Friday, January 20, 2012

Meadowlands Stadium

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Hoje estou escrevendo pra pedir uma ajudinha. Meu chefinho querido está indo para NY, e ele quer saber como faz para chegar no estádio do Giants, time de futebol americano, que fica em New Jersey. Eu fui procurar informações na internet, e descobri como é difícil obter essa informação.

Depois de muuuuita pesquisa, eu saí com duas possibilidades: uma (que eu acho menos provável) é a de pegar um trem na Grand Central até o estádio, pela Metro-north railroad. A outra, que eu entendi como mais certa, é a de pegar o trem na Penn Station (mas não sei que linha).

Outra informação que eu não consegui entender é se esses trens só funcionam em dias de jogos ou se você consegue chegar lá em qualquer momento.

Adoraria fazer um super post aqui pra quem tem as mesmas dúvidas que eu, mas infelizmente não conseguir sanar todas elas procurando pela net. Será que alguma alma boa saberia me dizer? 


Saturday, January 14, 2012

NYC - Hotel Pennsylvania

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Da primeira vez que planejamos qir à NY, fizemos uma extensa pesquisa sobre os hoteis de lá, já que íamos por conta e não por pacote de agência. A primeira conclusão que chegamos é que os hoteis em Nova York são extremamente caros, em geral. A segunda conclusão foi que o hotel mais "famoso" é o tal do Pennsylvania. Ele aparecia entre os primeiros em todas as buscas que fazíamos, e estava em todos os pacotes de agências. Pensávamos que deveria ser um bom hotel, mas quando líamos resenhas de quem já tinha estado lá, a gente via que não era bem assim. Líamos que ele era bem localizado, mas que ele tinha vários problemas. Então decidi procurar um amigo meu que mora lá, e ele nos indicou um hotelzinho menor que chama "Union Square Inn". Ele era bem mais barato do que os outros que tínhamos visto (era meio um bed and breakfast), e cabia melhor no orçamento. Fizemos as reservas, mas a viagem acabou não rolando. Cancelamos as reservas sem nenhum custo e nenhum stress.

Aí decidimos fazer uma nova tentativa de ir pra lá, mas dessa vez iríamos de pacote. E ai, adivinha! O pacote era com o Hotel Pennylvania! Olha que surpresa! Eu fiquei com um pouco de medo, mas decidi encarar.

Se tem uma coisa que eu me arrependo foi de não ter filmado o hotel. Já viu aquele filme 1408? Aquele de suspense com o John Cusack, inspirado num conto do Stephen King, em que o cara é um escritor que vai atrás de quartos de hotéis supostamente assombrados para investigar se tem mesmo fantasmas por lá e depois escreve as experiências dele? Esse filme poderia ter sido gravado nesse hotel Pennsylvania.

Ele é um hotel gigantesco, são 1700 quartos (isso mesmo, mil e setecentos). A entrada dele parece um shopping center, tamanha a quantidade de gente que entra e sai de lá o tempo inteiro. Existem, se eu me lembro bem, 8 elevadores para atender o prédio inteiro, que ficam incessantemente no sobe-e-desce. Eu sei bem disso, pois fiquei num quarto que dava de parede pro elevador, e ficava ouvindo a noite inteira o barulho do elevador. Então aqui fica a dica: se você tem problemas com barulho para dormir, peça para ficar longe do elevador. 


Depois da gente conseguir entender que tinha um elevador que só descia (eles têm um andar só pra guardar bagagem, mediante pagamento de US$ 4,00/mala) e que só os outros subiam, chegamos no nosso andar. Nosso quarto era o 810. Aí a gente viu uma plaquinha: do 800 ao 809, pra direita. Do 811 ao 899, pra esquerda. Ficamos os dois bobos olhando pra plaquinha e pensando: tá, e o 810? Não existe? É dentro do elevador? Começamos a andar a esmo pelos corredores procurando nosso quarto. Foi aí que nós chegamos à conclusão de que o 1408 devia ter sido filmado ali. O hotel é muito antigo, e as portas, como eles fazem questão de frisar em plaquinhas douradas em todas as portas, são portas originais desde 1919. Mil novecentos e dezenove! Quase cem anos. Dá um medinho.

Finalmente achamos nosso quarto. Era um quarto espaçoso, até! Com banheira e tudo mais. Cama razoavelmente confortável, janela que dá pra Macy's, a calefação funciona. Aí eu fui no banheiro e fechei a porta. IIIIRCH! Achei um montinho de cabelos atrás da porta que claramente não eram nem meus, e nem do Ale. Os cabelos se mantiveram lá durante 4 dias da minha estadia. Gente, desculpa. Sobrar um fio de cabelo na limpeza eu até entendo. Mas sobrar um montinho de cabelo durante 4 dias com limpeza diária... hummm... bom, tirem suas conclusões. Eu tirei a minha. E achei nojento.

Mas fora a questão limpeza, o hotel era legal. A localização dele era excelente, se você gosta de aglomeração. Ele fica de frente (literalmente) pro Madison Square Garden, e uma ou duas quadras da Times Square. Mais uma quadra pra lá e você chega na Broadway, e você continuar ainda mais uma, chega na quinta avenida. O Empire State tá ali pertinho. Tem uma estação de metrô da linha 1/2/3 na esquina, uma da linha A/C/E a uma quadra e outra da linha N/Q/R também a uma quadra, só que pro outro lado.


Exibir mapa ampliado

Só que, por ali ser o centro do universo, também fica lotado de gente. Principalmente porque a gente foi em época de natal, ficava complicado até de atravessar a rua. A Macy's é ali do lado (e era 24h). Imagina a loucura que era aquilo! E em dia de jogo, então!

A conclusão é: se você gosta de estar no centro, com as lojas por perto, sem precisar se deslocar tanto pra chegar nos lugares, e for um pouco desapegado da limpeza do quarto, vai pro Pennsylvania que você será feliz. Se você quiser um pouco mais de sossego e limpeza, procura um hotel mais afastado, como o Union Square Inn, que eu falei ali no começo. Você vai estar um pouco mais longe de algumas atrações, mas pelo menos vai conseguir respirar um pouco melhor.

Ah, importante!! No hotel não tem wi-fi grátis! Existe uma pequena sala com computadores que você paga por minuto de utilização, ou, se você levar seu lap top, paga a internet por dia. Se eu não me engano, eram US$ 10,00 por dia. Aliás, em NY é muito difícil achar wi-fi grátis. A gente só achou no Starbucks.

Tuesday, January 10, 2012

NYC – o metrô

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Vamos começar a série de NY com um assunto bem complexo: o metrô. Vou falar só sobre ele, porque foi o único transporte público que nós usamos. Aqui no site da MTA você consegue ver o mapa do metrô de NY. Se você já viu o mapa do metrô de Londres, vai notar que o de NY é um pouquinho mais embaraçado. Não é impressão à primeira vista. Ele é bem complexo mesmo e eu só consegui entendê-lo de verdade (se é que eu entendi MESMO) no quinto e último dia que eu estava lá. Mas mapa bom MESMO é esse pdf aqui. Recomendo levar esse, se você estiver indo pra lá. O esquema é o seguinte:

Cada cor, pela lógica, deveria significar uma linha. Mas não é tão simples assim. Às vezes cada cor serve até 4 linhas. Assim:

Linha azul: A, C e E
Linha cinza: S
Linha laranja: B, D, F e M
Linha verde clara: G
Linha cinza: S
Linha marrom: J e Z
Linha amarela: N, Q e R
Linha cinza clara: S
Linha vermelha: 1, 2 e 3
Linha verde escura: 4, 5 e 6
Linha roxa: 7

É linha que não acaba mais. Na entrada de cada estação está escrito quais linhas atendem aquela estação, você precisa saber qual é o lado que você precisa ir. Por exemplo, se você vai pegar a linha 4, 5, ou 6, precisa saber se vai sentido downtown ou uptown. Downtown significa que você vai para "baixo" no mapa, ou seja, sentido Brooklin. Uptown você vai sentido Bronx. Algumas linhas já especificam um destino, como acontece aqui no Brasil, por exemplo, a linha E que vai até Jamaica Center. Mas é aí que você tem que tomar cuidado, pois algumas linhas se bifurcam, e vão para destinos diferentes. Fique sempre atento ao número do trem que está chegando na estação. Se você estiver numa estação que atenda a várias linhas, vão chegar trens para vários destinos. Não pegue o primeiro que chegar sem antes ver o destino dele.

Outra coisa que você deve prestar muita atenção: existem trens locais e trens expressos. O que isso significa? Que o trem expresso pula várias estações. Como o trem de NY não é tão organizado quanto o londrino, eles não tem essa especificação no mapa que fica no metrô. Pelo menos eu não encontrei em lugar nenhum. Por isso eu recomendo altamente que você imprima esse pdf que eu coloquei no link aí em cima. Eu tinha um impresso que eu ganhei de uma pessoa que me trouxe lá de NY, então imagino que tenha pra distribuição lá. Mas não vi onde pegava (é grátis). Mas o que ele tem de tão interessante: se você olhar de pertinho nele, vai ver que debaixo do nome de cada estação ele tem um número ou uma letra. Significa que aquela é a linha atendida naquela estação. Por exemplo, pega o ponto mais ao sul do mapa, tem a estação de Coney Island. Aí diz lá: "Coney Island Stillwell Av D-F-N-Q". Signfica que as linhas D, F, N e Q param naquela estação. Acredita em mim: essa informação é crucial quando você vai planejar a sua viagem. Porque se você pega um trem expresso sem querer, vai parar lá na pqp e depois tem que voltar tuuuudo de novo. E o contrário também é verdadeiro: de repente na estação que você quer ir, o trem expresso para, e sua viagem será milhões de vezes mais rápida, porque ele é uma bênção na vida das pessoas!

De acordo com o Wikipedia (e eu posso confirmar algumas pela minha experiência), os trens expressos são:
2, 3, 4, 5, 7, A, B, D, Q e Z.
Eles correm estação a estação em trechos que nenhuma outra linha corre paralela a ela, e depois ela corre expressa. Por exemplo, a 3: ela vai de Harlem até New Lots. Na 96st, ela encontra a linha 1 (ambas são vermelhas). Desse trecho até a Chambers St, ela corre direto, pois esse trecho inteiro é atendido pela linha 1.

Outro detalhe: tá vendo no mapa que algumas estações são ligadas por um fiozinho preto? Significa que são estações conectadas por ligações terrestres, ou seja, você vai andando de uma pra outra, tipo aqui na Consolação em São Paulo.

Parece complexo, e pra falar a verdade, é mesmo. Mas depois que você está lá, pega o jeito. A minha dica é: antes de fazer a viagem, estude o percurso, veja qual é a melhor forma de fazer as baldeações, veja se dá pra pegar os trens expressos (isso pode salvar um bom tempo do seu dia), e qual é a linha que melhor atende o seu ponto final. Às vezes existem duas linhas muito próximas. Por exemplo, no hotel que nós estávamos tinha a vermelha logo na esquina, e se nós andássemos um quarteirão, nós pegávamos a azul. Isso às vezes era a diferença de duas baldeações desnecessárias.

Acho que é isso. Se alguém tiver mais alguma dica, grita aí.

Update: já ouviu falar que o metrô de NY é cheio de ratos?? Então, é verdade. Cuidado com a cabeça, porque às vezes eles caem do teto.

Sobre NY

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Eu tinha jurado pra mim mesma que não ia escrever sobre NY. Minha experiência lá foi meio esquisita, e não queria dar uma de "garota enxaqueca" aqui no blog. É que eu fui bem no natal, quando a cidade está explodindo de turistas ensandecidos, e pra piorar mais ainda, ficamos em um hotel bem no coração de Manhattan, onde o simples fato de atravessar a rua era uma aventura. Por essas e por outras, fiquei com uma imagem de NY que provavelmente não era verdadeira. Principalmente porque essa não era a primeira nem a segunda vez que eu estava indo para os EUA, e sei como são os americanos. Já fiz intercâmbio e convivi um bom tempo com eles. Não foi numa metrópole como NY, seria a mesma coisa que comparar São Paulo com o interior da Bahia, mas mesmo assim, sei que o que eu vi não foi uma amostra muito real, sei que eles não são grossos nem mal humorados como vimos. Por isso havia decidido não escrever. Mas aí pensei melhor e vi que havia coisas que valiam a pena ser escritas. Por isso escreverei, não da forma que eu costumo escrever, como um diário do que eu fiz em cada dia, mas pontuarei coisas interessantes que eu vi nos 5 dias que passei lá. Também darei algumas dicas, como sobre o metrô de lá, que é bem confuso e toda ajuda é bem-vinda. Falarei um pouquinho do hotel que nós ficamos, que foi bem ruinzinho (o Pennsylvania), e muito, mas muito pouco sobre lojas e compras. Porque a última coisa que eu fiz lá foi compra. Porque se você quer mesmo um bom dia para comprar é dia 26 de dezembro, a Black friday (que não é na sexta). E nós fomos embora dia 25. Triste, não?

Budapeste – Dia 04

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E infelizmente nosso último dia de Budapeste chega. Eu não posso dizer que já conheci muitos lugares do mundo, mas já conheci lugares suficientes pra poder comparar. E vou dizer uma coisa: Budapeste deixará saudades. Porque Budapeste é uma cidade incrível, ela é linda, é cheirosa, ela é cheia de história e tem uma arquitetura maravilhosa. A língua é encantadoramente difícil, e até o frio é charmoso*. Não é porque eu tenho sangue húngaro, não. Mas acho que todo mundo, sem exceção, deve ir à Hungria pelo menos uma vez na vida.

Mas passado esse meu momento nostálgico (estou quase com lágrimas nos olhos), vamos ao último passeio, o Óbuda walking tour. Para quem gosta de ver ruínas, esse passeio é ótimo. Óbuda significa "Antiga Buda", e foi incorporada a Budapeste há cerca de 200 anos. É um lugar charmosérrimo, que vale a visita. Além das ruínas, em alguns pontos tem várias casinhas barrocas coloridas que lembra muito cidades históricas do Brasil, tipo Paraty.

Nós pegamos o HÉV (o trem urbano) até Aquincum, antiga capital da época em que a Hungria era parte do império Romano. É incrível, porque aqui você vê algumas ruínas que datam do século II, como é o caso do antigo anfiteatro (foto ao lado – bem ruinzinha, eu sei...).
Também existe o museu de Aquincum, que fica entre as ruínas. Nós estávamos empolgadíssimas para visitar, mas ele estava fechado e não havia nenhum aviso de horário de funcionamento. Aqui nesse site indica que fica aberto todos os dias exceto segunda, mas nós fomos numa terça. Depois fui descobrir que estava fechado para manutenção (pelo que eu entendi, deve ter havido algum tipo de desbarrancamento, mas não tenho certeza), e deve ficar assim até fevereiro de 2012. Mas de qualquer forma, as ruínas podem ser vistas do lado de fora. Não sei qual é o conteúdo do museu. As ruínas que ficam pra fora do museu são essas da foto aqui embaixo. 


Embaixo de um viaduto, um pouquinho mais à frente, tem mais um sítio arqueológico, bem menorzinho, que dá pra entrar. Havia uma bilheteria, mas a mocinha nos deixou entrar sem pagar. Estou até hoje sem entender se a bilheteria estava lá para enfeitar ou se a moça estava de bom humor. 

Fö tér

Mas apesar de gostar muito de ruínas, a parte que eu mais gostei desse passeio foi a Fö tér, ou Praça central. Lá que fica o conjunto de casinhas barrocas fofas coloridas que eu falei, e onde ficam as estátuas que eu elegi como minhas preferidas. Dá uma olhada nisso e diz se não é demais. 


Não dá pra ver direito, mas são mulheres estátuas de guarda-chuva! Essas são de um escultor chamado Imre Varga. É o mesmo cara que fez aquela aquela que eu mostrei do primeiro ministro olhando pro parlamento, e é um escultor muito famoso na Hungria. A galeria dele fica ali pertinho das estátuas das mulheres de guarda chuva.

Nesse dia infelizmente a gente teve que passar meio correndo por tudo. Não conseguimos entrar em nenhum museu e nem parar direito em nada legal que a gente viu. Tínhamos um avião para pegar e ainda tínhamos que voltar pro hotel pra pegar nossas malas. Mas nos empolgamos tanto que quase perdemos o voo. Chegamos literalmente no último minuto de embarque, ainda mais porque, pra piorar, eu esqueci meu passaporte na bandeja quando passei no raio-x e tive que voltar pra buscar quando já estava indo pra sala de embarque. Deve ter sido a emoção de estar indo embora de Budapeste.

* Só pra fechar com um PS: se você pretende ir pra Budapeste no inverno, prepare-se para o frio. Não pegamos neve, mas pegamos um frio do capeta! Tinha dias que dava pra ficar só com os olhos de fora. E a máxima nem tava tão baixa assim, devia estar em torno de 4ºC. Mas a sensação térmica era bem baixa. Portanto, vá agasalhado!


Wednesday, January 4, 2012

Budapeste – Dia 03

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Esse foi o nosso último dia inteiro em Budapeste, e aproveitamos para fazer o Millennium Walk, roteiro tirado do site bacana que eu falei no primeiro post. Assim como no roteiro do primeiro dia, esse começa na praça pertinho do nosso hotel, a Vörösmarty Tér (já falei dela no primeiro post, se você ainda não leu dá uma passadinha ).

Deák Ferenc tér
Se você quer ver lojas caras, como Hugo Boss, Tommy Hilfiger, Lacoste, entre muitas outras, esse é o lugar. É aqui que começa a Deák Ferenc Utca, também conhecida como Fashion Street. Pelo nome, você já pode imaginar o que pode encontrar lá. Sinceramente eu não me interesso muito por essas coisas, então pra mim era como uma rua qualquer.

Importante dizer que aqui é o único ponto onde as 3 linhas do metrô se encontram.

Há um museu do metrô no túnel do metrô (aliás, a vida underground de Budapest é bem cheia de vida. Todos os túneis têm uma lojinha, seja de roupa ou de comida), mas quando fomos estava fechado. Ele fica aberto apenas de terça a domingo (claro que a gente tinha que ir justo na segunda!), das 10h às 18h. Achei num site que custa 320 Ft (cerca de R$ 3,00), mas não sei se esse preço está atualizado.

Ali do lado da Fashion Street fica a Erzsébet Tér, onde fica o Gödör (lembra que eu falei da baladinha do primeiro dia?).

Andrássy út e Nagymesö utca
Margeando a Erzsébet tér, você vai dar na Avenida Andrássy, que é considerada a Champs-Elisée de Budapeste. Podemos dizer que o centro cultural de Budapeste gira em torno dessa avenida. É aqui que fica, por exemplo, a Opera House (da foto).



Continuando por ela, você vai dar na rua Nagymesö. A ligação entre essas duas ruas é considerada a Broadway de Budapeste. Tem até calçada da fama, com as marcas de sapatos de (imagino eu) artistas húngaros famosos. Eu mesma não conhecia nenhum dos que eu vi.

Não entendi muito bem os dois pés esquerdos

A rua é bem bonitinha, tem uns prédios super bonitos, e também tem umas estátuas (algumas bem esquisitas, como essa da foto). Já falei da minha adoração por estátuas por aqui, né?


Oktogon
Se você quiser comer no maior Burger King do mundo é só continuar andando pela Andrássy até chegar no Oktogon, um grande cruzamento que forma um octágono.  

Praça dos Heróis
Continuando pela avenida ainda tem mais algumas coisas pra ver. Nós passamos reto, mas você não vai conseguir passar desapercebido pela casa do terror. O motivo: dá uma olhadinha na fachada: 


A gente não entrou, mas parece que é tipo um memorial das vítimas dos regimes nazista e comunista vividos na Hungria. Eu acho que ir lá sem conhecer o mínimo da história desses regimes no país deve ser besteira, então sugiro que você vá entendendo um pouco. É que nem ir pra Itália sem entender o renascimento. Você só vai aproveitar metade. Eu só não sei se as coisas lá dentro são escritas em húngaro ou inglês. 

Um pouquinho mais pra frente você chega na praça dos heróis, uma praçona enorme com um monumento que dá nome a esse roteiro: Millennium, terminado por volta do final do século XIX e começo do século XX. Em volta do monumento Millennium (alguém sabe o nome dele em português?), tem o Monumento dos Heróis, que são 14 estátuas de figuras renomadas da história do país, que circundam o primeiro monumento. É bem impressionante. Vale a visita. 


Széchenyi Baths
Pra finalizar nosso dia, a gente queria provar das famosas águas termais de Budapeste. A Széchenyi é a casa de banho mais famosa que tem por lá, e fomos nela. Mas não tínhamos biquinis, então precisaríamos comprar um por lá. Como não achamos nenhuma loja que pudesse vender biquinis no caminho até lá, resolvemos comprar no local, mesmo (eles têm umas 3 opções lá à venda). O problema é que eles não custam tão baratinho assim (custam cerca de R$ 60), são horríveis, e eles só aceitam dinheiro (pro banho eles aceitam cartão, mas pra roupa de banho o pagamento só pode ser feito com dinheiro). Como não tínhamos aquela quantia de dinheiro disponível na hora, e eu também não estava disposta a pagar tanto dinheiro numa coisa que eu só iria usar uma vez, por mais que fosse para um banho termal na Hungria (sim, eu sou mão de vaca...), então acabamos indo embora. Então a dica é: mesmo que esteja -10ºC, leve seu biquini

Tuesday, January 3, 2012

Budapeste - Dia 02

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Hoje é dia de Monte János e Castelo de Buda.

Confesso que as informações que eu vou colocar aqui hoje precisaram de muita pesquisa (então eu espero não falar nenhuma besteira muito grande. rs). É porque nesse dia saímos com o meu amigo húngaro que nos levou de carro até o alto de uma floresta, e eu não tive a curiosidade de perguntar o nome, nem detalhes sobre ela. E também como cheguei lá de carro com alguém que sabia como chegar, tive que pesquisar pra vocês como faz pra chegar até lá. Depois de muuuuita pesquisa (porque muito se fala desse lugar, mas pouquíssimos explicam como chega lá), eu encontrei esse site que explica direitinho. Está em inglês, mas como é bem complexo, achei melhor linkar direto o site, porque ele coloca fotos e tem vídeos, então fica mais didático.

Mas vamos ao que interessa: esse meu amigo nos levou a uma parte menos urbana de Buda, o Monte János, ou János Hegy, em húngaro. O lugar é uma floresta um pouquinho (mas não muito) afastada do centro de Budapeste. Até a metade do caminho você consegue chegar por meios convencionais (ônibus e trem), e a partir de certo ponto você pode subir de teleférico (libegö, em húngaro). Quando eu fui, paguei 750 Ft só a ida, isso dá cerca de R$ 7,50 (ida e volta custa 1300 Ft). Apenas informem-se antes de ir sobre os horários e datas de funcionamento. Ele não abre todos os dias! 

A subida é longa e vale a pena. Tá certo que no dia que eu fui estava um frio desgraçado, nublado e em pleno meio dia o gelo da geada ainda reinava sobre as árvores. Isso impediu que a vista ficasse mais bonita. Mesmo assim, valeu a pena. Li que quando há neve, as pessoas usam o monte para esquiar. Também achamos um ponto de voo de asa delta e vimos muita gente usando as trilhas para se exercitar. Mesmo no frio, é um lugar muito frequentado, principalmente pelos praticantes de exercício (radicais ou não).



Tá vendo as árvores branquinhas? Isso é gelo. 

Lá em cima do monte (esse é o ponto mais alto de Budapeste) você encontra o Mirante de Elizabeth (Erzsébet kilátó). Não sei muito a respeito da história do mirante, mas é uma pequena construção no topo do morro, um memorial, construido no início do século XX, e para onde Sissi adorava ir. Quando ele foi reformado, rebatizaram o memorial com seu nome. Em dias claros é possível ver Budapeste inteira. Uma pena que aquele dia estava nublado.

Castelo de Buda

Concluímos nosso passeio florestal ainda pela manhã, e descemos a montanha de carro, e não de teleférico. Meu amigo nos deixou no Castelo de Buda, para seguirmos com mais um dos nossos roteirinhos prontos (dessa vez fizemos o Castle Hill Walking Tour). Como na Torre de Londres, eu também esperava algo totalmente diferente aqui. Na realidade eu esperava encontrar uma construção só, um castelo. Mas o Castelo de Buda tem, na verdade, todo um bairro em volta. É enorme. Passamos o dia inteiro lá.
Nas ruas do castelo

A chegada no castelo pode ser feita pelo Funicular, um tipo de bondinho que te leva lá pra cima, já que o castelo fica acima do nível do rio. O preço do Funicular é meio salgadinho (pagamos 1450 Ft ida e volta – cerca de R$ 14,50), mas você também consegue entrar a pé ou de ônibus. Há uma estação de metrô pertinho (estação Szell Kalman ter, linha M2), mas a subida pode ser complicada (leva cerca de 20 minutos a pé com muita escada). Se quiser subir de ônibus, deve pegar o 16, o 16A ou o 116. Todos passam próximos do metrô e entram no castelo.


Exibir mapa ampliado
O castelo vai da Attila utca até a Csálogany Utca, eu acho. Se você clicar no mapa vai ver a rota dos ônibus e do metrô dentro do castelo. 

Bom, enfim, dentro do castelo você encontra de tudo: desde lojas, restaurantes, algumas ruínas e muita coisa bacana para se ver. A National Gallery, por exemplo, fica lá dentro. Nós seguimos passo a passo o nosso guia, mas a maior parte das coisas vimos só por fora. O único lugar que entramos foi uma igrejinha muito charmosa, toda pintada com grafismos e simbologias, de tirar o chapéu. Essa é a Mathias Church, meu ponto preferido em todo o castelo. Por menos que eu goste de igrejas, essa eu adorei. E tem um pequeno museu lá dentro. Achei demais.


Mathias Church por fora e por dentro. Detalhe para os grafismos e símbolos.