Friday, September 21, 2012

Caminho do Sol – De Itu a Salto

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Até pouco tempo atrás, o caminho feito hoje era um pouco diferente. A pousada era feita na Fazenda Vesúvio, que, por problemas técnicos (não sei exatamente o que), não pode mais receber os peregrinos. Quando isso acontecia, a caminhada era dividida em uns 22 km em um dia, e 24 km em outro. Como a pousada teve que mudar, a caminhada passou a ter 16 km num dia (ou 14, não sei bem) e 30km no outro. Ou seja, um dia muito leve e outro muito pesado.

Pé na estrada
Esse era o dia leve. Nem despachamos nossas bagagens, pois a essa altura, já conseguíamos muito bem andar 16 km com toda a casa nas costas. E realmente o caminho foi bem tranquilo. Fomos mais ou menos juntos novamente, andando mais devagar, já que o percurso era curto, e, embora a região fosse muito árida, deu para andar até sem o lenço no rosto. Eu conseguia conversar normalmente durante uma subida, por exemplo (coisa impensável no dia anterior).

Cadê as árvores?? 
Foto do Álvaro Bombardi

Nem fizemos paradas no caminho. No máximo uma ou outra pequena pausa para dar uma alongada e repor a comida no estômago, mas nada muito longo. Incrível perceber como o corpo acostuma (e rápido) com as condições adversas. Aquele dia senti, sim, dificuldades. Mas nem se comparam com os primeiros dias. Mas havia um porém: meus pés já estavam começando a gritar. Nem tanto pelas bolhas, mas parecia que eu tinha um pouco de dificuldade de dobrar os dedos. Mas depois que o corpo esquenta, a gente vai embora e nem percebe.

Chegando a Salto
Quando chegamos na cidade, paramos em um mercado e na farmácia. Foi até um episódio engraçado, pois eu fui a terceira a chegar na farmácia, e assim que eu cheguei o balconista já perguntou: "micropore?". rs Estava todo mundo repondo os estoques de micropore. E aposto que muita gente de outros grupos faz isso também.

Supermercado BomBom, uma das referências para chegar no hotel.
Tá vendo a turma sentada encostada na sombra?
Foto do Álvaro Bombardi

Mas enfim, no mercado não havia nada muito "útil", como barras de cereais ou docinhos de banana. Compramos apenas as águas e seguimos mais 2 km até o hotel, que ficava na cidade.

O hotel

Entrada do hotel de Salto
Foto do Álvaro Bombardi

O hotel foi a grande "decepção" da viagem. E pior de tudo: ele foi decepcionante pois era muito bom. Por causa daquele problema que eu contei no início do post, eles tiveram que achar uma outra solução de pousada, e a única que acharam foi esse hotel 3 estrelas que fica no centro da cidade. O hotel é ótimo, tem uma piscina incrível, um café da manhã delicioso e um almoço também super gostoso (o almoço não está incluso na diária). Mas acontece que estávamos tão acostumados a quartos coletivos, e a ficarmos juntos em pousadas simples, que quando chegamos lá levamos um choque. Como assim íamos ter que ficar em quartos separados, longe um do outro? Eu, por exemplo, acabei ficando sozinha no quarto, já que estávamos em número ímpar. Nós nem sabíamos em que quarto estavam as outras pessoas. Tirando o tempo que passamos juntos na piscina antes do almoço, todo o resto do dia ficamos dispersos. Formamos pequenos grupos e passeamos cada um pro seu lado, pois não havia comunicação. Por esse lado, foi horrível. Queríamos estar juntos. Queríamos pensar juntos em qual seria o passeio. Mas não ocorreu. Apesar de termos uma estadia num lugar ótimo, faltou o que a gente mais tem no Caminho do Sol, que é o calor das pessoas.

A piscina incrível do hotel. 
Foto do Maurício Ribeiro

Nosso passeio
Depois de dar uma descansada à tarde (coisa que raramente fazíamos), eu encontrei o Thi, o Roger, a Fabi, o Joel e o Jomar na piscina e de lá saímos para dar uma volta na cidade e comer. Adorei Salto. Me deu até vontade de morar lá. É uma cidade que parece ser bem arrumada, com bom comércio, e próxima a várias cidades grandes. Sei lá, quem sabe um dia?

Chegando no hotel, ficamos na área da piscina um tempão costurando (mais) bolhas e fazendo massagens uns nos outros. Que que eu posso falar? Que foi mágico? Que foi maravilhoso? Não sei. Só sei que a noite estava uma delícia e todos estavam em sintonia. Eu sei que parece romântico demais, mas quando você estiver lá, vai entender o que eu estou dizendo. É tipo aquilo que você ouvia da sua mãe, saca? "Quando você for mãe, vai entender!". Esse tipo de momento, só estando lá para entender o tamanho da energia. Mas espero que eu esteja conseguindo passar o espírito da coisa...

2 comments:

Sara said...

Eu não posso esperar para uma dessas semanas para levar algum tempo para ir comer em um restaurantes em itu e ter um bom tempo com a minha família eu estou realmente precisando de uma pausa.

thais said...

Sara, se o seu objetivo é comer em itu, recomendo o bar do alemão, especialista em bife à parmegiana. É incrível e fica bem próximo à praça central. Vale a pena. Mas se for pelo caminho do sol, você vai passar bem longe dele. Mesmo assim recomendo a visita.
Beijo