Wednesday, September 24, 2014

Gonçalves – MG

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Final de semana passado fui pra Gonçalves, sul de Minas Gerais, pertinho de São Paulo. Eu já tinha ido pra lá em maio desse ano, mas não tinha tido a chance de escrever aqui. Naquela época ainda nem era inverno e lá já estava um frio de congelar os ossos.


Gonçalves fica a uma média de 2.000 m de altitude, próximo a Campos do Jordão. É uma região montanhosa e cheia de paisagens bonitas e cachoeiras lindas e gostosas de nadar. Bom, pelo menos quando não está tão frio. Durante o inverno a água das cachoeiras fica tão fria que eu mal consegui ficar 30 segundos com os pés dentro da água. Você perde rapidamente toda a sensibilidade dos pés, além de sentir aquela dor dentro dos ossos. Quem já sentiu, sabe do que eu estou falando

A cidade em si não tem muita coisa pra fazer. Sua população de quase 5 mil habitantes espalhados entre zona "urbana" e rural deixam praticamente um vazio demográfico. Não tem transporte público e nem hospital. Mas não se engane. Não significa que a cidade não tem charme. Muito pelo contrário. Gonçalves é muito acolhedora, e linda de morrer. Isso sem contar com os restaurantes de comida mineira que fazem você comer até pedir arrego.

Vou falar um pouquinho dos lugares que eu conheci de lá, mas algumas coisas eu não me lembro muito bem, porque fazem parte da minha primeira viagem, e dessas eu também não tenho foto. Então vou já me desculpando, espero que vocês me perdoem.

A pousada

Quando fui da primeira vez, fiquei em uma pousada no bairro de São Sebastião de Três Orelhas chamada Pousada Três Orelhas (um nome bem original). Quem é o dono lá é o Ary, um cara muito gente fina. A pousada é bem simples, nada de espetacular, mas eles fazem um café da manhã bem gostosinho, tem lareira no quarto e eles não cobram pela lenha, tem tv com dvd, e eles têm uma dvd-teca com alguns filmes bons... enfim, é bem gostosinha. Ela fica a 6 km do centro de Gonçalves, e bem no centro de Três Orelhas (não que isso signifique muita coisa, porque o bairro é minúsculo).

Quem quiser conhecer, o site é esse. Lá tem todas as tarifas, e email e telefone para reserva.

Na segunda vez não fiquei em pousada, então vou ficar devendo essa. rs

As cachoeiras

O que Gonçalves mais tem é cachoeira. Pra todos os gostos, tamanhos e idades. Eu conheci 5. Mas só me lembro bem de 4 (ops!). Vamos lá:

1. Cachoeira das 7 quedas: fica na estrada entre a São Sebastião e o centro de Gonçalves. Na verdade essa é uma daquelas que eu não me lembro direito, mas se não me engano, a entrada é pela pousada Trem das Cores. Deveriam cobrar uma taxa, mas quando fomos, não havia ninguém lá.

2. Cachoeira do cruzeiro: na mesma trilha das 7 quedas você encontra placas para o cruzeiro. Também dá pra acessar por outra estrada, mas eu não sei como faz. Pela trilha a partir das 7 quedas, são 1200 m de caminhada no meio de florestas e pastos. Mas é uma trilha tranquila e demarcada. Você só tem que passar umas cercas de vez em quando. A caminhada dá uma canseirinha, mas vale a pena quando chega lá. A cachoeira é boa pra tomar banho, e bonita pra se admirar. Quando eu fui estava muito frio pra entrar, mas ficamos horas só sentados na beira d'água admirando a natureza. É um ótimo lugar pra botar as ideias em ordem.

3. Cachoeira do Simão: cachoeira perfeita para nadar. Forma uma piscina natural. Não sei como é em épocas de chuvas, mas pelo menos agora, que estamos em época de muita seca, ela estava ótima. Desculpe mais uma vez, mas não me lembro como faz para chegar nela. Mas vale muito a pena, é uma das mais legais de Gonçalves.




4. Cachoeira das Andorinhas: foi a que eu menos gostei. É difícil de chegar, com mato muito alto, cheio de pedras (daquelas difíceis de andar por cima), e cheeeeeia de saúva. Sabe saúva, aquela formiga de cabeção que gosta de picar onde não deve e dói pra caramba? Então, lá tem um monte. Aquela cabeça com formato de coração só engana. De fofa ela não tem nada. Enfim, não recomendo. Mas caso você se empolgue mesmo assim, ela fica na estrada dos Martins.


5. Cachoeira dos Henriques: seguindo a mesma estrada dos Martins, você vai dar na Cachoeira dos Henriques. Ela estava muito legal porque era época de seca, mas talvez ela seja meio perigosa em épocas de chuva. O acesso dela é bem fácil, pela estrada você já vê. Daí você chega numa queda leve de água, uma piscininha natural, dá pra nadar. Super gostoso. Mas não se engane. Um pouquinho mais pra frente tem uma queda d'água altíssima. Tome cuidado.



Eu tenho esse mapa tosquinho que eu peguei na cidade, com as estradas, pousadas e cachoeiras da cidade (entre outros). Lá tem alguma coisa de ecoturismo também, pra quem gosta disso. Eu não fui atrás, então não sei dizer a respeito. Mas sei que existe.


Os restaurantes

Bom, o que dizer da comida mineira? O que dizer de tentar não engordar 5 kg em um final de semana sem fazer esforço algum? Principalmente em fim de semana de festa da padroeira da cidade, com direito a quermesse no centro. Aí ferrou. Explico: dia 15 de setembro (meu aniversário, inclusive) é dia da padroeira da cidade, Nossa Senhora das Dores. Então no fim de semana dos dias 13 e 14, quando estávamos lá, estava rolando quermesse. Uma baita festança, com direito a bingo de leitoa, cuja contemplada, inclusive, foi a pessoa que vos fala. Mas isso é assunto pra outro dia, porque o mico já foi grande demais pra um dia só.

Tem dois restaurantes lá que eu recomendo muito: o Pé da Pedra, bastante conhecido por lá, e o Casa da Vilma (ou Restaurante da Vilma?), onde tem a melhor carne de lata, é o que dizem. Carne de lata é carne de porco feito na banha. Achei tudo muito bom. A carne de lata, a carne de panela, o arroz, a farofa, nham nham... que fome! Esses dois restaurantes cobram R$ 25* e você pode comer À VONTADE, leia-se: até explodir. Ambos fecham às 16h, mas chegamos lá um pouquinho depois disso e ainda conseguimos filar uma bóia. Mas recomendo não fazer isso, pra poder pegar uma comida fresquinha e quentinha.

ATENÇÃO: Tanto nos restaurantes quando em vários outros lugares da cidade, não são aceitos cartões. APENAS DINHEIRO! Vá preparado! 

O Porão é uma pizzaria que fica aberta quando todo o resto está fechado. Ela fica escondidinha no canto da cidade, se não me engano fica na rua da polícia. Eles também servem sopas e caldos. A comida lá é uma delícia. Lá aceitam cartão. A pizza eu paguei em torno de R$ 30*, e o caldo era R$ 9*.

Update: achei um cartão da pizzaria com um mapinha. Parece bobo, mas acredite, ajuda muito. Pra quem quiser, o telefone de lá é 3654.1220.


Compras

Além de toda a fofura em compras que a cidade oferece, tem duas lojas que são imperdíveis: a primeira e mais tradicional é a cachaçaria do Marcelo, que fica bem no centro, em frente à Matriz. Lá eles têm cachaças de todos os tipos, e vinhos do mundo inteiro, com preços imbatíveis (pelo menos comparados com SP). Pra efeito de comparação, um vinho que aqui custa R$ 76, eu paguei lá R$ 45.

Outra loja é a Santa Villa, que fica na rua Joaquim Ferreira de Souza, 209 (também no centro). O site está fora do ar, mas o facebook deles é esse aqui. São 3 lojinhas juntas, uma chocolateria, uma que vende produtos cosméticos artesanais, e outra que vende chás. Mas a loja é um desbunde. Só indo pra entender. É um charme. E o chocolate quente deles é tudo de bom. Promete que vai passar lá?


* Todos preços de 2014.

 

Tuesday, September 23, 2014

Chile – o planejamento

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Estamos a menos de 1 semana da nossa viagem para o Chile, e portanto estamos acertando os detalhes finais da viagem. O roteiro já está pronto, no entanto decidimos não fazer reservas em nenhuma pousada (exceto na primeira noite, ao chegar lá) para não engessar a viagem, já que estaremos viajando de carro e imprevistos poderão acontecer.

O roteiro

A viagem total dá 1700 km, em média. É coisa pra caramba e só eu estarei dirigindo. Então a ideia é dividir a viagem em 4:

(1) Na madrugada do dia 28 para o dia 29 chegaremos em Santiago. Passamos apenas a noite lá, pegamos o carro que alugamos (já falo disso) e saímos em direção a La Serena. Queremos passar 2 noites nessa cidade. Na primeira noite, quando chegarmos, eu quero ir a um dos observatórios que tem lá, e no dia seguinte vamos fazer um passeio que foi recomendado, em uma ilha. Então descansamos e partimos no dia seguinte cedinho.

(2) Vamos até Chañaral, onde fica o parque Pan de Azucar. Não sei muito bem o que tem lá, mas parece interessante. E vai ser um bom ponto de descanso. Como de La Serena até lá devem ser muitas horas de viagem, devemos "perder o dia todo". Estou contando que vamos chegar tarde lá, e que vamos fazer o passeio só no dia seguinte, então vamos dormir duas noites lá.

(3) Nosso último ponto de apoio será Antofagasta, onde teremos que deixar o carro. Não entendi muito bem como não tem um ponto de devolução de carro mais perto do Atacama (como em San Pedro, ou Calama), mas lá era o mais perto, então teve que ser assim. Aqui só vamos passar a noite, parece que não tem nada pra fazer por lá de muito interessante.

(4) De Antofagasta vamos pegar um ônibus até San Pedro, onde vamos passar o resto da viagem, pelo menos a princípio.

O carro

Decidimos alugar o carro na Localiza. Havia achado alguns sites que indicaram umas locadoras com uns preços melhores, mas de tudo que eu consegui pesquisar, a Localiza era mesmo a que estava mais barata. E o site deles é bem simples, ao fazer a reserva eles já incluem o seguro (pelo menos pra esse tipo de viagem que estamos fazendo), foi bem fácil. Os outros sites eu levava duas horas pra conseguir entender o que era o quê. No final das contas acabamos reservando um carro econômico com ar, que achamos que poderia ser útil, estando num deserto. A parte do econômico é porque a gente não quer MESMO gastar com gasolina, sendo que lá ela é caríssima, e já estamos sabendo que é meio difícil achar posto na estrada.

O custo foi de U$ 44/dia, mais taxa de devolução em outra cidade, e taxa aqui, taxa ali. O total, para 4 dias, foi de U$ 274. Preço bem salgado. Mas mais salgado ainda vai sair o combustível para 1700 km. E pedágio. Bota tudo na conta. E lembra que são suas férias e que tudo vale a pena.

Nós soubemos de uma pessoa que fez uma viagem parecida com a nossa, e acabou alugando um carro que não tinha rádio. No desespero de acontecer o mesmo conosco, eu e meu irmão saímos hoje em busca de uma caixinha de som bluetooth. Bom, pelo menos assim a gente não corre nenhum risco. =D

O seguro viagem

Taí uma coisa que ninguéééém lembra de fazer, só lembra quando tá lá, com um pé quebrado, precisando de ajuda médica no exterior. O seguro. Gente, peloamordedeus, não sai do Brasil sem seguro! Já dizia o velho deitado, o seguro morreu de velho! Não custa nada fazer (custa, mas não vamos entrar no mérito, né?). Eu cotei em 3 lugares (a saber: Duetour, Assist-card, e Itaú). Acabamos fechando no Itaú, que tinha uma boa apólice e o preço bom, e tanto eu quanto meu irmão somos correntistas. O preço era o mesmo do Assist-card, então quem não for correntista Itaú, recomendo fazer com eles (uma amiga que recomendou, inclusive). A Duetour era o dobro do preço.

Cartão e celular

Outra coisa que não dá pra esquecer é de avisar o seu cartão de crédito que você está indo viajar pra fora. Você não quer que seu cartão seja bloqueado na sua primeira compra. Não, tenho certeza que não quer. Entra lá no site do banco, vai em "cartões", e procura o link que diz "aviso de viagem", ou qualquer coisa do tipo. No site do Itaú tá bem facinho de achar. Daí é só dizer a data da sua viagem, o motivo, e voilá! A parte mais difícil disso aí é ter dinheiro na conta pra gastar. hehehe.

Quanto ao celular, estávamos vendo planos do celular para irmos com o 3G habilitado direto daqui do Brasil. Mas as operadoras cobram fortunas por isso. A Claro, por exemplo, cobra R$ 29,90 (ou algo semelhante) POR DIA para você ter 3G no seu celular no exterior. Na nossa viagem, que será de 10 dias, iríamos pagar R$ 300! Então vamos tentar comprar um chip pré pago lá e usar nos nossos celulares. Vai sair muito mais barato.

E fora isso, falta ainda ver algumas roupas de frio, trocar dinheiro (pra quem não sabe, a moeda lá é o peso chileno, e vale quase nada.  1 CLP está valendo R$ 0,0040 hoje), e outras coisinhas menores. Tive que renovar minha carteira de habilitação que, claro, vencia bem esse mês. E obviamente que meu passaporte acabou de vencer. Vou ter que entrar no país com meu RG. Queria tanto mais um carimbinho no passaporte... =(

Vacinas

Informação importante (ou não): pra entrar no Chile não é necessário tomar nenhum tipo de vacina.

E acho que é isso. Depois volto com muitas informações, dicas, e histórias. Hasta la vista.