Wednesday, December 28, 2011

Londres – Dia 02

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 O roteiro do segundo dia incluiu muita caminhada, mas foi muito gostoso porque a maior parte dela se deu ao longo das margens do rio Tâmisa. O dia começou na Torre de Londres e Tower Bridge (aquela que levanta pros barcos grandes passarem), Tate Museum, uma passadinha sem querer pelo Borough Market, e terminou no Spitafield Market.


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Torre de Londres e Tower Bridge


Tinham me falado que valia a pena entrar na Torre de Londres, então eu fui (a estação é a Tower Hill, circle ou district lines). A entrada é paga, eu paguei 19,80 libras, mas existem preços diferenciados para grupos, crianças e para compras online (aqui tem o site oficial em inglês). Não sabia direito o que encontrar, porque não tinha lido nada a respeito. Mas quando pensava em uma Torre, achava que fosse um lugar pequeno que não tivesse muitas coisas, como os nossos fortes daqui. Mas na verdade ele parece um castelo com vários "predinhos". Em um fica a sala da tortura, outro é a torre sangrenta, e assim por diante. Em um deles ficam em exposição as joias da rainha. É bem bonito. Existem visitas guiadas que estão inclusas no preço, mas você tem que dar sorte de pegar uma no horário que você está entrando. Eu tive sorte, e a visita foi bem melhor do que teria sido sem o guia. Portanto, eu recomendo esperar por ele. O lugar é lindo por dentro, e realmente vale a visita. Eu passei a manhã inteira lá.

Na saída da Torre você dá de cara com a Tower Bridge. Já viu aquele Lego que imita a Tower Bridge? Então, é igualzinho. A ponte parece feita de Lego. Eu não acreditava que aquela ponte pudesse ser de verdade. É muito esquisito, porque é como se fosse um brinquedo gigante. Claro que eu tive que andar por ela, né? Atravessei o rio por ela mas não tive a sorte de ver nenhum barco grandão passar para vê-la levantando. Se você passar por lá, tomara que tenha mais sorte do que eu.

Borough Market e Tate Modern
De lá fui andando até o Tate Modern por um caminho que margeia o rio (dá uma olhadinha no mapa que eu fiz aí em cima). Esse caminho é bem bacana, porque parece meio medieval. Parece que você voltou no tempo. No meio do caminho, você encontra uma ponte, a London Bridge, e quando passa por ela, Bang! descobre o Borough Market (atenção: aqui não tem que cruzar a ponte de novo. Olhando o mapa dá pra entender melhor). Eu não estava esperando encontrar por ele, e foi uma surpresa bem agradável. O Borough Market nada mais é do que uma feira chique. É um lugar onde só vende comida e flores, mas o lugar é muito bonitinho (claro que eu não tenho fotos de lá). A estação mais próxima do Borough Market é a London Bridge (jubilee ou northern lines).

Então continuando nesse caminho à margem do rio, eu dei uma paradinha pra almoçar no famoso pub The Anchor, que eu não sei o por quê dele ser famoso, porque ele me pareceu igual a todos os outros, mas é um lugar simpático e barato para comer. De lá fui até o Tate Modern, museu de arte moderna que também não se paga nada para entrar. Eu, sinceramente, não gostei. Mas, para quem gosta de arte moderna, deve ser um prato cheio. Pra mim arte é uma coisa que a pessoa, no mínimo, teve que parar e pensar no que ela estava fazendo. Quando se pendura um espelho na parede e se chama de arte, eu dou meia volta e vou embora. E foi assim que aconteceu.

St. Paul's cathedral e Spitafields Market
Do Tate, eu peguei a Millenium Bridge, que fica bem em frente do museu. É uma passarela só para pedestres que cruza o rio. Seguindo reto depois de passar por ela, você vai dar na St. Paul's Cathedral. É linda por fora, mas não entrei e não sei como funciona para visitação.

De lá peguei o metrô e fui até o Spitafields Market, desci na estação Liverpool (Central, Hammersmith and City, District, Circle e Metroplitan lines) e fui me embrenhando nas ruazinhas, seguindo as indicações. Foi bem complicado de achar, mas achei. O problema é que já era tarde (umas 19h), e quase todas as barraquinhas já estavam fechando. Aliás, nem expliquei o que é o Spitafields. Ele é um grande "camelódromo". Várias, mas vááárias pessoas expõem seus produtos em barraquinhas tipo as de camelô. Tem roupa, artesanato, quadros... tem de tudo um pouco (site oficial aqui). Das poucas coisas que eu consegui ver, achei bem bacana. Acho que quando estão todas as barracas lá, deve dar pra passar o dia inteiro caçando coisas interessantes.


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O hospital
No final da noite encontrei minha amiga no Westfield, o shopping que eu comentei nesse post. Fiz as minhas comprinhas, fomos comer, e aí eu tive uma convulsão em plena praça de alimentação. Daí fiz o meu primeiro (e espero que último) passeio de ambulância. Fui atendida no hospital de Charing Cross, e fiquei bem surpresa (positivamente) com o atendimento. Apesar da demora na ambulância, depois que eles chegaram me atenderam como se eu fosse uma local, e fizeram inúmeros exames sem que eu precisasse apresentar nada, nem meu passaporte. Fiquei bem surpresa, pois normalmente os países não têm atendimento gratuito para quem não é local ou residente. Mas isso não significa que você pode ir para lá sem o seguro viagem. Não sei se eu que dei sorte ou se é regra. Nunca vá viajar desprevinido.

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