Monday, April 25, 2011

Itália: Florença é Firenze (e vice-versa)

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Florença não é minha cidade italiana favorita, mas tive oportunidades ótimas e minha última parada na Itália - apesar de curta - valeu a pena.

Fora de épocas festivas, Florença é para passar no mínimo 3 dias. As atrações diurnas e refeições estão entre as mais caras do país, è vero, mas não recomendo bate-e-volta, porque há muito para ver e fazer. Cheguei aqui ao meio-dia de uma quinta-feira; no dia seguinte, às 14h, tinha que estar no aeroporto de Firenze. A cidade só ficou no meu roteiro porque achei arriscado chegar aqui na própria sexta-feira para pegar o voo direto pra Amsterdam. E também porque a Thaís recomendou enfaticamente que eu viesse ver o Davi, de Michelangelo. Então pernoitei - por apenas uma noite.


Onde se hospedar?

Assim é o Academy Hostel (Via Ricasoli,9): um albergue muito bem localizado.

Vale a pena andar da estação de trem ao albergue. É ridiculamente perto, apenas 10 minutos. Mas como precisei correr com duas malas gigantes e pesadas a tiracolo para pegar o último trem Eurostar Bologna-Firenze da manhã, decidi que merecia um táxi. Péssima ideia. O motorista errou a rua, deu uma volta danada pra pegar a via certa e a corrida que daria 5 euros custou 10. Pelo menos peguei com ele um mapa turístico da cidade.

Também fica a 2 min do Duomo Santa Maria del Fiore e está na mesma rua da Galleria dell'Accademia, onde está o Davi. Mais central? Impossível.

Com localização excelente e para um lugar caro como é Florença, o pernoite é barato: cerca de30 por pessoa, num quarto misto para 8. A cama é confortável, o armário tem cadeado com chave e há uma mesa de cabeceira com luminária (o que eu particularmente adorei, porque evita que o coleguinha ligue a luz central do quarto na sua cara). Há 2 banheiros, ambos ótimos, compartilhados entre todos os hóspedes e muito, muito limpos o dia inteiro. A portaria é 24 horas, os funcionários são legais, a internet é de graça, o uso dos computadores também. O café da manhã é razoável, nada luxuoso.

O único ponto negativo na minha opinião é você ter que ficar na área externa do albergue ou nas ruas entre 10h e 14h. Segundo eles, é para facilitar a limpeza e oferecer um local mais agradável a todos.

O que fiz em um dia (ou 23 horas)
Check-in feito, comi um panino na primeira birosca que encontrei e corri pra Galleria dell'Accademia (Via Ricasoli, 58-60). Afinal, museu na Europa fecha cedo: entre 16h e 17h30. Às 13h30, comprei ingresso (€10), sem fila. Aliás, não me lembro de ter enfrentado uma sequer em nenhum dos lugares por onde passei. Sorte? Vai saber.

Pois acabou que a expectativa foi grande e não gostei tanto assim do Davi, mas a-do-re-i as diversas exposições de arte da galeria. Entre elas, uma sobre representações da Virtude do Amor no séc. XV. O assunto é lindo, mas incrível é a tecnologia da sala! Adeus painéis com textos exaustivos, audio guides e guias de museu que falam sem parar! Ao invés disso, ao lado de cada quadro, uma televisão exibe ao mesmo tempo um detalhe da pintura e o significado daquele pedaço. Dez segundos depois, mais um detalhe, mais um significado. Em 1 minuto, você compreende toda a história do quadro. Isso é o que chamo de visita guiada.

Depois, fui andando até a Piazza del Duomo. Por 15, dá para subir até o ponto mais alto da Catedral. Passeei pela cidade, a esmo, sem mapa; as praças são todas gracinhas e, mesmo com chuva, há gente, músicos tocando, barraquinhas. Em alguma rua por ali, uma vitrine exibia aos passantes um pizzaiolo tradicional elaborando uma pizza gigante, para vender a fatia. Aí entrei nesta lanchonete, sentei e devorei um pedaço acompanhado de Fanta laranja! Encerrei a tarde admirando o por do sol beijar o rio que corta a cidade, pela janela de vidro mais alta da Galleria degli Uffizi (10). Então, desci para a Ponte Vecchio. Ignorando as mais requintadas peças de ourivesaria, debrucei-me na ponte e, à la Da Vinci, contemplei.

De volta ao albergue, fiz uma colega, a Kate. Ela, americana, estudava em Dublin e foi a Florença visitar sua amiga Sarah, também americana, que estudava história da arte lá. Conclusão: na minha única noite em Florença, tive direito a um city tour noturno personalizado e gratuito, jantar em restaurante familiar (fora do circuito turístico e, portanto, BBB) e diversão em um bar!

A parceria deu certo e no meu último dia na Itália, fui com Kate aos jardins Bardino e di Boboli, no Palazzo Pitti, de onde se vê uma panorâmica de Florença. Visitamos menos de 1/5 do local: dá pra passar um dia inteiro lá e mais outro só nos diversos museus. É bastante por apenas €10.

De volta às ruas florentinas, me despedi dela ao ver o anúncio do Pino's Caffé (Via Guicciardini, 66). Não dava para ir embora da Itália sem provar comida da mamma, né? Me esbaldei no ravioli de salmão com espinafre.

*****

A Thaís foi a Florença em 2009 e tem uma opinião um pouco diferente da minha. Confira aqui e aqui.

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