Wednesday, February 16, 2011

Itália 2010 - Veneza (2)

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Onde ir, o que fazer?
Uma vez na estação, compre um mapa dos pontos turísticos da cidade e estude-o por alguns minutos. Como só tinha 6 horas, escolhi aportar na Piazza San Marco, o ponto mais turístico de lá, e ver no que dava.

Existem 2 experiências que considero mandatórias para quem quer inspirar Veneza. Uma delas é circular por aqui de gôndola. Infelizmente, tive que deixar pra próxima porque estava aqui praticamente de passagem e o único gondoleiro a quem perguntei o preço quis me cobrar 80. Mas sei que existem passeios mais baratos, por volta de €20.


A outra eu não perderia por nada. E ainda farei novamente quando voltar a Veneza: visitar o Palazzo Ducale ou Palácio dos Doges. Se houve alguma primeira má impressão da cidade, ela se transformou em admiração assim que pisei aqui. Por favor, vá com paciência e disposição para ler tudo; vale a pena apreender tudo sobre sua história, sua fascinante formação político-econômico-social. O ingresso custa 6,50 e dá direito a visitar o palácio, a Sala Monumentali Biblioteca Marciana e os museus Corner e Arqueológico. Preciso dizer que fiquei a tarde inteira só no Palácio? E, no final do passeio, uma surpresa: as nádegas de Netuno e Marte.

Talvez pela popularidade, Veneza é uma cidade inflacionada tanto para comer quanto para comprar. Não achei um restaurante BBB sequer, nem por indicação dos próprios venezianos! Acabei almoçando em um modelo de restaurante muito popular pela Itália atualmente, semelhante ao nosso bom e velho prato-feito. Só que o de lá tem gosto de comida de hospital. Vamos combinar? Melhor ter ido a um supermercado, viu.

MAS nem tudo está perdido. Atraída pela oportunidade de viajar no tempo e, claro, pelo bolo de chocolate aí da foto, não resisti e sentei no Caffé Florian. Fundado em 1720, ainda conserva o requinte do século XVIII. Na boa: todos os pratos são tão lindos que desafio você a passar na porta sem salivar.



No mínimo curioso
No dia em que estive em Veneza, só abriu o sol no fim da tarde: chovia MUITO quando cheguei. Além da subida do nível do mar, havia diversos pontos de alagamento na cidade. Mas os italianos têm uma solução paliativa que considero bastante inteligente para dias "de cheia", e é por isso que acredito que Veneza não "sumirá do mapa", não "vai acabar" tão cedo. Será que dá pra implantar esses estrados suspensos aqui pelo Rio de Janeiro?

Antes daqui:
  • Veneza (1)

Tuesday, February 1, 2011

Itália 2010 - Veneza (1)

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09 de novembro.


Era uma vez algumas ilhas, um mar feroz e um povo disposto a enfrentar com dignidade o que fosse para estabelecer ali o seu lar. Esse é o espírito de Veneza, que, se fosse uma palavra, seria Triunfante.

Veneza é diferente de qualquer cidade que eu já visitei na vida. Só me dei conta disso quando, já no Brasil, olhei as fotos que fiz. Por isso, minha primeira dica é: se o sonho da sua vida é ir à Veneza, vá. Se você não dá a menor, vá também.

Da janelinha do Eurostar, a vista do Mar Adriático é en-can-ta-do-ra. O pensamento, o ideal coletivo da cidade, construído ao longo dos séculos, parece que ainda reina; dá pra sentir. E não sei o que é que dá na gente, mas ainda que sua experiência lá não tenha sido a melhor de sua viagem à Europa (e, falando por mim, não foi), toda vez que admirar as fotos de Veneza, vai surgir uma inevitável sensação de paz interior...

Quanto tempo?
Fiquei aqui por uma tarde, mas não é suficiente para compreender Veneza. Se for possível, passe pelo menos 2 noites, de preferência uma sexta e um sábado.

Como chegar?
Se estiver na Itália, opte pelo Eurostar. Há duas estações de trem na cidade: Venezia Mestre e Venezia Santa Lucia e, em geral, os trens param em ambas. A última é a mais próxima dos pontos turísticos.

Também é possível chegar de avião, descendo no aeroporto Marco Polo.

Entendendo a cidade

Navegar ao invés de caminhar. As águas são a melhor maneira de compreender Veneza, ainda que seja possível explorar boa parte à pé.

Veneza é a cidade de locomoção mais fácil que já visitei, mesmo com chuva. Tudo bem que o mapa que comprei caiu 2 vezes em poças d'água e quase se desintegrou, mas só usei mesmo pra definir a primeira parada.


Superficialmente falando, a cidade é composta pelo Gran Canal, que é tipo a "rua principal", e pelos canaletos, que seriam as ruas adjacentes (veja o mapa). Aqui não há metrô - pelo menos, não correndo pelos trilhos.

Para sair da estação de trem Santa Lucia, há 2 opções: caminhar ou pegar a barca. Esta última é excelente para quem está com pouco tempo ou se estiver chovendo torrencialmente (como foi o meu caso), porque há uma estação marítima exatamente à porta da ferrovia. Operadas pela ACTV, as barcas do HelloVenezia! navegam pelo Gran Canal e estacionam em cada uma das cerca de 70 estações marítimas para embarque e desembarque espalhadas por aí. O bilhete custa 6 (por trajeto).