Saturday, May 18, 2013

Projeto 36 em 360 - A escolha dos países

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Um dia passei na papelaria e comprei um mapa mundi. Que coisa mais old fashion, um mapa mundi de papel, né? Mas só assim eu conseguia ter a noção geral de onde eu gostaria de ir. Às vezes eu sinto que, por mais avançada que esteja a tecnologia, tem coisas que a gente ainda tem que fazer no papel. Aliás, todo o planejamento dessa viagem está sendo feito no meu caderninho. Parece que as ideias não saem direito se eu fizer no computador.

Mas voltando ao mapa mundi: abri ele na minha mesa e comecei a riscar todos os países que eu tinha vontade de conhecer. Não levei em conta dificuldade de chegar, nem de conseguir entrar, ou de preço... nada. Só tomei o cuidado de não marcar todos os países que existem, porque sim, eu tenho vontade de visitar o mundo inteiro. Então nesse caso, acabei deixando muitos países legais de fora, e tentei focar mais em países menos "comuns". A lista inicial foi a seguinte (algumas estão listadas como países, algumas como cidades. Está confuso, mesmo):

  AMÉRICA DO SUL
• Montevideu
• Patagônia Argentina
• Ilhas Malvinas
• Atacama do Chile
• La Paz
• Macchu Picchu
• Galápagos
• Bogotá
• Caracas
• Fernando de Noronha

  ÁFRICA
• Botswana
• África do Sul
• Madagascar
• Somália

  EUROPA
• Portugal
• Espanha
• França
• Irlanda
• Escócia
• Holanda
• Bélgica
• Alemanha
• Polônia
• República Tcheca
• Áustria
• Hungria
• Itália
• Grécia
• Istambul
• Bulgária
• Romênia
• Moscou
Aqui pega o Transiberiano e vai parando nas cidades

  ÁSIA
• Mongólia
• China
• Tibet
• Maldivas
• Indonésia

  OCEANIA
• Australia
• Nova Zelândia

Feito esse roteiro inicial, eu me dei conta de duas coisas: a primeira é que tinha muito país pra conhecer em um ano só, e a segunda é que não havia nenhum país da América Central nem do Norte. Então decidi começar riscando alguns países. Escolhi tirar:

Bulgária
Romênia
Tibet

Teria também que incluir o Japão. Ir até o outro lado do mundo e não conhecer o Japão é um crime. Os países das Américas ainda não foram escolhidos, mas isso feito, provavelmente terei que tirar mais algum da Europa. Talvez você esteja pensando "mas porra, é um ano inteiro! Como assim não dá tempo de conhecer tudo? Se você for contar, na lista acima temos 39 países ao todo (sem contar os 3 que eu tirei). Dividido por 365 dias do ano, dá menos de 10 dias por país. Ok, tem país que não precisa de tudo isso para conhecer. Mas só a transiberiana de Moscou até Pequim eu calculo mais ou menos 1 mês de viagem, fazendo com calma, parando nas cidades. Então a gente já gasta 1 mês só em 3 países. Sobram 36 países para fazer em 11 meses, ou seja, 330 dias. Já são 9 dias por país. Tem país que isso vai ser muito. Mas tem lugares que vai ser pouco. Vamos supor que eu decida colocar a Disney no roteiro (há!). Precisa de pelo menos 15 dias por lá para valer a pena. Daí a gente vai chegar no Japão. Eu não vou querer conhecer só a capital. Vou querer conhecer o interior, que deve ser a parte mais bonita. Quando eu chegar lá, já estarei exausta, vou querer fazer tudo devagar, me permitir uns dias pra fazer nada, só descansar. Então, somando 5 aqui, 5 ali, o ideal é calcular o mínimo de 10 dias por países, e aí distribuir esses 10 entre os que precisam de mais e os que precisam de menos. Foi assim que eu cheguei no número de 36 em 360.

No próximo post eu vou começar a escrever as informações que eu comecei a levantar de cada país. Informações básicas, do tipo: qual é a moeda corrente, se precisa de vacina para entrar, se precisa de visto, qual é a melhor época, etc. A partir desse levantamento feito de todos os países é que eu vou fechar quais são os países que realmente vão entrar, e em que ordem vão entrar. Say tuned!

Thursday, May 9, 2013

Projeto 36 em 360

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Sabe aquele momento na sua vida em que você sente que é o momento de ganhar o mundo? Você procura um objetivo, e descobre que esse objetivo é planejar uma viagem ao redor do mundo? Já sentiu isso? Pois bem, eu estou sentindo. E foi daí que nasceu (ou está nascendo) o Projeto 36 em 360.

A ideia começou "pequena" (e sem nome). Eu decidi que faria a Transiberiana e a Transmongoliana (os trens que vão de Moscou a Pequim), e com isso cruzaria a Russia e a Mongolia para chegar na China. Mas por diversos motivos a viagem foi tomando várias configurações na minha cabeça, e mudando e mudando, até que de repente ela virou uma viagem ao redor do Globo.

36 em 360? O que significa isso? 
36 países, em 360 dias (praticamente 1 ano), em 360º ao redor do globo, em todos os continentes, exceto a Antártica.

O problema:
Eu não tenho um real para bancar essa viagem. E esse pode ser um grande problema!! Além do mais, também não tenho ninguém que tope entrar comigo nessa enrascada, afinal de contas, os meus amigos também não conseguem bancar uma viagem desse porte (a gente é tudo pobretão, fazê o que? rsss).

A vantagem:
Eu já tenho uma certa experiência como viajante, e sou organizada. Logo, consigo planejar uma viagem belíssima.

A solução:
Bom, isso eu não vou revelar ainda. Vão ter que aguardar e acompanhar.

O que eu posso dizer é que essa viagem está sendo planejada, e tem um dead line de 2 anos para acontecer. Sim! 2 anos. Pode parecer muita coisa, mas para uma viagem desse porte é muito pouco, principalmente se isso envolve ter que economizar (muito) dinheiro.

Mais para frente eu pretendo fazer um site exclusivo do Projeto, mas enquanto ele toma forma, quero que vocês acompanhem comigo. Vou escrevendo aqui todos os passos, desde esse comecinho, quando ele ainda é um embrião. Vocês vão acompanhando quais são os países que vão fazer parte, por que eu escolhi eles, por que tive que excluir outros, por que deixei de escolher alguns tão legais, vão acompanhar as minhas descobertas sobre cada país, e tudo mais que eu conseguir coletar de informação. Se por acaso a viagem não der certo, pelo menos o blog vai ficar rechonchudo e vocês, bem informados.

Escrever aqui, além de fazer com que vocês possam me acompanhar, tem uma outra função: me OBRIGAR a fazer. Assim eu tenho um compromisso de postar sempre, e deixo a preguiça de lado.

É isso, então. Rezem por mim, eu sei que ainda está longe mas tudo tem que estar redondo. E espalhem a notícia. Quanto mais gente souber do Projeto, melhor (exceto minha mãe, que ainda não está sabendo. Desculpa, mãe!!). Se alguém souber de alguma informação ou tiver alguma dica legal, vai postando nos comentários, combinado?

Vou tentar postar com regularidade, provavelmente aos finais de semana. =)
Vejo vocês em breve.

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Friday, April 26, 2013

Santiago do Chile

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Oi pessoal, eu sei que faz um tempão que a gente não posta nada aqui no blog. Boa parte disso é porque a vida anda curta de viagens, infelizmente. Maaaas, há sempre uma luz no fim do túnel, e há sempre a América do Sul para satisfazer as nossas necessidades. =).

A América do Sul fora de temporada é baratissima, e vale super a pena. Tive como desculpa para dar um pulo no Chile o festival de rock Lollapalooza, que aconteceu no começo do mês de abril. Como não tive férias, fui só para passar o final de semana, e como os shows iam ser por dois dias, não tive tempo de conhecer absolutamente nada da cidade de Santiago. Mas posso dizer algumas coisas:

O povo do Chile
Não sei se é exclusividade de Santiago, mas lá as pessoas são extremamente simpáticas. Não sabem falar português, mas se você chegar falando portunhol bem macarrônico eles vão te atender na maior simpatia. Isso foi com o taxista, o atendente da loja, o cara da rua, qualquer um! MESMO! Pra não dizer que a gente não encontrou nenhum chileno antipático, o cara do metro foi bem mal educado. Mas foi o único. No geral os chilenos são todos uns fofos. <3>

Para sair do aeroporto
Existem algumas formas de sair do aeroporto. Metro, taxi, transfer, aluguel de carros. Aqui no site do aeroporto (em espanhol ou inglês) tem informações mais detalhadas sobre cada opção. Das pesquisas que eu tinha feito antes de ir, eu nunca tinha ouvido falar em transfer. Ele é o jeito mais barato de chegar ao seu destino. Apesar disso, ele também é o mais demorado. Você paga 5500 pesos, equivalente a cerca de R$ 23 (preço de abril/13), e vai com mais algumas pessoas no carro. Eles juntam pessoas que estão indo para destinos próximos ao seu. A ideia é simples e ao mesmo tempo genial.

A vantagem desse sistema: é mais barato. De taxi você paga 15 mil pesos, o equivalente a R$ 63, R$ 40 a mais que o transfer.
A desvantagem: é mais demorado, pois você tem que esperar pelo menos até 15 minutos para o carro sair, e depois o carro tem que deixar todo mundo. Você pode dar sorte de ser o primeiro a ser deixado (como foi o meu caso), mas também pode dar o azar de ser o último. Sendo a cidade pequena, acredito que mesmo sendo o último, esse não seja um grande problema.

Os Transfers você acha bem na saída do desembarque, e eles estão em "barraquinhas" com o nome de Taxi, pelo que bem me lembro. Mas é fácil de reconhecer pelo nome, TransVip ou Transfer Delfos. Não tem erro.

A moeda
Lá no Chile eles usam o Peso Chileno, que é beeeem desvalorizado em relação ao real. Quando eu fui, R$ 1 estava valendo 0,050 pesos, ou seja, quase nada. Entretanto, os preços lá não eram muito mais baratos que aqui, pelo menos das coisas que eu vi. Passei o final de semana com R$ 200, sem gastar muito com comida e sem comprar nada.

Transporte
Usei muito pouco do transporte, mas posso dizer que o metrô lá é muito bom. Eles têm uma malha metroviária muito extensa, e o que não chega de metrô, chega de taxi que é bem barato. O metrô fecha, se não me engano, a meia noite. Os ônibus acho que ficam até mais tarde, mas não tenho certeza. Não andei de ônibus lá, não sei como funciona nem quanto custa. O metrô funciona bem parecido com São Paulo, tem a bilheteria caso você queira comprar uma viagem isolada, mas também tem um "bilhete único" para várias viagens. As tarifas variam de acordo com o horário da viagem. No site do metrô tem todas as tarifas, informações de linhas e baldeações, e outras informações.

O Clima
Fui em abril, finalzinho do verão. O clima estava agradável, calor de manhã e friozinho à noite. E seco, muito seco. O que torna uma mala para essa época do ano muito complicada. Casaco, blusa curta, blusa comprida e muitas garrafas de água. 

Sobre consumo de álcool
Santiago tem boa parte da cidade controlada pelos militares. Não sei qual é o histórico da coisa, mas sei que eles têm muita restrição com bebidas alcoólicas. É proibido, por exemplo, o consumo de bebidas alcoólicas na rua. No Lollapalooza também não havia venda de álcool fora da área VIP. Portanto, caso estejam por lá, tomem cuidado com isso. Os Carabineros, como são chamados os militares, não são lá muito amigáveis e eu não mexeria com eles...

Eu fiquei pouco tempo no Chile, mas posso dizer que voltei apaixonada. As pessoas são incríveis, a paisagem é linda, o clima é agradável, o trânsito é educado... com certeza voltarei em breve para ficar mais tempo. E aí volto para contar mais. =*