem plaquinhas indicando a direção das principais atrações ou de coisas importantes que estão próximas (como, por exemplo, um banheiro público). Ou seja, não tem como se perder. Dos dias que fiquei lá, não me lembro de ter pedido informação pra ninguém, porque todas as informações que eu precisava, a cidade tratava de me dar.

Além disso, Londres conta com um arsenal imenso de atrações. São inúmeros museus (muitos deles gratuitos), parques, lojas, prédios e feiras pra visitar, que em uma só visita é impossível de conhecer tudo. Nos próximos posts quero contar um pouquinho de tudo o que eu vi por lá, e espero poder dar alguma inspiração pra quem estiver planejando uma viagem a Londres.

Agora passando a Budapeste... ahhh, Budapeste é incrível. Talvez eu esteja um pouco contaminada pelo meu sangue parcialmente húngaro, mas na minha percepção Budapeste é uma cidade absolutamente incrível. Lá se respira artesanato e culinária. Onde você olha tem uma barraquinha de comida (e que comida!!), ou de vinho quente – o que deixava a cidade com um aroma super gostoso  –, ou de doce. Impossível não se matar de tanto comer, principalmente porque nessa época do ano é bastante frio (as temperaturas chegavam a ficar negativas). Isso tudo sem contar a cidade em si, com seus prédios antigos lindissímos, e é claro, o rio Danúbio cortando a cidade. Pode colocar Budapeste aí na sua listinha de "Lugares a serem visitados". Te garanto que você não vai se arrepender.



Saturday, November 26, 2011

Sydney: Century Bar

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Sexta-feira passada eu bem queria cair na gandaia, mas somente ontem tive a chance de curtir minha primeira night em Sydney.

Fui com alguns amigos ao Century Bar (620, George St.), um pub no primeiro piso com boate no segundo piso, onde os drinks custam apenas $3 em qualquer dia da semana, a noite inteira!! E você não paga entrada, apenas o que consumir.

Aliás, até onde eu sei, a maioria dos pubs aqui (se não todos) não cobram entrada. Acho ótimo, porque adoro visitar um bar aqui e outro ali numa única noite, para conferir a atmosfera (e, se for o caso, entornar apenas um copo ou shot em cada um).

Outra coisa maneira é que água aqui é de graça. Claro que você pode comprar se quiser, mas todos os bares são obrigados a fornecer tap water (água da torneira, altamente potável) a qualquer um que pedir. Igualzinho na Irlanda.

Aliás, já visitei em alguns bares durante o dia aqui em Sydney. Alguns me lembram muito os pubs irlandeses. Outros, os londrinos.

Friday, November 18, 2011

Austrália: Sydney (1)

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Há 8 dias, cheguei na Austrália.


Sim, do outro lado do mundo - e onde fixo residência em Sydney pelos próximos 07 meses. Espero viajar bastante por aqui, país que tem praticamente o tamanho do Brasil, e também pela Ásia-Pacífico, incluindo no roteiro Japão e Nova Zelândia.

Como vim morar, trabalhar e estudar, daqui a algum tempo minha visão de Sydney talvez seja um pouco diferente da visão do viajante, turista. Por outro lado, tudo é novo e aqui (ainda) sou como turista! Por isso, posso sim dar algumas dicas à altura de qualquer viajante, principalmente aqueles que viajam por conta própria, minha especialidade. Lembrando: esse é apenas o primeiro de vários posts sobre Sydney. Afinal, cada dia, cada fim de semana descubro algo novo por aqui.

Já mencionei que Sydney é uma cidade caríssima? Pois é. Não é à toa que maioria das dicas abaixo são de passeios mandatórios para quem vem à Sydney - e que custam zero (ou quase).

Chegada
Vim pra cá de LAN - companhia aérea mais pontual que já usei. A viagem é cansativa, são 21h voando, porém cerca de 24h transitando nos aeroportos do Rio de Janeiro, Santiago do Chile e Auckland, na Nova Zelândia.

A parte boa é que, por incrível que pareça, passa rápido. A LAN tem milhares de filmes recém-lançados, jogos, séries de TV e outros artifícios pra distrair. Daí você entende que viajou 12h ao invés de 24h. E isso sim é um problema, porque o fuso horário Austrália-Brasil é de 13 horas (no horário de verão). Então, para me livrar logo do jet lag e aproveitar tudo aqui ao máximo, dormi cerca de 16 horas. No dia seguinte já estava ótima, mas livre mesmo? Bem, só no outro dia.

Circulando
Nenhum turista em sã consciência enfrenta 24 horas de voo para ficar menos que 1 semana em Sydney. Então, porque não comprar um passe semanal que dá direito a andar de ônibus, balsa e trem quantas vezes ao dia você quiser? Acredite, é a maneira mais eficiente de circular por aqui.

O ônibus e a balsa são ilimitados, você pode pegar qualquer um, pra qualquer lugar. Já o trem é limitado e é isso que fará diferença no tipo e preço do seu passe. Como turista, você não irá em nenhum lugar além do centro e das ilhas (eu moro aqui há 8 dias e não fui a nenhum lugar além do centro e das ilhas). Sugiro comprar o MyMulti 1 (custa $ 41 dólares, pagamento apenas em cash), vendido em qualquer loja de conveniência.

Só para ter ideia da economia: da minha casa ao centro, ida e volta, custa $8.60 - passe avulso. Usando o My Multi 1, o preço total deste trajeto cai para $ 5.85. Outro exemplo são as balsas: $12 ida e volta, comprando avulso...

CBD, City, Inner...

É o centrão de Sydney. No meu mapa mental, esta área começa na George Street, que termina desembocando inevitavelmente em Circular Quay (vulgo: o porto), onde fica a Harbour Bridge e a Sydney Opera House.

Dica 1: experimente passar o dia em Manly Beach, pegando a balsa em Circular Quay. No fim da tarde, de volta à cidade, curta o por do sol sentado no Opera Bar, que fica ao lado da Sydney Opera House.

Dica 2: reserve pelo menos uma tarde inteira para caminhar pela Elizabeth Street e pela Castlereagh Street, partindo da Liverpool Street e seguindo em direção a Circular Quay / porto. Explore as ruas adjacentes, como a Market Street e a King's Street.

Este pedaço é a Champs Elyseé de Sydney, onde estão as sofisticadas Prada, Mont Blanc, Gucci, Guess, David Jones, Fendi, Louis Vuitton e o que mais você imaginar - sim, sim, aqui tem!! Super clássica e sofisticada, esta área da cidade abriga os mais tradicionais fabricantes de jóias. Também é o lugar dos homens mais lindos que eu já vi (mas, infelizmente para as mulheres, a maioria joga em outro time).

Relaxe no Sandringham Gardens, belíssimo parque ao ar livre, excelente para passar o dia e tirar fotos. Por fim, visite os históricos prédios Queen Victoria Building (QBV) e The Galleries Victoria.

Manly Beach, Bondi Beach e Coogee Beach


São as 3 principais praias de Sydney. Todas são lindas, mas Manly Beach é a minha favorita, talvez por ficar mais isolada e, portanto, mais vazia. Pra chegar lá, pegue um ônibus até Circular Quay (leia-se: sêrcular quei) e, de lá, tome a balsa para Manly no portão 3. É uma viagem de 30 min apenas e lindíssima.

Para ir a Bondi (leia-se: bondai) e a Coogeee (leia-se: cúgi) Beaches, tem que pegar um trem até a estação Bondi Junction (siiiim, o My Multi 1 cobre esta estação). De lá, tem várias opções de ônibus até a praia, mas o 333 é o mais comum. Bondi é mais badalada, mas Coogee me parece mais sofisticada.


Por enquanto, é só pessoal. Continuem acompanhando porque, em breve, eu vou:
- escalar a Harbour Brigde;
- velejar;
- visitar o Aquário de Sydney e a Opera House;
- alimentar o canguru;
- abraçar o coala... e muito mais!

Thursday, November 17, 2011

Vacina de Febre Amarela

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Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje. Em outras palavras, não espere a próxima viagem para tomar a Vacina de Febre Amarela - exigência de países como a Austrália, meu destino agora em novembro.

Não é à toa que esta pendência encabeça a lista das 8 coisas que você não deve esperar a próxima viagem para providenciar, do Ricardo Freire. No caso de viagens nacionais, basta ir ao posto de saúde e pronto, vida resolvida.

Agora, no caso de viagens para o exterior, o que a Polícia Federal / Imigração do país de destino quer ver é o Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela. Documento emitido somente pela ANVISA e relativamente simples de obter - não fossem, claro, a burocracia brasileira, o trânsito carioca e a inexistência de um portal online com informações integradas sobre postos de saúde e vacinação (assim, só para facilitar).

Não sei como é em São Paulo, mas, no Rio de Janeiro, é necessário comparecer pessoalmenteao posto da ANVISA no Aeroporto Internacional (Galeão) para obter o Certificado Internacional de Vacinação.

Algumas dicas:

1 - Antes de ir ao posto de saúde tomar a vacina, recomendo fazer o cadastro online (obrigatório) no site da ANVISA. É rápido e indolor. É possível fazer pessoalmente, no próprio posto da ANVISA no Galeão, mas, na boa, você pode ficar horas aguardando um computador vagar.

2 - A vacina tem que ser tomada no mínimo 10 dias antes da viagem. Não pode ser 9, 8 ou 7 dias. Tem que ser 10. Esteja atento ao prazo.

3 - Compareça o quanto antes ao posto da ANVISA para obter o certificado internacional. Não deixe para o dia da sua viagem. Todos os meus amigos foram unânimes nessa questão: "vá ao Galeão antes do dia da viagem e obtenha o certificado, vai que dá chabu..." Ninguém soube me explicar que problema exatamente poderia ocorrer, mas tudo bem, melhor prevenir do que remediar.

Tuesday, November 8, 2011

Cartão pré-pago

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Agora que eu estou me preparando novamente para viajar, descobri uma nova forma de levar meu dinheiro, uma forma muito mais prática, segura e barata: o cartão pré-pago. Ele funciona como se fosse um cartão de crédito, pode ser bandeiras Visa ou Master Card (e por isso ele é aceito em todos os estabelecimentos que aceitarem esses tipos de cartões, ou seja, praticamente todos), só que ele não é vinculado a nenhuma conta. Também é possível sacar dinheiro com ele.

Ele pode ser comprado em casas de câmbio (ainda não são todas as que trabalham com esse tipo de cartão) e, se não me engano, alguns bancos – preciso dar uma pesquisada porque sinceramente não sei quais são. A grande vantagem dele é que você não fica sujeito à variação da taxa cambial. Você vai pagar o valor do câmbio no dia em que você comprar, e só. Não vai ter aquela surpresinha no dia da fatura, um mês depois que você voltar, que o dólar ou o euro ou a libra vai estar 30% mais caro. Esse risco você não corre. Outra (grande) vantagem é que o IOF dele é bem mais baixo (0,38% comparado a 6,38% do cartão de crédito normal).

Ele permite que você o recarregue estando no exterior, e também é possível bloquear o cartão caso você o perca. Ou seja: só vantagens.

Monday, October 24, 2011

Cidadania húngara

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Hoje meu post não tem muito a ver com viagens em si, mas tem a ver com países e cidadania, então achei que era válido. Acho que eu nunca contei por aqui que eu sou descendente de húngaros. Na verdade a Hungria é só parte da minha descendência (também tenho parte italiana e parte espanhola). Meu avô por parte materna nasceu em uma região da Hungria que hoje é parte da Croácia – a Hungria perdeu muito do seu território ao longo da sua história. Até o ano passado, pessoas como eu, que eram descendentes de pessoas que nasceram em áreas que não pertencem mais à Hungria, não tinham direito a requerer a cidadania. A partir desse ano as leis deles mudaram, e eles estão aceitando que essas pessoas entrem com processo, com a ressalva que se saiba falar a língua húngara.

Eu nunca tinha tido muito contato com a cultura húngara, pois a minha família (digo família: mãe, pai e irmão) nunca foi muito ligada a isso. Com essa história de cidadania, fui atrás e comecei a aprender a língua – que é uma das mais difíceis de serem aprendidas, por não se parecer com nenhuma outra que a gente conhece. Fui descobrindo o quanto é gostoso resgatar a herança cultural de um povo que é parte de você, e cada vez mais estou me envolvendo nisso. Agora estou entrando no grupo de danças folclóricas húngaras, e sempre tem um evento, uma festa, uma apresentação para ir. É muito gostoso fazer parte disso.

Se você também tem descendência húngara (mas isso serve para qualquer outra), sugiro que você recupere a sua herança cultural, que é muito rica. Se houver interesse em aulas de húngaro, ou aulas de dança (em São Paulo), entre em contato com a Associação Húngara 30 de Setembro.

Para mais informações sobre a nova lei de cidadania húngara, visite o site Cidadania Húngara.

Sunday, October 16, 2011

Próximos destinos

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Mês que vem parto para uma curta viagem pela Europa. Serão apenas 10 dias, quando passarei por Londres e Budapeste. Em Londres irei visitar uma amiga, portanto não terei dicas de hotéis, mas espero voltar de lá com dicas de buracos que só os legítimos londrinos podem oferecer. Já em Budapeste ficarei 4 curtos dias, depois conto se foi suficiente pra conhecer um pouco da beleza que dizem que é aquele lugar.

A saber: para nenhum dos dois lugares é necessário ter visto para entrar. Apesar dos dois países fazerem parte da comunidade europeia, nenhum dos dois usam o Euro como moeda (embora os húngaros aceitem o Euro). A Inglaterra usa a Libra, e a Hungria usa o Forint (pra converter essas moedas pro Real, use esse site).

Mês que vem volto pra contar mais.

Monday, May 2, 2011

Com sua licença, o novo passaporte

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Uma pausa nos assuntos da Europa para abordar uma questão internacional essencialmente brasileira: a emissão do nosso novo passaporte.

Desde fevereiro de 2011 uma nova versão do passaporte brasileiro - agora com chip - passou a ser emitida em todo o país. E eu, como planejo arrumar a mala pra botar o pé em outro continente já já, não poderia deixar de renovar o meu.

Tudo começou quando, láááá em fevereiro, me contaram que alguns consulados só concedem visto para passaportes com no mínimo 6 meses de validade a contar da data de embarque. Por exemplo, você viaja de férias no início de julho/2011 e retorna em meados deste mesmo mês. Seu passaporte vence só em set/2011, mas, acredite se quiser: mesmo assim, há grandes chances de o cônsul recusar um visto a você.

Então, lá fui eu tirar um passaporte novo.

O processo de agendamento
Comparado com 2006, quando tirei o documento pela primeira vez, agora está bem simples emitir o passaporte. Antes, perdia-se a manhã inteira. Agora quase todo o processo é feito online e é obrigatório marcar data e horário para comparecer à Polícia Federal para entregar documentos, tirar foto digital e recolher digitais. Que diferença, gente!

Tudo começa neste site aqui, da Polícia Federal. Seguindo os passos que eles indicam na página, preenchi um formulário, online. Foi bem rápido.

Então foi gerada a popular GRU - Guia de Recolhimento da União, no valor de R$ 156,07. Esse é o preço do passaporte hoje. Paguei pelo banco online mesmo.

Feito isso, foi necessário entrar em um outro site, para escolher o local, a data e o horário para ir à Polícia Federal. O atendimento é das 10h às 21h30 e as marcações ocorrem a cada 30 minutos.

O primeiro dia disponível para mim era 05 de maio de 2011, às 21h30. Caramba, cerca de dois meses e meio de espera!

A boa é que, como há muitos imprevistos e desistências, é permitido reagendar sua visitinha à PF quantas vezes for necessário, sem custo adicional. Para isso, basta entrar no mesmo link, selecionar "Efetuar reagendamento" e o sistema mostra, por posto de atendimento, a data e o horário liberados, mais próximos.

Deixei minha visita marcada para o dia 12 de abril, um mês antes da primeira data escolhida.

O grande dia
Estava marcada para 21h30, mas cheguei duas horas antes. Às 19h30 do dia 12/04 lá estava eu, na PF do Shopping Leblon. Fui conferir o andar da carruagem e descobri que tinha gente de 18h30 ainda para ser atendida... É, nenhuma esperança de adiantar a vida.

Bati perna, vi vitrines, lanchei, li revista no jornaleiro camarada... E, às 21h, lá estava eu novamente - e também a galera agendada para às 20h, ainda esperando atendimento.

Caramba. Nesse ritmo, só sairia dali lá pra meia-noite, certo? Errado!

Acredite se quiser: às 21h29 em ponto, o oficial me chamou e - pasme - às 21h45 eu já estava em casa! Dica: se possível, escolha o primeiro ou o último horário. Isto é, às 10h ou às 21h30. O oficial confirmou que nestes dois períodos a possibilidade de atraso é mínima, praticamente nula, como foi meu caso.

No fim de tudo, ele me entregou um protocolo de confirmação, que apresentei junto com minha identidade 7 dias depois, para pegar meu novo passaporte. O horário de entrega do documento é livre, das 10h às 19h. Vá com tempo: a fila de atendimento é por ordem de chegada.

Dicas


1) Isso é útil para quem está com viagem marcada pra muito em breve e "esqueceu" do documento (sim, gente, acontece): agende para o primeiro dia/horário disponíveis e no local de sua preferência, mesmo que seja depois da data de embarque. Aí, entre no site indicado para reagendar TODO DIA, impreterivelmente às 10h da manhã. É nesse horário que você vai conseguir ver as vagas liberadas para o dia seguinte, por exemplo, e obter preferência na escolha.

2) Se a emissão for urgente, no Rio, há mais vagas de última hora disponíveis para o aeroporto Antônio Carlos Jobim - Galeão, especialmente aos domingos. O local é meio contramão, mas fazer o quê.

3) Faça uma lista dos documentos exigidos pelo menos uma semana antes da data marcada.

4) No caso do título de eleitor, além do documento original, é necessário mostrar que está em dia com as obrigações eleitorais. Mas esqueça aqueles papéis que comprovam seu voto nas últimas eleições: uma declaração de quitação é suficiente. Pode ser obtida pelo site da Justiça Eleitoral, em qualquer cartório ou em qualquer posto de atendimento eleitoral.

Monday, April 25, 2011

Itália: Florença é Firenze (e vice-versa)

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Florença não é minha cidade italiana favorita, mas tive oportunidades ótimas e minha última parada na Itália - apesar de curta - valeu a pena.

Fora de épocas festivas, Florença é para passar no mínimo 3 dias. As atrações diurnas e refeições estão entre as mais caras do país, è vero, mas não recomendo bate-e-volta, porque há muito para ver e fazer. Cheguei aqui ao meio-dia de uma quinta-feira; no dia seguinte, às 14h, tinha que estar no aeroporto de Firenze. A cidade só ficou no meu roteiro porque achei arriscado chegar aqui na própria sexta-feira para pegar o voo direto pra Amsterdam. E também porque a Thaís recomendou enfaticamente que eu viesse ver o Davi, de Michelangelo. Então pernoitei - por apenas uma noite.


Onde se hospedar?

Assim é o Academy Hostel (Via Ricasoli,9): um albergue muito bem localizado.

Vale a pena andar da estação de trem ao albergue. É ridiculamente perto, apenas 10 minutos. Mas como precisei correr com duas malas gigantes e pesadas a tiracolo para pegar o último trem Eurostar Bologna-Firenze da manhã, decidi que merecia um táxi. Péssima ideia. O motorista errou a rua, deu uma volta danada pra pegar a via certa e a corrida que daria 5 euros custou 10. Pelo menos peguei com ele um mapa turístico da cidade.

Também fica a 2 min do Duomo Santa Maria del Fiore e está na mesma rua da Galleria dell'Accademia, onde está o Davi. Mais central? Impossível.

Com localização excelente e para um lugar caro como é Florença, o pernoite é barato: cerca de30 por pessoa, num quarto misto para 8. A cama é confortável, o armário tem cadeado com chave e há uma mesa de cabeceira com luminária (o que eu particularmente adorei, porque evita que o coleguinha ligue a luz central do quarto na sua cara). Há 2 banheiros, ambos ótimos, compartilhados entre todos os hóspedes e muito, muito limpos o dia inteiro. A portaria é 24 horas, os funcionários são legais, a internet é de graça, o uso dos computadores também. O café da manhã é razoável, nada luxuoso.

O único ponto negativo na minha opinião é você ter que ficar na área externa do albergue ou nas ruas entre 10h e 14h. Segundo eles, é para facilitar a limpeza e oferecer um local mais agradável a todos.

O que fiz em um dia (ou 23 horas)
Check-in feito, comi um panino na primeira birosca que encontrei e corri pra Galleria dell'Accademia (Via Ricasoli, 58-60). Afinal, museu na Europa fecha cedo: entre 16h e 17h30. Às 13h30, comprei ingresso (€10), sem fila. Aliás, não me lembro de ter enfrentado uma sequer em nenhum dos lugares por onde passei. Sorte? Vai saber.

Pois acabou que a expectativa foi grande e não gostei tanto assim do Davi, mas a-do-re-i as diversas exposições de arte da galeria. Entre elas, uma sobre representações da Virtude do Amor no séc. XV. O assunto é lindo, mas incrível é a tecnologia da sala! Adeus painéis com textos exaustivos, audio guides e guias de museu que falam sem parar! Ao invés disso, ao lado de cada quadro, uma televisão exibe ao mesmo tempo um detalhe da pintura e o significado daquele pedaço. Dez segundos depois, mais um detalhe, mais um significado. Em 1 minuto, você compreende toda a história do quadro. Isso é o que chamo de visita guiada.

Depois, fui andando até a Piazza del Duomo. Por 15, dá para subir até o ponto mais alto da Catedral. Passeei pela cidade, a esmo, sem mapa; as praças são todas gracinhas e, mesmo com chuva, há gente, músicos tocando, barraquinhas. Em alguma rua por ali, uma vitrine exibia aos passantes um pizzaiolo tradicional elaborando uma pizza gigante, para vender a fatia. Aí entrei nesta lanchonete, sentei e devorei um pedaço acompanhado de Fanta laranja! Encerrei a tarde admirando o por do sol beijar o rio que corta a cidade, pela janela de vidro mais alta da Galleria degli Uffizi (10). Então, desci para a Ponte Vecchio. Ignorando as mais requintadas peças de ourivesaria, debrucei-me na ponte e, à la Da Vinci, contemplei.

De volta ao albergue, fiz uma colega, a Kate. Ela, americana, estudava em Dublin e foi a Florença visitar sua amiga Sarah, também americana, que estudava história da arte lá. Conclusão: na minha única noite em Florença, tive direito a um city tour noturno personalizado e gratuito, jantar em restaurante familiar (fora do circuito turístico e, portanto, BBB) e diversão em um bar!

A parceria deu certo e no meu último dia na Itália, fui com Kate aos jardins Bardino e di Boboli, no Palazzo Pitti, de onde se vê uma panorâmica de Florença. Visitamos menos de 1/5 do local: dá pra passar um dia inteiro lá e mais outro só nos diversos museus. É bastante por apenas €10.

De volta às ruas florentinas, me despedi dela ao ver o anúncio do Pino's Caffé (Via Guicciardini, 66). Não dava para ir embora da Itália sem provar comida da mamma, né? Me esbaldei no ravioli de salmão com espinafre.

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A Thaís foi a Florença em 2009 e tem uma opinião um pouco diferente da minha. Confira aqui e aqui.

Wednesday, February 16, 2011

Itália 2010 - Veneza (2)

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Onde ir, o que fazer?
Uma vez na estação, compre um mapa dos pontos turísticos da cidade e estude-o por alguns minutos. Como só tinha 6 horas, escolhi aportar na Piazza San Marco, o ponto mais turístico de lá, e ver no que dava.

Existem 2 experiências que considero mandatórias para quem quer inspirar Veneza. Uma delas é circular por aqui de gôndola. Infelizmente, tive que deixar pra próxima porque estava aqui praticamente de passagem e o único gondoleiro a quem perguntei o preço quis me cobrar 80. Mas sei que existem passeios mais baratos, por volta de €20.


A outra eu não perderia por nada. E ainda farei novamente quando voltar a Veneza: visitar o Palazzo Ducale ou Palácio dos Doges. Se houve alguma primeira má impressão da cidade, ela se transformou em admiração assim que pisei aqui. Por favor, vá com paciência e disposição para ler tudo; vale a pena apreender tudo sobre sua história, sua fascinante formação político-econômico-social. O ingresso custa 6,50 e dá direito a visitar o palácio, a Sala Monumentali Biblioteca Marciana e os museus Corner e Arqueológico. Preciso dizer que fiquei a tarde inteira só no Palácio? E, no final do passeio, uma surpresa: as nádegas de Netuno e Marte.

Talvez pela popularidade, Veneza é uma cidade inflacionada tanto para comer quanto para comprar. Não achei um restaurante BBB sequer, nem por indicação dos próprios venezianos! Acabei almoçando em um modelo de restaurante muito popular pela Itália atualmente, semelhante ao nosso bom e velho prato-feito. Só que o de lá tem gosto de comida de hospital. Vamos combinar? Melhor ter ido a um supermercado, viu.

MAS nem tudo está perdido. Atraída pela oportunidade de viajar no tempo e, claro, pelo bolo de chocolate aí da foto, não resisti e sentei no Caffé Florian. Fundado em 1720, ainda conserva o requinte do século XVIII. Na boa: todos os pratos são tão lindos que desafio você a passar na porta sem salivar.



No mínimo curioso
No dia em que estive em Veneza, só abriu o sol no fim da tarde: chovia MUITO quando cheguei. Além da subida do nível do mar, havia diversos pontos de alagamento na cidade. Mas os italianos têm uma solução paliativa que considero bastante inteligente para dias "de cheia", e é por isso que acredito que Veneza não "sumirá do mapa", não "vai acabar" tão cedo. Será que dá pra implantar esses estrados suspensos aqui pelo Rio de Janeiro?

Antes daqui:
  • Veneza (1)