Monday, April 30, 2012

Buenos Aires, sua linda!

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A Amarílis já falou aqui sobre a viagem dela pra Buenos Aires, então vou tentar não me repetir muito. Queria focar em alguns pontos básicos.


O primeiro deles é que, me desculpem os preconceituosos, os argentinos são ótimos.  Eu já tinha ido pra lá uma vez há uns 4 anos, mas dessa vez achei especial. Fomos super bem atendidos em todos os lugares, todo mundo com quem a gente conversou se esforçou pra entender o português (isso quando eles não falavam o português), e sempre foram muito prestativos. Não tivemos problemas com taxistas (esses problemas são muito comuns, como por exemplo, de devolverem troco com notas falsas. É sempre bom ficar esperto) nem para andar à noite no centro. No geral, fomos melhor atendidos lá do que em Nova Iorque.

O Hotel
Ficamos num hotel no centro, bem pertinho do famoso Obelisco, ponto central da cidade. O hotel é o Ibis, da rede Accor, que oferece um excelente custo/benefício, e tem uma excelente localização

O hotel não oferece café da manhã incluído, mas se você pagar uma taxinha pequena (se eu não me engano eram 12 pesos), você tem direito ao café da manhã do hotel. Eu acho que vale a pena, o café não o melhor que eu já vi, mas é bastante razoável. Tem pães, frios, leite frio, leite quente, cereais, frutas, café, sucos, iogurte... enfim, é bem variado.

O quarto também é bem bacana, é pequeno, mas pra quem não precisa de tamanho ele é perfeito. O banheiro tem um chuveiro maravilhoso (queria um daqueles na minha casa), e tem TV no quarto. Não reparei se tem secador no banheiro, mas acho que não. A limpeza é bem feita, e você pode pedir pra eles não trocarem a sua roupa de cama e de banho. Sinceramente, né! A gente não troca a roupa de cama todo dia em casa. Por que no hotel tem que trocar? Não é porque estamos pagando por isso que a roupa tem que ser trocada todos os dias. Pelo menos isso é o que eu penso.

Como eu disse, o hotel é bem central, fica na Av. Corrientes, na minha opinião uma das ruas mais vivas que eu conheço de Buenos Aires, pelo menos ali perto do Obelisco. Ele fica a 15 minutos da Calle Florida, e a 40 de Puerto Madero (considerando as distâncias a pé). Eu adorei ficar lá, porque achei fácil de chegar em todos os lugares. Algumas pessoas, como o Ricardo Freire, do blog Viaje na Viagem, acha que não é uma boa ideia ficar no centro (no blog ele enumera as razões dele).

As minhas razões para FICAR no centro são as seguintes:

1. Porque o centro é, sim, vivo. A qualquer hora que você ande tem gente nas ruas, tem sebos por todos os lados, lojas de discos e livrarias, tem teatros e cinemas, e mesmo nos lugares mais feios ainda é gostoso de andar. E não dá medo, não! Claro que, como em qualquer outro lugar, não dá pra andar pensando na vida, dando sorte pro azar. Mas isso também vai ser assim fora do centro. Tem que ficar esperto em qualquer lugar. Eu andei sozinha por lá e não passei por nenhuma situação de perigo.

2. Porque você está perto de tudo. A locomoção pra qualquer outra região de BsAs do centro é muito fácil. Muitas coisas você consegue fazer a pé, outras são fáceis de fazer de ônibus ou metrô, e quando fica muito complicado, é só pegar um taxi que é bem baratinho.

3. Em geral, o centro é mais barato. De modo geral (e claro que isso não é regra), os preços dos hoteis no centro são mais baixos. Como eu fiquei em um de rede mundial, era difícil dar errado. Mas o que eu fiquei da outra vez (não me lembro o nome) ficava na 9 de Julho, também pertinho do Obelisco, eu me lembro que era bem baratinho e segurava bem a onda.

A Av. Corrientes
Enfim, eu achei bem gostoso ficar no centro, mas provavelmente também tivesse gostado se tivesse ficado em outro bairro. Só sei que essa avenida que eu fiquei, a Corrientes, é muito legal porque é a rua dos teatros. Então alguns dias da semana o público invade as calçadas e fica meio difícil até de andar, de tanta gente formando filas para entrar nos teatros. É bonito de ver.

Essa avenida também é onde você vai encontrar algumas pechinchas. Se você estiver procurando roupas mais baratas e acessórios, lá você vai encontrar aos baldes. É como se fosse a José Paulino argentina. Nessa rua se vende roupas e acessórios no atacado e varejo. Admito que as roupas lá não são tão bonitas quanto na Florida, mas são bem mais baratas. Os sapatos não são tão baratos, é mais ou menos o que a gente vê aqui no Brasil, mas como muitos deles são feitos de couro, acaba não sendo tão caro. Mas pra quem quiser, é um bom lugar pra "sacolar". Bem melhor que a Florida (gente, eu to falando da Florida, rua de Buenos Aires, tá? Não confundam com Flórida, estado dos EUA, que também tem um monte de pechinchas!)

Para se locomover
Como eu comentei acima, o hotel fica perto de quase tudo. Então, se você estiver com disposição, vale a pena fazer as coisas a pé. Veja se o seu itinerário não foge muito de onde você está e bote o pé na estrada, ou melhor, na rua. Por exemplo: do Obelisco você chega em Puerto Madero rapidinho, sem nem sentir. Sério mesmo, você nem sente que andou 2 km. Só não dá pra ir pros bairros mais distantes, tipo Boca, ou mesmo a Recoleta (pra lá dá pra ir de bicicleta. Vou contar mais pra frente).

Como a Amarílis contou, para pegar ônibus lá só é possível se você pagar com moedas. O transporte é bem baratinho, mas como não há cobradores, você precisa depositar as moedas em uma máquina que ela te dá um tiquete como comprovante. A nossa dúvida era se ele retornava troco. Vá sem medo: ele retorna. Então você não precisa ter o valor certinho da viagem, porque ele te devolve o troco. Só não me pergunte o que acontece se a máquina não tiver troco na hora.

Alguns pontos de ônibus indicam os destinos dos ônibus que passam por aquele ponto, mas isso não acontece com todos. Não procurei na net se existe algum serviço que mostre os itinerários dos ônibus, mas imagino que exista. Nós tivemos sorte de pegar o ônibus no Caminito para o Obelisco, e estava bem sinalizado.

O metrô nós não usamos, mas li que existe um cartão de embarque que você compra na própria estação. Em todas as estações existe um mapa com as linhas. São apenas 3, não é muito grande mas alcança os principais pontos que um turista de carteirinha gostaria de ir.