Tuesday, January 10, 2012

Budapeste – Dia 04

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E infelizmente nosso último dia de Budapeste chega. Eu não posso dizer que já conheci muitos lugares do mundo, mas já conheci lugares suficientes pra poder comparar. E vou dizer uma coisa: Budapeste deixará saudades. Porque Budapeste é uma cidade incrível, ela é linda, é cheirosa, ela é cheia de história e tem uma arquitetura maravilhosa. A língua é encantadoramente difícil, e até o frio é charmoso*. Não é porque eu tenho sangue húngaro, não. Mas acho que todo mundo, sem exceção, deve ir à Hungria pelo menos uma vez na vida.

Mas passado esse meu momento nostálgico (estou quase com lágrimas nos olhos), vamos ao último passeio, o Óbuda walking tour. Para quem gosta de ver ruínas, esse passeio é ótimo. Óbuda significa "Antiga Buda", e foi incorporada a Budapeste há cerca de 200 anos. É um lugar charmosérrimo, que vale a visita. Além das ruínas, em alguns pontos tem várias casinhas barrocas coloridas que lembra muito cidades históricas do Brasil, tipo Paraty.

Nós pegamos o HÉV (o trem urbano) até Aquincum, antiga capital da época em que a Hungria era parte do império Romano. É incrível, porque aqui você vê algumas ruínas que datam do século II, como é o caso do antigo anfiteatro (foto ao lado – bem ruinzinha, eu sei...).
Também existe o museu de Aquincum, que fica entre as ruínas. Nós estávamos empolgadíssimas para visitar, mas ele estava fechado e não havia nenhum aviso de horário de funcionamento. Aqui nesse site indica que fica aberto todos os dias exceto segunda, mas nós fomos numa terça. Depois fui descobrir que estava fechado para manutenção (pelo que eu entendi, deve ter havido algum tipo de desbarrancamento, mas não tenho certeza), e deve ficar assim até fevereiro de 2012. Mas de qualquer forma, as ruínas podem ser vistas do lado de fora. Não sei qual é o conteúdo do museu. As ruínas que ficam pra fora do museu são essas da foto aqui embaixo. 


Embaixo de um viaduto, um pouquinho mais à frente, tem mais um sítio arqueológico, bem menorzinho, que dá pra entrar. Havia uma bilheteria, mas a mocinha nos deixou entrar sem pagar. Estou até hoje sem entender se a bilheteria estava lá para enfeitar ou se a moça estava de bom humor. 

Fö tér

Mas apesar de gostar muito de ruínas, a parte que eu mais gostei desse passeio foi a Fö tér, ou Praça central. Lá que fica o conjunto de casinhas barrocas fofas coloridas que eu falei, e onde ficam as estátuas que eu elegi como minhas preferidas. Dá uma olhada nisso e diz se não é demais. 


Não dá pra ver direito, mas são mulheres estátuas de guarda-chuva! Essas são de um escultor chamado Imre Varga. É o mesmo cara que fez aquela aquela que eu mostrei do primeiro ministro olhando pro parlamento, e é um escultor muito famoso na Hungria. A galeria dele fica ali pertinho das estátuas das mulheres de guarda chuva.

Nesse dia infelizmente a gente teve que passar meio correndo por tudo. Não conseguimos entrar em nenhum museu e nem parar direito em nada legal que a gente viu. Tínhamos um avião para pegar e ainda tínhamos que voltar pro hotel pra pegar nossas malas. Mas nos empolgamos tanto que quase perdemos o voo. Chegamos literalmente no último minuto de embarque, ainda mais porque, pra piorar, eu esqueci meu passaporte na bandeja quando passei no raio-x e tive que voltar pra buscar quando já estava indo pra sala de embarque. Deve ter sido a emoção de estar indo embora de Budapeste.

* Só pra fechar com um PS: se você pretende ir pra Budapeste no inverno, prepare-se para o frio. Não pegamos neve, mas pegamos um frio do capeta! Tinha dias que dava pra ficar só com os olhos de fora. E a máxima nem tava tão baixa assim, devia estar em torno de 4ºC. Mas a sensação térmica era bem baixa. Portanto, vá agasalhado!


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